domingo, 21 de junho de 2026

A «silly season» e o "vale tudo" no Parque Nacional

 


E pronto! Somos mais uma vez chegados àquela altura do ano em que (ainda mais) "vale tudo" na agora instalada «silly season» no Parque Nacional da Peneda-Gerês!

O que a cada dia se constata - se bem que também não é necessário chegarmos a esta altura do ano para tal - é que o Parque Nacional da Peneda-Gerês continua ao abandono e parece que isso se nota cada vez mais.

Apesar das muitas declarações e do espalhafato de prémios inúteis dados a quem pouco se interessa por isto, a realidade é cada vez mais óbvia: o Parque Nacional morreu ou está em finados.

Ao Parque Nacional falta tudo! Falta ordenamento (quase a cumprir dois anos desde que a consulta pública ao novo Regulamento terminou e nada se vê). Falta vigilância (continua-se com 12 - serão 12? - Vigilantes da Natureza para uma área de cerca de 70.000 ha e não cobrem somente isso). Falta empatia com as populações (a relação entre as populações e o ICNF/PNPG não sai da desconfiança mútua num sentimento que se arrasta há décadas). Falta protecção do Parque (os sinais dos furtivos e as declarações inflamadas contra o lobo acicatam a má relação entre quem quer proteger e quem quer viver). Falta uma real política de prevenção e compensação dos «ataques» do lobo (toda a gente tem culpa no cartório - as medidas de protecção dos animais que pastam nas serranias são escassas e as compensações do Estado são demoradas e irrisórias). Falta educação (a grande maioria de quem visita o Parque Nacional não sabe o que é e, quando sabe, não respeita as regras do jogo... basta ver facebooks, instagrams e tiktoks).

A fotografia em cima ilustra o cenário que se vai viver nos próximos três meses. Apesar da Estrada da Geira estar encerrada e com sinais de proibição de circulação tanto na Albergaria, como na Guarda (Campo do Gerês), o chico-espertismo nacional fala sempre mais alto e à medida dos umbigos que por cá visitam. É também a prova de que a vigilância não é efectiva e quando falo de "vigilância" não me refiro apenas e só à dúzia de Vigilantes da Natureza que o ICNF dedica ao nosso único Parque Nacional (e que nesta altura do ano passam grande parte do seu tempo a «vigiar» banhistas).

Já há muito que na vila do Gerês deveriam existir e ser visíveis a presença da Guarda Florestal que efectivamente possa auxiliar os Vigilantes da Natureza na tarefa de proteger o Parque Nacional. Por outro lado, o patrulhamento deve também ser complementado pela presença dos militares da força regular da GNR ou dos membros do Grupo de Resgate de Montanha, e este patrulhamento deve ser feito a pé, percorrendo nesta altura as zonas mais procuradas pelos banhistas (sim, não me venham dizer que são verdadeiros montanhistas ou quem realmente gosta de desfrutar da Natureza que faz os atropelos à protecção do Parque Nacional da Peneda-Gerês)!

E não! Não se deve, nem se pode fechar os olhos aos atropelos e às regras que aqui existem durante todo o ano e que na «silly season» são esquecidas por conveniência de hoteleiros ou restauração sazonal. Há quem todo o ano conviva com essas regras e nem por isso merece uma discriminação positiva!

Finalmente, "o respeitinho é muito bonito!" e quem cá vive não está cá como "índios numa reserva"! As aldeias do Parque Nacional são sítios onde vive gente, aliás, o Parque Nacional da Peneda-Gerês existe como tal porque vive gente cá dentro e essa gente tem e deve ser respeitada. As ruas das nossas aldeias não são os mictórios das vossas noites de copos, não são o recreio das vossas crianças barulhentas, não são os sítios onde tudo se pode. 

Sobre a fotografia em cima feita da Estrada da Geira que se encontra encerrada ao trânsito e o desrespeito pela sinalética existente: "acho que este descaramento bem merece. Espero que estes dois levem uma lembrança quando voltarem. Passaram por mim a alta velocidade e ainda tive de comer o pó deles. Mais à frente, encontrei os carros estacionados mesmo em frente à obra, e a tripulação a caminhar com cestos em direção à casa florestal da Albergaria."

