segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Magusto da Gavieira, 7 de Novembro

 


A Associação Cultural e Recreativa da Gavieira convida toda a população, sócios e amigos a participar no Magusto a realizar no próximo dia 7 de Novembro!

Neste dia também se realizará um convívio de escaladores da Meadinha. Depois das 18h00 vai-se fazer um churrasco, caldo verde, vinho verde e assar muitas castanhas. Juntem-se para tornar o dia ainda mais animador e especial.

A A.C.R.A.G agradece e conta com a presença de todos para festejar o Outono, a escalada e o convívio local.

As inscrições são obrigatórias e até ao dia 1 de Novembro, podendo ser feitas aqui!

"Gerês Ativo termina primeira edição com aposta no turismo de natureza e na valorização do território"

 


O Gerês Ativo – Encontro de Desportos de Natureza terminou este domingo, 18 de outubro, após nove dias dedicados à descoberta do concelho de Terras de Bouro através do desporto, da aventura e do contacto com a natureza.

Promovida pelo Município de Terras de Bouro, a iniciativa apresentou um programa diversificado, com cerca de 40 atividades, envolvendo 12 empresas locais de animação turística. Caminhadas, BTT, passeios a cavalo, atividades aquáticas, canyoning, passeios de jipe, observação de estrelas e oficinas de natureza foram algumas das experiências propostas.

O evento procurou valorizar os recursos naturais do concelho, dinamizar a economia local e contribuir para combater a sazonalidade turística, afirmando o Gerês como um destino de natureza durante todo o ano.

Para o vereador do Município de Terras de Bouro, António Cunha, o Gerês Ativo representa uma aposta na qualificação da oferta turística e na valorização do território.





«Queremos promover um turismo de natureza que valorize aquilo que temos de mais importante: o nosso património natural e as nossas comunidades. Isso significa proporcionar experiências de qualidade, envolver as empresas locais e garantir que a promoção do Gerês é feita com responsabilidade, sem comprometer os valores ambientais que tornam este território único.»

O autarca sublinhou ainda que o desenvolvimento turístico deve ir além da atração de visitantes, contribuindo para a sustentabilidade do território e para a criação de oportunidades ao longo de todo o ano.

A programação de sexta-feira, 16 de outubro, destacou a ligação entre turismo, educação ambiental e experiências pessoais.





Em colaboração com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), realizou-se uma ação de plantação de espécies autóctones, associada ao tema do turismo regenerativo. A iniciativa procurou sensibilizar os participantes para a importância da recuperação dos ecossistemas e para um modelo turístico que não se limita a reduzir impactos, mas que procura deixar benefícios concretos no território.

Seguiram-se duas palestras: Fábio Inácio partilhou a experiência de «Treze mil quilómetros a pé pelo mundo», numa reflexão sobre a caminhada, a descoberta e a relação com diferentes territórios; Carlos Sá apresentou «Do sofá para os grandes palcos mundiais!», dando a conhecer o seu percurso desportivo e o papel da determinação e da superação pessoal na concretização de objetivos.

A jornada terminou com um jantar de gastronomia local e um momento de música ao vivo, valorizando também a identidade cultural e as tradições do concelho.

Com esta primeira edição, o Gerês Ativo reforça a aposta do Município num turismo de natureza responsável, assente na valorização dos recursos locais, na colaboração com os agentes turísticos e na preservação do património natural do Parque Nacional da Peneda-Gerês.







Texto e imagens: Município de Terras de Bouro

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCLXXIII) - O Vidoal, a Curvaceira e a Calcedónia

 


Os cabeços de Curvaceira e da Calcedónia surgem à distância neste alinhamento fotografado desde Carris de Maceira em direcção ao Prado do Vidoal, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 18 de outubro de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCLXXII) - Os dias dos amanitas

 


Com noites mais frias e dias amenos, um pouco por todo o Parque Nacional da Peneda-Gerês, chegaram os dias dos amanitas.

Na imagem, um belo e alucinogénico amanita muscaria fotografado nas Costa do Morujal, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 17 de outubro de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCLXXI) - O Penedo da Saudade e as ruínas das Minas dos Carris

 


Com um fundo de nuvens plúmbeas anunciando tempestade, o Penedo da Saudade enquadra parte das ruínas das Minas dos Carris, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Passaram dois anos e nada foi feito!

