quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Notas históricas (LVI)

Carris, 15 de Janeiro de 1958

A 15 de Janeiro de 1958 são enviados para o governo da nação a proposta de Luís Anibal Teixeira de Sá Fernandes como novo Director Técnico da concessão da Corga das Negras bem como o respectivo termo de responsabilidade. Luís Anibal Teixeira de Sá Fernandes já havia sido anteriormente proposto pela Sociedade das Minas do Gerês Lda. como Director Técnico do Salto do Lobo.

O parecel favorável seria dado na semana seguinte.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

Minas das Sombras e mais além... (II)

Sombras, 6 de Agosto de 2006

Estão encerradas as inscrições para a caminhada que terá lugar no próximo dia 24 de Janeiro e na qual se pretende percorrer o trilho entre a Ermida de Na. Sra. do Xurés (Vilaméa) e as Minas das Sombras.

Brevemente serão publicadas as informações relativas aos horários desta caminhada histórica.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

Carris, 11 de Janeiro de 2008

Carris, 11 de Janeiro de 2008

Agradeço ao José Moreira e à Guida pelo envio das fotografias da sua subida e das Minas dos Carris após o último nevão. Uma paisagem já minha conhecida mas que é sempre bom reviver e que este ano me escapou! Ficam as fotografias...

Fotografias: © José Moreira

domingo, 11 de janeiro de 2009

Notas históricas (LV)

Carris, 12 de Janeiro de 1966

Após a demissão de José Sá Fernandes como Director Técnico das diferentes concessões mineiras das Minas dos Carris, a Sociedade das Minas do Gerês Lda. apresenta a proposta de um novo Director Técnico a 12 de Janeiro de 1966 com o nome de Virgílio de Brito Murta. Após aprovação governamental, Virgílio de Brito Murta manter-se-á no cargo até Novembro de 1970.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

A seguir com interesse...

Uma notícia do PÚBLICO a seguir com interesse http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1355711&idCanal=92

Novo nevão em Carris... (III)

Só uma pequena nota a mais dois relatos que surgiram relacionados com o nevão que cobriu o Norte de Portugal no dia 9 de Janeiro e cujas consequências ainda se fazem sentir.

A leitora Sílvia Carvalho relatou o facto caricato de ter demorado várias horas a percorrer a estrada entre Vieira do Minho e Braga pois em parte da estrada o trânsito circulava demorado devido ao facto de um carro que se deslocar a baixa velocidade tinha a mala aberta a partir da qual alguém lançava sal à mão para a estrada já cheia de neve e gelo.

Uma situação semelhante foi testemunhada pelo leitor José Moreira quando no dia 10 de Janeiro pela manha se deslocava para a fronteira da Madalena. Vários quilómetros antes havia encontrado um veículo da Brigada de Trânsito tripulado por dois militares e que se encontrava estacionado na berma da estrada. Após parar e segurar o seu veículo, o leitor deslocou-se aos dois militares para lhes solicitar informações. Um dos militares parecia entretido com um jogo no seu telemóvel enquanto que o outro, de forma enfadonha por ter de abrir a janela do veículo, lá falou com o leitor que lhe solicitou informações acerca do estado das vias. A resposta não podia ser mais elucidativa pois José Moreira foi aconselhado a deslocar-se ao posto mais próximo dado que aquela brigada não possuía qualquer informação relativa ao estado das estradas da região.

Ainda segundo as palavras de José Moreira, posso concluir que a Protecção Civil terá adoptado uma nova técnica de espalhar sal pelas estradas nacionais pois este leitor testemunhou um veículo todo-o-terreno a espalhar o sal com um membro a conduzir a baixa velocidade e um outro na traseira do veículo a espalhar à mão o sal na estradas. Segundo se consta, os portugueses utilizam mais sal nos seus cozinhados do que aquele que era espalhado na estrada...

Continuo a aguardar com interesse os vossos relatos acerca do último nevão e anseio as primeiras fotografias de Carris nesta época!