Avante!

Fotografia © Leitor devidamente identificado (Todos os direitos reservados)

Grandiosas Festas de S. João em Campo do Gerês

 


No dia 23 de Junho, pelas 16h00 dar-se-á inicio à Festa de São João Baptista na mais bela aldeia do Gerês - o Campo do Gerês, com musica pela tarde, dando o inicio do churrasco pelas 18h00 e que durará pela noite dentro.

Às 21h30 terá inicio da actuação do Rancho Falclorico de Guardenha, e de seguida - pelas 23h00 - terá início a actuação da banda, Memorias Band, onde não faltará musica popular portuguesa e não só!

A Junta de Freguesia copnvida todos a visitar o Campo do Gerês para grande diversão, onde não faltará um bom convivio com bebidas, água, refrigerantes, cerveja, vinhos brancos e tintos e claro não podia faltar as barriguinhas, febras, crioulos e as famosas sardinhas...

DIVULGUEM COM OS VOSSOS AMIGOS.

Como vêem temos tudo, fica a faltar só a vossa presença!

A Organização agradece o apoio, da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Junta de Freguesia de Campo do Gerês e da associação de Compartes do Campo do Gerês.

sábado, 20 de junho de 2026

Festas em honra de São João da Fraga - Pitões das Júnias

 


Pitões das Júnias prepara-se para dois dias repletos de alegria, convívio e tradição. 

A 26 e 27 de Junho, a aldeia veste-se a rigor para celebrar o São João da Fraga.

​Aqui está o programa completo para não perder nenhum momento: haverá música, animação e o tradicional convívio no carvalhal.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Minas dos Carris, 18 de Junho de 2026

 


A paisagem vista das Minas dos Carris em finais de tarde do dia 18 de Junho de 2026, com o Pico da Nevosa e a Garganta das Negras. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC

Serra do Gerês - Da Fonte de Lamas ao Campo do Gerês pelo Zanganho e Gamil

 


Esta caminhada levou-me desde a Fonte de Lamas até ao Zanganho, Junceda e Gamil, antes de terminar no Campo do Gerês ao longo de uma manhã a prometer o calor que se instalaria à tarde.

Estes dias de canícula nascem sempre com manhãs onde o ar fresco nos anima a caminhar, mas aos primeiros raios de Sol, surge a sensação de que a coisa não será sempre assim. Resta-nos a satisfação das sobras e dos locais onde a brisa nos refresca a pele que vai encharcando a roupa. Memorizamos os locais onde a água brota, refrescante, e faz reviver o corpo. 

A caminhada começaria - coma já começara tantas vezes - junto da Fonte de Lamas próximo do Lameirão. A tranquilidade da manhã é acompanhada pelo som caótico dos chocalhos, numa música contemporânea que ali faz de banda sonora da natureza. Seguindo o caminho florestal, passaria junto da velha e triste Casa Florestal de Lamas, continuando encosta abaixo até chegar à Estrada Panorâmica das Voltas de S. Bento (Estrada de Lamas) não muito longe da Quelha da Buraca. Mais adiante, e por entre o lento balançar da ramada, tomei o traçado da Grande Rota da Peneda-Gerês que me levou a passar no Campo de Futebol da Pereira (a Chã da Pereira, local do antigo Viveiro Florestal da Pereira) e seguir para a Fecha do Zanganho (Cascata do Zanganho ou Cascata das Caldas) que deixava saudade dos dias mais chuvosos, pois encontrava-se quase exangue de água.




Seguindo pela estrada marginal, em breve ligava com o traçado do Trilho dos Miradouros para iniciar a longa subida para a Junceda.

A 25 de Outubro de 2023, havia feito este mesmo percurso e na altura escrevia, "desta vez fiquei espantado pelo trabalho de combate às mimosas que está a ser realizado naquelas encostas por parte do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. A silvicultura não será o meu forte, mas penso que este será um trabalho a longo prazo onde se começou a combater as árvores já de maior porte (...). Ao longo da subida, pode-se notar o esforço já realizado e que certamente será estendido até à Junceda, onde as mimosas estão a crescer a olhos vistos." Desenganem-se!