 


O dia 15 de Outubro de 2026 assinalou dois anos desde o encerramento da Consulta Pública relativa ao novo Plano Especial do Parque Nacional da Peneda-Gerês e Regulamento de Gestão. Até ao dia de hoje, nada foi feito!

Numa altura em que o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) mais parece uma personagem da série distópica The Walking Dead, é cada vez mais necessário um maior rigor na sua vigilância e na sua preservação. A cada dia que passa, o PNPG parece cada vez mais longe de atingir os seus objectivos e tudo acontece sem que haja o mínimo de pudor e respeito pela sua conservação.

Conservar e respeitar o PNPG é conservar e respeitas quem lá vive e quem quer desfrutar da Natureza no seu estado mais puro e selvagem, respeitando os seus valores únicos.

Ao longo dos últimos anos tem-se assistido ao delapidar do potencial de preservação do único parque nacional português e o seu futuro parece cada vez mais incerto.

Não se compreende como passam dois anos de inactividade, como passam dois anos a marcar passo, como se perdem dois anos num processo burocrático.

Passaram dois anos e nada foi feito!

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCLXX) - A "Solidão" das Lamas de Bruites

 


O silêncio e a "Solidão" do Curral das Lamas de Bruites, Serra do Gerês, são os ecos do desaparecimento de Vilarinho da Furna.

O passado chama

A voz rouca ouve-se para lá das montanhas do pensamento

Repica no granito, moreno do Sol da juventude de outrota

Junto ao rio vejo a imagem de um povo que ali vivia e se alimentava das suas férteis águas

Quão longe vai esse mundo...

No peito guardo a imagems, como um pastor guarda o seu rebanho do mais temível lobo

A solidão

Sentado no banco da saudade, o pensamento vagueia pelo Outono da vida

Conto os dias que me restam

Esta terra já não e minha.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Letra "Solidão" por Ricardo Brito

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCLXIX) - Abrigo pastoril de Gamil

 


Não muito afastado da aldeia, o abrigo pastoril do Curral de Gamil guarda as memórias da vezeira do Campo do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCLXVIII) - Altar da Geira

 


O que resta do marco triangulado do Altar da Geira tendo como pano de fundo os altos de Pé de Medela, Albas e Cantarelo - entre outros - da Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCLXVII) - Mina de Borrageiros

 


O manifesto mineiro para a mina de ‘Borrageiros’ foi entregue na Câmara Municipal de Montalegre a 18 de Setembro de 1916 por José Frederico Lourenço da Cunha, de 32 anos e residente em Caminha, que descobriu naquele local por inspecção de superfície uma mina de volfrâmio e outros metais.

O ponto de partida para a demarcação da concessão mineira 949 ficou definido a 300 metros a partir do alto dos Borrageiros medidos no rumo nascente, seguindo até ao Penedo Redondo, daqui até ao Ribeiro do Couce e o curso do mesmo ribeiro até à sua nascente, confrontando pelo nascente com o marco geodésico de Chamições (Chamiçais), do poente com Carris, do Norte com Matança e do Sul com Cidadelha (Cidadelhe).

Por endosso, a mina seria cedida a Paul Brandt, cidadão suíço de 37 anos residente no Porto, e a António Lourenço da Cunha, de 43 anos residente em Caminha e gerente da Empresa Hidro Eléctrica do Coura, Lda. Em Outubro os vários filões são estudados pelo Professor F. Fleury, do Instituto Superior Técnico, o qual procede à recolha de amostras que submete para análise pelo Professor Charles Laspierre. Em Novembro, Paul Brandt e António Lourenço da Cunha, requerem o reconhecimento oficial do jazigo. O Engenheiro Chefe de Repartição de Minas, Manuel Roldan y Pego, emite os éditos de concessão a 17 de Novembro, sendo publicados no Diário do Governo a 22 de Novembro de 1916.

Sem meios de acesso para viaturas, os trabalhos na mina sempre foram rudimentares e inicialmente executados à superfície. O minério obtido no Verão de 1917 era transportado por muares para a casa do juiz de paz de Cabril, José Maria Afonso Pereira, onde ficava depositado. No local da mina não existiam habitações confortáveis e capazes de resistir aos rigores invernais da Serra do Gerês. Após os primeiros trabalhos no Verão de 1917 onde terão sido obtidos cerca de três toneladas de minério, os dois detentores do registo mineiro solicitam a 26 de Dezembro que lhes fosse permitida a transferência do minério para Frades do Pinhedo.

