terça-feira, 11 de agosto de 2015

II Fiadeiro de Contos de Pitões das Júnias


Teve lugar entre 7 e 9 de Agosto de 2015, o IIº Fiadeiro de Contos de Pitões das Júnias.

Infelizmente, só tive a oportunidade de estar presente no segundo dia. De qualquer das formas, foi uma experiência gratificante e enriquecedora. Se os dias de Verão dão um toque sublime aos contos ao ar livre, não seria de deitar fora a possibilidade de se criar uma iniciativa que recreasse estes momentos ao calor de uma lareira acesa numa noite de invernia.

A aldeia encontrava-se bem composta com os seus habitantes, o regresso de alguns de por esta altura visitam as suas raízes trazidos pela saudade e os forasteiros que responderam ao chamamento dos tempos idos e das histórias que ali seriam contadas.

O dia 8 de trouxe-nos Carlos Marques, António Fontinha e a música dos Pé de Cabra, a fechar o dia. Ao escutar aquelas histórias, o tempo pára (ou passa mais depressa), pois nem damos por ele passar. Deixamo-nos envolver pela fantasia da menina gulosa ou do sapo esperto, ou então dos três irmãos que partiram em busca de uma vida melhor, mas tendo sempre no pensamento o local onde nasceram a a família pronta a os acolher.


Pitões das Júnias ganha assim por alguns dias um novo sorriso!

Duas palavras finais... a primeira vai para os organizadores deste evento. Tomara muitas das nossas aldeias terem jovens que amam a sua terra (ou será mesmo paixão?) Estes jovens que não deixam a aldeia morrer ou apenas transformar-se num amontoado de casas de turismo, são a alma que mantêm vivas as boas tradições. A eles, todo o meu agradecimento por esta iniciativa e que se mantenha por muitos anos.

Porém, não há bela sem senão... estas iniciativas dão vida a aldeias como Pitões das Júnias que durante muitos dias se encontram isoladas na solidão da montanha. Este evento deveria merecer um pouco mais de respeito por parte de alguns dos seus habitantes que simplesmente ignoram o evento e não se importam de perturbar o seu decorrer. Seria algo que deveriam reflectir...

Da página oficial do Fiadeiro de Contos:

Encontro de Contadores de Histórias em Pitões da Júnias

Considerada um bom instrumento de integração social, a cultura tem um importante papel no desenvolvimento local, representando uma peça fulcral na educação, na fixação das pessoas nas suas localidades e no aumento da sua auto-estima.

A sua presença num determinado território, cria um estímulo para a forma de encarar o dia a dia, ao dar mais representatividade à vida da comunidade local, promovendo e fortalecendo os laços entre as pessoas e sendo ainda um meio de atrair visitantes, contribuindo assim para o enriquecimento socioeconómico da região em que se insere.

É neste contexto que surge a criação do  Fiadeiro de Contos.


Tradicionalmente, as histórias (na forma de fábulas, mitos ou baseadas em acontecimentos reais), eram passadas de geração em geração. Num tempo em que não se ouvia rádio, nem havia televisão, contar e ouvir histórias era um dos passatempos principais.

Serões familiares onde também se reuniam amigos e vizinhos, eram o palco privilegiado para os mais velhos contarem histórias que os próprios já tinham ouvido dos seus pais e avós, transmitindo desta forma a herança da identidade de uma comunidade e região.

Em Portugal, apenas a partir dos anos noventa se testemunha o surgimento de contadores profissionais, tendo vindo quase todos, curiosamente, da prática teatral. António Fontinha, ex-actor, foi o primeiro contador que ganhou reputação enquanto tal, seguido de outros como Ângelo Torres, também actor, Horácio Santos, José Craveiro, entre tantos outros.

Beja torna-se no final desta década, num importante pólo da narração oral do país, graças ao esforço de Cristina Taquelim e da Biblioteca Municipal que em conjunto realizam o Festival Palavras Andarilhas (primeira edição em 1999), onde se reúnem professores e educadores, contadores profissionais e contadores oriundos da tradição oral.

Estando intimamente ligada ao incentivo à leitura, ao entretenimento cultural e à difusão do folclore regional, a figura do contador deve ser recuperada.

Numa altura em que os media dominam a comunicação global, recuperar a tradição oral, parte determinante do património imaterial e da formação da identidade de cada região, torna-se essencial.

