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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXVIII) - A caminho de Iteiro d'Ovos

 


A grande mariola assinala a direcção do Estreito a caminho de Iteiro d'Ovos, um dos colossos da Serra do Gerês. A Meda de Rocalva espreita no lado esquerda da fotografia.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLXXXIV) - Iteiro d'Ovos

 


Caminhando desde o Curral de Pradolã em direcção ao Estreito, surge-nos a imensa paisagem do colosso granítico de Iteiro d'Ovos, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 30 de agosto de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCIX) - O Curral do Conho e a grandeza da Serra do Gerês

 


Fotografado do alto do Conho, o Curral do Conho surge nesta diferente perspectiva sobre a Serra do Gerês. Esta não é uma paisagem que se esteja muito habituado a observar, pois requer uma passagem por um ponto que não é muito usual ser percorrido. Na fotografia, para além do Curral do Conho, destaca-se Porta Roibas, o Vale de Fechinhas, Velas Brancas e o Iteiro d'Ovos. 

Sobre o topónimo "Conho". O nome deste curral, "Conho", surge devido à presença de uma grande rocha que o domina em termos da paisagem. Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (2008-2025), o termo "conho" pode-se referir a um regionalismo que significa "penedo arredondado no meio de um rio." Ora, para quem conhece o espaço, e apesar de não existir ali um curso de água que podemos definir como rio, a explicação do topónimo é óbvia

Quando os Serviços Florestais realizaram os primeiros levantamentos topográficos da área do perímetro florestal da Serra do Gerês, acabaram por baptizar muitas elevações com os nomes dos elementos que distinguiam a paisagem nas proximidades. Neste caso, a elevação a Norte do curral ficou a designar-se como "Cabeço do Conho".

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 13 de maio de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCCXXXV) - O Iteiro d'Ovos

 


O Iteiro d'Ovos, Serra do Gerês, situa-se nos limites de Terras de Bouro na sua extrema com Montalegre.

Segundo José Cunha-Oliveira na publicação "Outeirinho, Outeiro" no seu blogue "Toponímia galego-portuguesa e brasileira", iteiro é uma variante dialectal de 'outeiro', 'oiteiro' e 'eiteiro'. Por outro lado, o blogue "Beijós XXI (2005-2009)" na sua publicação "Iteiro" define "normalmente um cerro / morro que se destaca como acidente de terreno. Em várias regiões serviam como limites, términos, marcos da confluência de diferentes territórios, em particular nas civilizações pré-romanas. É esse o significado toponímico de Itero em Castela e Leão." 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCCXXXII) - Vale do Cando

 


No seu 54.º aniversário, uma das paisagens mais marcantes do Parque Nacional da Peneda-Gerês, o Vale do Cando, na Serra do Gerês, com a Roca Negra, Rocalva, Iteiro d'Ovos, Roca das Pias e o Quinão do Meio.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCLXIX) - O Curral de Bezerros, Velas Brancas e o Iteiro d'Ovos

 


A fotografia é, acima de tudo, o sentimento que nos envolve no momento e este momento não é instantâneo, envolve-nos por alguns segundos enquanto apreciamos a paisagem que se depara perante nós.

Neste caso, e após passar pelo curral, uma curta paragem para o ver à medida que se afastava. Surgindo então o alinhamento perfeito... o Curral de Bezerros, abrigado numa pequena corga à sombra de Porta Roibas, surge em primeiro plano com as suas cores de Inverno. O olhar eleva-se e perde-se por entre o verde esbatido que esconde o seu abrigo pastoril, sendo então atraído pelas paredes alcantiladas das Velas Brancas. Quem observa a paisagem pela primeira vez, não imagina o abismo granítico que separa estes dois elementos da composição fotográfica, cuja observação termina no pináculo do Iteiro d'Ovos que se projecta num céu a prometer chuva.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCLXV) - Iteiro d'Ovos e Rocalva

 


