sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Alerta de fraude

 


O alojamento Serrana Gerês Inn solicitou a divulgação do seguinte alerta de fraude.

Estão a ser enviadas mensagens falsas pelo WhatsApp em nome do Serrana Gerês Inn, com pedidos para confirmar reservas através de links.

ESSAS MENSAGENS NÃO SÃO NOSSAS.

As reservas no Serrana Gerês Inn são realizadas exclusivamente:

- Através do nosso site oficial — disponível no link da nossa bio

- Através de plataformas de reservas


Para reservas realizadas diretamente com a Serrana Gerês Inn, o único contacto oficial é: +351 915 241 234

- Não clique em links suspeitos.

- Não forneça dados pessoais ou bancários.

- Não efetue pagamentos através destas mensagens.

Se receber uma mensagem deste género, ignore-a e contacte-nos diretamente.

Agradecemos a partilha deste alerta.

Estação meteorológica experimental dos Carris regista 23.º às 7h50

 


Hoje de manhã fiquei espantado por ver uma temperatura de 23,1.ºC a ser registada pela Estação Meteorológica Experimental dos Carris (EMEC).

Os dias têm sido quentes, especialmente no período da tarde, mas pensava que a noite traria uma baixa acentuada na temperatura, aliás, tal como se nota em altitude mais baixas (no Campo do Gerês, por exemplo, onde o princípio da noite é relativamente quente, mas a manhã traz um ar mais fresco).

Assim, questionei o Carlos Araújo sobre este «fenómeno». O Carlos Araújo foi o principal responsável pela instalação da EMEC e ela explica o porquê desta situação.

Nas palavras do Carlos, "o gráfico semanal é absolutamente esclarecedor e confirma que a estação meteorológica está a funcionar na perfeição, documentando uma reviravolta radical no estado do tempo. O comportamento das linhas ao longo da última semana desenha o cenário meteorológico ideal para justificar o que está a acontecer nos pontos mais elevados da Serra do Gerês.


Assim, no início da semana, as temperaturas máximas andavam mais baixas (perto dos 15 °C a 17 °C) e as mínimas desceram bem até aos 9,5 °C no dia 31 de Agosto. Isto é o comportamento típico e expectável para os 1.500 metros de altitude nesta época do ano.

A partir do dia 2, a curva amarela faz uma subida contínua e acentuada. O topo da serra deixou de arrefecer durante a noite (as mínimas nocturnas subiram mais de 10 °C em relação ao início da semana) culminando no pico térmico de 27,5 °C na tarde do dia 3 de Setembro.

O detalhe mais fascinante deste gráfico semanal é ver a linha verde do Ponto de Orvalho a afundar de forma drástica à medida que a temperatura subia. Enquanto a temperatura subia para os picos máximos na Quarta-feira (2 de Setembro) e no dia seguinte, o ponto de orvalho caiu em flecha, chegando a valores negativos importantes (-5 °C a -6 °C). Fisicamente, isto comprova que a massa de ar que entrou na serra não veio apenas com calor, mas sim com uma ausência quase total de humidade. É a assinatura perfeita de uma entrada de ar tropical continental muito seco (notícia).

Este gráfico prova que os 23,4 °C seguidos de 32% de humidade que se verificaram na manhã do dia 4 de Setembro não são um erro isolado nem um defeito que apareceu hoje: são o culminar de uma onda de calor e secura extrema em altitude que se instalou progressivamente na região ao longo dos últimos dias

Daqui se explica o facto de o topo da serra estar tão seco, o que por outro lado aumenta exponencialmente o risco de incêndio.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMEC

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXXXIX) - Prenúncios de Outono

 


O Outeiro Moço surge elevando-se sobre o Prado do Vidoal coberto de quitamerendas, um prenúncio da chegada ao Outono à Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Trekking Interpretado às Minas dos Carris

 



A RB Hiking & Trekking vai organizar uma caminhada interpretada às Minas dos Carris a 31 de Outubro de 2026.

Esta é uma oportunidade para conhecer a História e a Natureza da Serra do Gerês e do complexo mineiros dos Carris em detalhe, sendo a visita guiada pelo autor do livro "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês".

Mais informações aqui e inscrições aqui!

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Capra pyrenaica

 


Hoje foi um dia onde tive a sorte de, com tranquilidade, observar vários exemplares da Capra pyrenaica.

Após a extinção da C. p. lusitanica no séc. XIX, a subespécie C. p. victoriae Cabrera, 1911 é, desde 1999, a subespécie que ocorre em Portugal.

A espécie tem vindo a registar um aumento da sua área de distribuição e do seu número de efetivos, sem registo de flutuações extremas (Fonseca et al. 2017, Negrões et al. 2022). Contudo, ainda apresenta uma extensão de ocorrência (479 km2) e uma área de ocupação (180 km2) restritas, o que indicia que uma eventual ameaça pode produzir efeitos numa grande parte dos indivíduos que compõem a população.


Em Espanha, segundo o Atlas e Livro Vermelho dos Mamíferos Terrestres de Espanha, a espécie é considerada Quase Ameaçada (NT, Cassinello & Acevedo 2007), contudo, a mais recente avaliação da União Internacional para a Conservação da Natureza atribui à espécie o estatuto de Pouco Preocupante (LC, Herrero et al. 2021).