A Mina de Borrageiros tem assim uma história mais antiga do que as Minas dos Carris, porém, infelizmente, parte dela perdida para sempre.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

"Município de Terras de Bouro lança projeto Gerês Ativo para dinamizar turismo sustentável"

 


Notícia da Peneda-Gerês TV pelo jornalista Jorge da Costa para ler aqui.

"O Município de Terras de Bouro apresentou, na sexta-feira, dia 9 de setembro, no Museu da Geira, o projeto Gerês Ativo, uma iniciativa destinada a valorizar as empresas locais, promover o turismo de natureza e combater a sazonalidade no Parque Nacional da Peneda-Gerês."

Fotografia: Peneda-Gerês TV

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCLXVI) - Os últimos dias da vezeira

 


Com a chegada do Outono e o encurtar dos dias, as vezeiras vão terminando um pouco por toda a Serra do Gerês. Os animais vão regressando a pastagens mais próximas das aldeias e estas preparam-se para os dias frios que se espera que cheguem «em breve».

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 11 de outubro de 2026

Serra do Gerês - Gerês Ativo pelos "Segredos da Albergaria"

 


A caminhada "Segredos da Albergaria" foi realizada pela RB Hiking & Trekking no âmbito do programa do Festival de Desportos de Natureza "Gerês Ativo", promovido pelo Município de Terras de Bouro.

Esta é uma caminhada interpretada e surge como uma forma de divulgar a importância da preservação do património natural e histórico existente na Mata de Albergaria, razão de ser do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) e jóia da coroa da Natureza do concelho de Terras de Bouro.


Inserida na freguesia de Campo do Gerês, e sendo um dos maiores tesouros naturais que existe no PNPG, a Mata de Albergaria é classificada como reserva biogenética pelo Conselho da Europa em 1988.

Embora existam outras manchas de carvalhal importantes no Parque Nacional, tais como em Castro Laboreiro, a Mata do Cabril, o Beredo e em Rio Mau, a Mata de Albergaria distingue-se pela sua extensão e por ser única em Portugal, sendo uma das mais bem conservadas da Península Ibérica, ocupando uma área de 1.371,3 ha na Serra do Gerês, ao longo do vale do Rio Homem e dos seus afluentes.

A Mata é em si um bosque climácico dominado pelo carvalho-alvarinho, mas onde surge também o carvalho-negral bem como outras espécies características dos carvalhais galaico-portugueses que constituíam a vegetação primitiva da grande parte do Noroeste português.

A caminhada "Segredos da Albergaria" teve início na Portela do Homem, junto da Milha XXXIV da Geira Romana. Aquilo que hoje vemos na Portela do Homem está muito longe do cenário de há pouco mais de 100 anos. O topo do Vale de S. Miguel foi aterrado, sendo aí construídos os edifícios fronteiriços. Já nada resta das construções anteriores e alguns dos marcos miliários ali existentes podem ter sido trazidos de outros lugares (pois as numerações de milhas não correspondem àquele lugar) ou sendo ali mesmo uma zona de fabrico desses mesmos marcos.

De facto, na Portela do Homem "conserva-se um vasto grupo de miliários, mas nem todos pertencentes à milha XXXIV. O local onde, actualmente, se concentram os miliários não é, por certo, o ponto original da sua implantação. Também não o será a zona onde alguns metros mais a nascente e a uma cota inferior foi desenterrado um miliário coberto de sedimentos modernos, durante a campanha de 1992. (...), as antigas descrições referem-se a pelo menos treze miliários. Actualmente apenas se observam oito, contando com o que foi recentemente recuperado. Deve, pois, admitir-se a possibilidade de outros miliários ainda se manterem sob os aterros adjacentes à estrada."

