terça-feira, 15 de setembro de 2026

XV Trilho do Medronheiro

 


A Associação da Vezeira de Fafião volta a organizar mais uma edição do Trilho do Medronheiro.

A ter lugar a 24 de Outubro de 2026, o XV Trilho do Medronheiro será uma imersão profunda na natureza e na memória do Barroso!

O mítico Trilho do Medronheiro afirma-se assim como um dos regressos mais aguardados e emblemáticos no calendário da Associação Vezeira de Fafião.

Com um percurso de aproximadamente 9,5 km, a jornada parte do Ecomuseu do Barroso, Polo de Fafião rumo ao impressionante Fojo do Lobo. É sob a sombra deste monumento comunitário que a caminhada ganha alma, com Alcides Afonso a dar a voz e a memória à ancestral relação entre o Homem e o Lobo nestas montanhas.

O traçado para esta XV edição mantém o trilho clássico das primeiras edições, celebrando a fusão perfeita entre a matriz rural e a rusticidade da serra. Deixe-se guiar pela frescura da vegetação autóctone, entre soutos de castanheiros, carvalhais e faiais até ao reino dos medronheiros que dão nome a este evento. Com o Outono a dar os primeiros passos, o chão da serra começa já a saudar-nos com os primeiros cogumelos selvagens e o vermelho vivo dos medronhos maduros.

Entre os momentos mais marcantes do percurso destaca-se a passagem pelas Dornas, local de enorme significado para Fafião, onde o nosso rio, após serpentear 14 km, desagua finalmente no Cávado. Mas é antes deste momento que existe a pausa a meio do caminho que lhe reserva uma varanda panorâmica privilegiada, com vista frontal e desimpedida para a imponência da Fecha de Barjas, uma das cascatas mais imponentes da nossa região.

Não fique em casa. Venha calçar as botas, respirar o ar puro do Baixo Barroso e terminar o dia da melhor forma que é à volta da mesa, na nossa tradicional patuscada comunitária. À sua espera estarão os sabores autênticos da nossa terra, confecionados com a alma de sempre para celebrar a amizade, a família e a montanha.

Mais informações e inscrições aqui!

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXLVIII) - Abrigo pastoril de Biduíças

 


O abrigo pastoril do Curral de Biduíças é sempre um bom motivo fotográfico para quem passa por aquelas paragens na Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Apontamentos sobre o volfrâmio em Maceira (Serra do Gerês)

 


«Recentemente», e após uma fotografia do Luís Borges, juntamente com o Ricardo Guimarães, enveredei na busca de uma velha ruína algures entre as Tábuas e Carris de Maceira, na Serra do Gerês.

Solitária e enigmática, como muitas velhas construções serranas, a ruína está localizada num local priveligiado na subida para Carris de Maceira, um pouco antes da chegada à chã que abriga o curral com o mesmo nome.

O local onde se encontra está coberto de vegetação rasteira com a típica superfície granítica descomposta de muitas zonas da Serra do Gerês. Na altura, a sua localização levou-me a deduzir que poderia ter sido um abrigo de caçadores, pois a sua configuração quandrangular afasta-se da forma típica dos seculares abrigos pastoris.

No entanto, e em recente conversa com o Sr. António Rebelo, foi-me dito que se trataria de um velho edifício mineiro. Nesta altura, as peças soltas de um puzzle começam a juntar-se!

Lembrei-me que há já alguns anos, o Sr. Álvaro Pontes Oliveira me havia mostrado uma peça metálica semelhante a uma que já havia visto nas Minas dos Carris. Porém, o local da sua «descoberta» era estranho; Pontes Oliveira havia descoberto tal peça ao descer para o Curral de Maceira vindo de Tábuas. Na altura, a coisa não fazia sentido.



Porém, ao consultar a tabela das concessões mineiras solicitadas à Câmara Municipal de Terras de Bouro pela Sociedade Mineira dos Castelos, Lda. no livro "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês" (Rui C. Barbosa, Dezembro de 2013) - pág. 88 a 91, surgem as seguintes concessões:

- registo n.º 99 (23 de Março de 1943) / 38 (2 de Abril de 1945): Carris de Maceira

- registo n.º 106 (23 de Março de 1943) / 45 (2 de Abril de 1945): Maceira

- registo n.º 169 (23 de Março de 1943) / 99 (2 de Abril de 1945): Maceira 1

Estas, e outras (tal como a evidência que existe na Lomba de Pau), constituíram pequenas concessões mineiras que poderão ter sido exploradas em períodos mais ou menos curtos dependendo dos tamanhos dos vilões volframíticos presentes nos locais.