A Meda de Rocalva espreita por detrás do Iteiro d'Ovos nesta interessante perspectiva a caminho do Fojo de Alcântara, Serra do Gerês. No horizonte, a antena assinala o Alto do Borrageiro.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Paisagens da Peneda-Gerês (MCCXLVIII) - O Iteiro d'Ovos visto a caminho do Estreito

 


A caminhada pelos domínios de Fafião não é fácil para os fracos de coração, não pelo esforço físico, mas pela magnificência das paisagens que se nos deparam sem avisar, tal como acontece com a visão do gigante Iteiro d'Ovos a caminho do Estreito.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Paisagens da Peneda-Gerês (MCDVII) - Roca Negra, Meda de Rocalva e Iteiro d'Ovos

 


A Roca Negra, a Meda de Rocalva e o Iteiro d'Ovos, são os personagens principais desta fotografia feita a partir da parte superior do Vale do Cando, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Serra do Gerês - Caminhada às Velas Brancas

 


As Velas Brancas são daqueles locais no Parque Nacional da Peneda-Gerês que nos ficam gravados na memória desde a primeira vez que os vemos! A imensidão das escarpas que se debruçam sobre Fechinhas e a imponência do quadro montanhoso que se eleva desde as profundezas de um abismo, mostram que as montanhas geresianas têm sempre lugar por entre o imaginário de qualquer um de nós que percorra aquelas paisagens.

Neste dia, e ao longo de mais de 17 km, percorri algumas das paisagens mais deslumbrantes da Serra do Gerês e do nosso único Parque Nacional. Foi esta minha «viagem»...


O dia apresentou-se ameno na Portela de Leonte com uma brisa fresca que incentivava ao caminho. Este, começou a subir na direcção da Chã do Carvalho, seguindo pela velha calçada pastoril que leva às pastagens mais altas daquelas paragens. É um caminho habitual para quem usualmente demanda aquela área geresiana e que vai sendo agraciado com a vista do Pé de Cabril que domina a paisagem até esta se expandir para os horizontes da Serra da Peneda e da Serra do Soajo, e mais para além para as lonjuras galegas. Por outro lado, a Serra do Gerês mostra então os píncaros do Pé de Salgueiro, por um lado, e do Pé de Medela e Carris de Maceira por outro, ou então fazemos o olhar mergulhar no mar de verde que a Mata de Albergaria nos oferece, um tapete que se forma antes da rudeza das encostas da Serra Amarela.

Chegados ao Prado do Vidoal o nosso olhar prende-se no abismo da Corga dos Cântaros e nas paredes da Roca d'Arte encimada pelo Cabeço de Lavadouros, enquanto a sombra do Outeiro Moço vai-se diluindo nas horas da manhã que passa.


O caminho leva-nos então ao Colo da Preza, varanda privilegiada sobre o Vale de Teixeira que em tempos foi candidato à construção de um sanatório devido à pureza dos seus ares. Desço a Garganta da Preza e à passagem do Curral do Junco observo a pasmaceira do gado que por ali descansa, ao lado do velho e alagado abrigo pastoril. A ideia é seguir o carreiro até chegar à base da Pegada das Ruivas que subo com entusiasmo, aproveitando ainda as poucas sombras que sobrevivem à escalada do Sol pelo céu de Verão. A imagem do Pé de Salgueiro acompanha-nos durante quase toda a subida e o Pé de Cabril, escondido na paisagem na primeira parte da trepada, ganha o seu lugar como pano de fundo do Curral do Junco já quase no final da subida. 

A Pegada das Rubias leva-nos ao Chã da Fonte e daqui segue-se caminho para passar junto do Arco do Borrageiro, abastecendo água na Fonte da Borrageirinha. O Arco do Borrageiro, cliché dos tempos do Gerês Termal, é uma curiosa formação rochosa na qual o granito foi esculpido do longo de eras pela erosão dos elementos.



