Descendo a Costa do Murjal surge-nos a imponência da silhueta do Pé de Cabril imprimida pelo fulgor do Sol poente de Outono na Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Descendo a Costa do Murjal surge-nos a imponência da silhueta do Pé de Cabril imprimida pelo fulgor do Sol poente de Outono na Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A paisagem vista das Minas dos Carris no primeiro dia de Novembro de 2026.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC
A 16 de Outubro, havia referido que se assinalava dois anos desde o encerramento da Consulta Pública relativa ao novo Plano Especial do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PEPNPG) e Regulamento de Gestão. Até então, nafa «havia sido feito».
O último dia do mês de Outubro de 2026, fica marcado pela divulgação da notícia de que (finalmente) o Governo (!) havia aprovado o PEPNPG!
Sobre este tema em questão, e sem saber o que lá contém (para lá da usual propaganda e aproveitamento político do momento), não me posso pronunciar. Nesta altura apenas refiro que durante dois anos tivemos (e de facto - nesta data, ainda temos) uma página do portal Participa dedicada à Consulta Pública do PEPNPG, que em nada informou a sociedade civil sobre o andamento do processo. Ao longo de dois anos nunca foram disponibilizados os "Documentos de Acompanhmento" e, nesta fase, nem mesmo os "Documentos de Encerramento".
Não estou a dizer que as contribuições das 157 participações não foram tidas em conta neste processo. Apenas refiro que - e como vem sendo apanágio desta governação - a relação directa entre a tutela e os cidadãos neste processo foi nula. Os participantes e os cidadãis não têm de estar à espera de notícias por parte dos canais de propaganda política e a relação entre a Sociedade Civil e o Governo não pode apenas ser uma relação de «bastonada». Afinal, para que serviu a Discussão Pública?
Assim, que o PEPNPG bem como o Regulamento de Gestão forem publicados em Diário da República, saberemos o seu conteúdo.
De forma geral, o que as notícias referem é que o PEPNPG estabelece novas regras de gestão e proteção do território do nosso único parque nacional, com o objetivo de conciliar a conservação dos valores naturais com as necessidades das populações, das autarquias e das atividades económicas tradicionais, estabelecendo "um enquadramento renovado para a proteção do território, com regras mais claras para a realização de intervenções, a manutenção de infraestruturas essenciais e o desenvolvimento de atividades compatíveis com os objetivos de conservação da natureza."
Nas notícias divulgadas não deixa de ser curiosa a referência a uma situação «problemática» relacionada com o autocaravanismo! Onde?
Aprovado o PEPNPG, questiona-se como é que estas novas regras serão implementadas e, acima de tudo, como é que será feita a vigilância do território no que diz respeito à implementaçao destas novas regras? Será reforçada a vigilância? Os 12 Vigilantes da Natureza serão transformados em super-Vigilantes? Será criada uma pastilha para tornar as pessoas que visitam e vivem no Parque Nacional mais conscientes do seu valor? Será melhorada a relação entre o PNPG e as populações locais? O PNPG ficará mais consciente das necessidades das populações locais? Ou será que ainda se vai facilitar mais as violações à protecção da Natureza?
Ficamos a aguardar o texto do Plano Especial do Parque Nacional da Peneda-Gerês e do respectivo Regulamento de Gestão.
O Pé de Medela (em primeiro plano) e o Pé de Cabril são dois majestosos altos na Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Esquivo, o corço é o símbolo do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Se fosse criado nos nossos dias, talvez o Parque Nacional tivesse outro símbolo.
