A Lomba de Pau é uma zona que me desperta um inusitado interesse na Serra do Gerês.
A grande chã ali existente é local de pastoreio, alberga um abrigo pastoril e situação nas imediações da pequena Mina da Lomba de Pau (de onde se extraiu volfrâmio nos anos 40 do século XX), além de «esconder» o que eu penso ser uma anta / dolmen não estudado (Um estudo descontraído do dólmen (ou cista) da Lomba de Pau).
Apesar da sua forma, o actual abrigo pastoril é notoriamente distinto dos usuais abrigos (fornos) pastoris existentes na Serra do Gerês. A sua construção com pedras de grandes tamanhos - certamente provenientes da estrutura megalítica adjacente - diferencia-o. Porém, até há pouco tempo, um interessante pormenor passara-me despercebido e que vem a reforçar a minha teoria de que a estrutura uma dezena de metros a Norte será, de facto, um milenar dolmen.
A imagem em cima mostra, em primeiro plano, os tímidos restos do primeiro abrigo pastoril que existiu na Lomba de Pau. A sua estrutura circular é evidente e no local, o ponto de entrada é perfeitamente discernível.
O facto de em muitos currais geresianos existirem os restos de um abrigo pastoril alagado, começa a formar um padrão no qual - em certo período histórico - se terem abandonado abrigos para se proceder à construção de outros mais recentes; veja-se, por exemplo, o texto Notas soltas sobre os abrigos pastoris do Prado do Vidoal.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)











