Nuvens de tempestade cobrem os céus sobre os Cornos de Candela a caminho do Curral de Arrabaças, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Nuvens de tempestade cobrem os céus sobre os Cornos de Candela a caminho do Curral de Arrabaças, Serra do Gerês.
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A paisagem vista das Minas dos Carris a 25 de Maio de 2026, com o Pico da Nevosa e a Garganta das Negras.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC
O marco triangulado do Azevinheiro e, ao longe, o Curral da Carvalha das Éguas, Serra do Gerês.
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Em 1941 as montanhas geresianas eram percorridas a pente fino na busca do volfrâmio. Em muitos locais o ouro negro acabaria por ser descoberto por entre o desespero dos dias de uma miserável existência. No entanto, a esperança de uma vida melhor desvanecia-se quando tamanho do filão não passava de pequenas amostras.
Tal não aconteceu no Salto do Lobo onde o filão era suficientemente grande para uma exploração economicamente viável e que mais tarde levaria às Minas dos Carris. No entanto, os primeiros meses ou a estadia de muitos nos píncaros serranos era passada em pobres abrigos de pedra solta à mercê dos elementtos.
Descoberto em Junho de 1941, o volfrâmio do Salto do Lobo levou ao aparecimento de muitos abrigos toscos e muito possivelmente, as paredes que restam do abrigo que surge na imagem podem ter sido ali colocadas por esses dias.
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Esta foi uma caminhada que nos levou a atravessar todo o maciço central das montanhas do Gerês, iniciando na aldeia de Pitões das Júnias e terminando na fronteira da Portela do Homem, num total de 24,9 km e 1.036 m D+. A caminhada seguiu por antigos carreiros de pastoreio, atravessando cenários únicos de montanha e mergulhando na História da Serra do Gerês.
A noite havia sido de chuva e trovoada, para isso testemunhando o ar quente que já de manhã cedo se fazia sentir. Se em anos anteriores fora o calor a marcar presença durante quase todo o dia, desta vez sabíamos que os céus cinzentos seriam a marca dominante e assim foi, com a trovoada a ser a banda sonora do dia intercalada com o correr dos pequenos ribeiros e o cantarolar da passarada a insistir em dominar os prados.
Concentração na Portela do Homem e de seguida um transfer para Pitões das Júnias. A caminhada começaria após uma passagem pela Padaria de Pitões de onde se observava os píncaros graníticos a recortar os céus escuros. "Devem cair algumas pinguinhas!," comentou a D. Gracinda... e certamente que cairiam.
Saindo de Pitões das Júnias pela calçada voltada a Poente, enveredamos de seguida por entre lameiros e entramos no Beredo calcorreando a penedia escorregadia e por entre o carvalhal. O caminho levarnos-ia a passar junto do Castelo e não muito longe das «misteriosas» ruínas que por ali jazem.
O Castelo é uma elevação que se encontra a pouca distância da aldeia de Pitões das Júnias e que exibe as marcas do que poderá ter sido uma fortificação que existiria há época da aldeia Medieval de Sancti Vincencii de Gerez, referida nas Inquirições Afonsinas de 1258, cuja ocupação se terá desenvolvido durante a Idade Média até inícios da Idade Moderna.
A cerca de 1.000 metros para Sudoeste da aldeia de Pitões das Júnias e camuflado por um denso carvalhal encontra-se este povoado. Aqui conservam-se vestígios de cerca de 40 casas de planta quadrangular, construídas com blocos graníticos, alguns toscamente aparelhados. Os arruamentos entre as casas estão também bem conservados, sendo que ainda mantêm o lajeado. O espaçamento entre as casas é de cerca de 3/4 metros, algumas conservam pouco mais de um metro de parede, mas consegue-se imaginar, sem grandes esforços a arquitectura desta aldeia. Os carvalhos vão invadindo, pouco a pouco o interior de cada casa, conferindo a este sítio uma beleza rara. Situa-se na encosta do monte do Castelo, relativamente abrigada e rodeada de linhas de água.
