É uma paisagem habitual nos dias de Outono na Serra do Gerês. A faia da Água da Adega, não muito longe da Portela de Leonte, mostra-nos o avançar dos dias de Outono.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
É uma paisagem habitual nos dias de Outono na Serra do Gerês. A faia da Água da Adega, não muito longe da Portela de Leonte, mostra-nos o avançar dos dias de Outono.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O Parque Nacional da Peneda-Gerês encontra-se numa situação limite.
Sem investimento na sua protecção e sem investimento no seu futuro como verdadeira Área Protegida, o Parque Nacional da Peneda-Gerês encontra-se no seu leito de morte.
Anos e anos sem investimento - na verdade, nunca teve o investimento que merecia desde a sua fundação - levaram a que o Parque Nacional da Peneda-Gerês seja hoje apenas uma memória daquilo que se projectou.
As actuais políticas ambientais também não auguram um futuro risonho para o nosso único parque nacional e somente uma mobilização da sociedade civil poderá iniciar um verdadeiro mivimento que leva a bom porto os desígnios do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
A petição "A ciência avisa e a cidadania exige mais empenho na conservação do Parque Nacional da Peneda-Gerês" pode ser o primeiro passo para que o «nosso» Parque Nacional tenha futuro.
Assina a petição e ajuda atingir as 2.500 assinaturas.
Assina a petição no link "A ciência avisa e a cidadania exige mais empenho na conservação do Parque Nacional da Peneda-Gerês".
Notícia d'O Amarense para ler aqui.
"O Parque Nacional da Peneda-Gerês deverá beneficiar de um investimento de cerca de 30 milhões de euros destinado à qualificação da oferta turística e à melhoria das condições para visitantes e residentes."
Fotografia: O Amarense
O aspecto da Cascata de Leonte, Serra do Gerês - a 21 de Outubro de 2026 - onde o seu escasso caudal é o reflexo dos dias de seca que assombram o Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A Cascata de S. Miguel, Serra do Gerês, marca a entrada no Vale do Alto Homem.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A Associação Cultural e Recreativa da Gavieira convida toda a população, sócios e amigos a participar no Magusto a realizar no próximo dia 7 de Novembro!
Neste dia também se realizará um convívio de escaladores da Meadinha. Depois das 18h00 vai-se fazer um churrasco, caldo verde, vinho verde e assar muitas castanhas. Juntem-se para tornar o dia ainda mais animador e especial.
A A.C.R.A.G agradece e conta com a presença de todos para festejar o Outono, a escalada e o convívio local.
As inscrições são obrigatórias e até ao dia 1 de Novembro, podendo ser feitas aqui!
O Gerês Ativo – Encontro de Desportos de Natureza terminou este domingo, 18 de outubro, após nove dias dedicados à descoberta do concelho de Terras de Bouro através do desporto, da aventura e do contacto com a natureza.
Promovida pelo Município de Terras de Bouro, a iniciativa apresentou um programa diversificado, com cerca de 40 atividades, envolvendo 12 empresas locais de animação turística. Caminhadas, BTT, passeios a cavalo, atividades aquáticas, canyoning, passeios de jipe, observação de estrelas e oficinas de natureza foram algumas das experiências propostas.
O evento procurou valorizar os recursos naturais do concelho, dinamizar a economia local e contribuir para combater a sazonalidade turística, afirmando o Gerês como um destino de natureza durante todo o ano.
Para o vereador do Município de Terras de Bouro, António Cunha, o Gerês Ativo representa uma aposta na qualificação da oferta turística e na valorização do território.
«Queremos promover um turismo de natureza que valorize aquilo que temos de mais importante: o nosso património natural e as nossas comunidades. Isso significa proporcionar experiências de qualidade, envolver as empresas locais e garantir que a promoção do Gerês é feita com responsabilidade, sem comprometer os valores ambientais que tornam este território único.»
O autarca sublinhou ainda que o desenvolvimento turístico deve ir além da atração de visitantes, contribuindo para a sustentabilidade do território e para a criação de oportunidades ao longo de todo o ano.
A programação de sexta-feira, 16 de outubro, destacou a ligação entre turismo, educação ambiental e experiências pessoais.
Em colaboração com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), realizou-se uma ação de plantação de espécies autóctones, associada ao tema do turismo regenerativo. A iniciativa procurou sensibilizar os participantes para a importância da recuperação dos ecossistemas e para um modelo turístico que não se limita a reduzir impactos, mas que procura deixar benefícios concretos no território.
Seguiram-se duas palestras: Fábio Inácio partilhou a experiência de «Treze mil quilómetros a pé pelo mundo», numa reflexão sobre a caminhada, a descoberta e a relação com diferentes territórios; Carlos Sá apresentou «Do sofá para os grandes palcos mundiais!», dando a conhecer o seu percurso desportivo e o papel da determinação e da superação pessoal na concretização de objetivos.
A jornada terminou com um jantar de gastronomia local e um momento de música ao vivo, valorizando também a identidade cultural e as tradições do concelho.