Com o Fiadeiro de Contos, trata-se pois de promover a convivência entre os habitantes num encontro de três dias, com contadores de histórias de vários pontos do país e um contador galego. Apesar de não haver um hábito organizado neste sentido, os habitantes da aldeia mantêm informalmente a transmissão de uma tradição oral entre pais e avós. Durante estes três dias instala-se assim uma dinâmica na aldeia entre os vários contadores que participam no evento e o público que virá assistir.













Queremos, com este encontro, preservar e fomentar um hábito que se tem perdido ao longo dos anos: contar histórias como uma forma de fortalecer os laços entre as pessoas, através do encontro e da partilha, reavivando a memória colectiva e preservando o património imaterial. Mas para além de promover o convívio, quer-se também apostar na criação como um pretexto para a abertura da aldeia aos visitantes, incrementando a economia local através da procura de alojamento e alimentação.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Incêndios no PNPG (9 de Agosto)


A informação disponível da Protecção Civil às 23h59 dá conta da ocorrência de dois incêndios no Parque Nacional da Peneda-Gerês, nomeadamente Rouças (Gavieira) e em Tourém.

O incêndio em Rouças, Viana do Castelo, foi declarado às 13h25 e envolveu 34 operacionais, 8 meios terrestres e 2 meios aéreos.

O incêndio em Tourém, Montalegre, foi declarado às 14h11 e envolveu 62 operacionais, 13 meios terrestres e 2 meios aéreos.

A informação disponível a esta hora indica que a ocorrência está em fase de conclusão.

sábado, 8 de agosto de 2015

Incêndios no PNPG (8 de Agosto)


A informação disponível da Protecção Civil às 13h45 dá conta da ocorrência de um incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês, nomeadamente no Campo do Gerês, Terras de Bouro.

O incêndio em Pena Curva - Campo do Gerês, Terras de Bouro, foi declarado às 11h24 e envolveu 13 operacionais, 17 meios terrestres e 1 meio aéreo.

A informação disponível a esta hora indica que a ocorrência está em fase de conclusão.

Programação do IIº Fiadeiro de Contos


Com início a 7 de Agosto de 2015, a programação do IIº Fiadeiro de Contos para os dias 8 e 9 de Agosto é a seguinte:

8 Agosto 2015 – Sábado

19h00 - Carlos Marques
21h00 - António Fontinha
22h00 - Pé de Cabra (música)

9 Agosto – Domingo

16h00 - Visita guiada ao Mosteiro de Santa Maria das Júnias, acompanhada pelo Padre Fontes e Grupo de Gaiteiros de Pitões
19h00 - Estefânia Surreira e Cristina Costa
21h00 - Cándido Pazó

Da página oficial do Fiadeiro de Contos:

Encontro de Contadores de Histórias em Pitões da Júnias

Considerada um bom instrumento de integração social, a cultura tem um importante papel no desenvolvimento local, representando uma peça fulcral na educação, na fixação das pessoas nas suas localidades e no aumento da sua auto-estima.

A sua presença num determinado território, cria um estímulo para a forma de encarar o dia a dia, ao dar mais representatividade à vida da comunidade local, promovendo e fortalecendo os laços entre as pessoas e sendo ainda um meio de atrair visitantes, contribuindo assim para o enriquecimento socioeconómico da região em que se insere.

É neste contexto que surge a criação do  Fiadeiro de Contos.


Tradicionalmente, as histórias (na forma de fábulas, mitos ou baseadas em acontecimentos reais), eram passadas de geração em geração. Num tempo em que não se ouvia rádio, nem havia televisão, contar e ouvir histórias era um dos passatempos principais.

Serões familiares onde também se reuniam amigos e vizinhos, eram o palco privilegiado para os mais velhos contarem histórias que os próprios já tinham ouvido dos seus pais e avós, transmitindo desta forma a herança da identidade de uma comunidade e região.

Em Portugal, apenas a partir dos anos noventa se testemunha o surgimento de contadores profissionais, tendo vindo quase todos, curiosamente, da prática teatral. António Fontinha, ex-actor,  foi o primeiro contador que ganhou reputação enquanto tal, seguido de outros como Ângelo Torres, também actor, Horácio Santos, José Craveiro, entre tantos outros.

Beja torna-se no final desta década, num importante pólo da narração oral do país, graças ao esforço de Cristina Taquelim e da Biblioteca Municipal que em conjunto realizam o Festival Palavras Andarilhas (primeira edição em 1999), onde se reúnem professores e educadores, contadores profissionais e contadores oriundos da tradição oral.

