sexta-feira, 31 de julho de 2026

"'Lei é clara para áreas de proteção parcial de tipo I': Volta a Portugal não pode entrar no coração do Gerês"

 


Notícia da TSF pelo jornalista david Alvito para ler aqui.

O percurso da 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta prevê uma passagem inédita pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês, o que tem gerado preocupação e críticas por parte de associações ambientais, que contestam a passagem dos ciclistas, sobretudo pela Mata da Albergaria, no concelho de Terras de Bouro (Braga). A organização da prova já pediu um parecer ao Instituto da Conservação da Natureza (ICNF), mas ainda não existe qualquer decisão. No entanto, para Miguel Dantas da Gama, do Conselho Estratégico do Parque Natural da Peneda-Gerês, a "lei é clara" e o ICNF não dará luz verde à passagem pela zona protegida.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Um apelo da Associação Vezeira de Fafião

 


Quando já são as próprias associações locais a fazer apelos deste tipo, é porque já se cruzou o limite do tolerável...

A nossa serra não é um Parque de Diversões, é o nosso santuário e o respeito é o bilhete de entrada.

As lagoas da freguesia de Cabril são património natural inestimável. Por aqui recebemos de braços abertos e com genuina hospitalidade da montanha quem vem por bem. Sabemos valorizar quem nos visita com a verdadeira vontade de conhecer e partilhar. Esse turismo consistente é essencial, ajuda a dinamizar a nossa economia local, apoia quem cá vive o ano inteiro e é um aliado fundamental na preservação das nossas aldeias e tradições










Fotografia © Associação da Vezeira de Fafião (Todos os direitos reservados)

Dia Mundial do Vigilante da Natureza

 


"Só os vejo a andar de carro!"

Esta é uma frase que muito se escuta por essas áreas protegidas nacionais e, como não podia deixar de ser, também no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). Neste Dia Mundial do Vigilante da Natureza muitos ignoram, ou deliberadamente pretendem ignorar, que - numa área protegida de cerca de 70.000 ha - apenas existam 12 Vigilantes da Natureza e que (pasma-se!) não estão somente ocupados na vigilância do PNPG, mas também de outras áreas inseridas na Rede Natura 2000 e outras.

Com o objectivo de preservarem o que de mais de valioso em termos de Natureza o nosso país possuí, esta continua a ser uma das profissões menos valorizados e que há anos luta por uma evolução da evolução na carreira.

"Os Vigilantes da Natureza asseguram, nas respectivas áreas de actuação, as funções de vigilância, fiscalização e monitorização relativas ao ambiente e recursos naturais, nomeadamente no âmbito do domínio hídrico, do património natural e da conservação da natureza."

                       (N.º 1 do Art. 2.º do Decreto-Lei n.º 470/99, de 6 de Novembro )

De forma geral, os Vigilantes da Natureza desempenham funções em todo o território nacional, dando especial atenção, os que pertencem ao ICNF, à RNAP- Rede Nacional de Áreas Protegidas (do Continente) constituída por 47 Áreas Protegidas, incluindo 32 de âmbito nacional (1 parque nacional, 13 parques naturais, 9 reservas naturais, 2 paisagens protegidas e 7 monumentos naturais), 14 de âmbito regional/ local (2 reservas naturais, 11 paisagens protegidas e 1 parque natural) e, ainda, uma área protegida privada.

De referir que a Rede Nacional de Áreas Protegidas ocupa uma área de 793.086,1 ha, contabilizando a área marinha (536,2 km2) e área terrestre, o que representa cerca de 8% da sua área total.

Note-se que a Rede Natura 2000 também faz parte do território ao qual se dá grande importância na área da fiscalização e monitorização, sendo composta por 107 Zonas Especiais de Conservação (ZEC) e 62 Zonas de Proteção Especial (ZPE) elegidas no âmbito da Diretiva Aves, distribuídas pelo Continente e Regiões Autónomas, abrangendo 22% da área total terrestre, acrescidos de cerca de 39 000 km2 de área marinha.