Passando Soengas, o carreiro levou-nos a entroncar no caminho que nos levaria até às proximidades da Capela de São João da Fraga, passando antes pelo Carvalhal da Tulha e salvando o ribeiro do mesmo nome usando uma pitoresca ponte de madeira. O cenário é todo ele medievo por entre o carvalhal, a visão dos fraguedos da capela e o (não muito longínquo) Fojo do Lobo de Pitões das Júnias. Semelhante ao Fojo da Portela da Fairra, Parada de Outeiro, o Fojo do Lobo de Pitões das Júnias tem um desenho circular no interior do qual era colocado um cabrito que se sentindo indefeso começava a balir, chamando assim a atenção aos lobos. Estes, saltavam para o interior do recinto murado, mas não conseguiam sair, sendo posteriormente abatidos. Hoje em desuso, os fojos existentes na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês são monumentos à eterna luta entre o Homem e os rudes elementos que o foram moldando ao longo dos milénios de ocupação do território.
Passando a pouca distância da Capela de São João da Fraga, iniciamos a descida do imponente colosso granítico contornando os blocos e seguindo as mariolas que nos levariam ao Curral das Touças e, pouco depois, ao Curral de Currachã.
À medida que nos afastamos de Pitões das Júnias, e com os titânicos Cornos de Candela a ganhar corpolência, o cenário que ficava atrás de nós ia-se alterando numa metamorfose de tons plumbeos. Os céus rosnavam e ao longe os relampagos iam cruzando as nuvens, ecoando nas montanhas que se projectavam quase como que «a preto e branco» na linha do horizonte. Os Cornos da Fonte Fria desenhavam-se a tinta da China e os altos mais próximos tomavam tons de guerra.
Por vezes, o vento soprava mais forte arrastando consigo a chuva composta de grossas gotas que - de certa maneira - iam ajudando a marcha. Em parte do dia foi um constante "veste e tira" de impermeáveis que faziam aquecer os corpos.
Passando Currachã, entravamos no Corgo de Pala Nova, seguindo depois pela sua margem direita. A Capela de São João ia-se tornando num ponto branco em contraste com o horizonte escuro, uma âncora que humanidade por entre as paisagens selvagens e agrestes pelas quais já caminhavamos.
O carreiro ladeava então as encostas dos Cornos de Candela e perante nós surgia já um cenário de imensidão! Mesmo conhecendo aquelas paragens, com o Vale de Biduiças à nossa frente, a paisagem surge sem qualquer vestígio de intervenção humana. Na volta da montanha, despedimo-nos do cenário pitonense e entramos no embiente «selvagem» na Serra do Gerês. Todos aqueles lugares foram em tempos lugares de uma presneça humana quase constante: ora as vezeiras e a criação de gado moldava a paisagem, ora a queima das torgas nos dias do carvão, ora ainda o murmurinho longínquo da mineração e o calcorrear dos espaços por quem por ali procurava sustento; todas estas actividades iam moldando a paisagem, tornando-a especial e única que até mereceu ser distinguida como "Parque Nacional"!
Hoje, porém, são espaços de um silêncio profundo onde os currais e os carreiros são tomados pelo passar do tempo, pelo esquecimento e pela vegetação. São caminhos de uma memória que se perde e não se preserva, porque a quem dirige o "Parque Nacional" não lhe deve interessar a preservação História das vidas que por ali passaram. E assim se vai perdendo património e histórias de vida que moldaram a paisagem.
De certa forma, quando voltamos a encosta em direcção ao Curral de Fornalinho de Baixo, entramos numa paisagem que pode ser avassaladora para quem não esteja habituado a um certo desapego pelo conforto do dia à dia; e o que eu chamo de "Síndrome do Imenso" Ali, as marcas do Homem são escassas e o conhecimento do local acaba por fazer a diferença, pois mesmo os velhos carreiros vão-se escondendo e a confiança nas aplicações de horientação é baseada na boa fé e nos caprichos de quem vai criando os caminhos.
Por entre a paisagem rochosa na qual caminhamos, e seguindo já no Corgo de Candela, surge então o Curral de Fornalinho de Baixo, local para o já merecido repasto e descanso que iria retemperar as forças para a segunda parte da jornada que nos levaria até ao Salto do Lobo, já no cenáruio mineiro dos Carris.