Estando intimamente ligada ao incentivo à leitura, ao entretenimento cultural e à difusão do folclore regional, a figura do contador deve ser recuperada.

Numa altura em que os media dominam a comunicação global, recuperar a tradição oral, parte determinante do património imaterial e da formação da identidade de cada região, torna-se essencial.

Com o Fiadeiro de Contos, trata-se pois de promover a convivência entre os habitantes num encontro de três dias, com contadores de histórias de vários pontos do país e um contador galego. Apesar de não haver um hábito organizado neste sentido, os habitantes da aldeia mantêm informalmente a transmissão de uma tradição oral entre pais e avós. Durante estes três dias instala-se assim uma dinâmica na aldeia entre os vários contadores que participam no evento e o público que virá assistir.

Queremos, com este encontro, preservar e fomentar um hábito que se tem perdido ao longo dos anos: contar histórias como uma forma de fortalecer os laços entre as pessoas, através do encontro e da partilha, reavivando a memória colectiva e preservando o património imaterial. Mas para além de promover o convívio, quer-se também apostar na criação como um pretexto para a abertura da aldeia aos visitantes, incrementando a economia local através da procura de alojamento e alimentação.

Percursos pedestres sinalizados no PNPG


Não faltam interessados em percorrer as paisagens do Parque Nacional da Peneda-Gerês utilizando os percursos pedestres assinalados. As serras do nosso único parque nacional estão cobertas por uma teia de percursos pedestres que atestam por si só, se algo mais fosse necessário, a secular presença do homem naquelas montanhas.

Dentro destes percursos existem algumas dezenas de percursos pedestres sinalizados e outros não sinalizados mas que podem ser percorridos com o auxílio de gps/pda.

O sítio da ADERE Peneda-Gerês e da ARDAL fornecem variada informação sobre estes percursos.

Para ter acesso aos percursos pedestres no sítio da ADERE Peneda-Gerês visite aqui e para os percursos com gps/pda aqui e aqui (ficheiros).

Para ter acesso aos percursos pedestres no sítio da ARDAR visite aqui (o acesso aos diferentes trilho deveria ser feito aqui, aqui e aqui, porém as ligações estão quebradas). Caso não consiga a informação pretendida deverá contactar a ARDAL.

Mais informações podem ser encontradas nos postos de turismo e nas Portas do Parque Nacional... boa sorte!

Existem muitos outros percursos que não estão sinalizados com os sinais convencionais utilizados nestas situações. Muitos estão sinalizados com mariolas mas a sua utilização deverá implicar um conhecimento da zona.

Convém também ter a noção do zonamento definido pelo Plano de Ordenamento do PNPG.

Tendo em conta os recentes acontecimentos, decidi dar uma nova vista de olhos à informação disponibilizada pela ADERE Peneda-Gerês no que diz respeito ao estado actual dos percursos pedestres (PR - Pequena Rota) existentes na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês e que são anunciados no sítio desta associação. Da mesma forma, actualizei a página deste blogue relativamente a estes percursos.

Assim, nesta altura os percursos que têm a classificação de "Não recomendado devido a problemas de limpeza e sinalização" são: o Trilho do Megalistismo de Britelo, o Trilho do Penedo do Encanto e o Trilho dos Moinhos de Parada (todos na área da Porta do Lindoso), além do Trilho da Peneda e do Trilho de Ramil (na área da Porta do Mezio).

Os percursos que têm a classificação de "Apresenta problemas de sinalização mas é possível efectuar o percurso com o respectivo folheto informativo" são: o Trilho do Curro da Velha e o Trilho do Megalitismo de Castro Laboreiro (todos na área da Porta de Lamas de Mouro), o Trilho de Pitões das Júnias e o Trilho do Fojo de Fafião (Porta de Montalegre), O Trilho Interpretativo de S. Miguel de Entre Ambos-os-Rios (Porta do Lindoso) e o Trilho de S. Bento (Porta do Campo do Gerês).

Os restantes percursos têm a classificação "Em condições de utilização."

Convém referir que grande parte desta informação é cedida pelas entidades responsáveis pelos equipamentos e que a ADERE Peneda-Gerês não se responsabiliza pelo estado de manutenção, conservação e sinalização dos trilhos pedestres que não tenham sido implementados por esta Associação.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Represa da Mina dos Carris com baixo nível de água


O tempo seco e quente, e a ausência de chuva nas últimas semanas, levou a que os cursos de água da Serra do Gerês tenham vindo a diminuir de forma considerável em termos de caudais. O mesmo acontece às nascentes naturais e este efeito é mais notório nas nascentes em altitude.

