quinta-feira, 27 de março de 2014

Neve nos próximos dias nas Minas dos Carris


Sabemos que as previsões são o que são e que a meteorologia por vezes sabe dar-nos a volta, mas nesta altura o quadro em cima mostra a previsão da queda de neve para os próximos dias no Pico da Nevosa...

...agora façam o que quiserem ;)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Barroso, a índole de um povo...


'Barroso, a índole de um povo...' é uma exposição fotográfica de Armando Jorge, patente no Ecomuseu de Barroso - espaço padre Fontes, de 4 de Abril a 7 de Junho.

Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês


Editado pelo autor, o livro Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês levanta o véu sobre um dos mais misteriosos e visitados complexos mineiros em Portugal.

Neste livro irá encontrar como começou a exploração mineira nos Carris, como foi o seu desenvolvimento e o seu eventual declínio.

segunda-feira, 24 de março de 2014

'Expedição aos Carris' - 12 de Abril


Gostava de conhecer as Minas dos Carris e o Vale do Alto Homem? Caminhar nas serranias mais altas do Gerês e ouvir contar as histórias da epopeia do volfrâmio? Visitar as Minas das Sombras e usufruir de um programa único? Então poderá acompanhar-me em mais uma 'Expedição aos Carris' organizada pelo Parque de Campismo de Cerdeira que terá lugar no dia 12 de Abril de 2014.

Mais informações bem como o preço desta actividade pode ser consultado aqui.

GERESÃO já nas bancas!


Já está nas bancas a mais recente edição do jornal GERESÃO.

De desejar assinar o GERESÃO deve enviar um email para jornalgeresao@netvisao.pt.

XII "Conversas com História" no Ecomuseu de Barroso


O Ecomuseu de Barroso - Espaço Padre Fontes volta a receber, dia 4 de Abril, mais uma edição do projecto "Conversas com História", liderado por José Dias Baptista.

No mês em que se assinala o "Dia Internacional dos Monumentos e Sítios", esta iniciativa de crescente sucesso vai explorar os monumentos e sítios de maior relevo no concelho.

Um serão a não perder, focado nos lugares de memória de Barroso.

Novo sítio do Ecomuseu de Barroso na Internet


O Ecomuseu de Barroso renovou o seu sítio na Internet que pode ser visitado em http://www.ecomuseu.org/index/.

Taberna Terra Celta

Aproveite o próximo fim-de-semana para conhecer o Parque Nacional da Peneda-Gerês e mais propriamente a região entre Fafião e Tourém.

Passe uma noite em Pitões das Júnias e visite a Taberna Terra Celta que se tem destacado como um ponto de encontro único e de divulgação cultural naquela aldeia pitoresca.

Não deixe também de visitar os diferentes pólos do Ecomuseu, bem como a aldeia de Paredes do Rio, Outeiro e Tourém, entre outras.

Se pretender pode também participar no Festival de Caminhadas que tem lugar em S. João do Campo, Terras de Bouro.

Fotografia © António Cunha

domingo, 23 de março de 2014

A tomada popular das Casas Florestais - um imperativo


Quem não estuda a História corre o sério risco de a ver repetir-se. Se analisarmos em larga escala os sinais que nos nossos dias nos espreitam através dos recantos obscuros dos media controlados, veremos que os sinais estão todos aí.

Recentemente, o Governo apresentou na Assembleia da República uma proposta de lei que visa transformar os baldios em bens privados, eliminando assim os últimos resquícios de comunitarismo que estas parcelas comunitárias de natureza colectiva representam.

Este é mais um passo na destruição do usufruto popular dos nossos meios rurais e florestais. E isto não se aplica somente às populações locais, pois o ataque surge em larga escala ao limitar o nosso acesso a muitas áreas protegidas.

Em consequência deste longo ataque, as nossas florestas transformam-se em espaços desorganizados e vítimas fáceis dos vorazes fogos estivais com a sua consequente transformação em zonas de plantação de eucalipto tão celeremente aprovada pelo actual Governo.

Uma outra consequência destas políticas foi o abandono das Casas Florestais e dos espaços abrangentes. A extinção da figura do Guarda Florestal, verdadeiro zelador da floresta, abriu a porta à desordem da floresta e posteriormente ao abandono e vandalismo de um património que hoje se vai degradando a cada dia.

Em termos patrimoniais, o abandono das Casas Florestais constitui um crime perpetrado aos olhos de todos pelo Estado! Assim, é urgente que se tomem medidas para evitar esta degradação e recuperar este património, transformando-o numa mais valia para as populações locais.

Assim, e na ausência de uma atitude por parte da tutela que resolva esta situação, é um imperativo que haja uma tomada deste património por parte das populações que se devem unir e reclamar a posse destes edifícios. Devem-se constituir comissões populares que discutam entre todos o melhor destino a dar cada edifício, evitando assim a sua perda e com ele podendo retirar o proveito através do qual possam melhorar a sua vida!

A tomada popular das Casas Florestais é um imperativo, um passo na recuperação das nossas florestas e espaços rurais!