Os Vigilantes da Natureza fiscalizam, ainda, as Matas Nacionais, sob gestão directa do ICNF, que ocupam uma área de cerca de 55.000 ha.

No PNPG a média de idades dos Vigilantes da Natureza ronda neste momento os 50 anos de idade, sendo que, caso não se proceda urgentemente à resolução dos problemas que os afectam, dificilmente se conseguirá atrair novos elementos para reforçar este corpo, sendo ainda muito difícil conseguir manter nesta carreira os atuais Vigilantes por muito tempo.

Sendo um problema transversal aos Vigilantes da Natureza que actuam nas outras áreas protegidas, os elementos que actuam no PNPG necessitam de uma revisão urgente da sua Carreira Profissional. Note-se que o diploma que aprovou a carreira de Vigilante da Natureza, data do ano de 1999, e desde então a carreia nunca mais foi revista ou alterada, estando profundamente desactualizada quer a nível funcional, salarial e de progressão na carreira, havendo Vigilantes da Natureza a auferir mensalmente apenas o Salário Mínimo Nacional. De notar, que foi anunciado, pelo Governo no início do ano de 2023, que iria proceder à revisão da carreira, mas até ao momento nada foi feito.

A 3 de agosto 2014, o Banco de Portugal anunciou um resgate no valor de 4.900 milhões de euros do Banco Espírito Santo. Por essa altura, e mais tarde, o Governo Português injectaria milhões para salvar bancos corruptos e falidos, numa decisão de prioridades trocadas deixando a definhar as nossas áreas protegidas.

As áreas protegidas não abrem ás 9h00 e fecham às 19h00 e por diversas vezes os Vigilantes da Natureza necessitam de fazer trabalho extraordinário para assegurar cabalmente o cumprimento da sua missão. Tal trabalho não é remunerado em dinheiro, nem sequer é possível constituir-se um banco de horas para estes profissionais, sendo que estes são prejudicados quer a nível remuneratório, quer a nível de compatibilização da vida profissional com a vida pessoal.

Com meia-dúzia de Vigilantes da Natureza a operar no PNPG, é humanamente impossível realizar o trabalho como este deve ser feito, levando muitas vezes a situações que acabam por prejudicar o seu desempenho. A «recente» entrada de novos Vigilantes da Natureza não veio resolver o problema e assim é necessária e urgente a abertura do concurso de admissão de novos elementos. 

Não passaram muitos anos sobre os quais os funcionários do Parque Nacional da Peneda-Gerês apenas possuíam uma viatura de serviço e várias vezes tinham de pagar do seu próprio bolso a reparação da mesma. O cenário com que os Vigilantes da Natureza se deparam não mudou muito. Em vários locais, faltam meios de trabalho dos profissionais desta carreira, bem como instrumentos de trabalho tais como fitas métricas, binóculos, coletes refletores, rádios de comunicação, etc., sendo que muitas vezes os Vigilantes da Natureza acabam por utilizar meios pessoais para assim poderem realizar o seu trabalho de forma cabal e eficaz e assim poderem dar a melhor resposta às solicitações que lhe são dirigidas.

É urgente uma atualização salarial e do subsídio de risco dos Vigilantes da Natureza! No início do ano de 2023 existiram aumentos salariais para os funcionários públicos, em geral, sendo que tais aumentos chegaram aos 100 euros mensais em várias carreiras da administração pública, tais como aos assistentes técnicos, e a vários assistentes operacionais. Os Vigilantes da Natureza auferiram apenas um aumento de 50 euros mensais, assim como o subsídio de risco destes profissionais não foi aumentado ao nível da inflação como tem sido prática nos últimos anos, sendo que desta forma duplamente prejudicados em relação a outras carreiras da administração pública.

