sexta-feira, 13 de junho de 2014

Um cheirinho do dia de hoje...


Do dia de hoje fica esta foto... amanhã haverão mais...

Fotografia © Rui C. Barbosa

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Cambalhão versus Camalhão


Todos sabemos que a toponímia é uma marca importante da história e da etnografia de cada região e a Serra do Gerês não é excepção.

Por outro lado, sabemos que existem verdadeiras aberrações que por vezes são eternizadas quer pelas populações quer pelos próprios amantes da Serra do Gerês, e nomes como 'Cascata do Tahiti' ou como 'Cascata Dulce Pontes', são quase dados como adquiridos, esquecendo-se a verdadeira toponímia geresiana (nestes dois casos, Fecha de Barjas e Cascata Cela Cavalos, respectivamente).

Por outro lado, são as próprias cartas militares a levar em erro a utilização de topónimos que se vão mantendo devido à sua semelhança com o topónimo original ou mesmo a confusão da transmissão oral do topónimo. Um caso destes é o Curral do Camalhão o qual muitas vezes é designado como 'Cambalhão'.

Fotografia © Rui C. Barbosa

domingo, 8 de junho de 2014

A passagem do tempo na Serra do Gerês


Timelapse - PNPG "Sombrosas e Prados da Messe" from ptimelapse on Vimeo.

Este vídeo foi produzido pelo Paulo Ferreira e mostra-nos a Natureza de uma maneira que não conseguimos ver à nossa escala temporal.

Vídeo © Paulo Ferreira

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Jovens e Tradição, um paradoxo ou uma questão de aplicação?


Como os leitores do blogue sabem, este é também um espaço onde defendo as minhas causas e por vezes publico temas que não estão relacionados com o tema principal do blogue.

A propósito da polémica 'Corrida do Porco Preto', recebi uma carta por parte do Presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária Carlos Amarante, que aqui reproduzo na íntegra.

Foi-me gratificante ler estas linhas porque vinda de um jovem, faz sempre renascer a esperança que o futuro posa ser menos sombrio para todos os habitantes deste planeta...


Carta Aberta do Presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária Carlos Amarante

Jovens e Tradição, um paradoxo ou uma questão de aplicação?


Escrevo este artigo enquanto jovem de hoje e cidadão preocupado com o rumo que a minha cidade pode levar. Assumo ainda uma posição de representante de uma associação juvenil, razão pela qual a salvaguarda do legado que se deixa aos adultos de amanhã é, a meu ver, imperial.

Penso que é unânime o sentimento que todos nutrem por uma Braga melhor, um país melhor, um futuro melhor. E, é no pensamento e na lógica de que grandes mudanças começam com pequenos passos, que se enquadra o tema que abordado neste artigo de opinião, a revolta contra a realização da “corrida do porco preto” nas festividades do S. João de Braga.

Situando temporalmente, este é um evento que já não ocorre desde 1916, ou seja, há cerca de um século. Historicamente, é também fácil depreender que o panorama social, desde costumes a ideologias, vivido na altura era completamente distinto do atual. Portanto, qual a razão que leva a uma reposição desta corrida?

Os responsáveis pelo evento, entre os quais o Dr. Rui Ferreira, afirmam que é uma forma de trazer à comemoração deste feriado uma componente simbólica e tradicional da cidade de Braga. Mas, fará este argumento algum sentido?!

Como é do conhecimento geral, nas últimas décadas, tem-se dado em Portugal e , consequentemente na nossa região, um aumento exponencial do número de cidadãos com acesso à Educação. Com isto podemos hoje afirmar que temos um país muito mais instruído que em 1916 (aquela data referente à última realização desta corrida), através de uma Escola, que para além de competências específicas, serve para formar adultos responsáveis, cultivando neles valores como o respeito, a honestidade, a dignidade. E, agora pergunte-se: qual destes valores, que parte desta evolução está retratada num evento que tem como base a humilhação de um ser vivo, um animal?

Nenhum. É incoerente que numa altura em que milhares de famílias cortam o seu orçamento em dezenas de aspetos, nunca o aplicando ao que toca à educação dos seus filhos, nós, jovens, tenhamos de deparar na nossa cidade com evento cruéis e sem fundamento como este. Fomos educados a respeitar tudo e todos, a aceitar e a promover a diferença. Contudo, os responsáveis máximos pela nossa cidade oferecem-nos, em vez bons exemplos (como maior acesso à cultura para jovens ou espetáculos que promovam valores nobres), atos desrespeitosos para com um animal, justificando-o com o simples argumento de que se trata de uma tradição.

