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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXCII) - As Negras e a Nevosa

 


O maciço da Nevosa leva-nos ao ponto mais elevado da Serra do Gerês, com os seus 1.546 metros de altitude no Pico da Nevosa (não visível na fotografia). Chegar ao Pico da Nevosa através da Garganta das Negras, é caminhar pela Natureza e pela História da Serra do Gerês. Os vestígios do pastoreio estão lá (o Curral das Negras), bem como da plantação do centeio e sendo mais notórios os vestígios da mineração dos anos 40 e da segunda metade do século XX (boca mina da concessão da Garganta das Negras I).  

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDC) - Nevosa e Garganta das Negras

 


Nesta fotografia feita a 30 de Dezembro de 2025, a Nevosa e a Garganta das Negras surjem ainda com uma paisagem invernal uma semana após o grande nevão que cobriu de branco a Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Garganta das Negras, 3 de Dezembro

 


A webcam da Estação Meteorológica dos Carris permitiu-nos ter uma fantástica imagem da Garganta das Negras e de parte da Nevosa, Serra do Gerês, no dia 3 de Dezembro de 2025 (14h00).

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCLI) - O Pico da Nevosa e a Garganta das Negras

 


O Pico da Nevosa e a Garganta das Negras fotografados a 30 de Janeiro de 2025 após dois dias de nevada na Serra do Gerês. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 6 de janeiro de 2024

Trilhos seculares - À Nevosa

 


Caminhada à Nevosa num excepcional dia de montanha na Serra do Gerês por paisagens e cenários únicos em todo o Parque Nacional.

A caminhada iniciou-se ao longo da Corga da Abelheira, que é uma verdadeira porta de entrada para as profundezas selvagens da Serra do Gerês, com a sua subida a levar-nos a Entre Caminhos onde nos surge um panorama de uma imensidão e grandeza só descritível para quem por ali se detém em momentos de contemplação!



O cenário que se nos depara neste ecrã panorâmico compensa o esforço de subir os quase dois quilómetros que parecem intermináveis. A sensação é a de como se estivéssemos num desenho animado japonês onde a paisagem se eleva na linha do horizonte tão próximo. Os cumes dos Cornos de Candela são os primeiros a surgir e mesmo assim não nos preparam para o que veremos nos segundos a seguir. Perante nós, afunda-se o Vale do Compadre com as suas línguas glaciares nitidamente a marcarem a paisagem. Esta pintura leva-nos desde as alturas dos Carris a passar a Nevosa, Lamelas e os Cornos de Candela, caindo na vertente do Alto do Bezerral.

A subida inicia-se por debaixo da conduta que conduz a água para a Barragem de Paradela, passando a encosta de Teixeirinha e sempre procurando a presença das cabras-montesas a espreitarem na Sesta do Carneiro ou nas Portas da Abelheira. 


Depois da subida da Corga da Abelheira e da chegada a Entre Caminhos, o percurso leva-nos por uma descida para os Currais de Biduiças e daqui, ao longo da margem direita do Ribeiro da Biduiça, seguimos em direcção ao Curral de Rochas de Matança. Já anteriormente referi que os caminhos serranos mantêm-se por onde os animais (e alguns aventureiros) ainda passam; porém, outros caminhos vão desaparecendo e apenas a presença das valiosas mariolas (não de montes de pedras colocadas ao acaso) assinalam as passagens.

Deixando o alagado abrigo pastoril de Rochas de Matança para trás, seguimos encosta acima em direcção à Matança, ladeando-a a Nascente em direcção do Marco K. Biduiças afasta-se e o vale mostra-se à luz da manhã, mas em breve esconde-se na volta da colina e a mariola bifurcada assinada a passagem para as paragens de Matança.


Olhando já as vertentes próximas das Minas dos Carris, as montanhas cobrem-se de um manto branco. A linha que separa o limite da neve é bem visível. Caminha-se pelos tímidos caminhos que nos conduzem então para as Negras com os seus currais ainda cobertos com alguma neve. Impera o silêncio por entre um nada cheio de memórias do volfrâmio. Os Currais das Negras, co os seus abrigos pastoris em forma de fornos e palas, testemunharam durante muitos anos a exploração do ouro negro por aquelas paragens, sendo hoje local de abrigo para os animais que deambulam por aquelas paragens. 

