terça-feira, 2 de junho de 2026

Padaria de Pitões galardoada com o 3.º lugar no concurso "O Melhor Pão de Centeio de Portugal"

 


A famosa Padaria de Pitões das Júnias recebeu o 3.º lugar no concurso "O Melhor Pão de Centeio de Portugal" que envolveu cerca de 200 participantes.

Parabéns à Padaria de Pitões por todo o trabalho realizado ao longo de todos estes anos!

Para nós, é sempre o 1.º lugar!


domingo, 31 de maio de 2026

Postais do PNPG (CCLXVI) - "GERÊS - Ponte Feia sobre o Rio Homem"

 


Não sei se será uma repetição nesta série, mas não deixa de ser um postal interessante que, mais uma vez, tem como motivo a Ponte Feia que salta sobre o Rio Homem na Mata de Albergaria, Serra do Gerês.

O postal data da primeira metade do século XX tendo sido endereçado a 15 de Julho de 1957 a partir do Hotel Universal para Guimarães.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 30 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXCIII) - Fitoiros Negros

 


Os Fitoiros Negros, sobranceiros ao Vale de Teixeira, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXCII) - Abrigo pastoril do Curral do Azevinheiro

 


Tirando partido de uma pala que sobressai numa formação granítica, o abrigo pastoril do Curral do Azevinheiro é um dos mais peculiares em toda a Serra do Gerês. O seu acesso era conseguido através de uma «escadaria» feita a partir de blocos e pequenas lages graníticas que ajudavam a vencer os fraguedos. Felizmente, não sofreu da estupidez de ser baptizado com uma designação incaracterística a apelar aos Incas ou a outra palermice qualquer.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 28 de maio de 2026

3ª Edição da Revista Turística “No Coração da Natureza" será apresentada a 6 de Junho

 


O Município de Terras de Bouro vai apresentar a 3ª Edição da Revista Turística “No Coração da Natureza" a 6 de Junho de 2026.

O evento terá lugar pelas 21h00, no Auditório Municipal de Terras de Bouro.

O Município de Terras de Bouro apresenta-se na linha da frente nas propostas de actividades de Natureza, Culturais e de Montanha em Portugal.

Com um património invejável, a Revista Turística “No Coração da Natureza" é um vector singular na divulgação das ofertas que o concelho pode propôr todo o ano, vencendo assim a inércia sazonal.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Postais do PNPG (CCLXV) - Gerês "Albufeira e Vilar da Veiga"

 


O Vilar da Veiga e parte da albufeira da Barragem da Caniçada são o motivo deste postal, uma edução da Junta de Turismo.

O postal deverá datar dos anos 70 do século XX.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXCII) - As Negras e a Nevosa

 


O maciço da Nevosa leva-nos ao ponto mais elevado da Serra do Gerês, com os seus 1.546 metros de altitude no Pico da Nevosa (não visível na fotografia). Chegar ao Pico da Nevosa através da Garganta das Negras, é caminhar pela Natureza e pela História da Serra do Gerês. Os vestígios do pastoreio estão lá (o Curral das Negras), bem como da plantação do centeio e sendo mais notórios os vestígios da mineração dos anos 40 e da segunda metade do século XX (boca mina da concessão da Garganta das Negras I).  

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 26 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXCI) - Céu zangado sobre Candela

 


Nuvens de tempestade cobrem os céus sobre os Cornos de Candela a caminho do Curral de Arrabaças, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Minas dos Carris, 25 de Maio de 2026

 


A paisagem vista das Minas dos Carris a 25 de Maio de 2026, com o Pico da Nevosa e a Garganta das Negras. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXC) - O marco triangulado do Azevinheiro e a Carvalha das Éguas

 


O marco triangulado do Azevinheiro e, ao longe, o Curral da Carvalha das Éguas, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 24 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLXXXIX) - Abrigo tosco no Salto do Lobo

 


Em 1941 as montanhas geresianas eram percorridas a pente fino na busca do volfrâmio. Em muitos locais o ouro negro acabaria por ser descoberto por entre o desespero dos dias de uma miserável existência. No entanto, a esperança de uma vida melhor desvanecia-se quando tamanho do filão não passava de pequenas amostras.

Tal não aconteceu no Salto do Lobo onde o filão era suficientemente grande para uma exploração economicamente viável e que mais tarde levaria às Minas dos Carris. No entanto, os primeiros meses ou a estadia de muitos nos píncaros serranos era passada em pobres abrigos de pedra solta à mercê dos elementtos.

Descoberto em Junho de 1941, o volfrâmio do Salto do Lobo levou ao aparecimento de muitos abrigos toscos e muito possivelmente, as paredes que restam do abrigo que surge na imagem podem ter sido ali colocadas por esses dias.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 23 de maio de 2026

Travessia das montanhas do Gerês

 


Esta foi uma caminhada que nos levou a atravessar todo o maciço central das montanhas do Gerês, iniciando na aldeia de Pitões das Júnias e terminando na fronteira da Portela do Homem, num total de 24,9 km e 1.036 m D+. A caminhada seguiu por antigos carreiros de pastoreio, atravessando cenários únicos de montanha e mergulhando na História da Serra do Gerês.

