sexta-feira, 2 de junho de 2023

Trilhos PNPG - O Trilho da Águia do Sarilhão (mod)

 


Pequena caminhada pelo Trilho da Águia do Sarilhão com início na aldeia do Campo do Gerês, e passagem pela Geira Romana à vista da Barragem de Vilarinho das Furnas.























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDXCVIII) - Capra

 


A cabra-montesa (Capra pyrenaica) é já um ex-libris da Serra do Gerês e do nosso único Parque Nacional.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Trilhos seculares - O Alto do Borrageiro e a Lomba de Pau

 


A caminhada pelos velhos carreiros de montanha foi dedicada à fauna, flora e história da Serra do Gerês, com uma subida ao Alto do Borrageiro e passagem pelo Curral de Lomba de Pau com as suas enigmáticas ruínas.

Como muitas outras, a caminhada começou na Portela de Leonte junto da antiga Casa Florestal de Leonte, seguindo-se pela secular calçada até à Chã do Carvalho. Daqui, ao Prado do Vidoal e depois para o Colo da Preza sobre o Vale de Teixeira. Continuando a subida, chegava à Chã da Fonte de depois Fonte da Borrageirinha já a caminho do Arco do Borrageiro e caminhando por rocha nua.



Com um dia ameno, a chegada ao Alto do Borrageiro foi feito com uma leve brisa que acalmava a pele. Após uma curta paragem, descida para a Lomba de Pau. Aqui, limite do perímetro do velho Gerês Florestal, encontramos o usual forno pastoril e não muito afastado o que me parecem ser os restos de um outro abrigo pastoril ou então o que resta de uma construção megalítica.

Após uma nova paragem, regressei à Portela do Homem seguindo para a Fonte da Borrageirinha pelas Lamas de Borrageiros e encetei a descida para a Preza passando pelo Enfragadouro, descendo depois para o Prado do Vidoal.

Ficam algumas fotografias do dia...





























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDXCVII) - Vale de Teixeira

 


O Vale de Teixeira, Serra do Gerês, visto desde o colo da Preza coberto de abrótegas.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Flores do Parque Nacional (XXXI) - Arroz-dos-muros

 


O Arros-dos-muros, também conhecida como "Arroz-dos-telhados" (Sedum brevifolium DC) é uma espécie de planta com flor pertencente à família Crassulaceae. Surge em fendas de rochas, cascalheiras, taludes, em substratos rochosos e arenosos grosseiros. A sua floração ocorre entre Abril e Julho. 

Trata-se de uma planta de folhagem semi-persistente e que demora 2-5 anos a atingir a maturidade.

Fotografada a 1 de Junho de 2023.

Agradeço ao Luís Borges pela ajuda na identificação desta planta.

Fonte: Flora-on, Queridas plantas, BioDiversity4All

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Inicia-se o período durante o qual o ICNF pode cobrar a taxa de acesso à Mata de Albergaria

 


Por lei, o dia 1 de Junho assinala o início do período durante o qual o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) pode cobrar a taxa de acesso à Mata de Albergaria, Serra do Gerês. Este período mantém-se até 30 de Setembro.

Neste dia, e no corrente ano, o ICNF ainda não iniciou a cobrança da taxa de acesso.

Esta taxa de acesso aplica-se aos veículos motorizados e tem um valor de €1,50 por dia.

Segundo a Portaria n.º 31/2007, de 8 de Janeiro, que veio fixar a taxa de acesso, esta tem por objectivo assegurar a preservação dos frágeis ecossistemas que caracterizam a Mata de Albergaria ao se aplicar medidas que passariam pela sustentabilidade da gestão dos recursos naturais, sujeitando a sua utilização ao pagamento de uma taxa de acesso, de acordo com o princípio do utilizador-pagador.

Nos termos da Portaria n.º 39/2011, de 18 de Janeiro, são isentos do pagamento da taxa de acesso por viaturas motorizada à área abrangida pela Reserva Biogenética da Mata de Albergaria:

a) Os condutores que sejam residentes ou naturais do concelho de Terras de Bouro, mediante a apresentação de documento comprovativo da sua naturalidade ou residência;

b) Os condutores que sejam residentes no restante território abrangido pelo Parque Nacional da Peneda -Gerês, mediante a apresentação de documento comprovativo da sua residência;

c) Os condutores que sejam residentes no município espanhol de Lobios, mediante a apresentação de documento comprovativo da sua residência;

d) As viaturas ao serviço do Parque Nacional da Peneda- Gerês ou do Parque Natural da Baixa Limia - Serra do Xurés;

e) As viaturas de outras entidades no exercício de funções de policiamento ou fiscalização e de prevenção de incêndios.

O acesso à Mata de Albergaria é condicionado entre as 9h30 e as 19h00 com a existência de três pontos de controlo/cobrança na Portela de Leonte, Portela do Homem e Bouça da Mó. 

Caminhadas do blogue Carris em Maio de 2023

 


Estas foram as caminhadas do blogue Carris em Maio de 2023...

Trilhos lá fora - Picos de Europa (De Pandébado à Vega de Urriello)

Trilhos lá fora - Picos de Europa (A subida ao Pico Samelar)

Trilhos lá fora - Caminhada à Mina das Sombras

Trilhos seculares - A ida e a volta aos Prados da Messe (e trazer de volta o lixo dos outros)

Trilhos seculares - Do Arado ao Poço Azul

344... Minas dos Carris pelo Vale do Alto Homem

Serra do Gerês - Um passeio pela flora da Mata de Albergaria

Serra do Gerês - Ao Prado, a Gamil e ao alto de Lamas

Serra do Gerês - Os velhos caminhos de Vilarinho

Serra do Gerês - Das Caldas ao Campo

Serra do Gerês - Um passeio botânico pelo Vale do Homem

Serra do Gerês - Caminhada ao Cabeço de Istriz e Curral das Mesas

Trilhos lá fora - Rota de Padrendo

- Serra do Gerês - ...

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Os dias do fim

 


Já tinham havido algumas surpresas neste dia, mas estes momentos definitivamente marcaram a caminhada. Por entre o silêncio e a imensidão das paisagens, ia caminhando encosta acima na ânsia de atingir o ponto mais alto. Dali, teria a visão perfeita para todo o horizonte que se compunha da tempestade que eventualmente chegaria pela tarde.

Numa passada, distingo na distância o vulto deitado nas rochas. Era diferente dos outros, pois a sua cabeça ostentava uma única haste. Ao longe, parecia que a haste do lado direito estava partida, mas assim que me aproximei através do zoom da máquina fotográfica, verifiquei que o caso era outro.

De facto, em alguma altura a haste direita ter-se-á partido ou sofrido um choque que fez com que viesse a crescer para baixo, passando sobre a garganta do animal. Este, aparentava ser já um animal velho que ali contemplava as penedias da Serra do Gerês. Fui-me aproximando de forma silenciosa e obtendo várias imagens para mais tarde recordar estes momentos até que, na volta da grande rocha, deixámo-nos de nos ver mutuamente.

Chegado ao ponto alto, e com visão para na distância conseguir ver o local onde a cabra-selvagem estava, este encontrava-se já vazio. Gosto de pensar que ter-se-á lentamente levantado, apercebendo-se da aproximação da tempestade que dali a minutos chegaria e que tenha procurado um refúgio neste primeiro dos dias do seu fim.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)