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sábado, 25 de abril de 2026

Inaugurado o Percurso Interpretativo da Célula Defensiva de Bouro

 


O Dia da Liberdade de 2026 serviu para a inauguração, por parte do Município de Terras de Bouro, do Percurso Interpretativo da Célula Defensiva de Bouro, inauguração essa inlcuída no âmbito das comemorações do 25 de Abril.

Este percurso interpretativo é dedicado à Célula Defensiva de Bouro, também conhecida como a "Trincheira de Campo do Gerês". Segundo publicação do Município de Terras de Bouro, "Através de fundos comunitários, foi possível proceder à interpretação deste património histórico que se encontrava esquecido, mas que possui grande relevância na história do território e das suas gentes. Localizada no limite da Mata da Albergaria, a fronteira da Portela do Homem assume um papel fundamental desde a formação da nacionalidade, tendo sido a mais importante zona de trânsito medieval entre o interior galego e a região bracarense através da Geira."

De salientar que "Historicamente, os habitantes de Terras de Bouro desempenharam um papel crucial como zeladores e guardiões do Castelo de Bouro e da fronteira, conforme documentado nas Inquirições de 1220 e 1258. Em reconhecimento pelo seu caráter belicista e esforços constantes, o Rei Afonso II conferiu privilégios a estes moradores, isentando-os do serviço militar obrigatório em troca da manutenção e defesa ativa da fronteira e do castelo. Esta obrigação levou à construção de várias trincheiras defensivas, cujos vestígios ainda hoje podem ser admirados em locais como a Portela do Homem, Portela de Leonte, encosta de Palheiros", Campo do Gerês e na Serra Amarela.

No Campo do Gerês "​A estrutura defensiva (...) destaca-se por elementos como o seu muro semicircular de 120 metros de comprimento, construído originalmente no tempo de D. João I e reparado nos reinados de D. João IV e D. João VI. O complexo incluía a Casa da Guarda, para abrigo das sentinelas, e a Casa das Peças, destinada ao armazenamento de guarnições bélicas e munições, especialmente durante as Guerras da Restauração. Todo o sistema era coordenado pela Casa do Facho, situada no Monte Pinhote, que oferecia uma posição estratégica e elevada visibilidade sobre a zona de fronteira. 

Estas ruínas permanecem como um testemunho silencioso da coragem de um povo que, durante quase 700 anos, serviu de escudo a Portugal nesta região montanhosa."












Fotografias © Município de Terras de Bouro (Todos os direitos reservados)

sábado, 7 de setembro de 2024

Serra do Gerês - Da Guarda (Campo do Gerês) à Albergaria

 


Caminhada através da Estrada da Geira começando na Guarda (Campo do Gerês) até à Albergaria.

































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Serra do Gerês - Entre a Guarda (Campo do Gerês) e a Ponte Feia

 


É uma caminhada tranquila esta que se pode fazer entre a Guarda (Campo do Gerês) e a Ponte Feia, na Mata de Albergaria.

O percurso segue pela Estrada da Geira cruzando as Milhas XXX a XXXIII, e brindando-nos com a paisagem de uma mata quase em estado selvagem, além de profundas corgas e fechas.

Desde início que a albufeira da Barragem de Vilarinho das Furnas nos acompanha ao longo do percurso. Nestes dias de Inverno, onde as nuvens se passeiam a deslizar pelas encostas das serras, o nível das águas está quase no seu máximo, formando um lago artificial entre as montanhas. A imensidão da Serra Amarela só é comparável às vertentes graníticas que se debruçam nas faldas geresianas começando logo na Fraga do Sarilhão e na Fraga de Cima, bem como nas Negras. Por entre as ramadas despidas de folhas vai-se vislumbrando um cume (Pena Longa ou o Altar do Geira), mas sempre acompanhados pela banda sonora dos inúmeros cursos de água que se despenham pelas encostas (Rio Sarilhão, Ribeiro do Pedredo, Rio Homem, Rio Maceira e Rio do Forno, entre outros mais pequenos).

A sucessiva passagem pelos conjuntos de marcos miliários lembra-nos a presença do invasor romano e as ruínas dos Serviços Florestais lembra-nos a negligência do Estado.

Chegado à Ponte Feia, por entre o rosnar do Homem, um café e uns húngaros. Depois, foi o regresso.



















Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)