Com esta primeira edição, o Gerês Ativo reforça a aposta do Município num turismo de natureza responsável, assente na valorização dos recursos locais, na colaboração com os agentes turísticos e na preservação do património natural do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Texto e imagens: Município de Terras de Bouro
Os cabeços de Curvaceira e da Calcedónia surgem à distância neste alinhamento fotografado desde Carris de Maceira em direcção ao Prado do Vidoal, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Com noites mais frias e dias amenos, um pouco por todo o Parque Nacional da Peneda-Gerês, chegaram os dias dos amanitas.
Na imagem, um belo e alucinogénico amanita muscaria fotografado nas Costa do Morujal, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Com um fundo de nuvens plúmbeas anunciando tempestade, o Penedo da Saudade enquadra parte das ruínas das Minas dos Carris, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O dia 15 de Outubro de 2026 assinalou dois anos desde o encerramento da Consulta Pública relativa ao novo Plano Especial do Parque Nacional da Peneda-Gerês e Regulamento de Gestão. Até ao dia de hoje, nada foi feito!
Numa altura em que o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) mais parece uma personagem da série distópica The Walking Dead, é cada vez mais necessário um maior rigor na sua vigilância e na sua preservação. A cada dia que passa, o PNPG parece cada vez mais longe de atingir os seus objectivos e tudo acontece sem que haja o mínimo de pudor e respeito pela sua conservação.
Conservar e respeitar o PNPG é conservar e respeitas quem lá vive e quem quer desfrutar da Natureza no seu estado mais puro e selvagem, respeitando os seus valores únicos.
Ao longo dos últimos anos tem-se assistido ao delapidar do potencial de preservação do único parque nacional português e o seu futuro parece cada vez mais incerto.
Não se compreende como passam dois anos de inactividade, como passam dois anos a marcar passo, como se perdem dois anos num processo burocrático.
Passaram dois anos e nada foi feito!
O silêncio e a "Solidão" do Curral das Lamas de Bruites, Serra do Gerês, são os ecos do desaparecimento de Vilarinho da Furna.
O passado chama
A voz rouca ouve-se para lá das montanhas do pensamento
Repica no granito, moreno do Sol da juventude de outrota
Junto ao rio vejo a imagem de um povo que ali vivia e se alimentava das suas férteis águas
Quão longe vai esse mundo...
No peito guardo a imagems, como um pastor guarda o seu rebanho do mais temível lobo
A solidão
Sentado no banco da saudade, o pensamento vagueia pelo Outono da vida
Conto os dias que me restam
Esta terra já não e minha.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Letra "Solidão" por Ricardo Brito
Não muito afastado da aldeia, o abrigo pastoril do Curral de Gamil guarda as memórias da vezeira do Campo do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O que resta do marco triangulado do Altar da Geira tendo como pano de fundo os altos de Pé de Medela, Albas e Cantarelo - entre outros - da Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O manifesto mineiro para a mina de ‘Borrageiros’ foi entregue na Câmara Municipal de Montalegre a 18 de Setembro de 1916 por José Frederico Lourenço da Cunha, de 32 anos e residente em Caminha, que descobriu naquele local por inspecção de superfície uma mina de volfrâmio e outros metais.
O ponto de partida para a demarcação da concessão mineira 949 ficou definido a 300 metros a partir do alto dos Borrageiros medidos no rumo nascente, seguindo até ao Penedo Redondo, daqui até ao Ribeiro do Couce e o curso do mesmo ribeiro até à sua nascente, confrontando pelo nascente com o marco geodésico de Chamições (Chamiçais), do poente com Carris, do Norte com Matança e do Sul com Cidadelha (Cidadelhe).
Por endosso, a mina seria cedida a Paul Brandt, cidadão suíço de 37 anos residente no Porto, e a António Lourenço da Cunha, de 43 anos residente em Caminha e gerente da Empresa Hidro Eléctrica do Coura, Lda. Em Outubro os vários filões são estudados pelo Professor F. Fleury, do Instituto Superior Técnico, o qual procede à recolha de amostras que submete para análise pelo Professor Charles Laspierre. Em Novembro, Paul Brandt e António Lourenço da Cunha, requerem o reconhecimento oficial do jazigo. O Engenheiro Chefe de Repartição de Minas, Manuel Roldan y Pego, emite os éditos de concessão a 17 de Novembro, sendo publicados no Diário do Governo a 22 de Novembro de 1916.
Sem meios de acesso para viaturas, os trabalhos na mina sempre foram rudimentares e inicialmente executados à superfície. O minério obtido no Verão de 1917 era transportado por muares para a casa do juiz de paz de Cabril, José Maria Afonso Pereira, onde ficava depositado. No local da mina não existiam habitações confortáveis e capazes de resistir aos rigores invernais da Serra do Gerês. Após os primeiros trabalhos no Verão de 1917 onde terão sido obtidos cerca de três toneladas de minério, os dois detentores do registo mineiro solicitam a 26 de Dezembro que lhes fosse permitida a transferência do minério para Frades do Pinhedo.
A Mina de Borrageiros tem assim uma história mais antiga do que as Minas dos Carris, porém, infelizmente, parte dela perdida para sempre.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)