Passando a parte inicial daquela parte do traçado, vemos o efeito da não continuação dos trabalhos de combate às mimosas. O resultado é que estas surgiram com mais força ainda e o local está de novo coberto de invasoras. Acho que em tempos alguém referiu que este teria sido apenas um teste, mas lembro-me que aquando de umas comemorações do aniversário do PNPG se ter referido um investimento neste combate. Como referi há pouco, "as mimosas ganham sempre!"




A chegada à Chã de Junceda trouxe um certo alívio do calor com a refrescante água da Fonte de Junceda. Havia pensado baixar para a aldeia de S. João Batista do Campo do Gerês seguindo o traçado da Grande Rota da Peneda-Gerês, porém decidi enveredar pelo Curral de Gamil, passando pelo vale do Meio e Manga da Tojeira (agora, surgiu por lá uma placa a assinalar o "Prado de Tojeira", aprendemos sempre...), baixando à Boca do Rio e seguindo pela Fonte de Gamil até ao curral. 

A parte final do percurso fez-se descer às Vitoreiras e seguir, através de velhos apiários (colmeais), para o Campo do Gerês. 







Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 16 de junho de 2026

Interrupção do trânsito entre Ermida e Fafião

 


O Município de Terras de Bouro informou que a circulação de trânsito entre Ermida (Terras de Bouro) e Fafião (Montalegre) será interrompida entre os dias 17 e 26 de Junho de 2026, no horário das 08h00 às 18h00, devido às obras a decorrer no âmbito da empreitada “Ordenamento da Visitação nas Cascatas de Barjas”.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXCIX) - A Roca das Cabritas

 


A Roca das Cabritas, Serra do Gerês, realça-se paisagem entre Fafião e Pincães para quem percorre a Grande Rota da Peneda-Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 14 de junho de 2026

Contratação para a cobrança das taxas de acesso à Mata de Albergaria

 


A ADERE Peneda-Gerês vai contratar sete pessoas para trabalhar nos postos de cobrança das taxas de acesso à Mata de Albergaria, no Concelho de Terras de Bouro.

No ano de 2026, e devido aos trabalhos de pavimentação da Estrada da Geira, apenas estarão a funcionar os postos localizados na Portela de Leonte e na Portela do Homem.


sábado, 13 de junho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXCVIII) - Ponte das Servas

 


A Ponte das Servas vencendo as margens do Rio do Conho na Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Postais do PNPG (CCLXVI) - "GEREZ - Rio e paysagem ao norte da localidade"

 


A colecção já vai longa e na verdade, não sei se já terei publicado este postal... espero que não!

Este postal foi editado pela Union Postale Universelle e deverá datar do princípio do século XX. Mostra a paisagem a Norte das Caldas do Gerês, irreconhecível nos nossos dias a não ser pelo horizonte das serras que fecham o vale na Portela de Leonte.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Trilhos lá fora - Picos de Europa (Torre de Horcados Rojos)

 


Esta foi a primeira de quatro caminhadas no Parque Nacional dos Picos de Europa entre 11 e 14 de Junho, num evento organizado pela RB Hiking & Trekking.

O objectivo foi atingir o cume da Torre de Horcados Rojos, caminhando pelas quase estéreis paisagens de rocha calcárea do maciço central dos Picos de Europa.

Após a subida por teleférico numa «rápida» viagem de 4 minutos entre Fuente Dé e El Cable, iniciamos a caminhada após uma breve conversa sobre o que iríamos fazer, o que irímos visitar e sobre o que cada um estaria disposto a atingir. Na RB Hiking & Trekking não se obriga ninguém a trepar cumes; preferimos que cada um desfrute a montanha à sua maneira, conhendo e tendo a certeza dos seus limites e dos riscos que cada um está disposto a correr.





O ar fresco da manhã acompanhou-nos nos primeiros quilómetros e especialmente quando mergulhavamos na sombra que projectava daquela paisagem «quasi» dolomítica. A parte inicial leva-nos pelas memórias das paisagens mineiras dos Picos de Europa e das quais sobram ruínas, estradões e memórias.

