A Fonte da Cantina é também ela uma memória da presença dos Serviços Florestais na Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A Fonte da Cantina é também ela uma memória da presença dos Serviços Florestais na Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O percurso que liga a Portela de Leonte ao Curral da Raiz e depois ao Prado do Vidoal, foi o suficiente para ter a sensação que procurava por paisagens que nos vão surgindo e que se vão alterando à medida que o nosso estado de espírito se molda ao que a Serra do Gerês tem para nos oferecer.
Assim, nunca é demais repetir estes parágrafos para os de difícil compreensão... Para mim, caminhar na montanha é muito mais do que fotografias bonitas e declarações no Facebook. Uma caminhada sem uma «descoberta», uma caminhada sem algo de novo, quase que acaba por ser tempo perdido. E chegamos a uma altura em que, de facto, tempo é coisa que não queremos perder.
Assim, todos os sentidos estão em alerta! Em alerta por marcas da História, e ignorá-la é apenas uma marca da ignorância e estupidez. A História marcou a paisagem e a simbiose entre Homem e Montanha, e ignorar os seus sentimentos, o que ela nos diz só porque pensamos que somos o centro de tudo, o que somos o objectivo máximo de ali estar, é só uma tentativa de justificar o que fazemos quando o que fazemos não é nada do que estamos a fazer.
Em alerta pela vida que nos rodeia na montanha; quer seja a vezeira, quer sejam os animais e a Natureza que está na sua casa; quer seja respeitar quem ali vive. Se não for assim, então é tudo um vazio... tão vazio como as publicações de vã glória e de um efémero nas redes sociais.
Em alerta por nós próprios. Se não saímos dali mais ricos e melhores do que quando ali chegámos, então foi tempo perdido.
Apesar de ser um percurso curto, os desníveis no caminho que nos levam da Portela de Leonte ao Curral da Raiz necessitam de algum esforço, seja qual for o sentido que decidimos percorrer. Usualmente, e iniciando na Portela de Leonte, começo por dirigir-me na direcção da Fonte do Escalheiro e daqui descer para a Estrada Nacional EN308-1. De facto, este ligeiro troço segue o antigo traçado do caminho florestal que nos idos dos princípios do século XX ligava as Caldas do Gerês à Portela de Leonte. Temos de ter em atenção que o entorno foi substancialmente alterado devido às obras quer então foram realizadas para melhorar o acesso às casas florestais que, entretanto, eram construídas ou melhoradas.
O caminho deixa-nos então na estrada nacional não muito afastados da Cascata de Leonte que vai ficar à nossa direita. Prosseguindo pela estrada na direcção das Caldas do Gerês, vamos passar pela Corga de Mourô e logo adiante, à nossa esquerda, vai-se elevar a Costa da Cantina. Pouco após passarmos a Fonte da Cantina, tomamos um antigo caminho florestal que nos levará encosta acima, passando inicialmente por uma mata de cedros e depois por uma frondosa mata de azevinhos antes de se abrir para os matos rasteiros típicos das alturas Geresianas. Aqui, o horizonte vai-se abrir para todo o Vale do Rio Gerês até à albufeira da Barragem da Caniçada e encimado pelo espigão do Pé de Cabril. Também visível surgirão as alturas do Pé de Salgueiro, mais tímido à nossa direita.
O carreiro vai então subir até chegar ao bucólico Curral da Raiz, com os seus majestosos carvalhos, seguindo depois para a Corga de Mourô que nos proporciona um magnífico cenário das Quinas de Mourô na antecipação das paredes alcantiladas do espigão Nascente do Pé de Cabril. Nesta dia, tive a oportunidade de assistir ao espectáculo da luta entre dois machos de cabra-montês e do movimento da vezeira nas encostas da serra.
O percurso vai-nos levar a passar pelo Mourô e logo a seguir chegamos ao Prado do Vidoal, um ex-libris da Serra do Gerês com os seus carvalhos e cabana de pastoreio tendo como pano de fundo o Pé de Medela, Carris de Maceira e Roca d'Arte.
O regresso é feito pelo típico caminho da vezeira bem referenciado com mariolas até à Portela de Leonte, passando a Chã de Carvalho, sempre à vista do Pé de Cabril.
Este foi um percurso com uma extensão de 5,2 km e um D+ 353 m.
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Escrevi este texto pela primeira vez nos dias quentes de Verão. Porém, o mesmo texto expressa a vontade de por as botas a caminho nos dias de chuva e frio, pois quando a chega a vontade de calcorrear os velhos carreiros da Serra do Gerês, é difícil de resistir à tentação e acabamos por definir um pequeno percurso que nos leve a espaços onde podemos sentir o pulsar da natureza sem a influência dos ruídos dos nossos dias.
