sábado, 22 de setembro de 2018

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXVI) - Forno da Touça


O forno do Curral da Touça, Serra do Gerês, é um dos exemplares dos antigos abrigos pastoris típicos daquela região do Parque Nacional.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXV) - Represa do Porto da Laje


No meio do Gerês mais selvagem e inóspito, encontramos a marca do Homem. Fazendo parte dos grandes projectos das barragens dos anos 50, a Represa do Porto da Laje, apesar de pequena, veio alterar a paisagem serrana. Não muito afastado fica o Curral da Touça.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Dia Aberto no PNPG em Fafião


Ainda há algumas vagas para esta parceria entre o Ecomuseu de Barroso, Pólo de Fafião, a Associação Vezeira de Fafião e o Instituto de Conservação da Natureza (ICNF) na Aldeia Comunitária de Fafião, inserida dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Este é o Quelhão, um dos magníficos locais de passagem, e segundo consta um dos últimos lugares de nidificação da Águia Real. Faça parte desta aventura e inscreva-se através do ICNF:

- pnpg@icnf.pt ou pelo telefone 253 203 480

A caminhada é gratuita, no entanto para usufruir de um almoço à moda da Vezeira Fafiota, ficará por 9€ por pessoa, incluí bebida e comida. Mencione se deseja ou não com almoço incluído no acto da inscrição.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Um outro olhar (XCIII)


O Agostinho Peixoto visitou as Minas dos Carris a 15 de Setembro de 2018 e teve a amabilidade de me ceder estas fotografias.

Se visitar as Minas dos Carris, envie as suas fotografias para assim se constituir uma base cronológica das ruínas nos píncaros serranos do Gerês.

Um agradecimento ao Agostinho pelo envio das fotos!


Fotografias © Agostinho Peixoto (Todos os direitos reservados)

Exposição 'Memórias do Gerez' - última semana


Aproveite esta última semana de Setembro para visitar a exposição de antigos postais, alguns com mais de 100 anos da colecção privada de Rui Barbosa, que está patente no Ecomuseu de Barroso, Pólo de Fafião "Vezeira e a Serra".

A exposição irá encerrar a 30 de Setembro.

S. João do Campo (Campo do Gerês)


Antiga paróquia medieval, padroado real e, talvez pelo seu orago protector S. João Baptista, foi considerada por clássicos como comenda dos Cavaleiros do Templo. Nos tempos medievos, integrou-se S. João de Campo na circunscrição administrativa da “Terra de Bouro”, que segundo as Inquirições de 1220 aglutinava cerca de 70 freguesias.Trata-se de um território de importância histórica constatada pela sua posição excêntrica e raiana, pelas suas tradições comunitárias arcaicas e pelas suas antiguidades arqueológicas.

Situada na margem esquerda do rio Homem, em plena Serra do Gerês e no extremo NE do concelho de Terras de Bouro, confronta com a não menos antiga paróquia de Covide, com o concelho de Ponte da Barca e com a vizinha Galiza. Templário ou não, é povoado antigo com certeza porquanto são inúmeros os achados que testemunham uma arcaica, persistente e contínua ocupação humana do seu território, desde tempos pré-históricos até hoje, como evidenciam os túmulos megalíticos, também conhecidos por mamoas da Bouça da Chã, de Fundevila e da Bouça do Cruzeiro, ou como testemunha o Castro de Calcedónia.Instalado na vertente sudoeste do relevo da Picota, a uma altitude média de 630m, o lugar do Assento, principal núcleo populacional da freguesia de Campo, apesar dos excelentes exemplares de arquitectura rural de montanha que ainda exibe, encontra-se já bastante alterado na sua malha original.

Iniciou-se aqui, nas décadas de setenta e oitenta, como aliás no resto do país, a vaga de construção menos tradicional, constituindo uma alteração sentida quer ao nível dos materiais, estrutura e volumetria, quer na implantação dos edifícios, extravasando estes, por vezes, os limites interiores do tecido do povoado, ocupando lenta, mas inabalavelmente, terrenos de cultivo ou bosquetes marginais à estrada. Aqui e ali, ainda se descortinam, por entre os arruados estreitos, alguns canastros com as suas cruzes cimeiras, ou algumas varandas com madeiramentos costumeiros, abertas ao logradouro.

