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sexta-feira, 12 de abril de 2019

"Em protecção da cabra selvagem no Gerês"


Todos sabemos nos dias de hoje que as maiores catástrofes ambientais e de destruição da natureza e fauna se deve, em grande medida, ao capitalismo selvagem que impera no mundo onde a procura desenfreada do lucro é o alfa e o ómega das grandes multinacionais em conluio com os governos que nos (des)governam.

O desaparecimento de inúmeras espécies tem muito que ver com grandes negócios e o desprezo puro e simples por tudo e todos que não seja a contabilidade de milhões dos 1% de poderosos e bilionários contra os 99% da população mundial. No caso de Portugal também temos inúmeros exemplos. O desprezo face a parques naturais e as espécies protegidas, por exemplo. Ora vejamos um caso bem aqui à nossa porta.

Para ler aqui.



quarta-feira, 10 de abril de 2019

Suspensa manifestação "Pelo Nosso Único Parque Nacional Peneda-Gerês"


Acho pertinente a divulgação deste texto...

Este evento surgiu com o objectivo de contestação ao anúncio das Jornadas, como todos sabemos. A verdade é que, entretanto, essas Jornadas foram suspensas. 

A realização deste evento não é, nem nunca foi entrar em confronto com ninguém, mas sim chamar à atenção para as ditas Jornadas e tentar que a caça da Cabra-Montês não seja uma realidade no PNPG.

Assim sendo, venho comunicar a todos que a manifestação está SUSPENSA, para dia 13 de Abril, pelas 15 horas.

Contudo, gostaria de relembrar, que isto não é um baixar de braços, mas sim, colocar em pausa, a mobilização das pessoas, para se manifestarem a favor daquilo que acreditam. As Jornadas foram suspensas, nunca foram canceladas. Creio que um dia, nos poderemos (infelizmente) reunir para mostrar que somos contra.

Não acredito que tenhamos o direito a limitar a vossa vontade de se manifestarem, mas este evento, perante as circunstâncias actuais, poderá não ser vantajoso, para quem acredita nesta causa.
Estaríamos a mexer em algo que já foi resolvido, estaríamos a direcionar forças para uma “batalha” já ganha, e que mais tarde poderemos precisar dessas mesmas forças.

Este evento é de todos nós, que à sua maneira apoiou, comunicou, divulgou... Fez acontecer. Acho que deveríamos estar todos satisfeitos, por termos a oportunidade de adiar esta manifestação. 

As Jornadas foram suspensas, o Governo repudiou as mesmas, a população uniu-se e pronunciou-se (obrigada por isso), as entidades de defesa do ambiente juntaram-se, o ICNF pronunciou-se contra a ideia de caçar a cabra montês, em território Português, devido ao seu número diminuto de animais... E como tal, poderemos para já respirar mais fundo.

Mas tal como foi dito, o número é diminuto. Esse mesmo número de indivíduos pode aumentar, e aí sim, o assunto pode ser posto novamente na mesa, com outro sentido, outras possibilidades. 

E por isso mesmo vos peço, continuem a acreditar nesta luta, nesta causa, pois juntos somos muitos, e somos muitos a acreditar que a caça à cabra montês não pode acontecer, e que temos que nos manter unidos e atentos.

Para o caso de as Jornadas serem novamente convocadas para dia 13, no mesmo local, convido-vos a comparecer. Manteremos o evento activo. Mas até que isso se confirme, convido-vos a alimentar essa voz que não quer calar, e a adiarmos a manifestação para outra ocasião, onde poderemos novamente fazer a diferença. Juntos.

Obrigada por toda a ajuda e apoio a este evento.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Demita-se o Presidente do ICNF!


A reter desta notícia da vieiradominho.tv as respostas lacónicas por parte do ICNF às questões colocadas por aquele órgão de comunicação social e em consequência destas respostas nada mais resta do que a demissão do Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas que apoiou a organização deste evento.

A notícia da vieiradominho.tv pode ser lida aqui.

Apelo para que se mantenha a manifestação "Pelo Nosso Único Parque Nacional Peneda-Gerês"


A notícia da suspensão do evento que quer promover a caça à cabra selvagem é o resultado da mobilização daqueles que verdadeiramente amam a Natureza e o Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Porém, temos de estar atentos e em alerta porque nada terminou e as palavras são claras: o evento foi suspenso!

Esperando uma manobra de bastidores por parte de quem organiza tamanha infâmia, apelo para que se mantenha a manifestação prevista para o dia 13 de Abril nos Arcos de Valdevez!