Descansados, mas ainda com muito caminho a percorrer, seguimos para o Curral de Fornalinho de Cima, à vista dos caprichosos cornos graníticos de Candela. Ladeando o Outeiro de Cervas, passavamos então perto do Curral de Céu Rubio e entravamos no Corgo de Baltemão por entre um cenário de grandes carvalhos que resistem junto dos pequenos ribeiros. O caminho levou-nos depois para o Curral de Lamelas de Cima e entrar no Corgo de Lamelas onde corre o Ribeiro de Lamelas (que mais adiante irá tomar o nome de "Ribeiro de Biduiças"). Chegavamos então às proximidades dos Currais das Negras, mas o nosso objectivo não era subir para as Minas dos Carris. Assim, tomamos um carreiro que percorre a parede granítica sobranceira ao Marco G e ladeavamos os Currais de Matança, entrando depois na parte superior da Lamalonga.
As velhas mariolas levar-nos-iam à Corga de Lamalonga a partir da qual iniciavamos a subida para a margem direita do Salto do Lobo. Em 1941 as montanhas geresianas eram percorridas a pente fino na busca do volfrâmio. Em muitos locais o ouro negro acabaria por ser descoberto por entre o desespero dos dias de uma miserável existência. No entanto, a esperança de uma vida melhor desvanecia-se quando tamanho do filão não passava de pequenas amostras.
Tal não aconteceu no Salto do Lobo onde o filão era suficientemente grande para uma exploração economicamente viável e que mais tarde levaria às Minas dos Carris. No entanto, os primeiros meses ou a estadia de muitos nos píncaros serranos era passada em pobres abrigos de pedra solta à mercê dos elementtos.
Esta foi a última grande subida do dia, mas a felicidade das pernas foi de pouca duração ao saber que ainda nos esperavam cerca de 9 km de um caminho miserável que, descendo o Vale do Alto Homem, nos levaria - fibalmente - ao término desta jornada promovida pela RB Hiking & Trekking, na Portela do Homem.
Ficam algumas imagens do dia...
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Infelizmente, é texto é exclusivo para assinantes do Jornal de Notícias on-line, mas pode ser acedido aqui. A notícia é pelo jornalista Ricardo Reis Costa.
Investimento previsto de 1,7 milhões de euros para colocar edifícios ao serviço do turismo, cultura e proteção civil. Serão criados centros interpretativos e estruturas de apoio.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Em tempos o matraquear das máquinas e o burburinho da mina escutavam-se nesta paragens que agora estão silenciosas, num cenário apenas recortado pela passagem do vento e pelo som dos cursos de água. A paisagem vai-se naturalizando à medida que as marcas do passado e da História ficam esquecidas.
A fotografia mostra uma das paredes aprumadas do Salto do Lobo, Serra do Gerês, abrindo para a Corga de Lamalonga.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
As sequoias são os verdadeiros gigantes da Mata de Albergaria, Serra do Gerês.
Introduzidas pelos Serviços Florestais em finais do século XIX e princípios do século XX, estas árvores com 130 anos atingem já dezenas de metros de altura e dominam a paisagem florestal por entre as árvores nativas.
A fotografia mostra uma Sequoia sempervirens.
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Depois de percorrer o vale das muitas nascentes que eventualmente lhe atribuiu o nome, o Rio Homem entra na Mata de Albergaria, correndo por entre as paisagens mais luxuriantes da Serra do Gerês e criando locais únicos em Campo do Gerês e Terras de Bouro.
A fotografia mostra parte do leito do rio depois de passar a Ponte de S. Miguel. Aqui, o olhar atento irá descobrir os restos da milenar ponte romana destruída em 1640 por altura da Restauração da Independência. As suas margens são locais de vida e zonas de protecção especial no Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Local de passagem das legiões, estas acabaram por influenciar a toponímia (Costa de Bemposta, Rio de Monção, Albergaria, etc.). Em último plano, fechando o vale, surge a Portela de Leonte e à esquerda o alto da Corneda, tendo do lado direito as cumeadas de Bemposta.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O Município de Terras de Bouro informou que o concelho "integra a área de intervenção do Programa de Reordenamento e Gestão da Paisagem das Serras da Peneda e Gerês (PRGPSPG), aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 81-A/2026, diploma que abrange territórios inseridos no Parque Nacional da Peneda-Gerês."