A Igreja matriz de Campo do Gerês, que teria sido edificada com materiais remanescentes do templo anterior, apresenta sobre a sóbria fachada, ao centro, um pequeno campanário e nas empenas tem as cruzes floreteadas da via sacra. Dentro, além do altar-mor, tem os colaterais de Nossa Senhora do Rosário, do Coração de Jesus, de Jesus Crucificado e o de Nossa Senhora de Lurdes.

Em 2011 estavam registados 162 habitantes espalhados pelo Assento, Bairro da EDP, Carvalhal, Cerdeira, Fejôgo, Fundevilla, Geira e Parede Nova.

A via Nova do itinerário Antonino, vulgo Geira romana, franqueia todo o território da aldeia, com passagem pelas milhas XXVII, XXVIII e XXIX .O Cruzeiro de Campo mantém como fuste, um monólito cilíndrico epigrafado, marco romano que assinala a milha XXVII e que refere o imperador Décio (249-251). É Monumento Nacional por decreto de 16 de Junho de 1910.Trincheira de Campo, é referida pelo Abade Custódio José Leite nas memórias paroquiais de 1758 “ Nam hé freguesia murada, tem sim hum muro na casa da Guarda chamado o Corpo da mesma Guarda, e outros lhe dão o nome de trincheira, reparado há pouco tempo e este he o lugar onde os concelhos de Terras de Bouro, Santa Martha de Bouro, Couto de Souto fazem o seu Corpo de guarda; Não tem torres, nem castellos, porém próximo ao dito muro distancia de meyo quarto de legoa se achão penhas de bravos penedos tam fortíssimos e inexpugnáveis à maior violencia dos inimigos e logo ao pé da mesma trincheira está huma casa que serve de recolhimmento aos que guardão a passage...”. Sobre a Fraga do Sarilhão P.e Matos Ferreira, em 1728, conta no seu livro Thesouro de Braga: “Deste sítio, olhando para parte direyta, se via o ninho onde alguas Águias-reais criam os seus filhos; fica distante da Geyra perto de hua milha, no sítio que chamão Costa do Sarilhão, onde está hua montanha muyto áspera, vestida de muytas árvores, de diversas qualidades...”.

Baseado no texto Campo do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXIV) - Poço mineiro (Poço Mestre)


"No ano de 1955 ocorre também a intensificação dos trabalhos na abertura do novo poço mestre na concessão do Salto do Lobo. Este novo poço iria substituir o velho poço mestre que seria abandonado. Nos trabalhos foi utilizada uma máquina de extracção do tipo fricção da marca Schmitt U Sohn, fornecida pela empresa de elevadores então COMPORTEL (Companhia Portuguesa de Elevadores). Em função dos locais escolhidos para as estações de carga e descarga dos pisos superior e inferior, foi feito o levantamento topográfico por parte do Eng. Virgílio de Brito Mura pelo único processo possível à data utilizando bússola de suspensão, clinómetro  e fita métrica, definindo em vários níveis a posição do eixo vertical do futuro poço. A esses níveis foram abertas pequenas galerias de acesso até ao eixo e uma vez marcados, abriram-se para baixo e para cima chaminés de pequena secção, que deram origem a um poço estreito entre os pisos inferior e superior. Feito isto e uma vez marcada a secção do poço, este acabaria por ser alargado no sentido descendente e ao mesmo tempo reforçado com tirantes de aço onde necessário. Ao mesmo tempo eram feitos os patamares das escadas com uma separação se 4 metros e colocadas estas e os barrotes de definição dos compartimentos, colocando-se de seguida as guias para as jaulas, bem como o forro de protecção do compartimento das escadas. Segundo Virgílio Murta, o poço mestre, obra de seu orgulho, foi “proposta, projectada e dirigida por mim e executada num tempo recorde, pois foi atacada simultaneamente em todos os pisos já existentes. Foi o primeiro poço em Portugal a usar máquinas do mesmo tipo dos elevadores de edifícios, e não guinchos, como é usual. A jaula que descia vazia servia de contra-peso da que subia carregada. A porta de aço com aspecto de cruzeta era aberta pela jaula que chegava e fechada quando descia, garantindo a segurança do pessoal.”  A jaula do elevador estava equipada com um sistema de amortecimento na parte superior constituído por uma série de molas. O funcionamento do elevador era exactamente como um elevador de edifício de apartamentos quando comandado do interior. Se fosse comandado das estações de carga e descarga, era o guincheiro do piso superior, após receber o respectivo sinal, dado por toques de martelo numa chapa, que dirigia a operação . Para isso havia um código de toques, por exemplo, um toque, sobe minério, dois toques sobem martelos, etc. Por serem mecânicos, eram muito seguros. Os códigos usados eram indicados por círculos brancos pintados sobre tábuas pretas ao lado dos manobradores e dos guincheiro e variavam de mina para mina. As comunicações entre pisos eram efectuadas através de um sistema de tubagens, o «telefone», no qual se falava e escutava através dos tubos."