Recorde-se que, entre as funções dos Vigilantes da Natureza, estes asseguram, nas respetivas áreas de atuação, as funções de vigilância, fiscalização dos respectivos Planos de Ordenamento e monitorização relativas ao ambiente e recursos naturais, nomeadamente no âmbito do domínio hídrico, do património natural e da conservação da natureza.

Por outro lado, efectuam vistorias, quando necessárias ou requeridas, nos termos da lei, tais como as vistorias de prejuízos atribuídos ao lobo-ibérico, entre outras que sejam necessárias realizar, zelando pelo cumprimento da legislação relativa à conservação da natureza e dos regulamentos das áreas protegidas ou das respetivas áreas de atuação, colaborando com outras entidades, sempre que para tal forem solicitados.

Zelam também pelo cumprimento da legislação aplicável à caça, à pesca e aos incêndios florestais nas respetivas áreas de intervenção, bem como da legislação aplicável às ações de reflorestação das referidas áreas. Realizam ainda acções de sensibilização das populações no sentido de compatibilizar o desenvolvimento e o bem-estar das mesmas com a conservação da natureza e gestão dos recursos naturais.

No relacionamento com os visitantes das áreas protegidas, realizam acções de sensibilização tendo como objectivo orientá-los e prestar-lhes os esclarecimentos necessários à boa compreensão e interpretação do sentido da legislação e da necessidade de conservar o património natural.

Finalmente, os Vigilantes da natureza têm ainda como função verificar e informar sobre o estado de conservação das infraestruturas e equipamentos das áreas protegidas, ou de outras zonas onde realizam vigilância, visando a conservação e manutenção das mesmas e promovendo o necessário acompanhamento. Efectuam também a monitorização das espécies da fauna e da flora selvagem, bem como dos respetivos ‘habitats’ e do seu estado de conservação, assim como asseguram ainda o acompanhamento de estudos técnico-científicos que se realizam nas suas respetivas áreas de intervenção.

Assim, deixemo-nos dos eternos discursos em cerimónias oficiais e de votos de confiança e que realmente se façam esforços efectivos para a revisão da carreira profissional dos Vigilantes da Natureza!


quarta-feira, 29 de julho de 2026

"FAPAS volta a opor-se à Volta a Portugal no Gerês e apela ao Governo para travar percurso na Mata de Albergaria"

 


O título da notícia é enganador por parte do jornal O Amarense, mas pode ser lido aqui.

A FAPAS - Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade voltou, esta terça-feira, a manifestar a sua oposição à passagem da Volta a Portugal em Bicicleta de 2026 pela Mata de Albergaria, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), apelando ao Governo para que inderifa o pedido e proponha um percurso alternativo.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Um elefante numa loja de vidro

 


O dia 28 de Julho assinalou o "Dia Nacional e Internacional da Conservação da Natureza".

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) assinalou esse dia com uma publicação nas redes sociais onde refere celebrar-se "o esforço nacional na promoção de um ciclo virtuoso para a Natureza e Biodiversidade."

Nos últimos anos, o ICNF tem sido o elefante numa loja de vidro. Ineficiente, incompetente e um travão à preservação da Natureza em Portugal, o ICNF presenteia-nos com palavras vazias de significado e nos antípodas daquilo que vemos por todo o país: descarados atentados ambientais, matança de animais e devastação de grandes superfícies com o objectivo de instalação de estações solares, mineração em territórios e reservas agriculas únicas no país, inoperacionalidade, falta de meios, etc.

Passado um ano sobre o criminoso incêndio florestal que devastou mais de 90% da Serra Amarela em parte da área do Parque Nacional da Peneda-Gerês e que revelou (de novo) a inoperância, falta de estratégia e incompetência no combate aos fogos florestais que todos os anos afligem Portugal - e após o triste espectáculo de uma visita ministrial que para nada serviu - encontramo-nos perante um novo atentado e um novo passo para a transformação da paisagem protegida numa feira de diversões.