Segundo informou através das redes sociais e segundo o documento agora apresnetado, "o programa abrange uma área de cerca de 48.850 hectares distribuída por 45 freguesias dos concelhos de Amares, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Terras de Bouro e Vila Verde. No concelho de Terras de Bouro estão incluídas freguesias como Covide, Gondoriz, Moimenta, Souto, Valdosende, Campo do Gerês, Carvalheira, Rio Caldo, Chamoim e Vilar, Chorense e Monte e Cibões e Brufe.
A área de intervenção encontra-se abrangida por uma Área Protegida da Rede Nacional de Áreas Protegidas, nomeadamente o Parque Nacional da Peneda-Gerês, por uma Zona de Proteção Especial, por duas Zonas Especiais de Conservação da Rede Natura 2000, por uma Área Importante para Aves e Biodiversidade e por diversas áreas submetidas a Regime Florestal. O documento destaca ainda que o Parque Nacional da Peneda-Gerês ocupa uma área total de 69.592,5 hectares distribuída pelos concelhos de Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Montalegre.
O plano estabelece uma nova abordagem à gestão da paisagem, centrada na conetividade ecológica, na valorização dos recursos naturais e na redução da vulnerabilidade aos incêndios rurais. Entre as principais medidas previstas estão a recuperação e valorização de galerias ripícolas, a criação de mosaicos agro-silvo-pastoris, a gestão de combustíveis, o reforço das espécies autóctones e a compartimentação da paisagem para travar a propagação do fogo.
Segundo o documento, os sistemas florestais ocupam cerca de 31,8% da área de intervenção, enquanto os matos representam 31,1% e os sistemas agrícolas cerca de 13,3%. O programa identifica ainda os mosaicos agro-silvo-pastoris como elementos estratégicos para integrar agricultura e pecuária, reduzir a carga combustível e reforçar a resiliência do território face aos incêndios.
A estratégia definida assenta em três objetivos principais: reduzir a vulnerabilidade aos fogos rurais, valorizar a aptidão dos solos e os serviços prestados pelos ecossistemas e aumentar o valor económico do território através da dinamização da economia rural. Entre as medidas previstas destacam-se o reforço da agricultura de montanha, a promoção da pastorícia, a valorização da floresta autóctone e a recuperação de estruturas tradicionais da paisagem.
O documento refere que, entre 1975 e 2024, foram registados 229 grandes incêndios na área abrangida pelo programa. A modelação realizada através do sistema FlamMap aponta para uma redução da perigosidade em cerca de 40,5% da área de intervenção, através das opções propostas para o novo desenho da paisagem.
Entre as ações prioritárias previstas para Terras de Bouro encontra-se a criação de uma Área Piloto de Gestão Agregada (APGA) Gerês — Rio Caldo/Covide/Campo do Gerês, com uma área indicativa de cerca de 3.160 hectares. Esta intervenção pretende promover uma gestão integrada da paisagem, articulando prevenção de incêndios, conservação da natureza e valorização das atividades económicas locais.
O programa prevê ainda investimentos em faixas de gestão de combustível, proteção das áreas edificadas, reconversão de áreas florestais e criação de zonas agrícolas e pastagens em redor dos aglomerados populacionais. Está igualmente prevista a recuperação de muros tradicionais, sistemas de drenagem e pontos de água, considerados essenciais para a sustentabilidade da paisagem e adaptação às alterações climáticas.
Para Terras de Bouro, a aprovação deste programa representa uma orientação estratégica para o futuro da gestão do território, cruzando conservação da natureza, prevenção de incêndios, agricultura de montanha, floresta autóctone, turismo de natureza e valorização do património ambiental e cultural do Gerês.
Fotografia: Município de Terras de Bouro (via Facebook)
O mais recente abrigo pastoril do Curral de Vidoeirinho, Serra do Gerês, engalanado de Primavera.