Extraído de "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês" (Rui C. Barbosa, Dezembro de 2013)

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Um outro olhar (CXII)


O António Pinheiro visitou as Minas dos Carris a 15 de Setembro de 2018 e teve a amabilidade de me ceder estas fotografias.

Se visitar as Minas dos Carris, envie as suas fotografias para assim se constituir uma base cronológica das ruínas nos píncaros serranos do Gerês.

Um agradecimento ao António pelo envio das fotos!






Fotografias © António Pinheiro (Todos os direitos reservados)

Histórias do volfrâmio nos Carris


A Celeste Fernandes contou um episódio muito interessante sobre os dias do volfrâmio nas Minas dos Carris...

A minha avó trabalhou nas Minas dos Carros e contava algumas histórias. Ela era uma mulher de fibra!!! Era a "parteira da Ermida" e não só.

Um dia veio assistir ao parto da mulher do guarda da Pedra Bela. Era inverno e os lobos andavam à volta da casa. O trabalho nas minas era, como todos sabem, muito arduo. Sempre que podiam guardavam umas pedritas do volfrâmio. Numa ida a casa (Ermida), minha avó levava o acafate a cabeça com o farnel e as ditas. Quando foram interceptados pela Guardia Civil, ficaram aflitos! Minha avó tranquilizou-os dizendo...

- Deixem comigo!...

Quando o guarda questionou...

- E que leva aí? Ela levantou o acafate com os dois braços como se fosse uma pena.

Este gesto valeu-lhes poderem seguir sem problemas. Todos elogiaram muito a corajosa Florinda que, com seu sangue frio, os livrou do despedimento ou mais grave situação!

História aqui reproduzida com a autorização de Celeste Fernandes.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Pequeno incêndio florestal na Ribeira da Cantina


Um pequeno incêndio florestal foi declarado pelas 18:00 do dia 18 de Setembro na zona da Ribeira da Cantinha, Serra do Gerês, originado pelo sobreaquecimento de um carro que acabou por se incendiar propagando o incêndio florestal.

Esta ocorrência foi prontamente combatida pelos Sapadores Florestais do ICNF, pelos GIPS e Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, sendo ainda accionados os Bombeiros Voluntários de Amares mas não chegaram a intervir no teatro de operações.

O fogo foi dado por extinto por volta das 20h00 sem danos de monta. 


Fotografias © Nuno Machado (Todos os direitos reservados)

Vilar da Veiga


Em constituição é a freguesia mais recente do concelho, dado que foi erigida no século XVIII, e só em 1855 integrou-se na constituição territorial de Terras de Bouro. Terá nascido de uma “quinta” burguesa no século XIII, como referem as Inquirições de 1258.

Vilar da Veiga está localizada na margem Sul da serra do Gerês e separada da freguesia de Rio Caldo pelo rio Gerês, o afluente do rio Cávado, que a delimita a Sul.

À semelhança da existência da freguesia, a Matriz é uma edificação recente, com altar-mor e os colaterais em estilo Barroco, sendo o orago Santo António. Do conjunto de capelas surge em invocação a S.ª das Angústias e S.ª da Saúde, no lugar de Vilar, Santa Marinha, na Ermida e capela de Santa Eufémia, nas termas que funcionou como capela real, mandada edificar por D. João V.

De Vilar da Veiga fazem parte Admeus, Algueirão, Arnaçó, Assureira, Bairro, Caldas do Gerês, Chã da Ermida, Ermida, Loureiro, Meia Légua, Pedrogo, Pereiró, Portela do Fojo, Romão, Verdesca e Vidoeiro.

Em 2011 estavam registados 1286 habitantes e os seus pontos de interesse vão desde as Termas do Gerês, bem como uma grande área do Parque Nacional da Peneda-Gerês onde se pode visitar o Parque Tude de Sousa, os miradouros da Pedra Bela e da Junceda, a Cascata do Arado, o Penedo da Freira, a Portela do Homem, etc.

