As silhas e os colmeais são um património edificado importante da Serra do Gerês e que testemunham a presença do urso no território do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
As silhas e os colmeais são um património edificado importante da Serra do Gerês e que testemunham a presença do urso no território do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
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O abrigo pastoril do Prado, Serra do Gerês, memória da vezeira do Campo do Gerês.
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Memória das velhas florestas da Serra do Gerês, podemos ver a caminho do Curral de S. João do Campo, na Portela de Leonte, um belo exemplar de um carvalho que resistiu à passagem dos anos e às investidas monárquicas pela fronteira da Portela do Homem.
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Quando aos narcisos, flor típica de Primavera, surgem as paisagens de Inverno com a neve do cuco.
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Devido à elevada cota da albufeira da Barragem de Vilarinho das Furnas, parte do traçado do Trilho da Água do Sarilhão (PR5 TBR) encontra-se inundado.
Isto acontece nas zonas onde o percurso mais se aproxima do nível máximo da albufeira, nomeadamente na zona de pinhal no Vale de Vilarinho e em parte da Geira Romana onde o traçado do PR5 TBR passa a carreiro pelo bosque na sua subida para a Estrada da Geira.
Na zona de pinhal recomenda-se um desvio pelo arvoredo, enquanto no traçado da Geira Romana recomenda-se a utilização do antigo traçado que sobe directo para a Estrada da Geira após a Milha XXIX.
Esta situação será temporária até à descida da cota da albufeira.
Situação semelhante deverá ocorrer no traçado do Trilho da Serra Amarela (GR34) à sua passagem por Vilarinho da Furna.
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Como quem organiza estas sessões públicas são um bando de desocupados, estes eventos somente são anunciados no dia anterior. Porém, não há que censurar muito, pois quando são as visitas dos Secretários de Estado ou dos Ministros (daqueles que gostam de visitar o Parque Nacional de fato e gravata porque a Casa de Junceda está fechada...), nem anunciadas são...
Assim, para quem tiver oportunidade, a Direção-Geral do Território vai efectuar uma Sessão Pública de Lançamento do PRGP (Programa de Reordenamento e Gestão da Paisagem) das Serras da Peneda-Gerês, no dia 23 de Aabril, entre as 10h30 e as 13h00, no auditório Prof. Emídio Ribeiro, na Vila do Gerês.
Após dias de chuva e neve, as fechas e quedas de água do Parque Nacional estão pujantes de força e de vida, tal como é o caso da Fecha do Arado.
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A paisagem nevada do Planalto da Mourela a 19 de Abril de 2025.
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A caminho de Pitões das Júnias após uma noite de nevada na Serra do Gerês.
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Dia de neve nas Minas dos Carris. A próxima semana teremos dias mais amenos, mas ainda com possibilidade de precipitação.
Uma imagem panorâmica do Prado do Vidoal, Serra do Gerês, em dia de nevada.
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No dia 19 de Abril prevê-se um episódio de queda de neve com uma acumulação de 37 cm nas Minas dos Carris.
Já nos habituamos à burocracia do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e aos (e às) burocratas do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). Infelizmente, e como já referi por várias vezes, em 14 anos perderam-se oportunidades de aprendizagem no convívio com quem vive no Parque Nacional e com quem o visita; é o resultado do intenso mofo dos gabinetes em Braga e Lisboa (ou seja lá onde for que se decidem as coisas!).
Ao longo dos tempos vão surgindo verdadeiras pérolas sobre a forma como o ICNF lida com quem desfrutar da Natureza, respeitando as regras que o próprio ICNF estabeleceu. Estes são sempre os mais prejudicados por quererem cumprir as regras, pois quem não as cumpre, passa (quase) sempre pelos pingos da chuva.
Por outro lado, quem vive e quem desfruta do PNPG não pode ficar refém de interpretações pessoais ou dos dias do mês por parte de quem analisa os variados pedidos de autorização. Estas pessoas acabam também por ter de lidar com os seus próprios erros ao definir o actual Plano de Ordenamento do PNPG (e que já estão da mesma forma reflectidos) no futuro Regulamento Geral desta área protegida.
De novo «vem à baila» a situação dos pedidos de autorização e da definição das áreas definidas como sendo Zonas de Protecção Total (ZPT) na Área de Ambiente Natural do PNPG. De forma geral, o ICNF somente autoriza as actividades de visitação em três áreas na ZPT, nomeadamente (e supostamente), no Vale do Alto Homem (através da antiga estrada mineira), na Costa de Sabrosa (entre a Estrada da Albergaria e a Lomba de Buro) e na Geira Romana (Mata de Albergaria).
Vou-me concentrar nesta última zona (pois as restantes duas são de delimitação óbvia), isto é, em parte da Geira Romana na sua passagem pela Mata de Albergaria, mais precisamente nas imediações da Ponte de S. Miguel. De facto, não se compreende: a) esta delimitação, b) o comportamento do ICNF, c) um certo paternalismo ao referir que é dada autorização para percorrer aquele troço.