O mesmo acontece na nascente que alimenta a represa das Minas dos Carris. Sendo esta a nascente a maior altitude na Serra do Gerês (e em todo o Parque Nacional), vê-se afectada com a seca que afecta aquela zona e em consequência o nível das águas da represa tem vindo a diminuir.

O nível actual não difere muito do que já terá sido registado em anos anteriores, mas a perspectiva da ausência de chuva nos próximos dias ou nas próximas semanas, implica que o seu nível poderá ainda descer de forma significativa, atingindo valores que não se registam há já muitos anos.





Fotografias © Daniel Oliveira (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Incêndios no PNPG


A informação disponível da Protecção Civil dá conta da ocorrência de dois incêndios no Parque Nacional da Peneda-Gerês, nomeadamente em Roussas, Gavieira - Viana do Castelo e no Campo do Gerês, Terras de Bouro.

O incêndio em Roussas, Gavieira, envolveu 19 operacionais, 4 meios terrestres e1 meio aéreo. Por seu lado, o incêndio em Campo do Gerês, Terras de Bouro, envolveu 28 operacionais, 7 meios terrestres e 2 meios aéreos.

Ambos os incêndios estão dominados.

II Fiadeiro de Contos entre 7 e 9 de Agosto em Pitões das Júnias


Tem lugar entre 7 e 9 de Agosto, o IIº Fiadeiro de Contos de Pitões das Júnias. Este evento tem como objectivo preservar e fomentar um hábito que se tem perdido ao longo dos anos: contar histórias como uma forma de fortalecer os laços entre as pessoas, através do encontro e da partilha, reavivando a memória colectiva e preservando o património imaterial.

Para mais informações podem aceder à página oficial do evento.


GNR sensibiliza população para os "Trilhos seguros" do Gerês


Notícia no Porto Canal: GNR sensibiliza população para os "Trilhos seguros" do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A ignorância geográfica do Diário de Notícias


Os habituais utilizadores e frequentadores do Parque Nacional da Peneda-Gerês, sabem que das quatro serras que o compõem, a Serra do Gerês é aquele que mais «valor comercial» tem. De facto, o Gerês vende, e vende bem, tão bem que é utilizado por empresas estabelecidas a quilómetros e quilómetros daquela serra para promoverem os seus produtos.

Por outro lado, há também a pura ignorância. Não digo que é desconhecimento ou distracção, é mesmo ignorância porque nos nossos dias existem variadas formas de se confirmar um determinado dado ou informação. Mesmo assim na dúvida, pergunta-se!

O Diário de Notícias publicou um artigo com o título "Da rússia com amor. Como o glamping chegou ao Gerês", que se inicia da seguinte forma:

"No parque de campismo de Entre Ambos-os-Rios, em Ponte da Barca, o Gerês ganhou tendas de luxo e casas nas árvores. Um toque de glamour trazido por Anna Altshul, que trocou Moscovo pelo Minho há cinco anos e gere o parque desde 2013."

Confesso que só li a primeira frase e chegou. Este jornalismo baboco e de má qualidade que não diferencia localidades, não merece o menor crédito.

Podem dizer que todo o Parque Nacional fica a ganhar! Não acredito, principalmente quando se promove algo em Castro Laboreiro como sendo no Gerês, algo em Entre Ambos-os-Rios como sendo o Gerês, algo na Serra Amarela como sendo o Gerês ou algo no Gerês como sendo de outros locais no Parque Nacional. Está errado e por muitas cores que o pintem, o texto não passa de má informação, mau jornalismo e um atestado de ignorância para quem lê estes artigos.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Agir com consciência ou a Campanha "Trilhos Seguros"


A Câmara Municipal de Terras de Bouro juntamente com a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJ) de Terras de Bouro e a Guarda Nacional Republicana, levaram a cabo a acção 'Campanha "Trilhos Seguros"' com o intuito de "proceder à entrega de folhetos com conselhos de prevenção em várias línguas, aos turistas e nos estabelecimentos hoteleiros."