Mais de quinze dias para dar um parecer sobre algo que obviamente já está decidido, não é aceitável e revela a estratégia previamente montada. As decisões estão tomadas há muitos, por azar falhou o timing!

As palavras do ICNF são vazias e silenciosas... nada valem.

Fotografia © ICNF (Todos os direitos reservados) via Facebook

terça-feira, 28 de julho de 2026

Minas dos Carris, 28 de Julho de 2026

 


A paisagem vista das Minas dos Carris no final da tarde do dia 28 de Julho de 2026, com o Pico da Nevosa e a Garganta das Negras. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC

sexta-feira, 24 de julho de 2026

"Gerês.Card" uma ajuda para combater a sazonalidade

 


A sazonalidade não tem de ser uma inevitabilidade e o eterno fado num concelho que depende em grande parte do turimo e todas acções (ou quase) são bem-vindas para a combater.

Agora só falta começar a promover a sério Terras de Bouro como o destino de montanha «por excelência» em Portugal.

Sobre o programa "Gerês.Card – Fica que Compensa" que foi apresentado pelo Município de Terras de Bouro...

O Município de Terras de Bouro apresentou, no dia 22 de julho, o programa "Gerês.Card – Fica que Compensa", uma nova iniciativa destinada a valorizar a experiência dos visitantes e a reforçar a atratividade turística do concelho.

Através deste programa, os turistas alojados nos empreendimentos aderentes passam a beneficiar de um conjunto de vantagens e descontos em equipamentos e experiências turísticas do concelho, incentivando a descoberta do património natural, cultural e histórico de Terras de Bouro, bem como o prolongamento da permanência dos visitantes no território.

Numa fase inicial, a Gerês.Card contempla a entrada gratuita no Núcleo Museológico de Campo do Gerês, que integra o Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, a "Porta" do Parque Nacional da Peneda-Gerês e o Museu da Geira, bem como um desconto de 50% nas viagens da Embarcação Rio Caldo. O programa manter-se-á em permanente crescimento, estando aberto à adesão de empresas locais que pretendam associar-se à iniciativa e disponibilizar vantagens aos seus clientes.

Com esta medida, o Município pretende dinamizar a economia local, estimular o consumo de produtos e serviços do concelho e fortalecer a articulação entre os diversos agentes turísticos, criando uma oferta mais integrada e competitiva.

A Gerês.Card insere-se no conjunto de medidas associadas à implementação da Taxa Municipal Turística, constituindo um instrumento que permite reinvestir diretamente no turismo, através da criação de benefícios para quem visita Terras de Bouro e do reforço da competitividade do destino. Esta iniciativa traduz o compromisso do Município em aplicar as receitas da taxa turística em projetos que acrescentem valor ao território, promovam a economia local e contribuam para um turismo cada vez mais qualificado, sustentável e gerador de riqueza para toda a comunidade.

Fotografia © Município de Terras de Bouro (Todos os direitos reservados) via Facebook

domingo, 19 de julho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXX) - Vale do Alto Homem

 


Descendo o Vale do Alto Homem, Serra do Gerês, no final de uma tarde de Julho.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 18 de julho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXIX) - Velhas ruínas

 


Os espaços que hoje estão mergulhados em silêncio, em tempos fervilharam de vida em busca do volfrâmio ou do berílio. Restaram as ruínas de pedras soltas, testemunhos silenciosos perdidos por entre os fraguedos graníticos dos pontos mais elevados da Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXVIII) - A caminho de Iteiro d'Ovos

 


A grande mariola assinala a direcção do Estreito a caminho de Iteiro d'Ovos, um dos colossos da Serra do Gerês. A Meda de Rocalva espreita no lado esquerda da fotografia.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 16 de julho de 2026

"Bloco quer conhecer parecer do ICNF e medidas de proteção ambiental para a etapa que atravessa a Mata de Albergaria"

 


Notícia do jornal Terras do Homem pelo jornalista Pedro Antunes Pereira, para ler aqui.