O percurso que liga a Portela de Leonte ao Curral da Raiz e depois ao Prado do Vidoal, foi o suficiente para ter a sensação que procurava por paisagens que nos vão surgindo e que se vão alterando à medida que o nosso estado de espírito se molda ao que a Serra do Gerês tem para nos oferecer.
Apesar de ser um percurso curto, os desníveis necessitam de algum esforço, seja qual for o sentido que decidimos percorrer. Usualmente, e iniciando na Portela de Leonte, começo por dirigir-me na direcção da Fonte do Escalheiro e daqui descer para a Estrada Nacional EN308-1. De facto, este ligeiro troço segue o antigo traçado do caminho florestal que nos idos da primeira metade do Século XX ligava as Caldas do Gerês à Portela de Leonte. Temos de ter em atenção que o entorno foi substancialmente alterado devido às obras quer então foram realizadas para melhorar o acesso às casas florestais que entretanto eram construídas ou melhoradas.
O caminho deixa-nos então na estrada nacional não muito afastados da Cascata de Leonte que vai ficar à nossa direita. Prosseguindo pela estrada na direcção das Caldas do Gerês, vamos passar pela Corga de Mourô e logo adiante, à nossa esquerda, vai-se elevar a Costa da Cantina. Pouco após passarmos a Fonte da Cantina, tomamos um antigo caminho florestal que nos levará encosta acima, passando inicialmente por uma mata de cedros e depois por uma frondosa mata de azevinhos antes de se abrir para os matos rasteiros típicos das alturas Geresianas. Aqui, o horizonte vai-se abrir para todo o Vale do Rio Gerês até à albufeira da Barragem da Caniçada e encimado pelo espigão do Pé de Cabril, encoberto pelas nuvens. Também visível surgirão as alturas do Pé de Salgueiro, mais tímido à nossa direita.
O carreiro vai então subir até chegar ao bucólico Curral da Raiz, seguindo depois para a Corga de Mourô que nos proporciona um magnífico cenário da Quinas de Mourô na antecipação das paredes alcantiladas do espigão Nascente do Pé de Cabril. O percurso vai-nos levar a passar pelo Mourô e logo a seguir chegamos ao Prado do Vidoal, um ex-libris da Serra do Gerês com os seus carvalhos e cabana de pastoreio tendo como pano de fundo o Pé de Medela, Carris de Maceira e Roca d'Arte.
O regresso é feito pelo típico caminho da vezeira bem referenciado com mariolas até à Portela de Leonte, passando a Chã de Carvalho.
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Neste dia fui caminhar pela Costa da Cantina, Serra do Gerês, subindo ao Curral da Raiz por entre um frondoso bosque, memória das plantações feitas pelos Serviços Florestais em princípios do século XX.
A caminhada iniciou-se na Portela de Leonte seguindo pelo velho caminho que ligava as Caldas do Gerês àquela zona serrana. O caminho, que passava junto do abrigo pastoril ali existente, leva-nos pelo Escalheiro e baixa para a estrada, passando mesmo ao lado da Cascata (Fecha) de Leonte. Continuando por mais algumas dezenas de metros, e passando a ponte sobre o Ribeiro de Mourô, encontramos o caminho que leva encosta acima, logo depois da Fonte da Cantina.
Infelizmente, a parte inicia do caminho já foi tomada pelas mimosas que irão dominar o espaço caso o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Este caminho foi utilizado para as sementeiras e plantações dos Serviços Florestais e o resultado desse trabalho é ainda bem visível com a variação de paisagem vegetal que vamos apreciando à medida que vamos subindo. A certa altura, o bosque de azevinhos que domina a parte superior daquela área, dá lugar à típica paisagem serrana do Gerês. O Curral da Raiz fica logo ali acima por entre uma magnífica paisagem que se projecta vale abaixo até à Preguiça e à Curva da Morte, passando pela Encosta de Istriz, Escalheiro e Pé de Cabril.
O Curral da Raiz é característico pelos seus grandes carvalhos e pelo abrigo pastoril ficar um pouco afastado, tendo sido recuperado nos anos 50 do século XX.
Deixando a Raiz para trás, segui pela Corga de Mourô à vista das Quinas de Mourô e Chã do Carvalho, passando pelo Mourô e chegando ao Prado do Vidoal, onde parei para o almoço. Antes de terminar a caminhada, decidi passar por uma zona que já não visitava há uns bons anos e assim rumei ao Curral de Cubato com o seu pequeno abrigo pastoril à vista do Pé de Cabril. A descida para a Portela de Leonte foi feita pela Água da Adega até tomar o velho caminho florestal que passa ao lado do Curral do Campo e junto à velha Fonte da Mata Nacional.
Foi uma caminhada com 6,0 km e com um D+ de 370 metros, totalizando 2.683,2 km percorridos em 2022 com um total de D+ 117.715 metros.
Ficam algumas fotografias do dia...
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)