quarta-feira, 4 de março de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXXXIV) - Cruzeiro de Lindoso

 


O Cruzeiro de Lindoso, Lindoso - Serra Amarela, é um "cruzeiro granítico que encima elevado fuste, de base quadrangular," estando implantado junto da Porta do Parque Nacional da Peneda-Gerês e junto do magnífico conjunto de espigueiros e do Castelo de Lindoso.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Minas dos Carris, 4 de Março de 2026

 


A paisagem das Minas dos Carris a 4 de Março de 2026. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC

Previsão meteorológica para Nevosa/Carris (4 a 10 de Março)

 


Possibilidade de queda de neve nas Minas dos Carris a 6 de Março.

terça-feira, 3 de março de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXXXIII) - Velhos guardiões

 


Na Mata de Albergaria, Serra do Gerês, ainda podemos encontrar testemunhos vivos das antigas florestas que cobriam o nosso país. São os velhos guardiões das histórias do passado de uma floresta em ameaça constante. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 2 de março de 2026

"Recuperação do habitat do lobo-ibérico no Parque Nacional Peneda-Gerês"

 


Notícia da RTP para ver aqui.

Há quase uma centena de voluntários empenhados na recuperação do habitat do lobo-ibérico no Parque Nacional Peneda-Gerês. Replantam árvores e limpam charcas para criar um refúgio para o lobo em Portugal.

domingo, 1 de março de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXXXII) - A Ponte de Vilar

 


Localizada entre Vilar de Soente e a vila de Soajo, a pequena Ponte de Vilar assinala um espaço bucólico no Caminho Velho, mas é também um exemplo da «morte lenta» que por vezes abraça estas regiões numa mortalha de esquecimento e abandono. Estes monumentos foram em tempos fulcrais para as populações das aldeias, ajudando a vencer os cursos de água tumultuosos. Hoje, decrépitos, são memórias de tempos que jamais voltam, mas que mereciam melhor trato.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Trilhos PNPG - Grande Rota da Peneda-Gerês entre o Mezio e Lindoso (etapas 6 e 7)

 


Neste dia percorremos as etapas 6 e 7 da Grande Rota da Peneda-Gerês (GR50) ligando o Mezio a Lindoso, num evento orgainzado pela RB Hiking & Trekking.

O texto a seguir é retirado da página da Grande Rota da Peneda-Gerês, e relata as etapas que ligam os dois pontos da GR50. O texto é editado quando necessário.

"A caminhada tem início na Porta do Mezio, percorrendo cerca de 6,8 quilómetros até chegar a Soajo. Depois de deixar o espaço da Porta", siguimos as indicações que nos encaminharam para o interior da Mata do Mezio. "Depois de percorrer cerca de 800 metros, surgirá uma bifurcação" por onde já havíamos passado na etapa anterior que liga Adrão ap Mezio. Seguimos então pela direita em direção a Soajo, passando nas traseiras do Centro Hípico do Mezio e 500 metros mais à frente encontra-se a estrada municipal. Atravessando a estrada, segue-se "em direção a Vilar de Suente, um lugar que pertence já à freguesia de Soajo." Aqui, pode-se "visitar a aldeia e apreciar as suas construções tradicionais, nomeadamente espigueiros e as habitações típicas da região. Deixando o lugar, tomamos a direção de Soajo, seguindo um antigo caminho agrícola, com pavimento em laje granítica, na sua maioria ladeado por muros. Ao longo do caminho apreciamos a veiga agrícola de vários lugares de Soajo. Passamos o ribeiro da Lapa e a sua bonita ponte, bem como alguns bosquetes de folhosas.




Percorrendo o Caminho Velho, "o percurso termina na Vila de Soajo, que não poderá deixar de visitar. Recomenda-se a visita ao núcleo de espigueiros (classificados como Imóvel de Interesse Público), construídos sobre uma gigantesca laje granítica, e que ainda são utilizados pela comunidade local para a secagem do milho. No centro histórico - Largo do Eiró – conheça a história do Pelourinho de Soajo, visite a Igreja Matriz e aprecie a arquitetura local e os arruamentos, com pavimento de lajes de granito, que preservam ainda parte da matriz medieval."