Segundo o jornal PÚBLICO, "Esta campanha, que vai decorrer quarta-feira, entre as 10h e as 12h, na vila do Gerês, pretende alertar para os riscos existentes nos diversos percursos pedestres, aconselhando o respeito pelas diversas regras de segurança."

A campanha em si é interessante e útil, porém surge já demasiado tarde tendo em conta o período estival no Gerês.

Porém, é pertinente perguntar o porquê desta campanha? Ora, segundo a Câmara Municipal de Terras de Bouro, apelando a que os pedestrianistas, turistas e demais visitantes do nosso único Parque Nacional devem «agir com consciência», a "campanha "Trilhos Seguros" surge na sequência dos mais de 30 desaparecimentos ocorridos desde o início deste ano e que implicaram diversas ações de resgate com recursos a equipas especializadas da GNR do Gerês."

A maior parte destas ocorrências tiveram lugar em percursos pedestres promovidos pela... Câmara Municipal de Terras de Bouro que aparentemente só teve consciência da situação após 30 pessoas se terem perdido durante a utilização desses equipamentos. A falta de manutenção e limpeza dos percursos é a causa mais frequente que é apontada para estas ocorrências, o que levou a que alguns desses percursos, Tais como o Trilho dos Miradouros e o Trilho dos Currais, fossem recentemente limpos.

Já aqui alertei também para as condições do Trilho da Serra Amarela que é a responsabilidade da Câmara Municipal de Terras de Bouro e da Câmara Municipal da Ponte da Barca. Este trilho tem uma marcação deficiente, falta de sinalização e uma disparidade entre a informação disponível na Internet e os dados de GPS que são fornecidos a quem o queira percorrer. Aliás, um dos desaparecimentos que ocorreu nestes últimos meses deu-se numa zona do Trilho da Serra Amarela onde a sinalização é simplesmente inexistente ao contrário da informação dada.

O problema que se regista em alguns percursos na Serra do Gerês não se limita àquela zona do Parque Nacional, pois existem outros percursos (como por exemplo o Trilho do Megalitismo de Britelo ou o Trilho dos Moinhos de Parada) cuja falta de limpeza, manutenção e inexistência de marcações é também problemática.

Assim, muito antes de fazermos um apelo para se «agir em consciência» convém que as entidades conscientemente preparem os equipamentos disponíveis para que estes estejam utilizáveis durante todo o ano e não usem estas ocorrências para depois criar acções que não vêm em consequência dos desaparecimentos, mas sim da falta de trabalho prévio na preparação e manutenção dos percursos.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Fiadeiro de Contos quer recuperar tradição dos serões da aldeia em Montalegre


O Fiadeiro de Contos numa notícia do jornal PÚBLICO: "Fiadeiro de Contos quer recuperar tradição dos serões da aldeia em Montalegre".

Fotografia © Paulo Pimenta

Procuro fotografias antigas das Minas dos Carris e das Casas Florestais no PNPG


Nunca é demais ir repetindo este apelo...

A História das Minas dos Carris conta-se por palavras mas também por imagens. Este blogue foi um primeiro passo para tentar escrever a história das Minas dos Carris, história essa que muitos ajudaram a escrever no livro "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês".

No entanto, existe uma lacuna no que diz respeito aos registos fotográficos das Minas dos Carris em relação aos anos 60 do séc. XX. Certamente que existirão fotografias desta época «escondidas» nos baús dos registos fotográficos familiares ou naqueles álbuns de fotografias arrumados no sótão. Todas estas fotografias podem ajudar a preencher este maravilhoso puzzle que se vais construindo a cada registo encontrado. No entanto, todas as fotografias de outras épocas têm interesse para ajudar nesta tarefa!

Para tal peço a quem tiver registos fotográficos sobre as Minas dos Carris que me enviem as suas fotografias para assim ajudar a escrever uma parte da nossa história que ainda se mantém escondida.

Todos os direitos serão reservados aos autores das fotografias que poderão ser utilizadas aqui neste blogue ou em trabalhos posteriores.

Igual apelo faço para as fotografias antigas relacionadas com as antigas Casas Florestais (Casas do Guarda ou Casas da Floresta).

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 2 de agosto de 2015

A Mina de Borrageiros


Nos nossos dias o acesso à Mina de Borrageiros é relativamente facilitado devido à existência de uma estrada florestal aberta pela eléctrica Portuguesa para a construção de algumas mini-hídricas incluídas nos planos de aproveitamento da rede hidrográfica do Rio Cávado. Assim, é-nos um tanto ou quanto difícil imaginar a prospecção mineira naquele local na segunda década do século XX onde os acessos ao interior da Serra do Gerês eram inexistentes ou rudimentares, não permitindo o acesso a veículo motorizados.