Novo nevão em Carris... (II)

Após consultar o sítio da Protecção Civil fiquei a saber que a Estrada Nacional EN 308-1 entre Vilar da Veiga e a Portela do Homem continua encerrada devido à presença de neve e gelo. Assim, para quem queira ter acesso à Portela do Homem recomendo o acesso por Espanha entrando no país vizinho pela fronteira da Madalena e depois dirigindo-se para Lobios, Vilaméa, Torneiros e Portela d'Home. Aqui as estradas estão limpas e desimpedidas pois por aquelas bandas há pessoas que trabalham atempadamente e antecipam as condições atmosféricas.

As imagens nesta entrada do blogue foram enviadas pelos leitor Ricardo Melo e mostram o estado da estrada nacional que liga a Portela de Leonte à Portela do Homem. Fica aqui também parte da sua descrição do cenário que encontrou...

"Cheguei há pouco a casa depois de ter ido ver a neve na Vila do Gerês e em Leonte. Como as condições da estrada eram muito más, pois havia muito gelo, acabei por deixar o carro na zona alta da Vila (400m) e fui a pé até Leonte (862m - no meu GPS, com uma margem de erro de 4 metros, marcou 880m). Foi o melhor que se pôde arranjar pois a minha intenção era ter ido aos Carris mas a sensatez, como sempre deve ser, imperou! Só vi dois Todo Terreno parados em Leonte e um responsável do PNPG (numa pick-up) que veio perguntar se algum dos veículos era meu - "Está lá atrás um sinal de proibido!" - retorquiu ele e lá seguiu o seu caminho até à Portela do Homem. (Eram 12h-30m).

Segundo informações que recolhi num café, e apesar de ter nevado na Vila três vezes em Dezembro, a acumulação de ontem já não acontecia há mais de 20 anos. Tinha cerca de 6cm na parte alta da Vila e 10cm em Leonte."

Fotografias: © Ricardo Melo

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Novo nevão em Carris...

Tal como já era de prever, Portugal continental foi atingido por uma massa de ar polar que originou baixas temperaturas e queda de neve em quase todo o território nacional.

Mais uma vez assistimos às infelizes cenas de carros bloqueados na neve e no gelo, estradas cortadas, serviços afectados... Mais uma vez as populações ficam afectadas pelo mau tempo porque ninguém dos governantes deste país foi capaz de ler a porcaria dos jornais, de ver os nossos bons noticiários ou de ter o trabalho de pedir informações aos Instituto de Meteorologia sobre a possibilidade da ocorrência destas condições... Mas enfim... adiante!

Provavelmente devido a compromissos profissionais não me será possível em tempo útil visitar a Serra do Gerês e mais precisamente as Minas dos Carris. Assim, se algum dos leitores tiver a felicidade de se proporcionar a uma bela caminhada este fim-de-semana, este blogue fica desde já aberto para os vossos registos fotográficos devidamente inseridos no tema...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Notas históricas (LIV)

Carris, 8 de Janeiro de 1958

Em Julho de 1950 o Eng. Eurico Lopes da Silva assume a direcção técnica das conceções mineiras exploradas pela Sociedade das Minas do Gerês Lda. (Salto do Lobo, Lamalonga n.º 1, Corga das Negras n.º 1 e Castanheiro). Irá permanecer no cargo por quase oito anos, assistindo à fase de maior actividade mineira na região.

Com a queda do valor do volfrâmio após a Guerra da Coreia, o mercado internacional deste minério estagna e a actividade mineira nas Minas dos Carris é suspensa.

A 8 de Janeiro de 1958 o Eng. Eurico Lopes da Silva apresenta a sua demissão como Director Técnico das referidas conceções, sendo posteriormente substituído pelo Eng. Luíz Anibal Teixeira Sá Fernandes.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Minas das Sombras e mais além...

Sombras, 12 de Abril de 2004

O blogue Carris vai organizar uma caminhada histórica às Minas das Sombras localizadas na galega Serra do Xurés. A caminhada terá lugar no Sábado, dia 24 de Janeiro, e irá percorrer o trilho entre a Ermida de Na. Sra. do Xurés (Vilaméa) e as Minas das Sombras.

