Aproveitando o ténue calor dos raios de Sol matinais, um gato descansa na janela de uma das casas rústicas de S. Lourenço de Cabril, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Aproveitando o ténue calor dos raios de Sol matinais, um gato descansa na janela de uma das casas rústicas de S. Lourenço de Cabril, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Hoje, dia 26 de Outubro de 2026, fui surpreendido pela chegada de um correio electrónico do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), assinado pela Directora da Direção Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Norte, Sandra Sarmento, em resposta a um pedido de autorização que fiz a 14 de Agosto de 2026 para uma caminhada de visitação a realizar a 1 de Setembro de 2026. Só o facto de a resposta chegar mais de dois meses da data do pedido e mais de dois meses da data da caminhada, já diz muito sobre o funcionamento do ICNF.
Ora, por altura da realização de uma etapa da Volta a Portugal em Bicicleta que atravessou uma das zonas mais sensíveis do Parque Nacional da Peneda-Gerês, foram evocados argumentos de “compatibilização entre desporto e conservação da natureza”, além de “promover os seus valores, o seu conhecimento, e levar às casas das pessoas imagens absolutamente fantásticas deste que é o único Parque Nacional que temos e, a partir daqui, promover” a todo o público que seja capaz, e dar a conhecer “este valor nacional que temos todos de proteger e salvaguardar.” Estas, foram palavras proferidas pela própria Directora da Direção Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Norte, depois da desautorização dos pareceres emanados pelos técnicos do ICNF e que indicavam que a prova desportiva em questão não deveria ser autorizada.
As manobras políticas que levaram à «autorização» da realização do evento referido, criaram um precedente que foi aberto para a empresa / entidade organizadora do evento que decorreu a 13 de Agosto de 2026, violando os pressupostos do actual Plano de Ordenamento e que implicavam a sua não autorização.
O pedido de autorização que fiz e a contestação que enviei a uma primeira resposta do ICNF, foram no fundo uma pequena provocação à actuação das instâncias superiores do ICNF que - para satisfazer calendários políticos - desrespeitaram por completo a essência do Plano de Ordenamento, justificando com argumentos que apenas serviram para justificar um erro.
Assim, é óbvia e descarada, a dualidade de critérios daquele Instituto Público.
A bela Cascata de Cela Cavalos, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
É uma paisagem habitual nos dias de Outono na Serra do Gerês. A faia da Água da Adega, não muito longe da Portela de Leonte, mostra-nos o avançar dos dias de Outono.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O Parque Nacional da Peneda-Gerês encontra-se numa situação limite.
Sem investimento na sua protecção e sem investimento no seu futuro como verdadeira Área Protegida, o Parque Nacional da Peneda-Gerês encontra-se no seu leito de morte.
Anos e anos sem investimento - na verdade, nunca teve o investimento que merecia desde a sua fundação - levaram a que o Parque Nacional da Peneda-Gerês seja hoje apenas uma memória daquilo que se projectou.
As actuais políticas ambientais também não auguram um futuro risonho para o nosso único parque nacional e somente uma mobilização da sociedade civil poderá iniciar um verdadeiro mivimento que leva a bom porto os desígnios do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
A petição "A ciência avisa e a cidadania exige mais empenho na conservação do Parque Nacional da Peneda-Gerês" pode ser o primeiro passo para que o «nosso» Parque Nacional tenha futuro.
Assina a petição e ajuda atingir as 2.500 assinaturas.
Assina a petição no link "A ciência avisa e a cidadania exige mais empenho na conservação do Parque Nacional da Peneda-Gerês".
Notícia d'O Amarense para ler aqui.
"O Parque Nacional da Peneda-Gerês deverá beneficiar de um investimento de cerca de 30 milhões de euros destinado à qualificação da oferta turística e à melhoria das condições para visitantes e residentes."
Fotografia: O Amarense
O aspecto da Cascata de Leonte, Serra do Gerês - a 21 de Outubro de 2026 - onde o seu escasso caudal é o reflexo dos dias de seca que assombram o Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A Cascata de S. Miguel, Serra do Gerês, marca a entrada no Vale do Alto Homem.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A Associação Cultural e Recreativa da Gavieira convida toda a população, sócios e amigos a participar no Magusto a realizar no próximo dia 7 de Novembro!
Neste dia também se realizará um convívio de escaladores da Meadinha. Depois das 18h00 vai-se fazer um churrasco, caldo verde, vinho verde e assar muitas castanhas. Juntem-se para tornar o dia ainda mais animador e especial.
A A.C.R.A.G agradece e conta com a presença de todos para festejar o Outono, a escalada e o convívio local.
As inscrições são obrigatórias e até ao dia 1 de Novembro, podendo ser feitas aqui!
O Gerês Ativo – Encontro de Desportos de Natureza terminou este domingo, 18 de outubro, após nove dias dedicados à descoberta do concelho de Terras de Bouro através do desporto, da aventura e do contacto com a natureza.
