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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Os Caretos da Misarela 2020


Renovando o esforço de recuperação dos caretos na mítica ponte da Misarela, local emblemático no concelho de Montalegre, onde mais uma vez se assinalou o Entrudo.











Fotografias © Luís Braga Simões (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 8 de março de 2019

Ponte da Misarela no coração do Gerês - ou como espalhar uma informação falsa


A «notícia» já circula há alguns dias pelo facebook através do sítio Notícias ao Minuto e pode ser lida aqui. É mais uma notícia com uma informação incorrecta ao referir que se encontra em pleno coração da Serra do Gerês e escrita e ilustrada num tom sensacionalista ao referir "Tem coragem para atravessar a lendária 'Ponte do Diabo'? Fica em Portugal".

terça-feira, 3 de julho de 2018

Ponte Do Diabo - Misarela 2018


É já este Sábado em Sidrós. Não faltem!

domingo, 17 de setembro de 2017

Ponte da Misarela - Importância histórica


A importância histórica da Ponte da Misarela num vídeo de Amaro Rodrigues.

Neste vídeo são lembrados factos históricos contados pelo Sr. Roberto, habitante da aldeia de Sidrós que pertence à freguesia de Ferral, concelho de Montalegre.

Este vídeo é também uma homenagem ao Sr. Roberto, pessoa que foi muito estimada e considerada pelos habitantes locais e que também era conhecedor da história ligada à ponte da Misarela.

Vídeo © Amaro Rodrigues (Todos os direitos reservados)


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Ponte da Misarela: Uma caminhada dos Diabos!


Entre Ruivães e Ferral (freguesias de Vieira do Minho e Montalegre, respectivamente), ergue-se, com 13 metros de vão,um monumento medieval, sobre o Rio Rabagão. A ponte da Misarela, fonte de histórias, lendas, segredos bem guardados e penedos endiabrados, tem em si e em tudo o que a rodeia, uma beleza inigualável temperada de mística, cultura e demonstrações de força e coragem das gentes locais.

Esta caminhada, organizada em parceria pelo Projeto Raízes e pela Junta de Freguesia de Ferral, tem o apoio da Associação Amigos da Misarela, do Município de Montalegre e do Ecomuseu de Barroso - Centro Interpretativo das Minas da Borralha.

Inscrições obrigatórias até dia 7 de Junho através de:
Telemóvel: 932950458 ou 935471883

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Desafio para 2016 (XII) - Ponte da Misarela


Aqui lancei o desafio para o ano de 2016: visitar os 44 pontos de interesse existentes na Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés (Projecto VALOR GERÊS-XURÉS).

A Ponte da Misarela, também conhecida como 'Ponte do Diabo', é o desafio n.º 17.


Arqueando sobre o Rio Rabagão, a Ponte da Misarela é uma estrutura que data provavelmente da época medieval, ou pelo menos de tradição arquitectónica medieval, enquadrada de forma espectacular na paisagem de densa vegetação. A estrutura foi reconstruída no início do século XIX, e a obra estava já executada em 1809, uma vez que nesta data as tropas francesas comandadas por Soult passaram pela ponte, fugindo à perseguição dos soldados de Wellesley. Sobre este facto histórico, o blogue da Vila de Ruivães conta-nos um interessante relato.


Carregada de misticismo e história. O sítio do Arquivo Português de Lendas dá-nos a conhecer a lenda associada a esta ponte:


Conta-se que há muitos anos, entre duas aldeias, Frades e Vila Nova, os moradores sentiam a necessidade de construir uma ponte, que serviria de passagem não só para eles mas também para os seus animais.

Após terminar, regressaram satisfeitos às suas casas. No dia seguinte, qual não foi o espanto, quando viram a ponte derrubada. Mas isto não foi motivo para desistirem e logo a reconstruíram novamente. Desta vez, enquanto a construíam, a ponte começou a estalar, a estalar, até que acabou por cair. Então as pessoas disseram umas para as outras:

– Isto só pode ser artimanha do diabo.

E de repente ouviram uma voz alta dizer:

− Nunca conseguireis segurá-la em pé.

Aflitos, correram a contar ao padre da freguesia o que ali se tinha passado. O padre, surpreendido e num tom animador, disse:

– Homens, voltai a reconstruí-la, porque desta vez não vai cair.

Pela trigésima vez, a ponte iria ser reconstruída, mas desta vez o padre acompanhou-os, levando um pão benzido debaixo do capote. Quando foi colocada a última pedra, a ponte começou a torcer-se, dando sinais de que iria cair. Então o padre lançou o pão a rebolar pela ponte e disse:

– Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

O diabo, ao ouvir as palavras de Deus, fugiu e a ponte ficou sempre torta como se tivesse o ombro do diabo marcado quando estava a empurrá-la.

Não só aconteceu o milagre do pão como também desde esse dia outro milagre aconteceu: que é o de salvar os filhos das mães que tanto os desejavam e que nunca conseguiram dar-lhes vida, pois estes nasciam mortos após os seis ou sete meses de gravidez.

Uma mulher que já tivesse passado pela situação descrita e estivesse novamente grávida, deveria ir até à ponte da Misarela levando consigo dois acompanhantes e deveriam à meia-noite em ponto estar em cima do arco da ponte. Os acompanhantes teriam de se colocar um em cada entrada da ponte para impedirem que nenhum animal passasse, ainda que fosse um rato, pois se assim fosse o milagre não se realizava.

A mulher grávida e os acompanhantes teriam de esperar em cima da ponte até que alguém passasse para baptizar a criança ainda dentro da barriga da mãe. Para o baptizado, levavam um jarro e uma corda comprida e, quando aparecesse a primeira pessoa, pediam-lhe para ser o padrinho ou madrinha da criança.

Então o padrinho ou a madrinha teriam de cortar ao lado da ponte um ramo de oliveira. De seguida lançava o jarro preso na corda abaixo da ponte e com a água que conseguisse colher molhava o ramo e fazia uma cruz na barriga da mãe dizendo:

Eu te baptizo
em nome do Pai,
do Filho,
e do Espírito Santo.

Se fores rapaz,
teu nome será Gervás;
e se fores rapariga,
teu nome será Senhorinha.

Pelo poder de Deus
e da Virgem Maria,
um pai-nosso
e uma avé-maria.

Após o baptizado, regressavam a casa e dali a nove meses o bebé nascia com saúde. E não só nascia o primeiro filho como também outros que o casal desejasse sem necessidade de um tratamento hospitalar.


(Esta lenda é um testemunho vivo de um caso que se passou na minha família. A minha tia, Ana Barqueiro Pereira, não conseguia ter filhos e, deixando-se levar pela crença na ponte da Misarela, actualmente tem uma filha chamada Senhorinha e mais quatro filhos.)

Fonte: AA. VV., - Literatura Portuguesa de Tradição Oral s/l, Projecto Vercial - Univ. Trás -os-Montes e Alto Douro, 2003 , p.L7
























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)