De más tradições está a História humana marcada e se há algo que diferencia o Homem dos restantes animais é a sua capacidade de agir e não apenas reagir, de aprender com os erros do passado em ordem a não cometê-los de novo no futuro. E, retomando o título, nós, Jovens, somos a favor da retoma de tradições exemplares, tradições que não tenham como objetivo denegrir o próximo, contudo, não contem connosco para voltar a cometer erros que já levaram a nossa sociedade a climas abismais, como a falta de respeito perante outro ser vivo. Porque nós somos o futuro, porque nós somos a próxima geração, chegou o tempo de dizer basta a certas chamadas tradições, para que nasça um novo mundo onde a felicidade seja alcançável para todos sem que exista a necessidade de desonrar algo ou alguém!


Bruno Gonçalves, Presidente da Associação de Estudantes da ESCA

quarta-feira, 4 de junho de 2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

Faleceu o Eng. Virgílio de Brito Murta


É com pesar de soube do falecimento do Eng. Virgílio de Brito Murta no passado dia 30 de Maio.

Além de servir noutros complexos mineiros, Virgílio de Brito Murta teve um papel importante no desenvolvimento no complexo mineiro dos Carris nos anos 50. É de sua responsabilidade o projecto e construção do principal poço mineiro, obra que considerava uma das mais importante feitas em toda a sua vida. Durante algum tempo foi também Director Técnico das diferentes concessões mineiras nos Carris.

Virgílio de Brito Murta foi também um importante colaborador no livro "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês" para o qual teve a amabilidade de ceder várias fotografias e testemunhos escritos.

Aproveito a oportunidade para enviar as minhas condolências à sua família.

Fotografia © Rui C. Barbosa

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Protesto contra a taxa de acesso à Mata de Albergaria


Teve lugar no dia 1 de Junho uma manifestação contra o pagamento da taxa de acesso à Mata de Albergaria, Serra do Gerês, Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Este foi num movimento popular contra a cobrança de mais uma taxa injusta e que só serve para enganar o povo e desviar recursos para tapar outros buracos do Estado esbanjador e que vive acima das suas possibilidades. Sim! É o Estado que vive acima daquilo que pode e não o povo!

Estiveram presentes algumas dezenas de populares do Gerês bem como o Movimento Alternativa Socialista que mostrou o seu apoio à luta das populações do Parque Nacional.
 
A taxa de acesso à Mata de Albergaria é cobrada sobre o pretexto de que o dinheiro recolhido serve para uma melhor gestão e preservação dessa importante reserva biogenética. Assim o diz a portaria que regulamenta tal taxa! Porém, e desde que foi implementada, tem-se assistido ao abandono da Mata de Albergaria, zona de extrema importância para o nosso único Parque Nacional, com o consequente declínio da sua qualidade como importante reserva e com o aparecimento de espécies invasoras, tais como as mimosas, verdadeiro flagelo desta área protegida!

Perguntou-se então 'para onde vão os euros do Gerês?'

Na notícia publicada na edição on-line do Jornal de Notícias, Rogério Rodrigues, director das áreas protegidas do Norte, refere que este ano a Mata de Albergaria será objecto de uma intervenção de beneficiação orçada em 70 mil euros, verba essa "quase exclusivamente" resultante das "portagens" de 2013, ano no qual foram arrecadados 63 mil euros! Além de ser conveniente surgir uma 'intervenção de beneficiação' quando esta problemática é levantada num protesto popular, é por demais justo questionar 'E então onde andam as portagens arrecadadas entre 2007 e 2012?' Porque não houve intervenção na Mata de Albergaria em anos anteriores e em especial em 2012 quando se sabe de forma não oficial que as portagens teriam rendido cerca de 75 mil euros? 'Onde param os euros do Gerês?'

Ainda segundo Ricardo Rodrigues, o objectivo do pagamento da taxa de acesso é de "alguma forma contribuir para um menor fluxo motorizado" naquilo a que classifica como horas de ponta as quais foram determinadas como sendo entre as 11.00 e as 18.30. Ora se em 100 carros, um deles não entrar ninguém pode negar que o fluxo é menor, isso é certo! De forma coincidente este é o período na qual se dá a cobrança não porque haja mais circulação automóvel, mas sim porque a grande maioria dos funcionários que faz essa tal cobrança desloca-se de zonas muito afastadas dos locais de portagem, com alguns elementos a virem de Vila Real!!! Anteriormente, o período de cobrança ocorria entre as 10.00 e as 19.00 (ou 19.30 aos fins-de-semana!) mas nesta altura eram jovens das aldeias próximas que participavam neste processo de cobrança!!! De forma a reduzir os custos que eram inerentes à utilização dos jovens nos três prontos de cobrança, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas decidiu socorrer-se dos seus funcionários nos quadros de mobilidade especial. Porém, facilmente podemos imaginar quais os custos inerentes às deslocações destes funcionários provenientes de locais muito afastados da Serra do Gerês. Por serem de locais muito afastados da Serra do Gerês, estes funcionários têm de se deslocar para as suas residências o que implica o encerramento do período de cobrança às 18:30.


