segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Um ano de registos meteorológicos nos Carris

 


O dia 5 de Outubro de 2026 assinala o primeiro aniversário da instalação da Estação Meteorológica Experimental dos Carris.

A Estação Meteorológica Experimental dos Carris pode ser seguida aqui.

Ao longo do último ano a Estação tem proporcionado registos meteorológicos únicos da Serra do Gerês, sendo uma das estações meteorológicas mais seguidas.

A fotografia mostra paisagem vista das Minas dos Carris na manhã do dia 5 de Outubro de 2026, com o Pico da Nevosa e a Garganta das Negras. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC

domingo, 4 de outubro de 2026

Lago Marinho a 4 de Outubro de 2026

 


Esta fotografia do Lago Marinho, Serra do Gerês, foi feita a 4 de Outubro de 2026 e será um dos melhores exemplos de como o ano tem sido seco.

O Lago Marinho é uma memória da última época glaciar. Local único no Parque Nacional da Peneda-Gerês, segundo Carlos M. Ribeiro está "(...) situada no sector sudeste da Serra do Gerês, dentro da bacia de drenagem do ribeiro do Couce (afluente do rio Cabril), a Lagoa do Marinho é uma área endorreica - o escoamento das águas faz-se através de uma depressão interior, sem saída para o mar. 

Parte da sua área envolvente está ocupada por uma moreia terminal em forma de arco. Para os menos conhecedores da matéria, as moreias são um amontoado de sedimentos com diversas dimensões, que foram transportados e acumulados pelo glaciar à frente e aos lados da língua glaciar, até quando e onde este se fundiu. Quando observadas ao pormenor, permitem a reconstituição do movimento glaciar, e são um indicador fundamental dos limites de máxima extensão da glaciação. Significa isto que, o limite de um dos glaciares que ocupou a Serra do Gerês, foi a Lagoa do Marinho. 

Com uma orientação nne-ssw, esta é ocupada por uma turfeira com cerca de 100 metros de comprimento por 50 metros de largura. A título de curiosidade, as turfeiras são habitats naturais de elevado valor biológico que ocorrem em biótopos permanentemente encharcados. São consideradas um dos maiores reservatórios de carbono do planeta, e a acumulação do CO2 é vista como uma das alternativas para atenuar o aquecimento global - na sua maioria são atapetadas por musgos (género Sphagnum), onde coexistem também bolas de algodão (Eriophorum Angustifoliumas), Urzes (Calluna Vulgaris), Tojos (Ulex Minor) e plantas insectívoras como a Orvalhinha (Drosera Rotundifolia). 

Topograficamente, esta lagoa posiciona-se dentro de uma área de relevo aplanado sobre um substracto granítico a cerca de 1200 metros de altitude. (...)."

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)