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sábado, 2 de maio de 2026

XX Subida da Vezeira nas terras do Gerês

 


A 9 e 10 de Maio de 2026 decorre a festa da XX Subida da Vezeira nas terras do Gerês.

O evento é composto por dias de animação, tendo o seu momento alto na manhã do dia 10 de Maio com a passagem dos animais pelo centro das Caldas do Gerês.

Na tarde do dia 9 de Maio irá decorrer um passeio pedestre com uma visita a algunns dos currais da vezeira do Vilar da Veiga e de Rio Caldo.

terça-feira, 13 de maio de 2025

"Jovens garantem futuro da subida da Vezeira do Gerês"

 


Notícia do Diário do Minho, pela jornalista Rita Cunha, para ler aqui.

A tradição da subida da Vezeira na vila do Gerês, já tem séculos e, olhando à adesão das novas gerações, está para durar.

Fotografia: Avelino Lima

domingo, 11 de maio de 2025

As vezeiras estão na serra!

 


As ruas das Caldas do Gerês assistiram no dia 11 de Maio de 2025 a mais uma subida das vezeiras de Rui Caldo e do Vilar da Veiga, numa secular tradição que nos nossos dias é assinalada pela Festa da Vezeira, na sua XIX edição.

Tradicionalmente, as vezeiras deverão permanecer nos pastos de altitude até finais de Setembro ou, se as condições meteorológicas o permitirem, prolongar-se por Outubro.

Uma galeria de fotografias deste evento está disponível aqui (jornal O Amarense).

Fotografia © O Amarense (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 30 de abril de 2025

quarta-feira, 3 de julho de 2024

Paisagens da Peneda-Gerês (MCCCXCII) - A vezeira no Curral da Amarela

 


Tradições que se mantêm. A Vezeira de Fafião com os seus animais no Curral da Amarela, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Nota sobre as vezeiras em 1907

 


Com a subida das vezeiras para os pastos nos altos serranos, deixo aqui uma nota histórica sobre as vezeiras de bovinos registadas a 31 de Agosto de 1907.

Na altura, a vezeira do Vilar da Veiga tinha 240 animais, dos quais 150 se encontravam na vezeira e 90 se encontravam ao feirio. Então, a vezeira utilizava os currais no Vidoeiro, Secelo, Mijaceira, Leonte de Cima, Lomba de Pau, Prados da Messe e Lomba do Vidoeiro.

A vezeira do Vilar da Veiga possuía ainda os currais da Carvalha das Éguas, Junco, parte do Curral de Chã da Fonte, Teixeira, Camalhão e Conho. Os currais de Lomba de Pau e de Chã da Fonte eram comuns com Rio Caldo, sendo a ocupação definida como 'primi capientis'.

A vezeira do Gerês possuía 32 animais em feirio.

Rio Caldo possuía 80 animais em vezeira e 18 em feirio, num total de 98 animais, usando os currais da Lage, Raiz, Vidoal, Maveira e Arenado. A ao subir ou descer por Leonte para os outros currais, a vezeira do Vilar da Veiga tinha direito a pernoitar no Vidoal.

A vezeira de Covide possuía 177 animais, dos quais 90 em vezeira e 87 em feirio. Esta vezeira não possuía currais dentro dos limites do perímetro florestal do Gerês, tendo os currais de Lameirinha, Peneda, Felgueira e Lubagueira, foram dos seus limites.

A vezeira de S. João do Campo tinha 60 animais em vezeira e 70 em feirio, num total de 130. Usava o Curral do Campo (ou de Leonte de Baixo), tendo foram dos  limites do perímetro florestal do Gerês os currais de Gamil, Bustelo, Prado, Prado Marelo, Tirolirão e Mourinho.

A vezeira de Vilarinho da Furna tinha 270 animais, dos quais 60 se encontravam em vezeira e 210 em feirio. Usava os currais de Albergaria, S. Miguel, Prados Caveiros e Calvos.

A vezeira de Lindoso possuía 300 animais em feirio, mas estes não pastavam em currais na Serra do Gerês, apesar de pastarem em terrenos dentro dos limites do perímetro florestal.

