Inserida numa estrutura defensiva denominada "Célula Defensiva de Bouro", a Casa da Guarda - situada em Campo do Gerês, Terras de Bouro - faz agora parte do pequeno percurso interpretado denominado "Centro Interpretativo da 'Célula Defensiva de Bouro'".
"Historicamente, os habitantes de Terras de Bouro desempenharam um papel crucial como zeladores e guardiões do Castelo de Bouro e da fronteira, conforme documentado nas Inquirições de 1220 e 1258. Em reconhecimento pelo seu caráter belicista e esforços constantes, o Rei Afonso II conferiu privilégios a estes moradores, isentando-os do serviço militar obrigatório em troca da manutenção e defesa ativa da fronteira e do castelo. Esta obrigação levou à construção de várias trincheiras defensivas, cujos vestígios ainda hoje podem ser admirados em locais como a Portela do Homem, Portela de Leonte, encosta de Palheiros", Campo do Gerês e na Serra Amarela.
No Campo do Gerês "A estrutura defensiva (...) destaca-se por elementos como o seu muro semicircular de 120 metros de comprimento, construído originalmente no tempo de D. João I e reparado nos reinados de D. João IV e D. João VI. O complexo incluía a Casa da Guarda, para abrigo das sentinelas, e a Casa das Peças, destinada ao armazenamento de guarnições bélicas e munições, especialmente durante as Guerras da Restauração. Todo o sistema era coordenado pela Casa do Facho, situada no Monte Pinhote, que oferecia uma posição estratégica e elevada visibilidade sobre a zona de fronteira.
Estas ruínas permanecem como um testemunho silencioso da coragem de um povo que, durante quase 700 anos, serviu de escudo a Portugal nesta região montanhosa."
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)






