Após uma curta paragem, seguimos para um cenário de verdadeiro Inverno. Perante nós, a Garganta das Negras cobria-se de branco. Por entre o silêncio, caminha-se ao compasso da torrente que percorre a corga. A caminhada faz-se pelos velhos carreiros do contrabando, da mineração, do pastoreio, do salto para uma vida melhor. Envoltos num cenário branco que se abre à nossa passagem, o Pico da Nevosa assoma-se por entre as nuvens, indicando o destino desejado.

O Pico da Nevosa, com os seus 1546 metros de altitude, é a montanha mais alta da Serra do Gerês "e do distrito de Vila Real, bem como a montanha mais alta de toda a região norte de Portugal."

Chegados à base do Pico da Nevosa, e devido às duras condições que ali se apresentavam na parte final da subida, foi decidido não tentar atingir o seu cume que permanece lá à espera de outra oportunidade que certamente virá.

Ficam algumas fotografias do dia...


































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLII) - Garganta das Negras e o Pico da Nevosa

 


O Pico da Nevosa, ponto mais elevado da Serra do Gerês, surge altivo a guardar a Garganta das Negras.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 14 de junho de 2022

Trilhos seculares - Da Abelheira ao Pico da Nevosa

 


Nos últimos tempos tenho utilizado a Corga da Abelheira para aceder de forma mais rápida ao Pico da Nevosa e assim evitar o calvário da descida pelo antigo caminho mineiro para as Minas dos Carris. A Abelheira é uma verdadeira porta de entrada para as profundezas selvagens da Serra do Gerês, com a sua subida a levar-nos a Entre Caminhos onde nos surge um panorama de uma imensidão e grandeza só descritível para quem por ali se detém em momentos de contemplação!

Depois da subida da Corda da Abelheira, o caminho leva-nos por uma descida para os Currais de Biduiças e daqui, ao longo da margem direita do Ribeiro da Biduiça, seguimos em direcção ao Curral de Rochas de Matança. Já anteriormente referi que os caminhos serranos mantêm-se por onde os animais (e alguns aventureiros) ainda passam; porém, outros caminhos vão desaparecendo e apenas a presença das valiosas mariolas (não de montes de pedras colocadas ao acaso) assinalam as passagens. Assim, deixando o alagado abrigo pastoril de Rochas de Matança para trás, seguimos encosta acima em direcção à Matança, ladeando-a a Nascente em direcção do Marco K.

Os tímidos caminhos levaram-nos então para as Negras com os seus currais ainda verdejantes num dia onde o calor foi dando merecidas tréguas. Dos Currais das Negras subimos através da Garganta das Negras para a base do Pico da Nevosa que acabamos por vencer através do acesso Norte, ganhando os horizontes de daqui se nos deparam.


Segundo o blogue Garcias - Montanhas de Portugal, "o pico da Nevosa com 1548 metros de altitude é a montanha mais alta e proeminente da serra do Gerês e do distrito de Vila Real, bem como a montanha mais alta de toda a região norte de Portugal.  

A nível nacional é a 5ª montanha mais alta de Portugal Continental (todas as quatro primeiras ficam na serra da Estrela).

No que respeita a proeminência topográfica esta montanha conta com 763 metros de altitude relativa o que faz dela a 4ª montanha mais proeminente do país (Continente) e a mais proeminente da serra do Gerês e do distrito de Vila Real. A sua "montanha pai" é o Cabeço de Manzaneda na Galiza.

O cume desta montanha fica situado no território da freguesia de Outeiro, no concelho de Montalegre. A fronteira com Espanha passa uns escassos 50 metros do cume, mas este está localizado no lado de Portugal.

O cume da Nevosa fica numa zona de difícil acesso no coração da serra do Gerês / Xurés, pelo que todas as rotas para lá chegar são longas e cansativas. Felizmente nenhuma estrada chega perto do cimo desta montanha, o que permite que se sinta uma alegria especial ao alcançar o cume.

A Nevosa é uma das montanhas que separa a bacia hidrográfica do rio Lima (a norte) da bacia hidrográfica do rio Cávado (a sul). Entre a Nevosa e o Pico do Sobreiro nasce a ribeira das Negras que mais abaixo toma o nome de Ribeira de Cabril e desagua no Cávado junto à aldeia de Cabril."



O regresso foi feito no sentido inverso através do mesmo trajecto até passar pelos Currais de Matança, seguindo depois durante algum tempo pelo carreiro que leva ao Castanheiro, mas baixando para Entre Caminhos um pouco mais tarde.

Ficam algumas fotografias do dia...






































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)