"A realização de um evento com a dimensão logística da Volta a Portugal que envolve centenas de veículos, equipas, organização, forças de segurança, comunicação social e um elevado número de espectadores levanta preocupações quanto aos impactes sobre os habitats naturais, as espécies protegidas, o património arqueológico e o risco acrescido associado ao período de elevado perigo de incêndio."

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

De velhos mitos



Conhecer a História é compreender o território.













Conhecer a História é não alimentar falsos mitos.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Uma prenda de um amigo

 


Quando fazia parte das filieras do Agrupamento XIX - S. Vicente, Braga, do Corpo Nacional de Escutas, um dos locais com que mais frequência visitávamos era a Serra do Gerês.

Nos idos dos 90, olhar para a carta militar n.º 31 era como viajar com a imaginação através de montes e vales. Os nomes que iam surgindo ao longo das nossas viagens imaginárias, levavam-nos para aventuras sem fim e transportavam-nos para «grandes conquistas» por entre as serranias desconhcidas.

Uma viagem ao Gerês e a emoção da chegada à vila termal ou à aldeia do Campo do Gerês, era o início de uma aventura que nos levava a zonas «quasi» selvagens. Explorar o Vale do Homem, caminhar nas planuras da Messe, mergulhar nas águas do Arado, calcorrear as ruelas escuras dos povoados ou aventurar-nos pelo desconhecido da Serra Amarela, criavam memórias que ainda perduram e perdurarão.

O Parque Nacional e o contacto com as suas gentes era uma ocasião para tudo aproveitar, conhecer e absorver. Por isso, coleccionávamos tudo o que podíamos encontrar, desde o pequeno osso ou um pequeno ramo no qual inscrevíamos a data da aventura, até um parafuso enferrujado das minas perdidas na vastidão da serra, passando pela documentação impressa sobre o Parque Nacional.

Ontem recebi uma prenda de um amigo dessas aventuras calcorreadas com botas de biqueira de aço ou com as «botas da tropa» do irmão mais velho, calçando as meias de lá religiosamente compradas na vila do Gerês e carregando as pesadas mochilas e tendas de lona ao longo de longos quilómetros.

As fotografias, que vão existindo, parecem começar a desbotar e a perder a cor, mas a memória destes momentos encontra-se sempre viva e clara... "às bezes!"

Um abraço!

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXVII) - O Curral das Abrótegas e Carris

 


O marco geodésico dos Carris (na extrema da freguesia do Campo do Gerês) surge como um pequeno ponto no horizonte nesta fotografia que tem em primeiro plano o abrigo pastoril do Curral das Abrótegas, Serra do Gerês. Faltando-lhe a cobertura de torrões de terra, este abrigo pastoril é um magnífico exemplo dos velhos abrigos de falsa cúpula existentes um pouco por todo o território do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

O Curral das Abrótegas é também conhecido como o "Curral do Armando Espada", sendo um de dois currais existentes na Chã das Abrótegas (o outro é o Curral de Cabanas Novas - ou Curral do Conde de São Lourenço).

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"O Gerês não tem de escolher entre Natureza e desenvolvimento"

 


O Vereador da Câmara Municipal de Terras de Bouro, António Cunha, publicou na rede social controlada pela Meta, a sua opinião sobre a passagem da Volta a Portugal em Bicicleta pela Mata de Albergaria... 

"Terras de Bouro precisa do turismo e o turismo precisa de promoção. Felizmente, essa promoção pode e deve ser compatibilizada com a preservação do património natural. Quem me conhece sabe que jamais defenderia qualquer iniciativa que colocasse em causa os valores ambientais do Parque Nacional da Peneda-Gerês."

O texto completo pode ser acedido aqui.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)