domingo, 28 de junho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCVI) - A Meda de Rocalva e o abrigo do Cando

 


A Meda de Rocalva parece culminar o Vale do Cando nesta fotografia onde o abrigo pastoril do Cando surge minúsculo na parte superior deste vale da Serra do Gerês também marcado por inúmeros vestígios glaciares. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Acidentes em lagoas e os riscos das actividades de montanha

 


Recentemente ocorreram mais acidentes em cascatas da Serra do Gerês.

Apesar de todos os avisos, apesar de todas as chamadas de atenção e apesar de todos os apelas para que cada um cuide da sua segurança (e já agora da segurança dos outros), estes acidentes são sempre recorrentes e lá surgem os «comentadeiros» de sofá, de Facebook e de TikTok num apelo raivoso ao pagamento do resgate e ao juízo de valor dos acidentados.

Apesar de os banhos não serem uma actividade de montanha (e muito menos o é o passeio até às lagoas), estes acidentes são logo e de imediato conotados com a incúria dos "irresponsáveis que vão para o monte", surgindo logo a épica frase "ovelhas não são para mato!"

Ao ver como os visitantes que procuram as lagoas do Parque Nacional se arriscam na descida das ladeiras e escarpas para aceder às lagoas, e como já alguém referiu, espanta-se pela forma como não ocorrem mais acidentes. Descer rochas lisas, húmidas e erodidas pela água, em pés descalços, com chinelos ou havainas, é (ou deveria ser) estar à espera do acidente acontecer (a imagem em cima ilustra bem uma dessas situações).

No entanto, esta situação serve para chamar a atenção para as actividades de montanha no Parque Nacional da Peneda-Gerês e sobre a forma como estas actividades são realizadas.

Desde participantes em caminhadas muitíssimo mal preparados fisica e psicologicamente para um desafio que lhes vai exigir um esforço para o qual não estarão preparados, a participantes que ignoram os concelhos que lhes são dados, a guias que se perdem em espaços que dizem conhecer há décadas e a outros que não prestam atenção aos sinais que os participantes nos seus grupos vão mostrando, passando por empresas ou grupos informais que simplesmente não respeitam o ordenamento do território, colocando assim em risco quem participa nas caminhadas. São inúmeros os casos que ocorrem: uns conhecidos, outros escondidos pela vergonha e porque ficam mal nas histórias das redes sociais.

Na verdade, a segurança na montanha depende, em primeiro lugar, de cada visitante. Este deve:

- Utilizar calçado e roupa adequados à actividade que se propõe participar. 

- Levar água e comida suficiente. 

- Avalizar as suas capacidades antes de iniciar a caminhada! 

- Usar bastões ou outro equipamento de apoio se considerar necessário.

- Ter o telemével carregado ou estar equipado com um dispositivo que carga.

- Contratar um guia de montanha se não se achar com capacidade para a actividade que quer realizar 

Convém de ter em atenção que ao percorrer os carreiros e caminhos do Parque Nacional, cada pessoa assume os riscos própios da actividade em montanha e a sua responsabilidade individual.

Todos devemos desfrutar destas paisagens únicas com prudância, respeitando sempre a sinlização e as recomendações do PNPG.

Fotografia © Paulo "No Gerês" Figueiredo (Todos os direitos reservados)

sábado, 27 de junho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCV) - Fraga do Cando

 


A Fraga do Cando, Serra do Gerês, fica sobranceira ao Vale do Cando e a caminho da Chã de Pinheiro.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCIV) - As ruínas do velho abrigo pastoril do Prado

 


Em Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCIII) - O Prado, mostrei uma perspectiva geral deste espaço de pastoreio da antiga vezeira do Campo do Gerês.

De facto, os testemunhos da secularidade da ocupação destes espaços estão escondidos por entre as rochas disfarçadas pelo passar dos dias numa linha linha temporal eterna no tempo de vida do Homem que percorre estas serranias. Na verdade, na aldeia já não há memória viva destes velhos abrigos, o que os torna verdadeiros testemunhos de um passado já esquecido.

Se hoje vemos um abrigo pastoril sobranceiro às pastagens, noutros tempos outros abrigos foram utilizados pelos pastores do Campo do Gerês na guarda dos seus animais que percorriam zonas hoje tomadas pelos matos.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Minas dos Carris, 25 de Junho de 2026

 


A paisagem vista das Minas dos Carris ne tarde do dia 25 de Junho de 2026, com o Pico da Nevosa, escondido pelas nuvens, e a Garganta das Negras. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCIII) - O Prado

 


O Prado é um antigo curral da velha vezeira e baldio do Campo do Gerês. Não estando delimitado pelos usuais muros que demarcam os currais serranos, terá sido essa a origem do seu nome "Prado" (Curral do Prado).