O encontro com as cabras montesas, e em especial a observação dos imponentes machos, é uma experiência que não deixa ninguém indiferente.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A paisagem vista das Minas dos Carris na manhã do dia 30 de Outubro de 2026, com um céu cinzento sobre o Pico da Nevosa e a Garganta das Negras.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC
Agora mergulhadas no silêncio da montanha, as ruínas das Minas dos Carris são um património esquecido e abandonado, constituindo uma paisagem quase mística nos pontos mais elevados da Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A paisagem vista das Minas dos Carris no final de tarde do dia 29 de Outubro de 2026, com a última luz do dia a iluminar o Pico da Nevosa e a Garganta das Negras já mergulhada em sombra.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC
Um macho que cabra montês é um vigilante solitário sobre o Vale do Alto Homem, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Aqui fica o programa do Magusto Celta de Pitões das Jùnias que irá decorrer a 14 de Novembro de 2026.
Aproveitando o ténue calor dos raios de Sol matinais, um gato descansa na janela de uma das casas rústicas de S. Lourenço de Cabril, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Hoje, dia 26 de Outubro de 2026, fui surpreendido pela chegada de um correio electrónico do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), assinado pela Directora da Direção Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Norte, Sandra Sarmento, em resposta a um pedido de autorização que fiz a 14 de Agosto de 2026 para uma caminhada de visitação a realizar a 1 de Setembro de 2026. Só o facto de a resposta chegar mais de dois meses da data do pedido e mais de dois meses da data da caminhada, já diz muito sobre o funcionamento do ICNF.
Ora, por altura da realização de uma etapa da Volta a Portugal em Bicicleta que atravessou uma das zonas mais sensíveis do Parque Nacional da Peneda-Gerês, foram evocados argumentos de “compatibilização entre desporto e conservação da natureza”, além de “promover os seus valores, o seu conhecimento, e levar às casas das pessoas imagens absolutamente fantásticas deste que é o único Parque Nacional que temos e, a partir daqui, promover” a todo o público que seja capaz, e dar a conhecer “este valor nacional que temos todos de proteger e salvaguardar.” Estas, foram palavras proferidas pela própria Directora da Direção Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Norte, depois da desautorização dos pareceres emanados pelos técnicos do ICNF e que indicavam que a prova desportiva em questão não deveria ser autorizada.
As manobras políticas que levaram à «autorização» da realização do evento referido, criaram um precedente que foi aberto para a empresa / entidade organizadora do evento que decorreu a 13 de Agosto de 2026, violando os pressupostos do actual Plano de Ordenamento e que implicavam a sua não autorização.
O pedido de autorização que fiz e a contestação que enviei a uma primeira resposta do ICNF, foram no fundo uma pequena provocação à actuação das instâncias superiores do ICNF que - para satisfazer calendários políticos - desrespeitaram por completo a essência do Plano de Ordenamento, justificando com argumentos que apenas serviram para justificar um erro.
Assim, é óbvia e descarada, a dualidade de critérios daquele Instituto Público.
A bela Cascata de Cela Cavalos, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
É uma paisagem habitual nos dias de Outono na Serra do Gerês. A faia da Água da Adega, não muito longe da Portela de Leonte, mostra-nos o avançar dos dias de Outono.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O Parque Nacional da Peneda-Gerês encontra-se numa situação limite.
Sem investimento na sua protecção e sem investimento no seu futuro como verdadeira Área Protegida, o Parque Nacional da Peneda-Gerês encontra-se no seu leito de morte.
Anos e anos sem investimento - na verdade, nunca teve o investimento que merecia desde a sua fundação - levaram a que o Parque Nacional da Peneda-Gerês seja hoje apenas uma memória daquilo que se projectou.
As actuais políticas ambientais também não auguram um futuro risonho para o nosso único parque nacional e somente uma mobilização da sociedade civil poderá iniciar um verdadeiro mivimento que leva a bom porto os desígnios do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
A petição "A ciência avisa e a cidadania exige mais empenho na conservação do Parque Nacional da Peneda-Gerês" pode ser o primeiro passo para que o «nosso» Parque Nacional tenha futuro.
Assina a petição e ajuda atingir as 2.500 assinaturas.
Assina a petição no link "A ciência avisa e a cidadania exige mais empenho na conservação do Parque Nacional da Peneda-Gerês".