Convém salientar que não é o pagamento de taxa o factor regulador do trânsito pois este pode ser regulado tendo no terreno uma forte presença de uma fiscalização que não existe no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Esta área protegida tem um número reduzido de Vigilantes da Natureza que não se limitam somente à vigilância do nosso único parque nacional, mas também a vastas áreas em todo o Minho e parte de Trás-os-Montes, áreas estas incluídas na Rede Natura 2000. Assim, estes mesmos Vigilantes da Natureza são eles próprios vítimas da falta de investimento do Estado nas nossas áreas protegidas com os fundos a serem desviados para o pagamento de dívidas criadas pela falta de ética e pela falta de vergonha política!
 
Recorde-se também que recentemente o Governo anunciou que estarão menos homens disponíveis para a vigilância dos incêndios nas nossas áreas protegidas. Inacreditavelmente, o Parque Nacional da Peneda-Gerês irá ter menos 108 homens nas suas equipas de vigilância e intervenção.

Este é o resultado de uma governação que vê o Ambiente e a Protecção da Natureza através do prisma de um capitalismo feroz e de um neoliberalismo que tudo destrói da sua ânsia do lucro. Este é o resultado de um total desinvestimento e de 3 anos de troika num país no qual todos os seus recursos são canalizados para o pagamento de uma dívida que não foi contraída em novo do povo, mas sim para pagar as negociatas do grande capital!





Fotografias © Sílvia Carvalho

Lixo e vandalismo nos Prados da Messe


Recentemente os Prados da Messe foram palco de uma verdadeira farra que terminou com uma grande quantidade de lixo e com vandalismo dentro e fora dos abrigos.

Nas palavras do autor das fotografias "os prados apresentavam aquela sujidade das fotos, além de uma desarrumação total dentro e fora do abrigo com os tachos e loucas espalhadas e por lavar. Literalmente usaram, desarrumaram e saíram..."

De tempos a tempos a Serra do Gerês é visitada por pessoas cuja consciência sobre o local onde se encontram é extremamente reduzida e o resultado é o que se pode ver nas fotografias desta publicação.

Caso alguma vez se deparem com este tipo de situações, devem reportá-la às autoridades competentes (GNR / SEPNA), ao PNPG ou mesmo às respectivas vezeiras que certamente saberão quais as medidas a tomar perante tais pessoas...


Fotografias © Carlos Dias

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Manifestação contra o pagamento da taxa de acesso à Mata de Albergaria


No próximo dia 1 de Junho terá lugar a partir das 15:00 em Leonte, Serra do Gerês, uma manifestação contra o pagamento da taxa de acesso à Mata de Albergaria.

Mais uma vez a sociedade civil se levanta num movimento popular contra a cobrança de mais uma taxa injusta e que só serve para enganar o povo e desviar recursos para tapar outros buracos do Estado esbanjador e que vive acima das suas possibilidades. Sim! É o Estado que vive acima daquilo que pode e não o povo!

A taxa de acesso à Mata de Albergaria é cobrada sobre o pretexto de que o dinheiro recolhido serve para uma melhor gestão e preservação dessa importante reserva biogenética. Assim o diz a portaria que regulamenta tal taxa. Porém, e desde que foi implementada, tem-se assistido ao abandono da Mata de Albergaria com o consequente declínio da sua qualidade como importante reserva e com o aparecimento de espécies invasoras, tais como as mimosas!

Pergunta-se então 'para onde vão os euros do Gerês?'

Na notícia publicada na edição on-line do Jornal de Notícias, Rogério Rodrigues, director do PNPG, refere que este ano a Mata de Albergaria será objecto de uma intervenção de beneficiação orçada em 70 mil euros, verba essa "quase exclusivamente" resultante das "portagens" de 2013, ano no qual foram arrecadados 63 mil euros! Além de ser conveniente surgir uma 'intervenção de beneficiação' quando esta problemática é levantada, é por demais justo questionar 'E então onde andam as portagens arrecadadas entre 2007 e 2012?' Porque não houve intervenção na Mata de Albergaria em anos anteriores e em especial em 2012 quando se sabe de forma não oficial que as portagens teriam rendido cerca de 75 mil euros? 'Onde param os euros do Gerês?'