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Segundo noticiou a Rádio Montalegre nas suas redes sociais, o recente resgate em Cabril voltou a expor problemas antigos na visitação ao Parque Nacional, referiu Hernâni Carvalho, comandante dos Bombeiros Voluntários de Salto e presidente da Federação Distrital dos Bombeiros de Vila Real.
A notícia pela jornalista Maria José Afonso, refere as declarações de Hernâni Carvalho que à Rádio Montalegre, "defendeu uma reorganização da visitação no Parque Nacional, considerando que o território necessita de regras mais claras, maior vigilância e melhor informação para quem o visita."
Segundo o comandante, “Nós defendemos já há muito tempo uma melhor organização da visitação no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Quem administra aquele território, designadamente o ICNF, tem que definir melhor quais são as áreas de visitação e a carga dessa visitação.”
A notícia refere: "Hernâni Carvalho explica que essa gestão deverá passar pela definição do número de visitantes permitido em determinados locais e momentos, à semelhança do que acontece noutros parques naturais e nacionais internacionais.
O comandante considera ainda essencial reforçar a presença de vigilantes e agentes no território, capazes de prestar informação sobre acessos, segurança e condições meteorológicas. “Atualmente, alguém entra parque dentro sem qualquer informação ou sem qualquer agente disponível para explicar os acessos, os trilhos ou até as condições meteorológicas”, alertou.
Outro dos problemas apontados prende-se com a dependência da informação informal disponível na internet. “As pessoas estão muito dependentes daquilo que é informação informal presente na internet, não havendo uma informação mais fina, mais detalhada e mais precisa sobre os percursos e trilhos”, referiu.
Para o responsável, muitas destas situações poderiam ser evitadas com medidas preventivas mais eficazes e com um modelo específico de socorro adaptado ao território do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Hernâni Carvalho defende mesmo a criação de um dispositivo especial permanente, semelhante ao existente na Serra da Estrela, dedicado exclusivamente às características daquele território montanhoso.“Estas intervenções obrigam sempre a um grande empenhamento de meios e pessoas para fazer frente às dificuldades”, sublinhou.
A zona das lagoas e trilhos de Cabril tem registado nos últimos anos um aumento significativo da procura turística, sobretudo nos meses de maior calor, situação que continua a preocupar as entidades de socorro devido ao difícil acesso e aos riscos associados à circulação em zonas de montanha."
Fotografia © Rádio Montalegre (Todos os direitos reservados)
Caminhando desde o Curral de Pradolã em direcção ao Estreito, surge-nos a imensa paisagem do colosso granítico de Iteiro d'Ovos, Serra do Gerês.
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Novo resgate no Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Segundo noticia a Rádio Montalegre, por Maria José Afonso, "Três jovens, com idades entre os 20 e os 21 anos, foram resgatados na noite deste domingo na zona do Lago Marinho, em Cabril, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, depois de se terem perdido na serra durante um percurso pedestre.
O alerta foi dado à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil cerca das 21 horas, após o grupo ter conseguido efetuar um pedido de ajuda antes de ficar sem comunicações.
Na operação participaram elementos dos bombeiros, com equipas de resgate, ambulância 4x4 e uma unidade de aeronaves não tripuladas, apoiados pela GNR, através da UEPS, Grupo de Resgate e Montanha do Gerês.
Com recurso a drone, foi possível localizar os jovens pouco mais de uma hora após o início das buscas. Seguiu-se uma incursão apeada dos operacionais, num percurso de cerca de três quilómetros, em zona sem trilhos definidos, durante a noite e com fraca visibilidade, circunstâncias que aumentaram a dificuldade da missão.
Os três jovens, de nacionalidade portuguesa, foram resgatados sem ferimentos e recusaram transporte hospitalar.
A operação prolongou-se durante cerca de três horas."
Fotografia: Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salto
À medida que a Primavera avança, as mudanças da paisagem no Parque Nacional da Peneda-Gerês oferecem-nos paisagens únicas. É o caso de Pradolã e de muitas zonas húmidas, onde o aparecimento das "bolas-de-algodão", ou "erióforo", cria um cenário que só se observa até finais de Maio.
Na imagem, vemos uma extensa colónia de bolas-de-algodão tendo como pano de fundo os Bicos Altos, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)