quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Muita neve no PNPG nos dias 7 e 8 de Dezembro?

 


A página Meteo Trás os Montes Portugal tem vindo a referir há vários dias a possibilidade de queda de neve a cotas baixas no território nacional devido à aproximação de uma frente fria que irá alterar de forma significativa o estado do tempo.

As previsões apontam para que os dias 7 e 8 de Dezembro possam, segundo o Meteo Trás os Montes Portugal, trazer um "menu invernal" que "poderá ser completo, com uma potente ciclogénese, podendo ser explosiva, junto às ilhas Britânicas, as frentes associados a regar em especial as regiões do Norte e Centro, e neve a cotas não demasiado altas, também muito vento, frio e um temporal marítimo. O modelo europeu, na última atualização coloca mais de 200 litros por m2 nos próximos 10 dias no Minho, com nevadas significativas na Peneda - Gerês..."

O sítio que costumo acompanhar para publicar as previsões meteorológicas para a Nevosa/Carris, mostra já uma acumulação de 31 cm de neve para o dia 7 de Dezembro, com o limite de congelamento a descer aos 885 metros no dia 8 de Dezembro (15 cm de neve).


Tal como refere o Meteo Trás os Montes, "faltam ainda muitos dias, mas como podem ver os modelos vão alimentando o cenário de mudança e precisamos muito desta mudança."

Serra do Gerês - Da Portela de Leonte ao Borrageiro

 


A subida ao Alto do Borrageiro a partir da Portela do Homem é um percurso que no total (ida e volta) conta com pouco mais de 8 km. No entanto, é um trajecto que nos oferece em cada estação do ano a verdadeira sensação de uma certa «conquista» da montanha... ou melhor, na verdade somos nós que somos conquistados por ela, em todo a sua pujança e beleza. Esta sensação é aumentada quando a caminhada é feita num dia invernal e onde parte da paisagem nos oferece já um manto branco.

Tal como a maioria dos percursos na geresiana serra, este começa logo a pôr à prova a nossa capacidade física e cardíaca. A subida vai-se fazendo lentamente num ziguezaguear constante Encosta do Morujal acima à medida que atrás de nós o imenso farol da serra, o Pé de Cabril, se vai afundando na paisagem. O caminho é duro e surpreende pela magnífica calçada que os povos serranos foram fazendo para facilitar a subida nos meses da vezeira. Uma calçada secular que se mantém nos nossos dias e que sem dúvida nos ajuda a ir superando o declive.

O caminho vai-nos levar a passar pela Chã do Carvalho e em breve chegamos a uma interessante varanda que nos permite um olhar sobre a Matas de Albergaria. Nos perenes dias de Outono, a paisagem - que se alarga até às alturas da Serra da Peneda no colosso de Anamão - é ainda mais espantosa com a variação de cores. São chegados os dias das cores outonais dos carvalhos que dão à Mata de Albergaria um tom de despedida para os dias de Inverno que aí se avizinham.

A Oeste as paredes alcantiladas do Pé de Cabril assumem-se aos céus num chamamento eterno que conquista e domínio de paisagem no topo de um vale que se vai abrindo até à albufeira da Barragem da Caniçada. O caminho vai continuar a subir, levando-nos ao Prado do Vidoal e mostrando-nos toda a personalidade da Serra do Gerês: o acastelamento paisagístico do Pé de Medela leva-nos a cenários de fantasia numa Terra Média ou por entre os Sete Reinos; os Carris de Maceira encimam e guardam o profundo vale junto da vertente dos Cântaros; a Roca d'Arte surge altiva com as suas paredes alcantiladas antevendo o Cabeço de Lavadouros. Toda a paisagem está já pintada com a neve que foi caindo na fria noite anterior, dando-lhe uma áurea de mais profundo mistério.

Envereda-se à sombra do Outeiro Moço e depois de passar pelo seculares teixos, chegamos já ao Colo da Preza que nos permite a visão do Vale de Teixeira. Os farrapos de neve vão-se acentuando e após mais uma dura subida, chegando à Chã da Fonte, a paisagem é toda ela Inverno em tons de branco e cinza, sincelos, mariolas adornadas de gelo e arbustos batidos pelo vento. O frio faz-se sentir por entre a roupa e o vento gelado encontra sempre um caminho através dos espaços abertos fazendo-nos lembrar que não estamos num sonho.