Tal deve ter acontecido nas encostas sobranceiras em Vale de Maceira, podendo a ruína ter sido parte da "Minas de Carris de Maceira", o que também ajudaria a explicar os muros e o abrigo de pedra solta existentes perto do Curral de Carris de Maceira.

(um agradecimento ao Sr. António Rebelo pela partilha da informação)

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXLVII) - Memórias do volfrâmio

 


Em vários pontos na Serra do Gerês são ainda visíveis as marcas da exploração mineira que nos anos 40, 50 e 70 extraiu o volfrâmio das entranhas da terra.

Escombreiras, bocas mina, restos de vagonetes, edifícios abandonados e variados destroços - um património abandonado que marca a paisagem, tal como acontece na Corga das Negras.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 13 de setembro de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXLVI) - O passado nas Negras

 


Mergulhado no silêncio e na névoa que turva a memória dos Homens, um dos abrigos pastoris dos currais que existem nas Negras mostra os sinais do abandono de décadas na Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 12 de setembro de 2026

Trilhos seculares - Caminhada ao Pico da Nevosa

 


A Corga da Abelheira será a forma «mais curta» para aceder ao Pico da Nevosa e assim evitar o calvário da descida pelo antigo caminho mineiro para as Minas dos Carris.

A Abelheira é uma verdadeira porta de entrada para as profundezas selvagens da Serra do Gerês, com a sua subida a levar-nos a Entre Caminhos onde nos surge um panorama de uma imensidão e grandeza só descritível para quem por ali se detém em momentos de contemplação!

Depois da subida da Corga da Abelheira, o caminho leva-nos por uma descida para o Curral de Biduiças e daqui, ao longo da margem direita do Ribeiro de Biduiças, seguimos em direcção ao Curral de Rochas de Matança. Já anteriormente referi que os caminhos serranos mantêm-se por onde os animais (e alguns aventureiros) ainda passam; porém, outros caminhos vão desaparecendo e apenas a presença das valiosas mariolas (não de montes de pedras colocadas ao acaso) assinalam as passagens.





Passando o alagado abrigo pastoril de Rochas de Matança para trás, seguimos encosta acima em direcção à Matança, ladeando-a a Nascente e caminhando pelas encostas encimadas pelo Marco K.

Os tímidos caminhos levaram-nos então para as Negras com os seus currais silenciosos, mas que ainda guardavam algum do orvalho da noite. O dia ia aquecendo e dos Currais das Negras subimos através da Garganta das Negras para a base do Pico da Nevosa que acabamos por vencer através do acesso Norte, ganhando os horizontes que daqui se nos deparam.

Segundo o blogue Garcias - Montanhas de Portugal, "o pico da Nevosa com 1548 metros de altitude é a montanha mais alta e proeminente da serra do Gerês e do distrito de Vila Real, bem como a montanha mais alta de toda a região norte de Portugal.  

A nível nacional é a 5ª montanha mais alta de Portugal Continental (todas as quatro primeiras ficam na serra da Estrela).

No que respeita a proeminência topográfica esta montanha conta com 763 metros de altitude relativa o que faz dela a 4ª montanha mais proeminente do país (Continente) e a mais proeminente da serra do Gerês e do distrito de Vila Real. A sua "montanha pai" é o Cabeço de Manzaneda na Galiza.

O cume desta montanha fica situado no território da freguesia de Outeiro, no concelho de Montalegre. A fronteira com Espanha passa uns escassos 50 metros do cume, mas este está localizado no lado de Portugal."

O regresso foi feito no sentido inverso através do mesmo trajecto até à saída da Garganta das Negras, tendo-se feito um pequeno desvio para visitar a boca-mina da concessão mineira da Corga das Negras n.º 1. e depois regressar ao percurso da manhã pelos Currais das Negras e Rochas de Matança.

Esta caminhada foi organizada pela RB Hiking & Trekking.

Ficam algumas fotografias do dia...




















Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXLV) - Biduiças prepara-se para o Outono

 


Aproximando-se a passos largos no calendário, os sinais da chegada do Outono estão já por todo o lado na Serra do Gerês. O Curral de Biduíças apresenta-se com manto de merendera montana (noselha ou quita-merendas) anunciando os dias que se encurtam.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Interrupção do trânsito entre o Zanganho e o Mirante Velho

 


Devido a trabalhos de pavimentação no Caminho Florestal entre o Cruzeiro do Campo do Gerês e a variante Zanganho / Batoca, dar-se-á a interrupção da circulação de trânsito entre o entromcamento com a variante de Chã de Ermida e o Miradouro do Mirante Velho.

A interrupção ocorrerá nos dias 14, 17 e 18 de Setembro de 2026, entre as 8h00 e as 18h00.



Imagens: Município de Terras de Bouro

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

VII Jornadas Técnicas Sobre os Carvalhos

 


As VII Jornadas Técnicas Sobre os Carvalhos terão lugar entre 23 e 25 de Outubro de 2026, em Campo do Gerês, Terras de Bouro.

Da sua apresentação, "Com a duração de 3 dias, a VII edição das Jornadas terá o Restauro Ecológico como tema e realizam-se nos dias 23, 24 e 25 de outubro de 2026, em Campo do Gerês, Terras de Bouro, em pleno coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês, às portas da Mata da Albergaria, cuja riqueza natural é única. Os participantes, oradores e convidados são recebidos no Campo do Gerês, para partilharem a sua experiência e conhecimento através de apresentações, debates, degustação de produtos locais e momentos didáticos.

Como a floresta não se vive em sala, o programa inclui visitas à floresta onde os participantes têm oportunidade de assistir a palestras em anfiteatros naturais, identificar espécies, e, por vezes, ações de plantação e colheita de sementes, entre outras atividades, destacando-se nesta edição de 2026 uma atividade prática de restauro ecológico.

Se na floresta autóctone se gera uma multiplicidade de valores económicos, sociais e ambientais, o que se pretende com estas Jornadas é dar a cada participante essa mesma experiência."

Mais informações, programa e inscrições aqui!

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Interrupção do trânsito nas Caldas do Gerês (variante Zanganho - Batoca)

 


Devido à construção da Rede Pedonal entre o Zanganho e a Batoca, irá proceder-se à interrupção da circulação de trânsito entre o entromcamento do "caminho florestal Zanganho / Campo do Gerês" e o início do núcleo habitacional de Pedrogo.

A interrupção ocorrerá entre 10 de Setembro e 6 de Novembro de 2026.




Imagens: Município de Terras de Bouro

terça-feira, 8 de setembro de 2026

"Turista brasileira resgatada após perder-se no Trilho das Sete Lagoas"

 


Notícia d'O Amarense para ler aqui.

"Uma turista brasileira, de 40 anos, que se perdeu esta terça-feira num trilho do Parque Nacional da Peneda-Gerês foi resgatada pelos Bombeiros de Salto, encontrando-se em boas condições de saúde."

Fotografia: O Amarense


Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXLIII) - Curral de Rocalva

 


Os currais de montanha nas serranias do Parque Nacional serão o melhor exemplo do aproveitamento e adaptação das gentes serranas num ambiente mais hóstil. O Curral de Rocalva, Serra do Gerês, tal como muitos outros, surge como um oásis no meio de um mar de granito, permitindo a guarda das vezeiras nos dias de estio.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

"Estas duas crias de águia-real vão ser libertadas no Parque Nacional da Peneda-Gerês"

 


Notícia d'O Minho pelo jormalista Pedro Luís Silva, para ler aqui!

"Duas crias de águia-real, nascidas no Parque Biológico de Gaia, no âmbito de um programa de conservação desta espécie ameaçada, vão ser libertadas no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG)."

Fotografia: ICNF

Condicionamento do trânsito entre o Cruzeiro (Campo do Gerês) e o Zanganho

 


A circulação de trânsito estará condicionada entre os dias 8 e 11 de Setembro de 2026, no período entre as 8h00 e as 18h00, para trabalhos de pavimentação da estrada que liga o Cruzeiro (Campo do Gerês) e o Zanganho ("Caminho Florestal Cruzeiro Campo do Gerês - variante Zanganho/Batoca"), mais concretamente "entre o entroncamento com a variante de Chã da Ermida e o Miradouro Mirante Velho."


Imagens: Município de Terras de Bouro