Ainda segundo Ricardo Rodrigues, o objectivo do pagamento da taxa de acesso é de "alguma forma contribuir para um menor fluxo motorizado" naquilo a que classifica como horas de ponta as quais foram determinadas como sendo entre as 11.00 e as 18.30. Ora se em 100 carros, um deles não entrar ninguém pode negar que o fluxo é menor, isso é certo! No entanto, não existe algum estudo que prove que o fluxo de veículos é mais intenso dentro desse período. Aliás, de forma coincidente este é o período na qual se dá a cobrança não porque haja mais circulação automóvel, mas sim porque a grande maioria dos funcionários que faz essa tal cobrança desloca-se de zonas muito afastadas dos locais de portagem, com alguns elementos a virem de Vila Real!!! Anteriormente, o período de cobrança ocorria entre as 10.00 e as 19.00 (ou 19.30 aos fins-de-semana!) mas nesta altura eram jovens das aldeias próximas que participavam neste processo de cobrança!!! Assim, não existe qualquer base ou estudo que possa levar a essa conclusão a não ser o que foi aqui explicado ou então a constatação do senso comum de que ninguém faria cobrança de portagem no período após as 20.00 ou período nocturno!!!

Convém salientar que não é o pagamento de taxa o factor regulador do trânsito pois este pode ser regulado tendo no terreno uma forte presença de uma fiscalização que não existe no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Esta área protegida tem um número reduzido de Vigilantes da Natureza que não se limitam somente à vigilância do nosso único parque nacional, mas também a vastas áreas em todo o Minho e parte de Trás-os-Montes. Assim, estes mesmos Vigilantes da Natureza são eles próprios vítimas da falta de investimento do Estado nas nossas áreas protegidas com os fundos a serem desviados para o pagamento de dívidas criadas pela falta de ética e pela falta de vergonha política!

Onde param os euros do Gerês???

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Contra a 'Corrida do Porco Preto' nas Festas de S. João em Braga


Como cidadão bracarense, mas acima de tudo como ser humano, não posso deixar de fazer referência a este vil evento que algumas almas iluminadas querem ressuscitar para as Festas de S. João em Braga.

Como sabem, este é também um blogue de causas e a causa da defesa dos animais esteve sempre aqui presente, como tal a referência a esta abjecção.

Na apresentação do programa das Festas de S. João de Braga para o ano de 2014, foram apresentadas algumas novidades que vê adicionar brilho e cor a estas festas. Porém, uma destas actividades pretende fazer regressar Braga à Idade Média, a uma época de trevas onde a consciência humana atingiu uma negritude jamais vista.

As Festas de S. João são o postal ilustrado da cidade de Braga e um momento de convívio e confraternização humana de toda a cidade e região.

Estas festas não podem ser um palco de crueldade e a 'Corrida do Porco Preto' é um acto medieval não compatível com uma cidade que se quer moderna e civilizada!

Braga é uma cidade do Sec XXI não do Sec XII.

Assim, apelo desde já a todos os leitores deste blogue para que assinem a petição Pelo cancelamento da 'Corrida do Porco Preto' nas Festas de S. João em Braga e que apoiem o movimento no facebook Contra a 'Corrida do Porco Preto' nas Festas de S. João de Braga.

Desde já o meu profundo agradecimento e gratidão pelo vosso apoio a esta causa!

Expedição às Minas dos Carris


Quantos de vós já visitaram as ruínas das Minas dos Carris e se sentiram no meio de um cenário de mistério e deslumbramento? E ainda quantos de vós conhecem a história daquele local e sabem a utilidade de cada um daqueles edifícios?

Pois bem, o Parque de Campismo de Cerdeira irá levar a cabo mais uma Expedição às Minas dos Carris no dia 7 de Junho de 2014 e durante esta expedição os participantes terão a oportunidade exclusiva de ser acompanhados com um guia que irá explicar toda a história e os mistérios daquele lugar.

O programa incluí o transporte entre o Parque de Campismo de Cerdeira e a Portela do Homem, o acompanhamento exclusivo de um guia até às Minas dos Carris, a visita ao local, a travessia para as Minas das Sombras, e o transporte entre as Minas das Sombras e o edifício termal em Torneiros (Lobios) onde os participantes terão a oportunidade de relaxar na piscina interior das termas. O programa inclui ainda o transporte de volta para o Parque de Campismo de Cerdeira e o jantar no restaurante do parque.

Esta é uma oportunidade única que os amantes da montanha e do Parque Nacional da Peneda-Gerês não devem deixar escapar.

