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terça-feira, 10 de outubro de 2023

Serra do Gerês - Entre a Ermida e a Cascata da Rajada

 


Num Outubro com temperaturas atípicas, esta foi uma pequena caminhada que nos levou desde a aldeia comunitária da Ermida e a Cascata da Rajada, na Serra do Gerês.

O percurso tirou proveito, na sua primeira parte, do traçado da Grande Rota da Peneda-Gerês, levando-nos desde o Miradouro da Ermida e passando perto da Poça Entre Regadinhas, pela paisagem rural dos campos agrícolas da Ermida.

Seguindo pela Encosta da Rajada, o trajecto leva-nos pelos Carvalhos Trás dos Vales e pelo Peito dos Cancros, seguindo pelo cimo de Barbeita e Peito da Silha, antes de chegar à Cascata da Rajada.

O regresso foi feito seguindo por um carreiro que nos levou a percorrer de novo o Peito da Silha e a Encosta da Rajada, passando a Pala Ruinha, seguindo depois parte do traçado do Trilho Alternativo do Trilho do Sobreiral da Ermida, regressando então à aldeia.

De sublinhar os longos minutos nos quais tivemos a oportunidade de apreciar a verdadeira dança dos esquilos por entre os pinheiros sobranceiros a parte do percurso, em momentos únicos de Natureza do Parque Nacional da Peneda-Gerês.










Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 17 de dezembro de 2022

Paisagens da Peneda-Gerês (MCDLXV) - Cascata da Rajada

 


A magnífica Cascata da Rajada, Serra do Gerês, vista desde a Fraga do Justo.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Trilhos PNPG - Grande Rota da Peneda-Gerês (Etapa 13 e 14 - Das Caldas do Gerês a Fafião)

 


Durante quatro dias percorri a Grande Rota da Peneda-Gerês (GR50) ligando o Campo do Gerês a Pitões das Júnias.

O segundo dia levou-nos a percorrer a Etapa 13 (Caldas do Gerês - Ermida) e a Etapa 14 (Ermida - Fafião), num total de 18,80 km.

O texto a seguir é retirado da página da Grande Rota da Peneda-Gerês, sendo editado quando necessário.

A Etapa 13 faz a ligação das Caldas do Gerês à aldeia da Ermida, pelo interior da Serra do Gerês, percorrendo os antigos trilhos que os pastores utilizavam para subir o gado até aos prados de montanha. Ao longo de pouco mais de nove quilómetros, o percurso proporciona paisagens e vivências muito distintas, revelando alguns testemunhos da realidade contada por Tude Martins de Sousa e também da narrada por Miguel Torga, dois ilustres que se apaixonaram pela serra do Gerês.

A etapa tem início em pleno centro das Caldas do Gerês, na avenida principal, junto à Praceta Prof. Dr. Emídio José Ribeiro. Deixando a avenida, seguimos para Este, tomando a rua Augusto Sérgio Almeida Maia para, cerca de 100 metros depois, desviar na primeira derivação à esquerda, subindo uns 300 metros pela rua do Lugar Carona, até encontrar sinalização que obriga a deixar a rua asfaltada e a continuar, à esquerda, por um carreiro aberto entre a vegetação. Depois de caminhar cerca de 1 km, atingimos a estrada florestal da Pedra Bela, em asfalto. Continuamos à direita pela estrada asfaltada e, escassos metros despois, encontramos a Fonte do Azeral, onde a sinalização nos orienta para o trilho que passa por detrás da fonte. Este trilho leva-nos ao estradão que nos conduzirá, pelo Trilho dos Currais (percurso de pequena rota sinalizado), ao Curral da Lomba do Vidoeiro, onde podem ser observadas várias mariolas que se impõem na paisagem.


Continuamos pelo velho caminho de pastores, de acesso aos prados da serra. Cerca de 700 metros depois da Lomba do Vidoeiro, passamos o Curral da Carvalha das Éguas, de maior dimensão que o anterior e com abrigo mais sofisticado, onde o percurso atinge o seu ponto mais elevado, aproximadamente 940 metros de altitude.

Continuamos para sul, na direção do Varejeiro. Depois de atravessar a linha de água, quase sempre seca no período de verão, passamos a caminhar sobre um caminho mais largo e regular, até que chegamos a um cruzamento de caminhos, numa zona aberta e plana, onde o percurso da GR50 se separa do Trilho dos Currais, para encurtar caminho para a Ermida. Tomando a direção da Ermida, atingiremos o entroncamento da Cascata do Arado daqui a 1 km. Aqui, entramos no trilho de acesso ao Miradouro das Rocas (que poderá subir para apreciar, do alto, a fantástica paisagem), contornando o conjunto granítico que sustenta o miradouro. Um pouco mais à frente apanhamos um caminho florestal que nos conduz à Ermida, cruzando, já muito próximo da aldeia, a estrada municipal asfaltada.