No Prado encontramos um abrigo pastoril de construção «recente», mas o olhar atento irá descobrir os restos alagados de outros abrigos, entre os quais, o secular forno pastoril há muito abandonado e do qual não existe memória vida do mesmo.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Postais do PNPG (CCLXVIII) - Peneda

 


Das Edições Lusocolor, este postal dos anos 90 do século XX mostra-nos o Santuário da Nossa Senhora da Peneda, Gavieira - Arcos de Valdevez, Serra da Peneda. O santuário data dos finais do século XVIII, com a sua igreja a ser finalizada em 1875.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A Festa de S. João, o solstício de Verão e os rituais de fertilidade

 


As Festas de S. João estão inevitavelmente associadas ao solstício de Verão e aos rituais de fertilidade seguindo velhos rituais pagãos cristianizados, mas que na sua essência, reflectem os intermináveis ciclos da Natureza que também ordenam outras festividades. O mesmo se verifica nas muitas festas realizadas em todo o país, e as festividades de S. João em Campo do Gerês (e no passado, em certa medida, em Vilarinho da Furna, são um bom exemplo).

Em "Festividades Ciclicas em Portugal", de Ernesto Veiga de Oliveira (Etnográfica Press, 1995), é referido, "De entre as celebrações tradicionais do nosso actual calendário, as que se realizam em Junho, compreendidas no ciclo que leva o nome de S. João, distinguem-se e avultam pela amplitude da sua área de difusão, não só em Portugal mas em quase todos os países da Europa, em terras americanas, e até mesmo no Norte de África, em povos de cultura muçulmana (embora seja claro que cada país lhe deu uma feição própria, de acordo com a sua estrutura e com o matiz da sua cultura), pela sua feição eminentemente festiva, extrovertida e popular, e pela grande variedade de aspectos que apresentam e riqueza da sua problemática e das suas significações, nomeadamente no que se refere às virtudes das ervas, do fogo e das águas nessa noite, às fogueiras e banhos rituais, às abluções e práticas divinatórias e propiciatórias, relacionadas sobretudo com o casamento, a saúde e a felicidade. Estes aspectos aparecem geralmente associados uns com os outros, e também com elementos de natureza diversa, em si mesmos estranhos à festa; assim, por exemplo, quase todas as práticas divinatórias, profilácticas ou mágicas, específicas desta noite, articulam-se nas celebrações do fogo, da água e das ervas, donde provém a sua virtude; e há casos em que tais práticas aparecem em conexão com o parentesco cerimonial. Esses elementos constitutivos da festividade e as suas associações devem naturalmente explicar-se em função da sua natureza essencial, a partir das suas origens históricas – de resto estabelecidas conjecturalmente e sujeitas a controvérsia –, e da sua subsequente evolução, e ainda em relação com a cultura global e com as instituições específicas das várias regiões onde ocorrem; e só desse modo se poderão compreender devidamente."

As festividades de S. João estão directamente ligadas às celebrações do solstício de Verão. Ernesto Veiga de Oliveira, refere "Quanto à interpretação da festividade em função de velhos ritos solsticiais, o facto parece-nos ao mesmo tempo evidente e indemonstrável. O argumento de van Gennep – a falta de coincidência dos dois dias (21 o solstício e 24 a festa) é naturalmente susceptível de interpretações diferentes, que não atingem a teoria solsticial; por outro lado, na verdade, esta não se pode basear numa argumentação concisa. Mais impugnável é a interpretação em função de ritos propriamente solares, visto que na verdade a quase totalidade dos costumes que desencadeiam forças benéficas ou divinatórias têm lugar expressamente antes do nascer do Sol. Como nota van Gennep, contrariamente à teoria solar, vê-se que «os raios do Sol do S. João podem ser nocivos, seja durante todo o dia, seja quando nasce, visto que as ervas mágicas devem-se colher antes que eles as toquem e façam evaporar o orvalho da noite sagrada»; e o mesmo sucede em relação às águas em geral."

Por seu lado, Jorge Dias em "Vilarinho da Furna - Uma Aldeia Comunitária" (Porto, 1948), refere "No S. João as moças sabem ler nas águas prognósticos de casamento, para isso deitam-lhe à noite um ovo, e conforma os desenhos que este fizer na água, assim será o seu destino. O orvalho da noite de S. João dá beleza aos jovens e vigor aos velhos, e muitos esfregam-se com ele pela manhã cedo, antes do sol nascer."

