Quando pela primeira vez escutei esta música, de imediato lembrei-me da solidão de Vilarinho da Furna. Certamente que a banda não pensava em Vilarinho quando compôs este tema, mas creio que pensaria em todas as 'Vilarinho da Furna' de Portugal.
O passado chama
A voz rouca ouve-se para lá das montanhas do pensamento
Repica no granito, moreno pelo Sol da juventude de outrora
Junto ao rio vejo a imagem de um povo que ali vivia e se alimentava das suas férteis águas
Quão longe vai esse mundo...
No peito guardo a sua imagem, como um pastor guarda o seu rebanho do mais temível lobo
A solidão
Sentado no bando da saudade, o pensamento vagueia pelo Outono da vida
Conto os dias que me restam
Esta terra já não é minha.
Letra © Urze de Lume (Todos os direitos reservados) - Texto de Ricardo Brito
Vídeo © Urze de Lume (Todos os direitos reservados)
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
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