Sigo então para as alturas do Borrageiro com a sua velha antena de comunicações e sigo para a Chã de Roca Negra, passando ao largo do seu alagado abrigo pastoril. O caminho mariolado leva-me entre o silêncio para as planuras de Rocalva guardadas pela imponência da sua meda. No Curral de Rocalva faço uma pequena paragem para um reforço alimentar à sombra do velho carvalho e troco dois dedos de conversa com dois turistas israelitas que naquela manhã percorrem também as paisagens do Gerês.

Continuando a jornada, sigo para o Curral de Vidoeirinho e mais adiante, tomo o velho carreiro que me leva ao Curral de Iteiro d'Ovos visitando então o seu abrigo pastoril. Segundo José Cunha-Oliveira na publicação "Outeirinho, Outeiro" no seu blogue "Toponímia galego-portuguesa e brasileira", iteiro é uma variante dialectal de 'outeiro', 'oiteiro' e 'eiteiro'. Por outro lado, o blogue "Beijós XXI (2005-2009)" na sua publicação "Iteiro" refere que "Normalmente um cerro / morro que se destaca como acidente de terreno. Em várias regiões serviam como limites, términos, marcos da confluência de diferentes territórios, em particular nas civilizações pré-romanas. É esse o significado toponímico de Itero em Castela e Leão." Vejamos uma interpretação para Iteiro d'Ovos! Sem dúvida que se trata de uma elevação característica naquela zona serrana e a sua localização situação nos limites concelhios de Terras de Bouro e de Montalegre. Uma interpretação mais difícil será os 'Ovos'; penso que este nome poderá estar relacionado com a grande quantidade de pedras que compõem aquele morro ou então poderá estar relacionado com um antigo local de nidificação de aves de rapina. Nenhuma destas tentativas para explicar o nome 'Ovos' tem base científica e é apenas a minha especulação.


Daqui, o caminho turva-se na memória e por entre a vegetação que paulatinamente reocupa os espaços que o Homem já não usa. Subindo pela vertente Poente do Iteiro d'Ovos, o carreiro conduz ao esquecido Curral de Soengas. O carreiro vai-nos levar a entroncar no traçado do Trilho da Vezeira de Fafião, mas antes flecti à direita e segui em direcção às vertentes do abismo que me esperava mais adiante. Pelo caminho, o colosso granítico do Iteiro d'Ovos marca a paisagem que fica para trás, tendo a Roca Negra e a Meda de Rocalva os seus perfis desenhados no horizonte não muito longínquo. Adiante, os promontórios de Porta Roibas e o alto do Pinto começam a sobressair na paisagem que se forma diante de nós.

Em pouco tempo, somos chegados aos limites daquele conjunto que se denomina por 'Velas Brancas' ('Vela Branca', 'Bela Branca') e parece que chegamos à proa de um barco que navega por entre o mar de granito que torna a paisagem num oceano imenso. Lá ao fundo o Curral de Fechinhas surge como um oásis verde por entre o granito. A paisagem é toda ela uma imensa paleta de altos e ravinas que tentamos identificar... Muro, Iteiro d'Ovos, Meda de Rocalva, Roca Negra, Borrageiro, Albas, Cantarelo, Torrinheira, Cidadelhe, Carris e Nevosa, Borrageiros... A enormidade daquilo que se eleva perante nós é indescritível, bem como a profundeza dos abismos perante os quais nos recolhemos na nossa pequenez.


Foi neste lugar feito de tranquilidade, pensamentos e sentimentos imensos, que me sentei por longos momentos sentindo o pulsar da montanha que me envolvia como um manto de leveza que há muito já não sentia. Fui abraçado por aquela sensação de algo conquistado, o regresso a uma paisagem que já não via há muitos anos, apesar de estar sempre ali, à espera do meu regresso.

As sensações foram tão fortes que os minutos pareceram passar mais devagar, mas como em todos os bons momentos, chegara a hora de regressar e o regresso seria feito descendo para a Lameira da Mourisca antes de subir para o Curral do Conho e daqui seguir para a Lomba de Pau, passar a Gralheira e descer para o Colo da Preza a caminho do Vidoal, terminando então o dia de volta à Portela de Leonte.

Ficam algumas fotografias do dia...










































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)