É uma espécie endémica da Península Ibérica. Outrora representada por quatro subespécies, apenas duas subsistem atualmente, a C. p. hispanica, com distribuição generalizada pelo levante Peninsular, e a C. p. victoriae, com representação no centro-norte da Península Ibérica (Pérez et al. 2002).

A única população nacional encontra-se circunscrita ao Parque Nacional da Peneda-Gerês e resultou da libertação e da fuga acidental de exemplares mantidos em cercados do lado espanhol (Moço et al. 2006). Extensão de Ocorrência estimada em 479 km2 e Área de Ocupação de 180 km2.

Apresenta um comportamento gregário, formando, em regra, grupos unissexuais durante a maior parte do ano. Na época de reprodução, machos e fêmeas juntam-se em grupos mistos cuja dimensão é variável. A idade da maturidade sexual de machos e fêmeas varia espacialmente. Dependendo da sua condição física, podem começar a reproduzir-se entre 1,5 e os 3 anos de idade. A época de reprodução desenrola-se entre os finais de outono e os inícios do inverno. Geralmente, só nasce 1 cria por parto. Os partos gemelares podem ser mais ou menos comuns dependendo da disponibilidade de recursos (Fandos 1991). As relações de hierarquia estabelecidas entre machos, a disponibilidade de recursos e a presença ou ausência de predadores conduzem a uma variabilidade espacial no sistema social da espécie, sendo possível observar grupos mistos no período primaveril e/ou estival. A população não tem enfrentado flutuações extremas nem apresenta uma fragmentação severa. Estima-se que o efetivo populacional da espécie em território nacional não supere os 1000 indivíduos maturos (Fonseca et al. 2017, Negrões et al. 2022).

Texto adaptado daqui!

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXXXVIII) - O Pé de Salgueiro e o Miradouro da Boneca

 


O Pé de Salgueiro é aqui fotografado desde a Portela de Sineiros, Serra do Gerês, surgindo o Miradouro da Boneca na zona escarpada na margem oposta do Vale do Rio Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Minas dos Carris, 1 de Setembro de 2026

 


A paisagem vista das Minas dos Carris na manhã do dia 1 de Setembro de 2026, com o Pico da Nevosa e a Garganta das Negras. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXXXVII) - Espigão de Junceda

 


No centro da imagem surgem o Espigão de Junceda, Serra do Gerês, vistos aqui na subida para o Curral de Coriscada.

(Um agradecimento a Príncipe Domingos pela correcção de "Cabeços de Junceda" para "Espigão de Junceda").

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

"Caminhada Trilhos dos Pastores" a 3 de Outubro

 


Terá lugar a 3 de Outubro de 2026 a Caminhada Trilhos dos Pastores.

Este evento é organizado pelo grupo Caminheiros de Montanha e pela Associação Amigos da Misarela.

O ponto de encontro é na aldeia de Xertelo, pelas 8h00, e o montante por participante reverte a favor dos Bombeiros Voluntários de Salto.

A inscrição deve ser feita via WhatsApp pelo número 925 124 924. A inscrição também pode ser feita através do endereços de correio electrónico caminheirosmontanha@gmail.com, mayk3@sapo.pt e ass.amigosdamisarela@sapo.pt, devendo indicar o nome, data de nascimento, residência e NIF.

domingo, 30 de agosto de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXXXVI) - Rio Arado

 


A beleza do Rio Arado após quase uma semana de chuva na Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 29 de agosto de 2026

Trilhos seculares - Pela Chã de Pinheiro e o alto do Junco

 


A caminhada que nos levou ao alto do Junco passando pela Chã de Pinheiro e Curral do Camalhão foi uma jornada tranquila através das paisagens da Serra do Gerês.

Iniciamos a jornada no cruzamento da Pala Freita tomando a estrada florestal que nos levou a passar na Ponto do Arado. Nestes dias, e após as chuvas que entretanto marcaram o final de Agosto, o Rio Arado ganhou nova vida, deixando esquecer os charcos de água estagnada e coberta de gordura dos dias quentes do estio.




Optamos por seguir a velha estrada dos Serviços Florestais que ladeia os Cabeços de Junceda para chegar ao Curral de Coriscada, já caminhando por carreiros de pé posto. A manhã surgia amena, ajudando no percurso que nos levaria pelas encostas da Arrocela e a passar junto da Fonte da Meda de Arrocela. Chegando quase ao topo da Corga de Giesteira, seguiu-se em direcção à Chã de Pinheiro com o seu velho abrigo pastoril, descendo depois para a Corga de Fitoiros Negros. É magnífico caminhar por uma montanha com o som da água que percorre os pequenos riachos e traz nova vida à serra, especialmente após tantos dias de secura.

Olhando para velhas mariolas que traçavam carreiros já esquecidos, seguimos em direcção ao Vale de Teixeira, dirigindo-nos para o Curral de Camalhão, onde fizemos uma paragem mais prolongada para o almoço.