Ermida é uma comunidade de montanha com fortes ligações à serra e aos seus recursos. Para além do património rural e infraestruturas turísticas que as entidades e a comunidade local têm vindo a criar, poderá usufruir dos serviços existentes, nomeadamente restaurante, mercearia, café, alojamento e atividades turísticas.

Após um já merecido descanso na Ermida, iniciamos a Etapa 14 que nos levou a Fafião (Montalegre), ligando as duas aldeias serranas por antigos trilhos de pastores, completando uma extensão de 9,4 quilómetros. O percurso revela aspetos muito peculiares desta zona da serra do Gerês, das suas comunidades, culturas e património, mas destaca-se sobretudo pela admirável paisagem e pela intimidade que nos proporciona com a montanha. Tem como momentos mais marcantes a passagem dos rios Arado (Ponte e Cascata da Rajada), do Conho (Ponte de Servas) e Fafião (Ponte da Pigarreira), os miradouros das Cilhas, o carreiro pelas fragas graníticas, o bosque de floresta mista na Tribela e a inesperada “Casa do Médico”, a chegada ao Curral de Pinhô e, já no final da etapa, o belo Fojo do Lobo de Fafião.

O percurso enquadra-se em ambiente de serra, sem qualquer serviço de apoio intermédio e a etapa inicia-se junto ao miradouro da Ermida, seguindo pelos arruamentos da aldeia, em direção ao caminho agrícola que ladeia a zona da veiga e que conduz à ponte da Rajada, onde atravessamos o rio Arado. Segue-se uma subida algo íngreme, por um velho carreiro marcado na vertente granítica, que define o caminho até às Fragas de Viseu, onde surgirá o caminho florestal que devemos seguir até à denominada “Casa do Médico”, na Tribela. Continuamos na mesma direção, contornando o muro da propriedade. Escassos metros depois entramos no trilho de acesso à ponte de Servas, onde atravessamos o rio do Conho. Deixando o fundo do vale do Conho, continuamos para Este e rapidamente chegamos ao Curral de Pinhô, onde o percurso atinge o ponto mais elevado (784 m). A partir daqui, iniciamos a descida para o rio Fafião, maioritariamente ao longo de um caminho florestal. O troço final da descida é muito acentuado e é efetuado por trilho, com partes em escadaria granítica. Atravessamos o rio Fafião na Ponte da Pigarreira, continuando cerca de 500 metros pela estrada asfaltada, até apanhar o carreiro que nos levará à aldeia de Fafião, passando ao lado do magnífico Fojo do Lobo.

Em Fafião não deixe de visitar o Pólo do Ecomuseu de Barroso, dedicado ao tema da “Vezeira e a Serra”, através do qual a comunidade tem vindo a divulgar a sua cultura e património, iniciativa que muito tem contribuído para a preservação da identidade local.

A pernoita e a dormida foi feita no Restaurante Fojo dos Lobos.
















Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 6 de agosto de 2022

Serra do Gerês - Das Rocas aos Portos, uma caminhada pelos domínios da Ermida

 


Esta caminhada levou-me desde o Miradouro das Rocas até ao Curral dos Portos seguindo parte do traçado da GR50 Grande Rota da Peneda-Gerês e do Trilho do Sobreiral da Ermida.

O Miradouro dos Portos tira partido de um encastelamento característico do granito tão vulgar na Serra do Gerês, proporcionando uma vista única para o vale do Rio Arado, para o Vale do Rio Cávado e para as elevações geresianas, entre as quais o Borrageiro e a Arrocela.

Saindo do miradouro, entra-se no carreiro assinalado e segue-se em direcção à aldeia comunitária da Ermida, seguindo então para a Cascata da Rajada que neste dia estava triste e quase sem água. Com o calor a começar a apertar, a pequena lagoa que vai resistindo serviu para refrescar um pouco o corpo e a alma.

Subindo pelo magnífico carreiro do pastoreio que vence a Encosta da Quebrada, passa-se sobre as Sobreiras Bastas e entra-se na Chã Grande à vista da Fraga de Vizeu, seguindo então pela Corga do Espeto (continuando no traçado da Grande Rota da Peneda-Gerês) e chegamos a Tribela. Aqui, flectindo à esquerda, deixamos a GR50 e seguimos em direcção ao Curral dos Portos, local escolhido para o repasto.

A parte final do percurso levou-nos a passar pelo Curral de Malhadoura e a percorrer o caminho florestal que, passando na Ponte do Arado, nos levou de volta às Rocas.

Ficam algumas fotografias do dia...









Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)