Seguindo pelo que terá sido parte do traçado da Geira Romana, envereda-se pela frondosa mata, percorrendo inicialmente o Vale de S. Miguel e passando no Curral de S. Miguel (da vezeira de Vilarinho da Furna). Aqui, e quase passando despercebido aos menos atentos, restam as ruínas da Ermida de S. Miguel. Pinho Leal, refere no seu Portugal Antigo e Moderno, que os naturais a construiram depois de levantado o interdito a que o papa sujeitou o reino, no tempo de D. Afonso III; porém, os mesmos povos, "como este sítio era ermo e remoto, demoliram a capella, levando o santo para a de Nossa Senhora das Mercês, do Villarinho". Tude de Sousa deixou-nos interessantes testemunhos sobre os trabalhos realizados pelos Serviços Florestais na Serra do Gerês, bem como de futuras propostas que viessem a melhorar a relação do Estado com os habitantes serranos. Uma destas propostas era a restauração da ermida e do culto de S. Miguel na Serra do Gerês, como podem ler em A restauração da ermida e do culto de S. Miguel na Serra do Gerês.

Seguindo o possível traçado da Geira Romana, surgem, mais adiante, as ruínas das antigas casas da Guarda Fiscal e um pouco mais adiante os restos do lajeado da estrada romana. Adentrámo-nos mais no bosque e somos chegamos às margens do Rio Homem, já perto da (nova) Ponte de S. Miguel, onde ainda se vislumbram os restos da antiga ponte romana destruída em 1640.

O caminho vai-nos levar depois a passar pela Milha XXXIII na Ponte Feia. "No local desta milha, (...) a uma altitude de 660 metros, conservam-se 20 miliários. Sem escavações não é possí­vel afirmar se estão no local original, ou se foram repostos em épocas posteriores.

Actualmente apenas se conseguem ler as inscrições em quatro miliários. De acordo com a bibliografia as inscrições referem-se ao século III: Maximino e Máximo (238); Décio (250); Tácito (276); Carino (283-285) e Maximiano (285-305).

No trajecto entre a milha XXXIII e a ponte de S. Miguel podem observar-se os seguintes elementos relacionados com a via romana: uma pedreira para extracção dos miliários; uma das pedreiras que terá alimentado a oficina de talhe dos blocos que serviram para erguer a Ponte de S. Miguel (margem sul); uma passagem a vau sobre a ribeira de Monção, com sólidos blocos de granito de tosco aparelho.

O pavimento da via entre a milha e a ponte, embora sendo plano, encontra-se mal conservado, estando reduzido a uma camada de calhaus, ou seja ao leito de preparação. Da ponte de S. Miguel em diante sobe suavemente, distinguindo-se diversos trechos de via pavimentada com calçada."

Na zona vemos também as tristes ruínas do velho, degradado e abandonado Abrigo de Montanha do Académico F. Clube. Aqui, vale a pena a visita à Ponte Feia com vista para o poço do mesmo nome.

Prosseguindo no traçado da Geira Romana, chegámos aos Viveiros da Albergaria e aos restos de duas outras pontes romanas sobre o Rio do Forno e Rio de Maceira. Entramos então num bosque de azevinhos e à nossa espera encontra-se um velho e secular exemplar desta mítica árvore que terá testemunhado eventos históricos do nosso país. Mais adiante, passamos pelo Curral de Albergaria - visitado por Hermenegildo Brito Capelo, Leonardo Torres, Denis Santiago e Serafim dos Anjos e Silva na noite de 20 de Setembro de 1882, durante uma das primeiras expedições científicas à Serra do Gerês e que pode ser lida em Uma incursão na Serra do Gerês em Setembro de 1882.


Chegando à estrada, e caminhando na direcção da Portela do Homem, surge a poucas dezenas de metros um secular carvalho com entre 500 e 600 anos, verdadeiro senhor(a) da Mata de Albergaria. 

Enveredando na direcção de Ponte Feia, o regresso é feito para a Portela do Homem em sentido contrário.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"‘Gerês Ativo’ com desportos de natureza contra a sazonalidade"

 


Notícia do jornal Correio do Minho pelo jornalista Rui Serapicos para ler aqui!

"Até 18 de Outubro, num tempo de menor afluência de turistas, o programa ‘Gerês Ativo’ propõe caminhadas, canoagem, passeios em veículos todo-o-terreno ou a cavalo."

Fotografia: Correio do Minho

VIII Encontro Micológico de Cabril

 


O VIII Encontro Micológico de Cabril terá lugar a 14 de Novembro de 2026.

Para mais informações e inscrições, os interessados poderão contactar através do telefone: 253 659 970 ou via e-mail para o endereço baldiosdecabril@gmail.com.