Cabril tinha 270 animais, dos quais 90 em vezeira e 180 em feirio. Usavam os currais de Absedo, Abrótegas, Lamas de Homem e Pássaro.

As vezeiras da Ermida e de Fafião tinham um total de 150 animais, dos quais 70 se encontravam em vezeira e 80 em feirio, pastando-os dentro dos limites da mata, mas sem possuir currais dentro dela.

A vezeira de Vila Meã, do lado galego, tinha 160 animais em feirio, usando os currais das Albas e Amoreira.

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Informação baseada no livro "Mata do Gerês" (Tude Martins de Sousa, 1926)

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 16 de maio de 2023

A Vezeira regressa à serra

 


Mais um ano cumpriu-se a tradição da vezeira com a subida dos animais para as pastagens de altitude após passarem no centro da vila do Gerês na manhã do dia 14 de Maio.

Complementando um momento de animação na vila termal, a subida da vezeira vai-se mantendo desde os tempos antigos.

O gado ficará na serra até finais de Setembro ou meados de Outubro, se a meteorologia assim o permitir, cumprindo-se novamente o ciclo que todos os anos vai marcado a passagem dos dias.


























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Trilhos seculares - A ida e a volta aos Prados da Messe (e trazer de volta o lixo dos outros)

 


Infelizmente, e devido a compromissos profissionais, não me foi possível participar no Dia dos Cubais, tal como desejava. O Dia dos Cubais antecede a subida da vezeira para a serra e é neste dia que os vezeireiros se juntam, tal como combinado e seguindo uma tradição secular, para fazer a manutenção dos caminhos, condicionar as mariolas e preparar os abrigos pastoris para as noites de Verão a guardar a vezeira.

Assim, a Vezeira do Vilar da Veiga, contando com a participação de alguns vezeiros da Ermida, subiram serra acima para arranjar os caminhos, condicionar as mariolas e preparar os abrigos pastoris, preparando tudo para que no dia 14 de Maio os seus animais possam subir para as pastagens de altitude, onde ficarão até finais de Setembro ou meados de Outubro, se os dias frios do Outono vierem mais tarde.

Desta vez, os homens da vezeira passaram algumas horas no abrigo dos Prados da Messe. No entanto, ao lá chegarem, depararam-se com o cenário que a fotografia seguinte mostra.

A utilização dos abrigos pastoris pode ser feita por todos os que demandam a tranquilidade retemperadora da serra, se bem que condicionada à presença dos pastores, pois são propriedade dos baldios ou das vezeiras, tendo estes a óbvia prioridade. Sendo uma casa comum, para alguns não será mais do que um chiqueiro onde gostam de dormir, pois a quantidade de lixo - nomeadamente garrafas vazias - que por lá deixam ficar é apenas a amostra da sua imbecilidade e estupidez.

Gosto de passar pelos sítios e de sentir que sou o primeiro que por ali passa e desta maneira, fico agradecido a quem leva o seu lixo de volta, mesmo as cascas de fruta que os mais badalhocos insistem fazer bem ao entorno... "É adubo", dizem!

A imagem em cima mostra também que não é só no Entroncamento que acontecem fenómenos curiosos. Por aqui, as garrafas vazias pesam mais do que quando lá chegam cheias! É curioso! Ou então, são as horas inebriantes da noite que acabam por turvar o discernimento dos valentes. Pena que nada disto surja no 'Insta' ou num «reels do 'Face'». 

Assim, quando soube da quantidade de garrafas existentes no abrigo dos Prados da Messe, disse a um dos elementos da vezeira que ia lá buscá-las e a caminhada deste dia foi dedicada a isso mesmo. Trouxe o que pude e o que cabia na mochila. Lá ficaram algumas mais que certamente serão trazidas de volta num outro dia.

A caminhada fez-se cedo subindo a Costa de Sabrosa e passando a Lameira das Ruivas e topo da Corga da Água dos Vidros, seguindo depois para a Lomba de Burro e baixando para os Prados da Messe. O regresso foi feito no sentido inverso. 

Esta foi também uma forma de assinalar o 52.º aniversário do Parque Nacional da Peneda-Gerês.














Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)