A noite havia sido de chuva e trovoada, para isso testemunhando o ar quente que já de manhã cedo se fazia sentir. Se em anos anteriores fora o calor a marcar presença durante quase todo o dia, desta vez sabíamos que os céus cinzentos seriam a marca dominante e assim foi, com a trovoada a ser a banda sonora do dia intercalada com o correr dos pequenos ribeiros e o cantarolar da passarada a insistir em dominar os prados.

Concentração na Portela do Homem e de seguida um transfer para Pitões das Júnias. A caminhada começaria após uma passagem pela Padaria de Pitões de onde se observava os píncaros graníticos a recortar os céus escuros. "Devem cair algumas pinguinhas!," comentou a D. Gracinda... e certamente que cairiam.

Saindo de Pitões das Júnias pela calçada voltada a Poente, enveredamos de seguida por entre lameiros e entramos no Beredo calcorreando a penedia escorregadia e por entre o carvalhal. O caminho levarnos-ia a passar junto do Castelo e não muito longe das «misteriosas» ruínas que por ali jazem.





O Castelo é uma elevação que se encontra a pouca distância da aldeia de Pitões das Júnias e que exibe as marcas do que poderá ter sido uma fortificação que existiria há época da aldeia Medieval de Sancti Vincencii de Gerez, referida nas Inquirições Afonsinas de 1258, cuja ocupação se terá desenvolvido durante a Idade Média até inícios da Idade Moderna.

A cerca de 1.000 metros para Sudoeste da aldeia de Pitões das Júnias e camuflado por um denso carvalhal encontra-se este povoado. Aqui conservam-se vestígios de cerca de 40 casas de planta quadrangular, construídas com blocos graníticos, alguns toscamente aparelhados. Os arruamentos entre as casas estão também bem conservados, sendo que ainda mantêm o lajeado. O espaçamento entre as casas é de cerca de 3/4 metros, algumas conservam pouco mais de um metro de parede, mas consegue-se imaginar, sem grandes esforços a arquitectura desta aldeia. Os carvalhos vão invadindo, pouco a pouco o interior de cada casa, conferindo a este sítio uma beleza rara. Situa-se na encosta do monte do Castelo, relativamente abrigada e rodeada de linhas de água.





Passando Soengas, o carreiro levou-nos a entroncar no caminho que nos levaria até às proximidades da Capela de São João da Fraga, passando antes pelo Carvalhal da Tulha e salvando o ribeiro do mesmo nome usando uma pitoresca ponte de madeira. O cenário é todo ele medievo por entre o carvalhal, a visão dos fraguedos da capela e o (não muito longínquo) Fojo do Lobo de Pitões das Júnias. Semelhante ao Fojo da Portela da Fairra, Parada de Outeiro, o Fojo do Lobo de Pitões das Júnias tem um desenho circular no interior do qual era colocado um cabrito que se sentindo indefeso começava a balir, chamando assim a atenção aos lobos. Estes, saltavam para o interior do recinto murado, mas não conseguiam sair, sendo posteriormente abatidos. Hoje em desuso, os fojos existentes na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês são monumentos à eterna luta entre o Homem e os rudes elementos que o foram moldando ao longo dos milénios de ocupação do território.

Passando a pouca distância da Capela de São João da Fraga, iniciamos a descida do imponente colosso granítico contornando os blocos e seguindo as mariolas que nos levariam ao Curral das Touças e, pouco depois, ao Curral de Currachã.





À medida que nos afastamos de Pitões das Júnias, e com os titânicos Cornos de Candela a ganhar corpolência, o cenário que ficava atrás de nós ia-se alterando numa metamorfose de tons plumbeos. Os céus rosnavam e ao longe os relampagos iam cruzando as nuvens, ecoando nas montanhas que se projectavam quase como que «a preto e branco» na linha do horizonte. Os Cornos da Fonte Fria desenhavam-se a tinta da China e os altos mais próximos tomavam tons de guerra.

Por vezes, o vento soprava mais forte arrastando consigo a chuva composta de grossas gotas que - de certa maneira - iam ajudando a marcha. Em parte do dia foi um constante "veste e tira" de impermeáveis que faziam aquecer os corpos.





Passando Currachã, entravamos no Corgo de Pala Nova, seguindo depois pela sua margem direita. A Capela de São João ia-se tornando num ponto branco em contraste com o horizonte escuro, uma âncora que humanidade por entre as paisagens selvagens e agrestes pelas quais já caminhavamos.

O carreiro ladeava então as encostas dos Cornos de Candela e perante nós surgia já um cenário de imensidão! Mesmo conhecendo aquelas paragens, com o Vale de Biduiças à nossa frente, a paisagem surge sem qualquer vestígio de intervenção humana. Na volta da montanha, despedimo-nos do cenário pitonense e entramos no embiente «selvagem» na Serra do Gerês. Todos aqueles lugares foram em tempos lugares de uma presneça humana quase constante: ora as vezeiras e a criação de gado moldava a paisagem, ora a queima das torgas nos dias do carvão, ora ainda o murmurinho longínquo da mineração e o calcorrear dos espaços por quem por ali procurava sustento; todas estas actividades iam moldando a paisagem, tornando-a especial e única que até mereceu ser distinguida como "Parque Nacional"!

