O imponente Iteiro d'Ovos, Serra do Gerês, tendo a seus pés o Curral do Rio Laço (Curral do Teixeirinho)
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O imponente Iteiro d'Ovos, Serra do Gerês, tendo a seus pés o Curral do Rio Laço (Curral do Teixeirinho)
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O cenário começa a ficar interessante para a próxima semana e em especial para os dias 26 e 27 de Março. Vamos acompanhando!
Notícia do Terras do Homem para ler aqui.
A Câmara Municipal de Terras de Bouro tem em curso intervenções de limpeza de alguns trilhos, bem como do traçado da Geira – Via Romana no nosso território. Estas ações surgem no sentido de valorizar e promover o património, garantindo e facilitando acessos de circulação na época de verão que se avizinha, de forma a apelar à sua usufruição e à segurança de todos os amantes de caminhada pela natureza.
Fotografia: Município de Terras de Bouro
Republicação de um texto já várias vezes visto neste blogue e que é de novo utilizado para esclarecer os mais distraídos (ou que gostam de se fingir distraídos...).
Sobre a visita às Minas dos Carris têm o artigo "Visitar as Minas dos Carris - Um Manual para Tótos (Actualização!)".
Procedimento para solicitar autorização para actividades de visitação no PNPG
Será uma Semana Santa passada a água, chuva, frio e neve. Esta irá regressar, mas não será com a intensidade do último evento de neve em Portugal.
Os pedidos de autorização para a realização de actividades de visitação no Parque Nacional da Peneda-Gerês devem agora ser enviados para drcnf.norte@icnf.pt.
Pois é, quem pensava que o Inverno já se tinha despedido, enganou-se! As condições meteorológicas irão mudar de forma drástica a partir do dia 25 de Março com a chegada de uma frente fria que deverá trazer frio, chuva e neve para os pontos mais elevados do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Com a chegada da Primavera, os campos, prados e bosques do Parque Nacional da Peneda-Gerês começa a encher-se de cor e de formas adormecidas durante a Longa Noite, tal como os belos Narcissus triandrus ou 'Campanários'.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Às portas da Primavera temos dias de céu pouco nublado ou limpo no resto da semana nas Minas dos Carris, excepção para o dia 22 de Março que poderá surgir com céu muito nublado. A semana deverá terminar com um belo dia de Sol.
Neste dia percorri os altos de Monserra para chegar à estrada florestal que me levaria a Junceda, segundo depois por carreiros serranos que me levariam ao sopé dos espigões do Pé de Cabril passando pelo Vale do Meio, Manga da Tojeira, Fenteira do Prado e Prado.
O restante percurso passou pela Portela do Confurco, Portela de Leonte, Mata de Albergaria, Estrada da Geira e por parte do traçado do Trilho da Águia do Sarilhão, de volta ao Campo do Gerês.
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O espigão Sul do majestoso Pé de Cabril, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Prevê-se uma semana tranquila em termos meteorológicos para as Minas dos Carris com temperaturas quase primaveris.
A previsão para o dia 25 de Março é só para espicaçar...
O Sábado havia sido de chuva que tornara as paisagens da Serra do Gerês em quadros difusos e cinzentos. Felizmente, as previsões para o diz seguinte mostravam a continuação da trégua, apesar do frio se manter.
Saímos da Portela de Leonte percorrendo o velho e secular caminho pastoril que nos levou ao Prado do Vidoal pela velha calçada e passando pela Chã do Carvalho. Por muitas vezes que se percorra este caminho, a paisagem é sempre algo de deslumbrante, com o Pé de Cabril a dominar o cenário nas primeiras centenas de metros à medida que vamos ganhando altitude e o vale se torna imenso a mergulhar para a Albergaria ou a afundar-se para os lados da vila termal.
Após a subida inicial, os horizontes já se alargam para as vertentes da Serra Amarela, com a Serra de Soajo e a Serra da Peneda a espreitar lá longe no horizonte.
Enquanto os restos de neve não apareciam, os prados mostravam o verde de uma Primavera a bater à porta, com as suas primeiras flores a dominar a paisagem. O granito escuro e húmido dominada os tons que percorriam as paredes alcantiladas da Roca d'Arte e marcavam os cenários para os lados do Pé de Medela e Carris de Maceira, escurecendo também os recantos sombreados do Cântaro.
Ladeando o Outeiro Moço, seguimos em direcção à Preza, onde o imenso Vale de Teixeira se derramava aos nossos pés. Deixando o colo, seguimos então para mais uma subida que nos levaria à Chã da Fonte e depois à Fonte da Borrageirinha, antes de nos maravilharmos com as peculiaridades das seculares erosões que moldaram o Arco do Borrageiro, velho motivo de muitos postais do 'Gerês termal'.
Deste ponto ao Alto do Borrageiro, foram surgindo os restos dos nevões que aqui e ali, compunham grandes camadas de neve que resistia, ora à chuva, ora a dia mais amenos.
O Alto do Borrageiro está dominado pelo secular marco geodésico (a merecer uns retoques que o componham à sua anterior beleza) e pela decrépita velha torre de comunicações rádio que por ali vai ficando em desuso.
Atingido o ponto mais elevado caminhada, iniciamos a «descida» para o Curral de Rocalva através de pequenas corgas e passando pela Chã de Roca Negra, com o seu alagado abrigo pastoril. A Rocalva começava a surgir no nosso horizonte, altaneira e dominadora da paisagem que se alarga já para as terras do Reino Maravilho de Miguel Torga. Ao fundo, a silhueta da Serra do Larouco marcava o limite do visível e a meio o colosso de Borrageiros mantinha-se de guarda, silencioso.
O já merecido descanso surgiu finalmente no abrigo de Rocalva, por entre conversas sobre a História e o viver das gentes da serra.
Iniciamos o regresso seguindo pela vertente Poente da Mourisca e passando ao lado da Lameira da Mourisca, até tomar o carreiro vindo do Prado do Conho. Este troço de caminho proporciona uma visão ímpar sobre o Vale de Fechinhas, as Velas Brancas e os cabeços de Porta Roibas, passando por pequenos recantos e prados escondidos.
Seguindo em direcção à Lomba de Pau, o resto do percurso leva-nos próximo das Torrinheiras e da Chã de Gralheiras, passando as Lamas de Borrageiro antes de iniciar a descida para a Chã da Fonte. Aqui, seguimos depois para o Enfragadouro através de um carreiro que nos levará ao Colo da Preza, já no sentido inverso para o Vidiol e Leonte.
Ficam algumas fotografias do dia...
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)