E continuamos a subir, passando a Fonte da Borrageirinha e o Arco do Borrageiro quase todo «pintado» de branco. O cume destino está já ali perto, mas é necessário ir-se vencendo as placas de gelo que se foram consolidando. A subida final foi feita por entre uma magnífica paisagem gelada e o topo presenteia-nos com uma paisagem gelada e um vento forte que nos estar pouco tempo no cume.

O regresso foi feito pelo mesmo trajecto.

Algumas fotografias do dia...







































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MCXLV) - Arco do Borrageiro invernal

 


Uma paisagem invernal adorna o Arco do Borrageiro, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa/Carris (2 a 10 de Dezembro)

 


Os próximos dias serão de frio nas Minas dos Carris com a temperatura máxima a não ultrapassar os 6 ºC (4 e 6 de Dezembro) e a mínima a chegar aos -6 °C (9 de Dezembro). Esperam-se períodos de queda de neve intercalados com períodos de chuva nos próximos dias.

Caminhadas do blogue Carris em Novembro de 2021

 


Estas foram as caminhadas do blogue Carris em Novembro de 2021...

Serra do Gerês - Da Fonte de Lamas ao Zanganho e Fraga Negra

Serra do Gerês por trilhos seculares

Serra do Gerês - Da Portela de Leonte ao Campo do Gerês

Serra do Gerês - "Segredos da Albergaria"

Trilho do Fojo (de Pitões das Júnias)

318... Pelas Minas dos Carris e uma grande jornada geresiana

Serra do Gerês - Da Pedra Bela ao Vale de Teixeira e Cascata do Arado

Revisita ao Trilho do Fojo (de Pitões das Júnias)

Serra do Gerês - Junceda e Alto de Lamas

Serra da Estrela - PR4 Rota do Carvão

Serra da Estrela - PR1 Rota do Poço do Inferno

Trilhos seculares - Borrageiro pela Costa de Sabrosa

Serra do Gerês - Outeiro e o Fojo da Portela da Fairra

Trilhos Seculares - Pela Corga dos Fitoiros Negros

319... Minas dos Carris e 100.000 D+

Trilhos PNPG - Trilho Interpretativo de Castro Laboreiro

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Paisagens da Peneda-Gerês (MCXLIV) - Ponte das Veigas

 


A Ponte das Veigas, Serra da Peneda, foi construída na época Moderna, sendo referida em 1758 nas Memórias Paroquiais da freguesia de Castro Laboreiro. Esta ponte apresenta um tabuleiro em cavalete muito suave, com orientação Norte - Sul, sobre um único arco, de volta perfeita. A estrutura possui os encontros em alvenaria de granito e pavimento em calçada, sem guardas.

A Ponte das Veigas tem associada uma velha superstição de se batizarem as crianças ainda no ventre das mães para não morrerem ao nascer. A mulher que está para ser Mãe, esperando junto ao rio, nas margens da ponte, acompanhada de alguns familiares, convida o primeiro transeunte que nela passa, para lhe deitar água ao nascituro ainda no seu ventre.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Trilhos PNPG - Trilho Interpretativo de Castro Laboreiro

 


Trata-se de um trilho de pequena rota que se desenvolve na encosta que liga a povoação de Castro Laboreiro ao planalto, permitindo uma perceção geral das engenhosas soluções encontradas para a ocupação humana contínua desta área.

A área de Castro Laboreiro é das poucas zonas Entre-Douro-e-Minho em que os efeitos da introdução do milho nos Séc. XVI e XVII são sentidos mais indiretamente. Este facto, motivado pela pouca adaptação da cultura do Minho ao clima agreste da zona, permitiu que aqui se mantivessem formas de ocupação e exploração do território que se encontram extintas ou pelo menos em decadência nas regiões vizinhas.

Folheto do percurso.






























Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)