Com o passar dos tempos, as festividades de S. João tornam-se em festas populares que, por vezes, vão perdendo o seu significado diluido na efemeridade dos tempos modernos. Porém, nas pequenas localidades e aldeias, a sua essência milenar mantém-se, mesmo que cristianizada, ao ritmo das noites quentes de Verão, das fogueiras, das danças e de todo o significado místico a ela associado.

Fotografia © Buen Camino

As danças em Vilarinho da Furna

 


Na noite de S. João em Campo do Gerês, a festa foi inicialmente animada com a actuação do Rancho Falclorico de Guardenha que presenteou a vasta assistência com várias danças típicas do Minho.

Não me recordo de escutar histórias de um grupo de danças em Campo do Gerês, mas recordei-me de uma passagem do livro "Vilarinho da Furna - Uma Aldeia Comunitária", de Jorge Dias, que é dedicada às danças que se faziam na aldeia mártir (e, penso eu, que seriam semelhantes no Campo do Gerês).

Jorge Dias refere, "as danças conhecidas em Vilarinho são as três, talvez, mais populares de todo o Minho: o malhão, a cana verde e o vira. Não é aqui lugar para fazer a descrição dessas danças que, aliás, não são executadas com o brilho que lhe conhecemos noutras regiões. O vira, que é uma dança muito espalhada, tem contudo variantes, dançando-se às vezes, na mesma terra, de duas maneiras. A melodia do vira é a mesma usada para o fandango e para a jota noutras regiões do Alto Minho ("A Poesia na dança e nos cantares do Povo Português", Pedro Homem de Melo, Porto, 1941), mas os passos e as figuras coreográficas variam dumas danças para as outras, e de região para região. Em Vilarinho dança-se o chamado vira do Gerês. Os pares colocam-se todos em bicha, uns atrás dos outros, ficando à esquerda a fila dos homens, que dão a direita à mulheres.

Depois, segundo o ritmo da música, os pés fazem os movimentos habituais desta dança, virando-se os homens e as mulheres uns para os outros, outras vezes ficando todos virados para a fila, deslocando-se toda a coluna para cima e para baixo, de tempos a tempos, conforme as voltas da música. Se bem que seja uma dança bonita, quando bem dançada, não tem o brilho do vira solto e individual, que representa quase um diálogo coreográfico entre o homem e a mulher; por vezes, uma espécie de luta amorosa, em que o homem procura conquistar o seu par, excedendo-se em elegância e beleza, defendendo-se esta com desdém, apoiado numa não menor leveza de movimentos.

Em Vilarinho, ao contrário do Minho da ribeira, só a mocidade dança. Depois duma certa idade, a austeridade de carácter impede as pessoas de se entregarem a esses prazeres profanos. Mas a mocidade terá que pagar o seu tributo aos deuses da terra, e quando a ocasião se presta, depois duma festa qualquer, em que os ânimos dos pais estão mais tolerantesm lá se organiza uma dança, e os pares rodopiam livres e contentes ao som dos instrumentos tradicionais."

Texto extraído de "Vilarinho da Furna - Uma Aldeia Comunitária" (Jorge Dias, Porto, 1948)

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCII) - A velha Fonte de Leonte

 


Nos nossos dias, encontramos quase no início da estrada que liga a Portela de Leonte à Portela do Homem, uma fonte que está identificada como "Fonte de Leonte". Esta fonte foi criada pelos Serviços Florestais após a abertura da estrada que a partir de 1942/1943 ligou a velha Estrada Real à Mina do Salto do Lobo.

Porém, já nos finais do século XIX existiu uma outra "Fonte de Leonte" situada no velho caminho que ligava a Portela de Leonte (e a recém criada Casa do Guarda de Leonte) à Albergaria, onde também foi construída uma Casa do Guarda. Essa fonte ainda lá está, um pouco abaixo da Casa Florestal de Leonte e muito próxima da actual estrada. A identificação com as letras M e N indica a Mata Nacional (do Gerês).

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 23 de junho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCI) - Trincheira defensiva na Albergaria

 


Por entre a vegetação na Mata de Albergaria, surge um peculiar aglomerado de rochas arredondadas provenientes do leito do Rio Maceira e que no princípio do século constituiram parte da trincheira defensiva contra as incursões monárquicas de Paiva Couceiro na Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Decorrem as obras de pavimentação da Estrada da Geira (Mata de Albergaria)

 


Com um atraso em relação ao previsto, decorrem agora a bom ritmo as obras de pavimentação da Estrada da Geira que liga a Guarda (Campo do Gerês) à Albergaria, Serra do Gerês.

Nesta fase inicial, a pavimentação - colocação de calçada em granito - decorre nas proximidades da ponte sobre o Rio Maceira.







Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCC) - Vidoal invernal

 


Nestes dias de calor, a memória do Prado do Vidoal numa paisagem invernal na Serra do Gerês a 17 de Janeiro de 2026.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Minas dos Carris, 22 de Junho de 2026

 


A paisagem vista das Minas dos Carris ne tarde do dia 22 de Junho de 2026, com o Pico da Nevosa e a Garganta das Negras. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC

domingo, 21 de junho de 2026

A «silly season» e o "vale tudo" no Parque Nacional

 


E pronto! Somos mais uma vez chegados àquela altura do ano em que (ainda mais) "vale tudo" na agora instalada «silly season» no Parque Nacional da Peneda-Gerês!

O que a cada dia se constata - se bem que também não é necessário chegarmos a esta altura do ano para tal - é que o Parque Nacional da Peneda-Gerês continua ao abandono e parece que isso se nota cada vez mais.

Apesar das muitas declarações e do espalhafato de prémios inúteis dados a quem pouco se interessa por isto, a realidade é cada vez mais óbvia: o Parque Nacional morreu ou está em finados.

Ao Parque Nacional falta tudo! Falta ordenamento (quase a cumprir dois anos desde que a consulta pública ao novo Regulamento terminou e nada se vê). Falta vigilância (continua-se com 12 - serão 12? - Vigilantes da Natureza para uma área de cerca de 70.000 ha e não cobrem somente isso). Falta empatia com as populações (a relação entre as populações e o ICNF/PNPG não sai da desconfiança mútua num sentimento que se arrasta há décadas). Falta protecção do Parque (os sinais dos furtivos e as declarações inflamadas contra o lobo acicatam a má relação entre quem quer proteger e quem quer viver). Falta uma real política de prevenção e compensação dos «ataques» do lobo (toda a gente tem culpa no cartório - as medidas de protecção dos animais que pastam nas serranias são escassas e as compensações do Estado são demoradas e irrisórias). Falta educação (a grande maioria de quem visita o Parque Nacional não sabe o que é e, quando sabe, não respeita as regras do jogo... basta ver facebooks, instagrams e tiktoks).

A fotografia em cima ilustra o cenário que se vai viver nos próximos três meses. Apesar da Estrada da Geira estar encerrada e com sinais de proibição de circulação tanto na Albergaria, como na Guarda (Campo do Gerês), o chico-espertismo nacional fala sempre mais alto e à medida dos umbigos que por cá visitam. É também a prova de que a vigilância não é efectiva e quando falo de "vigilância" não me refiro apenas e só à dúzia de Vigilantes da Natureza que o ICNF dedica ao nosso único Parque Nacional (e que nesta altura do ano passam grande parte do seu tempo a «vigiar» banhistas).

Já há muito que na vila do Gerês deveriam existir e ser visíveis a presença da Guarda Florestal que efectivamente possa auxiliar os Vigilantes da Natureza na tarefa de proteger o Parque Nacional. Por outro lado, o patrulhamento deve também ser complementado pela presença dos militares da força regular da GNR ou dos membros do Grupo de Resgate de Montanha, e este patrulhamento deve ser feito a pé, percorrendo nesta altura as zonas mais procuradas pelos banhistas (sim, não me venham dizer que são verdadeiros montanhistas ou quem realmente gosta de desfrutar da Natureza que faz os atropelos à protecção do Parque Nacional da Peneda-Gerês)!

E não! Não se deve, nem se pode fechar os olhos aos atropelos e às regras que aqui existem durante todo o ano e que na «silly season» são esquecidas por conveniência de hoteleiros ou restauração sazonal. Há quem todo o ano conviva com essas regras e nem por isso merece uma discriminação positiva!

Finalmente, "o respeitinho é muito bonito!" e quem cá vive não está cá como "índios numa reserva"! As aldeias do Parque Nacional são sítios onde vive gente, aliás, o Parque Nacional da Peneda-Gerês existe como tal porque vive gente cá dentro e essa gente tem e deve ser respeitada. As ruas das nossas aldeias não são os mictórios das vossas noites de copos, não são o recreio das vossas crianças barulhentas, não são os sítios onde tudo se pode. 

Sobre a fotografia em cima feita da Estrada da Geira que se encontra encerrada ao trânsito e o desrespeito pela sinalética existente: "acho que este descaramento bem merece. Espero que estes dois levem uma lembrança quando voltarem. Passaram por mim a alta velocidade e ainda tive de comer o pó deles. Mais à frente, encontrei os carros estacionados mesmo em frente à obra, e a tripulação a caminhar com cestos em direção à casa florestal da Albergaria."

Avante!

Fotografia © Leitor devidamente identificado (Todos os direitos reservados)