Fotografia © Rui C. Barbosa

quinta-feira, 20 de março de 2014

O Homem e a Serra do Gerês


A Serra do Gerês é um espaço humanizado. Este é um facto inegável por muitas formulas matemáticas que se queiram impor para tentar provar o que não é possível provar.

Desenganem-se aqueles que pensam que esta humanização tem dois séculos, 500 anos ou se iniciou com a romanização da península. Errado! Esta humanização retrocede a vários milhares de anos numa altura em que o homem assinalava a sua presença através de marcas nas rochas. Testemunhos deste tipo estão espalhados pelas serranias geresianas e mesmo noutras serras do nosso único Parque Nacional.

Em finais do século XIX, o Estado tomou à força parte das terras que hoje fazem parte do Vale do Rio Gerês e do seu prolongamento até à Portela do Homem estendendo-se pelo Vale do Alto Homem. Este foi o início de um processo atribulado que resultou em inúmeros conflitos entre as populações locais e o Estado. Esta «invasão» foi prolongada no tempo com a figura dos Serviços Florestais e mais recentemente nos últimos 43 anos na figura do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

A recente polémica surgida com a fantasiosa «wilderness zone» que não passa de uma modelação matemática, tinha (e ainda tem) como objectivo afirmar de forma peremptória que as serranias são espaços selvagens onde o homem há muito não tem a sua influência, tentando assim demonstrar que o território pura e simplesmente se livrara da milenar presença do homem. Tal falsidade tem como único objectivo um final económico num cenário de comercialização capitalista através do contrato assinado com a Pan Parks.

Como seria de esperar por toda a gente, esta situação levou a uma reacção quase heróica por parte das populações serranas naquilo que fez lembrar a contínua luta contra os defuntos Serviços Florestais. Mais uma vez, o Estado erguia-se contra a sua população querendo impor a sua vontade, levando às consequências dramáticas do Verão de 2010.

O Parque Nacional e o seu antecessor na figura do Gerês Florestal surgem tendo por herança as montanhas moldadas pelo homem. Se uns apontam a devastação imposta pelos incêndios para a criação das pastagens, outros apontam as seculares matas como prova de que as populações souberam cuidar do território. Porém, para lá destas lutas, a realidade é que o Homem é um elemento da serra, e esta é o reflexo daquilo que nele este fez.

Inúmeras são as marcas da sua presença através da rede de carreiros, currais, eiras, fontes e caminhos. Um exemplo destes velhos caminhos encontra-se antes da chegada à Portela do Confurco entre a Portela de Leonte e a Quelha Direita a caminho do Pé de Cabril ou do Prado Marelo. Açoitado pelos elementos, aquele curto troço de calçada é uma prova da presença do homem e da forma como ele de forma harmoniosa adaptou o terreno para a sua utilidade sem trazer um impacto profundo na paisagem. Outro exemplo de calçada pode ser encontrado a caminho do Curral do Vidoal vindo da Portela de Leonte, onde a mestria do homem criou um caminho que vai vencendo o declive da encosta.

O Homem é um elemento da Serra do Gerês e deve ser sempre um elemento do Parque Nacional, basta que para isso se esqueçam as formulações matemáticas e se comecem os diálogos que nunca ou mal existiram.

Fotografia © Rui C. Barbosa

quarta-feira, 19 de março de 2014

O último pôr-do-Sol


O último pôr-do-Sol do Inverno deixa a saudade dos dias melancólicos que hão-de voltar...

Vídeo © Rui C. Barbosa

Pôr-do-Sol no Pé de Cabril ou o último pôr-do-Sol do Inverno


Há já algum tempo que andava com esta ideia: queria ver o pôr-do-Sol desde o Pé de Cabril!

Já muitas vezes vi o nascer-do-Sol desde as Minas dos Carris; com o horizonte lá longe nas terras do Barroso, este espectáculo na Natureza é algo único. Faltava-me agora ver o pôr-do-Sol no Gerês. Porém, nos Carris o horizonte não está suficientemente longe para nos permitir ver o pôr-do-Sol como o sempre imaginamos. Ali, o Sol simplesmente desaparece em todo o seu fulgor atrás das serranias e o seu vermelho de fogo não se chega a ver; teria de ser a partir de algum lugar onde o horizonte estivesse mais longínquo e que lugar melhor do que o 'farol' da Serra do Gerês, o Pé de Cabril?

A caminhada entre a Portela de Leonte e o Pé de Cabril é fácil e relativamente rápida, o que permite uma saída mais tardia de casa. E assim foi... juntando um aspecto muito especial; com a Primavera a chegar no dia 20 de Março, este seria o último pôr-do-Sol deste Inverno. Não poderia pedir algo de mais majestoso!

Sem dúvida que é algo que quero repetir e em 2015 lá estarei para ver o último pôr-do-Sol do Inverno que há-de vir.

Das muitas fotografias, ficam aqui algumas com a certeza de que a máquina fotográfica poderá ter feito a sua última incursão por terras geresianas. Foram muitas aventuras, mas o descanso é mais do que merecido!



































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)