A história das Minas das Sombras perde-se pelos vales da montanha e na memória dos povos, e está será uma oportunidade para conhecermos melhor aquele antigo complexo mineiro contemporâneo das Minas dos Carris.

A inscrição é gratuita e limitada a 10 pessoas.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

Notas históricas (LIII)

Carris, 6 de Janeiro de 1966

Em meados da década de 60 do século passado, a exploração mineira em Carris estava suspensa por falta de rentabilidade e o complexo era guardado por um ou dois guardas permanentes. A degradação dos edifícios mineiros começara e a empresa britânica Mason & Barry (uma das partes da Sociedade das Minas do Gerês Lda.) havia comunicado ao então Director Técnico, Eng. Luís A. T. Sá Fernandes, em Dezembro de 1965 pela voz do seu gerente, Gregório Pereira Rodrigues, que não pretendia pagar os seus honorários.

Encontrando-se numa situação ilegal, a Sociedade das Minas do Gerês Lda. é solicitada a 6 de Janeiro de 1966 a apresentar um novo Director Técnico por parte do Chefe de Repartição de Minas do Ministério da Ecónomia.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Notas históricas (LII)

Carris, 2 de Janeiro de 1946

A 2 de Janeiro de 1946 a Sociedade Mineira dos Castelos, Lda., detentora do alvará de concessão da mina do Salto do Lobo, propunha como novo Director Técnico o Engenheiro Pedro Simões em substituição do Engenheiro Francisco Silva Pinto.

O Engenheiro Pedro Simões manter-se-ia neste cargo até finais de Março de 1946.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

sábado, 3 de janeiro de 2009

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Novo Ano, Novas Pesquisas

Carris, 20 de Maio de 2008

Com o começo de um novo ano fazemos sempre planos para os dias que virão. Sendo esta uma investigação levada a cabo a nível particular, pois assim não estou limitado e submetido a pretensões políticas e só tenho de dar contas a mim próprio e aqueles com os quais me comprometi para fazer com a História das Minas dos carris não fique esquecida, pretendo levar a cabo uma série de pesquisas que poderão ajudar a trazer à luz-do-dia alguns dos mistérios que ainda envolvem estas minas.

A História das Minas dos Carris é ainda muito obscura em certos aspectos. Várias pessoas com quem falo acerca destas minas, referem o facto de elas nunca terem sido rentáveis e de que todo o complexo serviu apenas de fachada para um apoio da governação de Salazar ao Caudilho. Por outro lado, o complexo terá servido no pós-25 de Abril como via de fuga para Espanha de muitas pessoas relacionadas com o antigo regime, fuga esta à guarda de uma importante família do Porto.

Outro aspecto interessante e pouco conhecido é o destino da maior parte da maquinaria que existia em Carris. Segundo algumas fontes, toda a maquinaria pesada terá sido retirada de Carris por um dos sócios da Sociedade das Minas do Gerês Lda. em finais dos anos 70 do século passado e vendida para sucata, explicando-se assim o início da degradação em grande escala dos edifícios industriais mineiros, pois não terá havido o cuidado de desmantelar as mesmas máquinas tendo sido possivelmente retiradas pelos telhados o que implicaria a sua destruição e a criação de um caminho aberto aos elementos.

Uma outra questão que se pode colocar é o papel do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) na (não)conservação dos edifícios mineiros. Se por um lado as minas terão sido (e ainda o são apesar de o PNPG o negar) um foco de poluição, as minas foram um ponto importante na economia da região e as suas infra-estruturas poderiam ter sido utilizadas para estudos em altitude ou mesmo para a criação de abrigos de montanha. É legítimo perguntar por que razão o PNPG não possui um registo histórico sobre as minas? Por que razão aquela zona foi durante anos abandonada pelo PNPG? Certamente são perguntas que nunca terão resposta num país onde a incompetência nunca é julgada...

...e é assim, ficamos nós para escrever a História que alguém um dia quiz apagar.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Carris, Janeiro de 2007

Carris, 27 de Janeiro de 2007

Começo 2009 com as recordações da 100ª caminhada às Minas dos Carris através da objectiva de Diogo Manso. Feliz 2009 para todos!...

Fotografias: © Diogo Manso