Não se deve deforma alguma confiar nesta decisão de se suspender este evento e temos de demonstrar que não admitimos que a caça à cabra selvagem tenha lugar no NOSSO parque nacional!

"Suspensas jornadas organizadas por associações ligadas à caça em Arcos de Valdevez"


Notícia do jornal PÚBLICO para ler aqui.

Em causa estava a acusação de que o objectivo era retomar a caça à cabra-brava do Gerês, algo que os organizadores negaram.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Keen Tours toma posição pública sobre evento que promove a caça à cabra selvagem no PNPG

Esta é a tomada de posição por parte da empresa Keen Tours, sob a forma de carta aberta endereçada a diversos membros do Governo Português e administrações de outras entidades públicas, acerca da futura realização das I Jornadas Internacionais sobre Sustentabilidade Económica dos Espaços Ordenados e Protegidos, sob o tema A vocação cinegética do Parque Nacional da Peneda-Gerês, e da agenda que lhe está subjacente.

Pode ser lida aqui.

Porto Canal avança com notícia sobre a suspensão de evento onde se promove caça à cabra brava no PNPG



Segundo o Porto Canal, o evento foi suspenso por "razões técnicas".

A notícia pode ser lida aqui.

Como temos de ser cépticos, devemos ver para acreditar e apelo para que se mantenha a manifestação prevista para o dia 13 de Abril, nos Arcos de Valdevez.




A ameaça à Cabra-brava do Gerês


Os organizadores das jornadas que pretende promover a caça à cabra selvagem no PNPG"...são os mesmos que organizam caçadas ao leopardo no Zimbábue, e a leões e rinocerontes na África do Sul." 

Um pensamento básico e retrogrado


O seguinte é um apelo publico feito no facebook por um caçador a propósito das jornadas que irão decorrer nos Arcos de Valdevez a 13 e 14 de Abril...

"Luis Gusmão
15 h · 
PORQUE DESDE QUE EXISTIMOS CAÇAMOS!!!
APELO A TODOS O CAÇADORES A VOSSA PRESENÇA DIA 13 ABRIL DE 2019.
PELA DEFESA DA CAÇA E DO MUNDO RURAL E DAS SUAS POPULAÇÕES....
VAMOS MOSTRAR A NOSSA FORÇA...
13 DE ABRIL 2019 AS 09.30H...
CASA DAS ARTES
ARCOS DE VALDEVEZ"

Porque desde que existimos evoluímos e como tal, como espécie inteligente, fomos abandonando actividades que em tempos tiveram a sua função na nossa sobrevivência. Porém, nos nossos dias, quantos caçadores em Portugal caçam para se alimentarem? A resposta é óbvia! Nenhum!

A caça existe transvestida de actividade de contacto com a Natureza, quase como uma afirmação absurda de uma superioridade especista que não faz qualquer sentido numa sociedade moderna. Isto vem também em linha com o gasto argumento de uma guerra imaginária entre o «mundo rural» e o «mundo das cidades», curiosamente um argumento muitas vezes utilizado pelos aficionados da barbárie tauromáquica para justificar o injustificável. 

Se a um caçador lhe dá tanta adrenalina ou excitação perseguir um animal, porque não o fazem com uma máquina fotográfica em punho? Porquê? Porque o elemento «morte» não está presente! Assim, o tão apregoado "gosto pela Natureza" não passa de uma máscara, uma capa artificial para justificar o gosto sádico pela perseguição e morte de um ser vivo, pois falta-lhe a empatia pela vida dos animais que perseguem.

Assim, é importante que a caminhada que tens previsto para o dia 13 de Abril possa ser adiada. A montanha ou o passeio à beira mar podem esperar porque a vida selvagem que faz parte do nosso Parque Nacional precisa da tua ajuda, da tua participação na manifestação que terá lugar a 13 de Abril, pelas 15h00, na Casa das Artes - Arcos de Valdevez. Esta é uma manifestação pela defesa do nosso único Parque Nacional e contra a caça à cabra selvagem que na altura será promovida num infame evento a decorrer nas instalações daquela porta de acesso ao parque nacional.

Mais informações sobre o evento aqui.

Apela-se à partilha e à mobilização e participação de todos aqueles que amam o Parque Nacional e que amam a Natureza!