Após o descanço, encetamos caminho em direcção ao Junco, passando no colo da imensa Corga da Figueira antes de se iniciar a subida final. A Corga da Figueira afunda-se em direcção ao Vale do Rio Gerês e forma um cenário magnífico com os espigões do Pé de Cabril e a forma quase irreconhecível do Pé de Salgueiro. A parte superior do Vale de Teixeira oferece-nos a paisagem do Curral de Camalhão abrigado pelas vertentes do Alto da Ruivas e pelos escarpados que se prolongam para as alturas do Borrageiro.

A subida para o Junco faz-se de forma tranquila e animados por uma brisa que parecia trazer chuva de Leste (que só chegaria pela noite). Passado o cume, segue-se pelo Cabeço da Boca de Suero e inicia-se uma cómoda descida em direcção ao Curral da Lomba do Vidoeiro e depois ao Curral da Carvalha das Éguas, seguindo já o traçado do Trilho dos Currais que abandonamos logo após a Carvalha das Éguas, ladeando o Alto de Rebolar e descendo para a Chã de Rebolar. O caminho leva-nos a entroncar no traçado da Grande Rota da Peneda-Gerês junto da Pala do Cando de Cima, seguindo depois para as proximidades do Cocão e continuando para o ponto de partida na Pala Freita, com um cenário de alarido com dezenas de carros a ocupar o estacionamento.

Ficam algumas fotografias do dia...






















 

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O 2.º piso

 


A minha primeira visita às Minas dos Carris ocorreu em Setembro de 1989, num dia em que os céus se cobriam de um prenuncio de Outono e o nevoeiro cobria as encostas do Vale do Alto Homem. Uma chuva miudinha enchia de pequenas gotícolas a vegetação ao longo do caminho e tudo era um mundo novo de escarpas aprumadas, paisagens cinematográficas e uma mochila que pesava nas costas.

Já há meses que queria visitar o local, mas na altura a aventura foi pesada, inexperiente nas lides montanheiras. Porém, a chegada àquele conjunto de ruínas naquele dia cinzento despertou uma curiosidade que nunca mais acabaria. Jurei que nunca mais lá voltava, o resultado está à vista!

Envolto numa neblina pesada, percorri todos recantos daquele lugar e espreitei por todas as galerias que podia aceder... até que decidimos entrar numa delas!

A entrada principal da mina era feita através de um edifício que tinha uma pequena sala localizada à sua esquerda na boca-mina, a oficina de martelos e o escritório. A galeria principal da mina dividia-se em três galerias secundárias. A galeria que seguia pela direita curvava mais à frente para a esquerda, indo de encontro à galeria central que terminava no poço do elevador (poço-mestre), dando também acesso a uma galeria que faria ligação com o poço a céu aberto, mas que estava bloqueada. A galeria central conduzia ao elevador na mina e a galeria esquerda dividia-se em outras duas galerias: uma que continuava na direcção da anterior e uma que seguia para o lado esquerdo, isto é, a Sul. Esta encontrava-se há anos bloqueada por um muro de betão, com uma altura de aproximadamente 2 metros, e que retinha uma enorme massa de água. 


O poço do elevador estava resguardado por uma estrutura metálica que lhe permitia o acesso. Eram visíveis os cabos de tracção do elevador. Este era composto por duas «caixas», uma das quais estava mergulhada nas águas que inundavam por completo os níveis e galerias inferiores da mina e outra que se encontrava ao nível do segundo piso. Parte desta estrutura, entretanto colapsada, era coberta por madeira e um alçapão amovível permitia o acesso aos níveis inferiores.

O poço-mestre ligava o Piso 2 ao Piso 6. Havendo mais um piso inferior (o Piso 7), a partir daqui partia uma galeria que seguindo para Este, terminava na área da concessão da Garganta das Negras I. Aparentemente, esta comprida galeria serviu como um esgoto de emergência, porém a sua concepção foi mal elaborada havendo um desnível de cerca de 5 metros que mais tarde seria compensado para funcionar correctamente como esgoto.

Curiosamente, de todas as entradas para o mundo subterrâneo das Minas dos Carris, esta boca mina é a menos conhecida e era a única que se encontrava devidamente encerrada e acautelada com um gradeamento de ferro, tendo, no entanto, este sido removido.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Minas dos Carris, 27 de Agosto de 2026

 


A paisagem vista das Minas dos Carris na tarde do dia 27 de Agosto de 2026 com o Pico da Nevosa e a Garganta das Negras. 

Após as chuvas dos últimos dias, é notória a diferença nos caudais dos rios que percorrem a Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC

A água voltou à serra!

 


Com as chuvas dos últimos dias, os caudais dos cursos de água tornaram-se mais animados.

A imagem em cima mostra o Rio Homem e a Cascata de S. Miguel e a fotografia em baixo mostra a Cascata de Leonte (ambas obtidas a 27 de Agosto de 2026).


Fotografias © Nuno Machado (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXXXV) - Nevosa e a Garganta das Negras

 


Paisagem clássica vista desde as Minas dos Carris olhando para a Nevosa e a Garganta das Negras, com o Pico da Nevosa a ter o principal protagonismo no palco granítico da Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)