A delimitação. Ou por incompetência, ou por ignorância (ou por uma junção destas duas razões) estabeleceu-se que a ZPT do Vale do Alto Homem ainda abrangia parte da Geira Romana na sua passagem entre a Albergaria e a Portela do Homem (troço Albergaria - Ponte Feia - Ponte de S. Miguel - Currais de S. Miguel). (Aliás, no seu desenho original, de facto a ZPT era uma área contínua desde o marco geodésico dos Carris até ao Vale do Rio Cabril, algo somente corrigido por indicação e sabedoria dos Vigilantes da Natureza). Uma simples visita ao local mostra onde está localizada a placa de delimitação da ZPT, isto é, logo a seguir à Ponte Feia na sua margem direita e à entrada da Mata de Palheiros no carreiro que fez (faz) parte do denominado "Trilho das Sete Pontes" (percurso não oficial que ainda pulula nos sítios de caminhadas e tracks). Em parte alguma do traçado da Geira Romana existe sinalética que a refira como entrando na ZPT e o facto de o ICNF em correios electrónicos privados referir que a Geira Romana está em ZPT, somente pode resultar de verdadeira e profunda incompetência da burocracia daquela instituição do Estado.
O comportamento do ICNF. Não é a primeira, nem segunda vez que o ICNF tem este comportamento ao tentar intimidar quem pede autorizações para actividades de visitação ou simples esclarecimentos. Este comportamento é também um reflexo da falta de relacionamento com quem vive ou visita o PNPG, algo que marca esta área protegida desde o seu início, existindo sempre uma barreira de relacionamento, um pedestal de supina académica, onde os Srs. ou Sras. Engenheiros e Engenheiras, Doutores e Doutoras, e outros quejandos, se elevam numa altivez que, no limite, leva a maus resultados. Esta falta de relacionamento crónica é um dos principais problemas da convivência do PNPG com as populações e/ou visitantes.
O paternalismo. No entanto, quando surge a autorização, "pois, apesar de ser ZPT, até damos autorização" - uma boa forma de, em vez de corrigir os erros, tapar o problema com um fino pano de linho - demonstra um certo paternalismo bacoco que vai continuar no futuro Regulamento Geral do PNPG. Um instituto do Estado que regulamenta uma área protegida e que não escuta quem lá vive e quem o visita, refugiando-se em «consultas públicas electrónicas», é uma entidade autista, uma entidade que não conhece os problemas reais e que, por consequência, terá tendência a eternizá-los.
Uma nota final sobre o título deste artigo. Questionados sobre os caminhos que podem ser utilizados, o ICNF refere que, baseado (preto no branco) no Plano de Ordenamento, a visitação deve ser feita através de "... trilhos, estradas, caminhos existentes ou outros locais autorizados," sublinhando a preciosidade de referir que "os caminhos abertos pelos montanhistas" não se enquadram nesta definição! Desculpem? "Caminhos abertos pelos montanhistas"? De facto, o mofo ou a humidade dos gabinetes do ICNF deve afectar a percepção da realidade por parte de quem acaba por escrever, ou justificar, sem qualquer base factual, as interdições que quer impor a quem visita o PNPG. Usar esta justificação, é não conhecer a realidade da área protegida onde trabalha, como se o PNPG fosse assaltado por hordas de montanhistas ávidos de cortar mato e abrir caminhos pelas serranias do Parque Nacional. Não saber que todo o PNPG é atravessado por uma rede (quase) infinita de carreiros seculares que serviram (e servem) o pastoreio, que serviram os carvoeiros, o contrabando, a mineração, a deslocação de residentes entre os diferentes lugares, a «vilegiatura» da clássica época termal, etc., revela uma ignorância atroz. No entanto, quando se autoriza os grandes eventos desportivos de massas do Parque Nacional, é o «vale tudo»...
Mas se calhar, se assim fosse, até seria - de certa forma - útil, pois não teríamos a paisagem abandonada e desolada da Mata de Albergaria, não teríamos o mato a tomar conta dos prados abandonados, não teríamos um Parque Nacional ao abandono por parte do Estado que nem dinheiro tem para mandar imprimir os cartões de autorização de estacionamento na Mata de Albergaria (socorrendo-se de fotocópias a cores...), etc.
Em suma, os problemas eternizam-se e o futuro do PNPG torna-se sempre, e cada vez mais, sombrio.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Parcialmente coberto pela neve, um marco de pedra assinala na Preza os limites do velho perímetro florestal do Gerês com o Pé de Salgueiro como pano de fundo.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A previsão de queda de neve nas Minas dos Carris mantém-se para o dia 19 de Abril, notando-se uma acumulação de 37 cm.