Não deixem de participar nesta manifestação e afirmar em voz alta que a caça à cabra selvagem não tem qualquer fundamento e que não deve ser praticada no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Primeiro-ministro nega presença de Ministro do Ambiente em evento promotor da caça à cabra-selvagem no PNPG


Questionado pelo deputado do PAN, André Silva, sobre a presença do Ministro do Ambiente e da Transição Energética num evento que pretende promover a caça à cabra selvagem no território do Parque Nacional da Peneda-Gerês, o Primeiro-ministro António Costa negou de forma categórica na Assembleia da República que tal fosse acontecer.

Nos dias 13 e 14 de Abril serão promovidas umas jornadas internacionais nos Arcos de Valdevez cujo objectivo é o de abrir caminho à caça da cabra selvagem no nosso único parque nacional, palco por excelência da conservação do ambiente e da Natureza em Portugal.

Neste mesmo dia, pelas 15h00, na Casa das Artes - Arcos de Valdevez, terá lugar uma manifestação pela defesa do nosso único Parque Nacional e contra a caça à cabra selvagem.

Mais informações sobre a manifestação aqui.

Apela-se à partilha e à mobilização e participação de todos aqueles que amam o Parque Nacional e que amam a Natureza!

Não deixem de participar nesta manifestação e afirmar em voz alta que a caça à cabra selvagem não tem qualquer fundamento e que não deve ser praticada no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

ICNF remove publicação sobre evento de caça no PNPG


Apesar do seu vergonhoso apoio ao evento de promoção da caça à cabra selvagem no nosso único parque nacional, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) removeu a publicação na qual anunciava este evento da sua página do facebook.

A contestação à realização deste evento e aos seus objectivos tem vindo a subir de tom nos últimos dias, pois não é admissível que uma instituição cuja função principal seja a preservação da Natureza apoie esta iniciativa que terá lugar nos dias 13 e 14 de Abril.

No entanto, deixo-vos esta pérola do ICNF... uma publicação na qual aquele instituto público deseja muitos anos de vida a um clube de caça...

...já agora, limpem as matas públicas que é essa a vossa obrigação!

terça-feira, 2 de abril de 2019

Manifestação "Pelo Nosso Único Parque Nacional"


Terá lugar a 13 de Abril, pelas 15h00, na Casa das Artes - Arcos de Valdevez, uma manifestação pela defesa do nosso único Parque Nacional e contra a caça à cabra selvagem que na altura será promovida num infame evento a decorrer nas instalações daquela porta de acesso ao parque nacional.

Mais informações sobre o evento aqui.

Apela-se à partilha e à mobilização e participação de todos aqueles que amam o Parque Nacional e que amam a Natureza!

O PNPG é a favor da caça à cabra selvagem?


O símbolo do Parque Nacional da Peneda-Gerês desde a sua fundação através das acções de Lagrifa Mendes em princípios anos anos 70 do século passado, é a silhueta de uma corça. Porém, nos nossos dias a cabra selvagem é vista como o símbolo por excelência do nosso único parque nacional.

Falar da cabra selvagem, é falar em Gerês e nas suas serranias pelas quais deambulam livremente e em segurança.

Não pode passar despercebida a utilização do símbolo do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) no cartaz que anuncia as infames jornadas que irão ter lugar na Porta do Mezio, Arcos de Valdevez, e que têm por único objectivo legitimar e promover a caça à cabra selvagem no PNPG (1), (2).

Todos sabemos como o PNPG é zeloso nos seus símbolos e na utilização das sua propriedade na promoção de eventos alheios.

Assim, a única conclusão clara a que se pode chegar ao vermos o símbolo do PNPG no cartaz de tão indigesto evento, é a de que o próprio Parque Nacional tem as suas mãos sujas de sangue no que concerne ao seu apoio à caça deste nobre animal no seu território.

Preto no Branco


Em Novembro de 2018 tive o prazer de conviver com esta espécie bem mais de perto, um dos trilhos mais conhecidos de Pitões das Júnias levou-me a percorrer as Gralheiras, a Fonte Fria, entre outros muralhados graníticos como a Bruzalite e o Pico da Carvalhosa.

Creio que a paixão pela Natureza me envolva tanto a mim como a todos os montanhistas que fazem as deliciosas travessias pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês, seja em que região for. Montalegre foi brindada num passado com as Cabras Lusitanas, e como reza a lenda, em 1882 foram extintas devido à caça excessiva, através de algumas informações recolhidas, e bem, ao longo dos anos, percebemos que o lobby dos ricos já na altura era bastante funcional, e faziam da caça desta espécie extinta actualmente, o seu chá das cinco. Pois em 1998, e aqui os dados não são tão exactos, a partir de um cercado de cabras montês, em Espanha, uma outra espécie, a Capra Pyrenaica veio para Portugal, uns dizem que foi um erro de vedação, outros que foi um ambientalista que as libertou, a verdade dos factos é que estas Cabras vieram e afixaram-se (para nossa alegria) em solo Português. 