Em 1853, a Real Companhia Asturiana de Mineração iniciou a prospecção nos Picos da Europa, descobrindo importantes jazidas de zinco e chumbo no ano seguinte. Dois anos depois, em 1856, iniciaram-se as operações de mineração em Áliva e arredores. Quase simultaneamente, a empresa "La Providencia" iniciou também as suas actividades mineiras. Assim que as descobertas se tornaram públicas, os registos mineiros proliferaram por toda a região.

De todas as minas, Las Manforas, em Áliva, era a mais importante. A sua operação intermitente continuou até 1989, quando foi finalmente encerrada. Havia também minas nas proximidades, em Canal del Vidrio, Duje, La Marta Navarra, Puertos de Áliva e Horcadina de Covarrobres. Para além de Áliva, foram exploradas minas em Lloroza (Las Gramas e Altáiz), Fuente Dé e Liordes.





A localização das minas, em terreno montanhoso a uma altitude superior a 1.500 metros, causou problemas a três níveis no período que antecedeu a Guerra Civil, nomeadamente, os invernos rigorosos impediam o trabalho durante todo o ano e as campanhas mineiras duravam de Maio ou Junho até Novembro; a distância das localidades mais próximas — Espinama e Sotres — criava dificuldades logísticas nas quais os trabalhadores não podiam viajar diariamente para casa e regressar, e por outro lado, o abastecimento era também mais complicado; a dificuldade de transporte do minério, pois a necessidade de o transportar de locais tão remotos até Unquera, a cerca de 70 km de distância, onde era carregado em navios, aumentava significativamente o custo do produto.

Para mitigar estes problemas, as empresas mineiras construíram edifícios para albergar os seus funcionários em Áliva, Lloroza e Liordes. Além disso, foi construída uma extensa rede de estradas por onde os carros de bois transportavam o minério. O livro "Liébana e os Picos da Europa", publicado em 1913 por "La Voz de Liébana", descreve o seguinte: "Em Áliva, a empresa mineira La Providencia explora diversos depósitos de esfalerite e, para satisfazer as necessidades das minas, construiu estradas, auto-estradas, dois edifícios, um para os engenheiros e outro (a 1.518 m) para cozinha, refeitório e estábulos, bem como alguns barracões ou cabanas onde os trabalhadores dormem. Ao pé do Canal del Vidrio, existe uma fábrica de lavagem de minério e um edifício pertencente à empresa Echevarría." A Real Companhia Mineira Asturiana explorava então as minas de Lloroza, estando o seu edifício principal situado a uma altitude de 1.865 metros. A mina de Altáiz era também administrada pela Real Companhia Mineira Asturiana.

As instalações de lavagem, como as referidas em Canal del Vidrio ou Liordes, eram utilizadas para processar minério de qualidade inferior antes do seu transporte para Espinama. Este minério era britado em moinhos, lavado e concentrado em peneiras de palanquim ou silos de estilo alemão para facilitar o transporte. O minério de alta qualidade, por outro lado, era levado de carroça diretamente para Espinama, de onde seguia viagem até Unquera.

As minas de Lloroza (Las Gramas e Altáiz), com baixo teor de galena ou esfalerite, deixaram de ser exploradas no início da década de 1920. As minas de Liordes, por sua vez, com muitas operações intermitentes, foram sujeitas a alguma exploração residual até à década de 1950, período em que a exploração das minas de Fuente Dé também cessou, apesar da descoberta, alguns anos antes (por volta de 1952), de um novo jazigo que foi explorado pela Real Companhia Asturiana.

Um olhar atento ainda consegue discernir os restos mineiros e as velhas estradas facilitam o acesso aos cumes. Esta paisagem continua depois da chamada "Vueltona" onde se inicia a subida para perto do refúgio Cabaña Verónica. Em passo cadenciado, fomos ultrapassando as marcas no altímetro e em breve encontravamos os restos do Inverno nos «neveros» qua ainda resistem aos dias de calor.