Promovida pelo Município de Terras de Bouro, a iniciativa apresentou um programa diversificado, com cerca de 40 atividades, envolvendo 12 empresas locais de animação turística. Caminhadas, BTT, passeios a cavalo, atividades aquáticas, canyoning, passeios de jipe, observação de estrelas e oficinas de natureza foram algumas das experiências propostas.
O evento procurou valorizar os recursos naturais do concelho, dinamizar a economia local e contribuir para combater a sazonalidade turística, afirmando o Gerês como um destino de natureza durante todo o ano.
Para o vereador do Município de Terras de Bouro, António Cunha, o Gerês Ativo representa uma aposta na qualificação da oferta turística e na valorização do território.
«Queremos promover um turismo de natureza que valorize aquilo que temos de mais importante: o nosso património natural e as nossas comunidades. Isso significa proporcionar experiências de qualidade, envolver as empresas locais e garantir que a promoção do Gerês é feita com responsabilidade, sem comprometer os valores ambientais que tornam este território único.»
O autarca sublinhou ainda que o desenvolvimento turístico deve ir além da atração de visitantes, contribuindo para a sustentabilidade do território e para a criação de oportunidades ao longo de todo o ano.
A programação de sexta-feira, 16 de outubro, destacou a ligação entre turismo, educação ambiental e experiências pessoais.
Em colaboração com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), realizou-se uma ação de plantação de espécies autóctones, associada ao tema do turismo regenerativo. A iniciativa procurou sensibilizar os participantes para a importância da recuperação dos ecossistemas e para um modelo turístico que não se limita a reduzir impactos, mas que procura deixar benefícios concretos no território.
Seguiram-se duas palestras: Fábio Inácio partilhou a experiência de «Treze mil quilómetros a pé pelo mundo», numa reflexão sobre a caminhada, a descoberta e a relação com diferentes territórios; Carlos Sá apresentou «Do sofá para os grandes palcos mundiais!», dando a conhecer o seu percurso desportivo e o papel da determinação e da superação pessoal na concretização de objetivos.
A jornada terminou com um jantar de gastronomia local e um momento de música ao vivo, valorizando também a identidade cultural e as tradições do concelho.
Com esta primeira edição, o Gerês Ativo reforça a aposta do Município num turismo de natureza responsável, assente na valorização dos recursos locais, na colaboração com os agentes turísticos e na preservação do património natural do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Texto e imagens: Município de Terras de Bouro
Os cabeços de Curvaceira e da Calcedónia surgem à distância neste alinhamento fotografado desde Carris de Maceira em direcção ao Prado do Vidoal, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Com noites mais frias e dias amenos, um pouco por todo o Parque Nacional da Peneda-Gerês, chegaram os dias dos amanitas.
Na imagem, um belo e alucinogénico amanita muscaria fotografado nas Costa do Morujal, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Com um fundo de nuvens plúmbeas anunciando tempestade, o Penedo da Saudade enquadra parte das ruínas das Minas dos Carris, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O dia 15 de Outubro de 2026 assinalou dois anos desde o encerramento da Consulta Pública relativa ao novo Plano Especial do Parque Nacional da Peneda-Gerês e Regulamento de Gestão. Até ao dia de hoje, nada foi feito!
Numa altura em que o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) mais parece uma personagem da série distópica The Walking Dead, é cada vez mais necessário um maior rigor na sua vigilância e na sua preservação. A cada dia que passa, o PNPG parece cada vez mais longe de atingir os seus objectivos e tudo acontece sem que haja o mínimo de pudor e respeito pela sua conservação.
Conservar e respeitar o PNPG é conservar e respeitas quem lá vive e quem quer desfrutar da Natureza no seu estado mais puro e selvagem, respeitando os seus valores únicos.
Ao longo dos últimos anos tem-se assistido ao delapidar do potencial de preservação do único parque nacional português e o seu futuro parece cada vez mais incerto.
Não se compreende como passam dois anos de inactividade, como passam dois anos a marcar passo, como se perdem dois anos num processo burocrático.
Passaram dois anos e nada foi feito!
O silêncio e a "Solidão" do Curral das Lamas de Bruites, Serra do Gerês, são os ecos do desaparecimento de Vilarinho da Furna.
O passado chama
A voz rouca ouve-se para lá das montanhas do pensamento
Repica no granito, moreno do Sol da juventude de outrota
Junto ao rio vejo a imagem de um povo que ali vivia e se alimentava das suas férteis águas
Quão longe vai esse mundo...
No peito guardo a imagems, como um pastor guarda o seu rebanho do mais temível lobo
A solidão
Sentado no banco da saudade, o pensamento vagueia pelo Outono da vida
Conto os dias que me restam
Esta terra já não e minha.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Letra "Solidão" por Ricardo Brito