Pois a partir dessa altura e até aos dias de hoje foi-se alargando a nível territorial, algo de grande satisfação para qualquer amante e defensor de Natureza. Acontece que, em 2016, e através de um alerta dado por vários defensores da natureza, estaria em marcha uma jogada de bastidores, perpetrada pela entidade Safari Clube Internacional - Lusitânia Chapter. Para que se perceba um pouco a trama por detrás desta "empresa dos ricos", teremos que incidir sobre as suas caçadas ou batidas, como lhe queiram chamar, no Norte de África, em 2015, Leopardos no Zimbabwe, em perigo de extinção, entre outras espécies também em perigo de extinção. Pois em 2016 esta organização de caça da qual fazem parte altos dignatarios do estado, de empresas do estado, das maiores empresas económicas do país têm estado sedentos desta espécie, que cobiçam à alguns anos. Como o parque é uma reserva trans-fronteiriça e lá por Espanha se caça, querem e exigem os mesmos direitos dos espanhóis. Ora como até à altura o nosso ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas) lhes foi adiando a premissa, e como daquele lobby poderoso (senão o mais poderoso no país) não aceitam a palavra "contorno" ou a palavra "não será conveniente" ou ainda "constrangedor" porque é baseada no "eu quero, eu posso e eu mando" arranjaram uma estratégia para tentar nos próximos dias 13 e 14 de Abril enclausurar esta organização governamental ou instituto, onde o "nim" e o "não" não serão resposta.

Portanto, o que temos aqui, é, o Golias, uma espécie de Rotary Club Inverso, que pretende abrir a caça a apenas alguns ricos, as elites dos altos quadros portugueses, aqueles que nas sombras das Quintas-feiras e dos Domingos tiram o dia para abater umas espécies para os troféus fotográficos lá de casa, e para emoldurarem os chifres e peles nesta espécie de "medievalismo" sócio-cultural, é chique ter um quadro da Paula Rego exposto em casa, ou no Loft virado para as praias de Cascais, mas a verdadeira mescla do poder prefere ter umas peles e troféus neste machismo do Século XIX que é sinónimo ainda nos dias de hoje de poder e virilidade. Este Safari Clube Internacional está para este lobby, ou centro de encontro de ricos, como da fome para a posta barrosã, e então escolheu como apoios o ICNF e vejam só o descaramento, o nosso Ministro do Ambiente e também, o nosso Ministro das Florestas. De salutar então a audácia, a impunidade, a inércia, ou como lhe queiram chamar, das nossas autoridades que não conseguem nem conseguirão dizer provavelmente "Não" a esta empresa que apenas contribui para "atirar areia" para os olhos não só do povinho como de todos os reais amantes da natureza, que zelam pelo Parque Nacional, e que como armas apenas utilizam as suas máquinas fotográficas para elevar de forma nacional e internacional o nosso legado natural da Fauna que ainda temos no nosso país a custo ZERO, que na maior parte das vezes até necessitam de autorizações para circular nessas áreas ditas de protecção "TOTAL".

Ora, e porque este texto já excede em muito as linhas habituais, há aqui diversas questões que seria interessante levar a estas “I Jornadas Internacionais – Sustentabilidade Económica dos Espaços Ordenados e Protegidos”, por um grupo que queira lá ir desequilibrar de forma ordeira a balança; "Estará a espécie a ameaçar em ciclo lógico natural o desenvolvimento do Parque Nacional?", " com o constante desaparecimento das cabras de pastorícia, não limparão estas Cabras as zonas que convêm ao Parque Nacional para a não propagação dos incêndios?", mais ainda, "Já serão em número suficiente para que seja necessário um controlo da espécie artificial, e se sim, não poderá ser feito de forma natural com a tão aclamada introdução de espécies dentro do nosso Parque Nacional que lhes possam dar uma digna caça, até para podermos orgulhosamente daqui a uns anos reafirmar a introdução de Águias Reais?". Poderemos em pouco mais do que vinte anos dar uma hipótese ao Lobo Ibérico para se adaptar à caça desta espécie emergente? Seria interessante ver a espécie a fazer o chamado "Controlo" e não o Homem através da sua sedente vontade de ganhar milhões, essa organização de caça que nada contribui para o equilibrio natural... Finalizando, e espero que aconteça, que haja uma mobilização bem sonora para esses dias, em Arcos de Valdevez que tanto se tem vindo a orgulhar do trabalho feito com o Lobo Ibérico, e eu também colocava aqui a questão ao Sr Presidente da Câmara de Arcos, que está a albergar esta reunião do G5 dos Elitistas da Caça, é a Capra Pyrenaica menos valiosa para a região do que o Canis Lupus Signatus?