Chegados à Collada de los Horcados Rojos, todo o grupo decidiu «atacar o cume». Para muitos constituiu um verdadeiro desafio (só ultrapassado pela descida!), mas aos poucos ia-se vencendo o declive. O percurso, de muito calcorreado, apresenta uma rocha muito descomposta e que por vezes parece fugir por debaixo dos pés. Por outro lado, os palermas apressados e que não podem perder segundos em filas na subida ou descida, acabam por ir criando outros trajectos e fazendo com que os velhos caminhos desapareçam sobre as rochas que se deslocam. Vimos gente que, sem conhecer o caminho, se enfiavam em chaminés com arestas cortantes a caminho do cume ou se colocavam demasiado próximas de um abismo fatal.

Terminada a subida, faltava um pequeno troço para chegar ao ponto mais elevado. Alguns decidiram não fazer estes últimos metros. Não importa, o desafio pessoal estava vencido e não são aqueles últimos metros até à caixa do cume que os torna mais ou menos valiosos do que os outros. Todos venceram.

A paisagem era magnífica com o Cantábrico a compor o cenário de picos, vales, arestas e cumes pontiagudos que tão caracterizam a paisagem.

Era chegada a hora de descer! O percurso até à segurança do colado fez-se de forma tranquila, em segurança total e sem problemas; a paragem na Cabaña verónica era já merecida, bem como o descanso de um dia que já estava quente.

Após o descanso iniciava-se a parte final da jornada que nos levaria (em sentido contrário) até à Horcadina de Covarrobres, iniciando-se a descida para os Puertos de Áliva através do Collado de Juan Toribio. A parte final do percurso foi feita desde o (fechado para obras) Hotel Refúgio de Áliva através do estradão, descendo para Espinama a partir da Portilla del Boquejon.

Ficam algumas imagens do dia...











Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXCVII) - Minas dos Carris

 


A chegada às Minas dos Carris nos dias de nevoeiro, oferece-nos um cenário que nos abre as portas para o passado mineiro na Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Caminhada interpretada às Minas dos Carris

 


No dia 5 de Julho, a RB Hiking & Trekking vai promover uma caminhada interpretada às Minas dos Carris ao longo do Vale do Alto Homem.

Mais informações e inscrições aqui!

As vagas são limitadas!

terça-feira, 9 de junho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXCVI) - Porto da Laje

 


A paisagem do Porto da Laje, Serra do Gerês, foi alterada com a construção do aproveitamento hídrico que acabaria por destruir o curral do mesmo nome existente na zona. Esta é hoje a zona de passagem para o Curral cda Touça e Vale do Laço, bem como para o Curral de Fechinhas e Corga de Salgueirinho.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 7 de junho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXCV) - Uma pala no Vale de Maceira

 


A ocupação do território que hoje constitui o Parque Nacional da Peneda-Gerês, é milenar e a atestar isso está a intensa presença dos vestígios neolíticos nos planaltos de Castro Laboreiro e Mourela, bem como as figuras rupestres do Penedo do Encanto, do Absedo e de outros lugares.

Ao longo dos milénios, e com o estabelecimento de povoados e a diversificação das suas actividades, os povos serranos foram tendo a necessidade de procurar refúgio para os dias quentes ou as noites gélidas. Se os currais de altitude são o melhor exemplo da reminescência desta ocupação - alguns sendo locais de possíveis assentamentos há muito desaparecidos - pelas encostas das montanhas surgem outros abrigos, mais ou menos elaborados, que permitiam o resguardo quando a noite chegava e a povoação ainda estava longe.

O mais simples destes abrigos - as palas - tiram partido do posição natural de rochas que serviam assim de protecção para as noites. Vemos muitos destes abrigos associados à pastorícia, mas outros certamente estariam associados à carvoaria, ao contrabando ou - numa fase mais recente - à mineração.

No caso em questão, este grande bloco granítico ainda guarda os sinais da sua ocupação, havendo simples muros de pedra solta que complementariam o seu resguardo. Situado numa das encostas do Vale de Maceira, Serra do Gerês (Campo do Gerês - Terras de Bouro), ao longo de um carreiro já quase inexistente, não será fácil determinar a sua utilização, sendo talvez utilizado durante a longa vigília dos gados na serra.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)