A etapa 7 tem início no campo da feira de Soajo, seguindo cerca de 40 metros pela Estrada Municipal 530 (EM-530), na direção Oeste, até que surge a indicação de virar à esquerda. Entramos num caminho agrícola que nos orienta a passagem pela veiga agrícola de Soajo. Alcançando novamente a EM-530, vira-se à esquerda, pelo asfalto, cerca de 100 metros, desviando depois, à direita, para uma rua secundária. Poucos metros à frente, deixa-se de caminhar pelo asfalto e passa-se a percorrer um antigo caminho agrícola, empedrado e ladeado por muros, que nos leva novamente à EM-530 e ao lugar de Vilarinho das Quartas, ainda na freguesia de Soajo.

Após sair de Vilarinho das Quartas continuamos pela EM-530, em direção ao Rio Lima. Passamos a ponte sobre o Rio Lima e a antiga Central Hidroelétrica, deixando o município de Arcos de Valdevez e continuando o percurso em território do município de Ponte da Barca. Siguimos pela estrada até encontrar as primeiras casas. Aí, tomamos o caminho íngreme à esquerda que nos leva ao antigo Bairro da EDP (Energias de Portugal), construído nos anos 80 (século XX) para albergar os trabalhadores que construíram a Barragem do Alto Lindoso, considerada a maior central de produção de energia hidroelétrica e uma das mais altas construções de Portugal.








Depois de deixar o bairro, atravessa-se a Estrada Nacional 203 e seguimos para o lugar de Paradamonte, onde continuamos a presenciar a existência de vários edifícios e equipamentos das antigas estruturas da EDP. Após deixar o núcleo populacional, a rota segue por um caminho florestal, em terrenos baldios de Britelo, passando pela área agrícola do lugar de Mosteirô, já em caminho empedrado, que nos conduz à Capela da Senhora da Penha, um pequeno santuário de grande devoção popular, e continuamos pela estrada asfaltada, cerca de 400 metros, até surgir indicação de virar à direita, continuando por um caminho florestal que nos levará a terras de Cidadelhe, já na freguesia de Lindoso. A rota não entra propriamente na aldeia de Cidadelhe, mas o seu acesso encontra-se indicado como opção para os que pretendam conhecer.

O percurso segue então em direcção a Parada. Passamos por algumas cancelas, que servem para controlar o movimento do gado bovino e equino que pastoreiam livremente na montanha. Devemos deixar sempre as cancelas conforme as encontramos (fechada, se a encontrar fechada, ou aberta, se a tivermos encontrado aberta). Entre Cidadelhe e Parada o percurso segue caminhos agrícolas, carreiros e trilhos florestais, atravessando essencialmente zonas de pastagem, matos e pequenos bosquetes de folhosas, bem como algumas corgas e linhas de água.





Já perto de Parada, iremos atravessar o Rio da Ponte, onde se encontra o Poço da Gola (lagoa natural), surgindo novamente os campos agrícolas, em socalcos. A entrada no lugar faz-se pela Eira do Tapado, onde se reúne um conjunto de vinte e um espigueiros datados dos séculos XVIII e XIX, semelhantes aos espigueiros que encontraremos mais adiante no lugar do Castelo, em Lindoso. Após atravessar a aldeia, seguimos por caminho empedrado, desviando-nos deste mais adiante para continuar em caminho florestal. Ao longo do caminho, em locais onde a topografia o permitir, conseguirá avistar o Castelo Medieval de Lindoso, o conjunto de espigueiros que o flanqueia, tendo como cenário de fundo o plano de água da albufeira do Alto Lindoso.

Por fim, caminhamos novamente sobre calçada e chegamos ao lugar do Castelo, em Lindoso, onde não faltam motivos de interesse. Destaca-se, pela importância histórica e monumentalidade, o núcleo constituído pelo castelo medieval, cruzeiro, eira comunitária e o conjunto de 67 espigueiros, onde não devemos deixar de apreciar a tipicidade da arquitetura e os arruamentos.

Ficam algumas imagens do dia...












Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXXXI) - O Castelo e os espigueiros de Lindoso

 


Altaneiro na defesa da fronteira, o Castelo de Lindoso foi fundado no reinado de D. Afonso III (1210 - 1279), sendo restaurado pelo seu sucessor, D. Dinis (1261 - 1325). É um dos mais importantes monumentos militares portugueses e surge nesta fotografia enquadrado com o belo conjunto de espigueiros (canastros) de Lindoso e parte do seu casario.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXXX) - O Conho e as Albas

 


As Albas parecem abrigar o Curral do Conho dos ventos Norte, porém a distância entre os dois é considerável tendo entre eles a Ribeira do Porto de Vacas. Esta é uma magnífica paisagem da Serra do Gerês na passagem para o Prado de Rocalva através das vertentes da Mourisca.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa/Carris (27 de Fevereiro a 5 de Março)

 


Os dois últimos dias de Fevereiro de 2026 têm personalidades distintas: o dia 27 surge-nos cinzento, tímido e chuvoso, enquanto o dia 28 poderá ser um prenuncio de Primavera com céus limpos, mas ainda dias frios.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Postais do PNPG (CCLIX) - "Portugal Gerez - Açude do Poço Verde"

 


Não sei se já terei publicado aqui este postal, até porque surge numa versão mais antiga do que esta edição. 

O postal é baseado numa fotografia de fins do século XIX ou princípios do século XX e mostra parte do Rio Gerês antes da sua passagem pelas Caldas do Gerês, mais precisamente um açude no Poço Verde.

É uma edição do Bazar Soares, Porto (baseado numa fotografia da Foto Marques, Braga).

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Minas dos Carris, 26 de Fevereiro de 2026

 


A paisagem das Minas dos Carris a 26 de Fevereiro de 2026. Um céu azul coroa a Nevosa e no horizonte espreitam os picos dos Cornos da Fonte Fria.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC

Previsão meteorológica para Nevosa/Carris (26 de Fevereiro a 4 de Março)

 


O fim de semana perfila-se com céus de Primavera, mas ainda temos muito Inverno pela frente. Possbilidade de queda de neve nas Minas dos Carris no dia 2 de Março.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

O primeiro abrigo pastoril do Curral da Lomba de Pau

 


A Lomba de Pau é uma zona que me desperta um inusitado interesse na Serra do Gerês.

A grande chã ali existente é local de pastoreio, alberga um abrigo pastoril e está situado nas imediações da pequena Mina da Lomba de Pau (de onde se extraiu volfrâmio nos anos 40 do século XX), além de «esconder» o que eu penso ser uma anta / dolmen não estudado (Um estudo descontraído do dólmen (ou cista) da Lomba de Pau).

Apesar da sua forma, o actual abrigo pastoril é notoriamente distinto dos usuais abrigos (fornos) pastoris existentes na Serra do Gerês. A sua construção com pedras de grandes tamanhos - certamente provenientes da estrutura megalítica adjacente - diferencia-o. Porém, até há pouco tempo, um interessante pormenor passara-me despercebido e que vem a reforçar a minha teoria de que a estrutura uma dezena de metros a Norte será, de facto, um milenar dolmen.

A imagem em cima mostra, em primeiro plano, os tímidos restos do primeiro abrigo pastoril que existiu na Lomba de Pau. A sua estrutura circular é evidente e no local, o ponto de entrada é perfeitamente discernível.

O facto de em muitos currais geresianos existirem os restos de um abrigo pastoril alagado, começa a formar um padrão no qual - em certo período histórico - se terem abandonado abrigos para se proceder à construção de outros mais recentes; veja-se, por exemplo, o texto Notas soltas sobre os abrigos pastoris do Prado do Vidoal.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"The German Group of Porto, The 'Herman Goering Werke' Cloaks of Portugal"

 


Da autoria de Jerome Forelock, "The German Group of Porto, The 'Herman Goering Werke' Cloaks of Portugal" não é um livro dedicado à temática do Parque Nacional da Peneda-Gerês, mas através dele podemos ter uma ideia das intricadas redes políticas que em princípios dos anos 40 levaram ao aparecimento das Minas dos Carris, na Serra do Gerês, e de outras explorações mineiras em Portugal.

"Ainda hoje se contam histórias sobre as minas de tungsténio que eram exploradas pelos 'Três Alemães'.

Kurt Dithmer como "a mente", August Hauser como "o engenheiro" e Konrad Zembrod como "o contabilista".

Uma combinação de ouro, literalmente, uma vez que estes homens eram os líderes da TGGOP e lucraram milhares de milhões.

Esta é a informação mais completa sobre o desaparecimento do ouro saqueado pelos nazis na Península Ibérica."

O livro pode ser adquirido aqui!