No ano de 1942, Tude de Sousa, procura legitimar a descrição das belas paisagens das Caldas do Gerês “E não só às Águas foram atribuídos esses estudos, como igualmente o foram à Serra, que é uma maravilha na paisagem portuguesa e que assegura uma riqueza sem limites na variedade e interesse peculiares da sua fauna, da sua flora e de toda a sua constituição, a pontos de o Gerez contar, como nenhuma outra estância e como poucas ou talvez nenhuma outra região do país, mesmo das mais privilegiadas, uma extensa e variadíssima bibliografia (...)”.

Texto baseado em Vilar da Veiga.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 18 de setembro de 2018

'Portugal Tourism' e o Tahiti


Um certo portal no youtube chamado 'Portugal Tourism' insistem em promover as ilhas do Tahiti utilizando o nome do Gerês. Podem ver o vídeo aqui.

Não deixa de ser estranho que um portal que quer promover Portugal, utilize um nome estrangeiro na promoção do nosso país. É mais um que alinha na falta de bom senso e que promove o desaparecimento dos topónimos locais da Serra do Gerês.

O portal 'Portugal Tourism' deveria escrever 100 vezes o topónimo 'Fecha de Barjas' num quadro para ver se aprende a promover como deve ser as maravilhas da Serra do Gerês.

Não precisamos de nomes estrangeiros para promover o que é nosso.

Actividade "Minas dos Carris em Dezembro"


Uma actividade organizada em conjunto pela Associação Pé d'Rios e o blogue Carris.

Programa:

Dia 1
19:00 – Recepção no Abrigo Pé d'Rio, Germil. Pernoita no abrigo.

Dia 2
07:00 – Saída de Germil em direção à Portela do Homem.
08:00 - Caminhada de 21 km dificuldade Média / Alta desde a Portela do Homem às Minas dos Carris (regresso pelo mesmo percurso)
20:00 - Pernoita abrigo Pé d'Rios.

Dia 3
09:00 – Início da caminhada no Trilho de Germil dificuldade baixa

Inclui por participante: Guia, seguro, pequenos-almoços e pernoita no abrigo Pé D'Rios

Não inclui: Material de montanha

O que terás que levar
Botas de montanha
Mochila até 30 litros (caminhadas e almoços volantes)
Bastão de marcha
Casaco impermeável e forro polar, luvas, gorro e óculos de sol
Cantil e termos
Roupa e calçado de muda

Características do passeio
Visitação com pequenas paragens e caminhadas interpretativas às Minas dos Carris pelo Vale do Homem e Trilho de Germil.

Valor por participante 50€

As receitas revertem para aluguer da viatura, seguros, combustível, pernoitas, pequenos-almoços e guia.

Poderás enviar a tua inscrição até ao dia 2 de Dezembro através de e-mail pederiosgeral@gmail.com mencionando o primeiro e ultimo nome, numero de B.I e data de nascimento para efeitos de seguro.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Uma mina, três caminhadas


Três caminhadas na Serra do Gerês com o mesmo destino, as Minas dos Carris a realizar entre 23 e 25 de Novembro de 2018.

As inscrições limitadas a 9 pessoas por caminhada.

Dia 23 - Início da caminhada pela Corga da Abelheirinha, seguindo por Biduiça, Lamas de Compadre, Currais das Negras e Minas dos Carris. Regresso pelo Castanheiro.

Dia 24 - Caminhada de ida e volta às Minas dos Carris pelo Vale do Homem.

Dia 25 - Caminhada de ida e volta às Minas dos Carris pelas Minas das Sombras e Portela da Amoreira.

Pernoitas e jantar de Sexta-feira e Sábado nas Caldas do Gerês.

As inscrições podem ser feitas nas três caminhadas ou nas caminhadas à escolha.

Mais informações e inscrições aqui. Inscrições obrigatoriamente via facebook. Inscrições definitivas até 16 de Novembro.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Um outro olhar (XCI)


O Francisco Silva visitou as Minas dos Carris a 15 de Setembro de 2018 e teve a amabilidade de me ceder estas fotografias.

Se visitar as Minas dos Carris, envie as suas fotografias para assim se constituir uma base cronológica das ruínas nos píncaros serranos do Gerês.

Um agradecimento ao Francisco pelo envio das fotos!









Fotografias © Francisco Silva (Todos os direitos reservados)