Para mais informações devem visitar a página do Parque de Campismo de Cerdeira.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Matança, um orónimo geresiano


Em toda a sua riqueza, a Serra do Gerês guarda inúmeros tesouros que nos ajudam a compreender a simbiose que existe entre a serra e o Homem. De uma ocupação milenar ficaram testemunhos espalhados por toda a área da Serra do Gerês desde as suas pitorescas aldeias, passando pela monotonia caótica das suas encostas, até aos píncaros serranos.

Testemunhos dessa milenar convivência é a profusão de orónimos (topónimos) peculiares semeados por todos os recantos. Um desses orónimos é 'Matança' para os lados de Lamalonga.

No seu livro "Para que a memória não se apague" (Dezembro de 2013, Edição de autor), Fernando Guimarães, refere uma possível origem para esta designação aos nos explicar a origem do próprio orónimo 'Gerês'. Citando na pág. 55 um manuscrito de 1744 do Padre Diogo Martins Pereira, refere que:

"Outrora era Jurês por vir de juramento: "E seria na ocasião que o príncipe Dom Pelágio, se viu, favor vindo do Céu nas Covas de Oviedo, quando as setas que contra ele aos seus atiravam os mouros, as mesmas que atiraram e se feriam e matavam e os muitos mouros que ali escapavam se vieram ou se viriam com esta serra em paradeiro fazendo nela vários redutos e cateteres no áspero da mesma serra, donde os cristãos os expulsaram e fizeram retroceder até Matança, onde lhe deram batalha, e por isso lhe deram o nome de Matança pelos muitos que ali mataram, donde não puderam entrar nesta freguesia, a qual tinham extremado ódio, sendo este ódio comum contra toda a cristandade que vivia nas Espanhas (...)"

Em tempos contaram-me uma outra explicação para o orónimo Matança, estando este possivelmente relacionado com o roubo do gado por parte das gentes da Galiza e que naquele local, em certo dia, teriam sido surpreendidos pelas gentes locais, tendo-se travado uma luta na qual teria resultado uma matança desses ladrões.

E é assim que esta montanha nos vai prendendo e oferecendo os seus segredos a quem a deseja conhecer cada vez melhor.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Cobrança da taxa de acesso à Mata de Albergaria



No dia 1 de Junho de 2014 começa a cobrança da taxa de acesso à Mata de Albergaria.

Esta taxa de acesso aplica-se aos veículos motorizados e tem um valor de €1,50 por dia. Segundo a Portaria n.º 31/2007, de 8 de Janeiro, que veio fixar a taxa de acesso, esta tem por objectivo assegurar a preservação dos frágeis ecossistemas que caracterizam a Mata de Albergaria ao se aplicar medidas que passariam pela sustentabilidade da gestão dos recursos naturais, sujeitando a sua utilização ao pagamento de uma taxa de acesso, de acordo com o princípio do utilizador-pagadar.

Porém, a única medida que foi efectivamente aplicada foi a cobrança de uma taxa de acesso. A mesma Portaria n.º 31/2007, de 8 de Janeiro, refere que a taxa de acesso constitui receita própria do Instituto da Conservação da Natureza (actual Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), devendo ser afecta a acções de gestão e conservação da biodiversidade na Mata de Albergaria.

Desde então, que este objectivo nunca foi cumprido. Mais uma vez, o Estado não cumpre o seu dever de preservar os ecossistemas que caracterizam a Mata de Albergaria e na actualidade dá-se um total desinvestimento e abandono daquela zona (e da área do Parque Nacional da Peneda-Gerês em geral), com as taxas arrecadadas a serem aplicadas fora do objectivo que serve para a sua eventual cobrança e perdendo-se num buraco sem fundo nos ministérios de Lisboa.

É por esta razão que devemos mostrar o nosso descontentamento por estes factos e é por esta razão que estarei na tarde do dia 1 de Junho na Portela de Leonte a protestar contra a cobrança dessa taxa!

Fotografia © Rui C. Barbosa

Aves de Barroso


O anuncio surge aqui um pouco em cima da hora, mas para aqueles que se interessam, decorre hoje, dia 27 de Maio, pelas 21:00 a formação "Aves de Barroso" no Espaço Padre Fonte do Ecomuseu de Barroso.

A formação será dada por Paulo Belo.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

...uma árvore na sua beleza eterna.


...uma árvore na sua beleza eterna, na Corga do Cagarouço - Serra do Gerês. As fotografias foram tiradas em dias diferentes entre os anos de 2009 e 2014.


Fotografias © Rui C. Barbosa