Hoje, porém, são espaços de um silêncio profundo onde os currais e os carreiros são tomados pelo passar do tempo, pelo esquecimento e pela vegetação. São caminhos de uma memória que se perde e não se preserva, porque a quem dirige o "Parque Nacional" não lhe deve interessar a preservação História das vidas que por ali passaram. E assim se vai perdendo património e histórias de vida que moldaram a paisagem.

De certa forma, quando voltamos a encosta em direcção ao Curral de Fornalinho de Baixo, entramos numa paisagem que pode ser avassaladora para quem não esteja habituado a um certo desapego pelo conforto do dia à dia; e o que eu chamo de "Síndrome do Imenso" Ali, as marcas do Homem são escassas e o conhecimento do local acaba por fazer a diferença, pois mesmo os velhos carreiros vão-se escondendo e a confiança nas aplicações de horientação é baseada na boa fé e nos caprichos de quem vai criando os caminhos.

Por entre a paisagem rochosa na qual caminhamos, e seguindo já no Corgo de Candela, surge então o Curral de Fornalinho de Baixo, local para o já merecido repasto e descanso que iria retemperar as forças para a segunda parte da jornada que nos levaria até ao Salto do Lobo, já no cenáruio mineiro dos Carris.

Descansados, mas ainda com muito caminho a percorrer, seguimos para o Curral de Fornalinho de Cima, à vista dos caprichosos cornos graníticos de Candela. Ladeando o Outeiro de Cervas, passavamos então perto do Curral de Céu Rubio e entravamos no Corgo de Baltemão por entre um cenário de grandes carvalhos que resistem junto dos pequenos ribeiros. O caminho levou-nos depois para o Curral de Lamelas de Cima e entrar no Corgo de Lamelas onde corre o Ribeiro de Lamelas (que mais adiante irá tomar o nome de "Ribeiro de Biduiças"). Chegavamos então às proximidades dos Currais das Negras, mas o nosso objectivo não era subir para as Minas dos Carris. Assim, tomamos um carreiro que percorre a parede granítica sobranceira ao Marco G e ladeavamos os Currais de Matança, entrando depois na parte superior da Lamalonga.





As velhas mariolas levar-nos-iam à Corga de Lamalonga a partir da qual iniciavamos a subida para a margem direita do Salto do Lobo. Em 1941 as montanhas geresianas eram percorridas a pente fino na busca do volfrâmio. Em muitos locais o ouro negro acabaria por ser descoberto por entre o desespero dos dias de uma miserável existência. No entanto, a esperança de uma vida melhor desvanecia-se quando tamanho do filão não passava de pequenas amostras.

Tal não aconteceu no Salto do Lobo onde o filão era suficientemente grande para uma exploração economicamente viável e que mais tarde levaria às Minas dos Carris. No entanto, os primeiros meses ou a estadia de muitos nos píncaros serranos era passada em pobres abrigos de pedra solta à mercê dos elementtos.

Esta foi a última grande subida do dia, mas a felicidade das pernas foi de pouca duração ao saber que ainda nos esperavam cerca de 9 km de um caminho miserável que, descendo o Vale do Alto Homem, nos levaria - fibalmente - ao término desta jornada promovida pela RB Hiking & Trekking, na Portela do Homem.

Ficam algumas imagens do dia...










Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"Terras de Bouro avança com recuperação de casas florestais no Gerês"

 


Infelizmente, é texto é exclusivo para assinantes do Jornal de Notícias on-line, mas pode ser acedido aqui. A notícia é pelo jornalista Ricardo Reis Costa.

Investimento previsto de 1,7 milhões de euros para colocar edifícios ao serviço do turismo, cultura e proteção civil. Serão criados centros interpretativos e estruturas de apoio.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLXXXVIII) - Subindo para o Salto do Lobo

 


Em tempos o matraquear das máquinas e o burburinho da mina escutavam-se nesta paragens que agora estão silenciosas, num cenário apenas recortado pela passagem do vento e pelo som dos cursos de água. A paisagem vai-se naturalizando à medida que as marcas do passado e da História ficam esquecidas.

A fotografia mostra uma das paredes aprumadas do Salto do Lobo, Serra do Gerês, abrindo para a Corga de Lamalonga.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCLXXXVII) - Os gigantes da Mata de Albergaria

 


As sequoias são os verdadeiros gigantes da Mata de Albergaria, Serra do Gerês.

Introduzidas pelos Serviços Florestais em finais do século XIX e princípios do século XX, estas árvores com 130 anos atingem já dezenas de metros de altura e dominam a paisagem florestal por entre as árvores nativas.

A fotografia mostra uma Sequoia sempervirens.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)