Em Portugal o peso meus caros, continua e continuará a ser o do dinheiro, o autêntico Safari Nacional é aos contribuintes portugueses, e este artigo de opinião apenas serve para demonstrar a minha total frustração relativamente a este assunto que voltou passado 4 anos a pairar sobre esta Reserva Mundial da Biosfera, creio que não será ainda desta que o Parque perderá as Capras, mas aqui neste dia 13 e 14 de Abril ficará para satisfação deste Lobby acordada a sentença para 2020 e 2021, e isso podem escrever, quando o Parque der como "crescimento descontrolado" da espécie serão estes os senhores que se elevarão do Arauto para dizerem "temos a solução" e desde 2016.... É isso que queremos? Não, não é! O que poderemos exigir? Ao ICNF, podemos exigir que criem uma forma de resolverem isto sem recurso à caça, que façam um planeamento sério se vêm isto como ameaça, trabalhem, façam o melhor pela bandeira que defendem na "Conservação da NATUREZA", porque não há forma nenhuma de escapar à sua própria Sigla....nem nunca será quando as balas começarem a rasgar a Capra Pyrenaica e forem necessárias explicações... Tenho dito. Uma optima tarde e uma optima semana.

Texto de Júlio Marques


segunda-feira, 1 de abril de 2019

Município dos Arcos de Valdevez apoio evento promotor da caça à cabra selvagem no PNPG


Recentemente numa notícia do jornal Público publicada a 29 de Março de 2019, ficamos a saber que a Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez apoia o evento que nos dias 13 e 14 de Abril irá fazer a promoção a apologia da caça à cabra brava no nosso único Parque Nacional.


Apesar do apelo do FAPAS - Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens, para que o município anulasse o evento, o Presidente da Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez referiu que apenas o apoia, sublinhando no entanto "...o tema das jornadas “é, e sempre foi, do interesse” do concelho de Arcos de Valdevez."

Ora, para João Manuel Esteves é mais importante a presença dos caçadores para mais uma vez dizimarem a cabra selvagem do que a preservação desta espécie, revelando a sua ignorância perante os factos históricos que levaram no Séc. XIX à extinção da cabra selvagem do Gerês.


Porém, o apoio da Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez é muito maior, se tivermos em conta que o número de telefone utilizado para a inscrição neste evento é o contacto da Porta do Mezio.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Visita ao Bico de Caça


Felizmente, ainda há zonas na Serra do Gerês que permanecem por visitar e o Bico de Caça (ou somente 'Caça' como vem assinalado na Carta Topográfica n.º 43 'Terras de Bouro' do Instituto Geográfico do Exército com trabalhos de campo de 1949) era uma delas.

Localizada numa zona quase sempre ignorada por quem visita o Parque Nacional da Peneda-Gerês e a Serra do Gerês em particular, esta foi uma zona muito afectada pelos incêndios florestais de há muitos anos e dos quais ainda hoje se notam as suas profundas cicatrizes. No entanto, o Bico de Caça permite-nos uma vista singular sobre a Serra do Gerês (mais propriamente sobre o Vale do Rio Gerês até à Portela de Leonte), sobre parte da albufeira da Barragem da Caniçada e sobre o São Bento da Porta Aberta.

O percurso para lá chegar é muito curto e inicia-se logo antes das Curvas de S. Bento tomando um caminho florestal. Logo ao início deparamo-nos com um grande depósito de água à nossa direita. Devemos seguir sempre o estradão e na primeira bifurcação, tomar o caminho da direita. A certa altura, teremos de seguir à esquerda (em direcção a Sul) e pouco depois, abandonar o estradão para subir até à Caça.

O regresso pode ser feito no sentido inverso ou então voltando ao estradão e subindo até ás Curvas de São Bento.

Ficam algumas fotografias e o perfil desta pequena jornada Geresiana.






































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)