"Apesar de próximas e de compartilharem o mesmo veio filoneano, nunca houve uma relação entre os trabalhos realizados na Mina do Borrageiro e nas Minas dos Carris. No entanto, as histórias destes dois complexos mineiros vão-se cruzar em finais dos anos 70 e princípio dos anos 80 quando acabam por ser consideradas como um único campo mineiro.

Para lá dos registos oficiais disponíveis do Instituto Geológico e Mineiro e no arquivo da Circunscrição Mineira do Norte, é difícil escrever a história destas minas devido à ausência de testemunhos pessoais.

O manifesto mineiro para a mina de ‘Borrageiros’ foi entregue na Câmara Municipal de Montalegre a 18 de Setembro de 1916 por José Frederico Lourenço da Cunha, de 32 anos e residente em Caminha, que descobriu naquele local por inspecção de superfície uma mina de volfrâmio e outros metais. O ponto de partida para a demarcação da concessão mineira 949 ficou definido a 300 metros a partir do alto dos Borrageiros medidos no rumo nascente, seguindo até ao Penedo Redondo até ao Ribeiro do Couce e o curso do mesmo ribeiro até à sua nascente, confrontando pelo nascente com o marco geodésico de Chamições (Chamiçais), do poente com Carris, do Norte com Matança e do Sul com Cidadelha  (Cidadelhe). Por endosso, a mina seria cedida a Paul Brandt, cidadão suíço de 37 anos residente no Porto, e a António Lourenço da Cunha, de 43 anos residente em Caminha e gerente da Empresa Hidro Eléctrica do Coura, Lda.  Em Outubro os vários filões são estudados pelo Professor F. Fleury do Instituto Superior Técnico, o qual procede à recolha de amostras que submete para análise pelo Professor Charles Laspierre. Em Novembro, Paul Brandt e António Lourenço da Cunha, requerem o reconhecimento oficial do jazigo. O Engenheiro Chefe de Repartição de Minas, Manuel Roldan y Pego, emite os éditos de concessão a 17 de Novembro, sendo publicados no Diário do Governo a 22 de Novembro.

Sem meios de acesso para viaturas, os trabalhos na mina sempre foram rudimentares e inicialmente executados à superfície. O minério obtido no Verão de 1917 era transportado por muares para a casa do juiz de paz de Cabril, José Maria Afonso Pereira, onde ficava depositado.

(...)"

Texto retirado de "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês", de Rui C. Barbosa

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 1 de agosto de 2015

A Sociedade das Minas do Gerez, Lda.


A Sociedade das Minas do Gerez, Lda. foi a terceira empresa a laborar nas Minas dos Carris depois da Domingos da Silva, Lda. e da Sociedade Mineira dos Castelos, Lda. A Sociedade, constituída a 8 de Julho de 1950,  é inicialmente constituída por capitais totalmente portugueses tendo quatro sócios iniciais, José Antunes Inácio (de Lisboa), José Rodrigues de Sousa (de Lisboa), José Pinto Carvalheira (Ourondo, Covilhã)  e Francisco Delgado França, também conhecido por ‘Chico França’. 

Iniciando a sua actividade a 1 de Julho de 1950, esta sociedade é criada com o objectivo de levar a cabo e desenvolver a exploração mineira nas concessões já existentes na Serra do Gerês e que se encontravam de facto abandonadas desde o final da Segunda Guerra Mundial. O seu capital social era de 800.000$00 repartido por quatro quotas iguais no valor de 200.000$00 cada. Em constituição, a gestão da sociedade foi atribuída aos quatro sócios, mas nas relações com o Estado a sociedade era representada por José Inácio. A escritura da constituição da sociedade é apresentada a 23 de Setembro e a sua constituição é publicada no Diário do Governo de 15 de Julho de 1950. Mais tarde a sociedade teria a participação da empresa inglesa ‘Mason And Barry, Ltd.‘ com a qual José Rodrigues de Sousa trabalhara nas Minas de Trancoso. José Rodrigues de Sousa já tinha trabalhado na Sociedade Mineira dos Castelos, Lda. através da Empresa Mineira Lisbonense, durante os anos 40.

Texto extraído de "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês", de Rui C. Barbosa

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)