Não sou poeta, assim é-me difícil descrever emoções à vista de tamanho cenário... gigantesco.
A metamorfose da noite no dia desde as Minas dos Carris já não é novidade para mim, mas cada uma é diferente da anterior. É um crescendo de expectativa em tons rubros que vão definindo a linha do horizonte não muito longínquo. O perfil da montanha que se vai tornando mais sólido; a variação de tons numa «trip» cósmica... De um cenário fantástico de um mundo misterioso que aos poucos se vai transformando numa tela real. A escuridão que se vai escondendo por detrás das sombras que por sua vez se encolhem por entre os recantos do granito batido a um vento frio que nos eriça a pele.
E de repente...
Fotografias: © Rui C. Barbosa
sexta-feira, 22 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
As taxas não dormem...
É esta letargia que me incomoda. É esta despreocupação que me
preocupa. É este ignorar ou problemas, fazer de conta que não existem
como que uma paz podre na qual vivemos nos últimos dois anos, que nos
fez chegar onde chegamos.
A luta contra as taxas não está ganha, nem de perto nem de longe, mas muitos de nós continuam as suas passeatas pelas nossas áreas protegidas como se nada tivesse acontecido ou como as ditas taxas não existissem. Serão do Verão que tarda a chegar?
De facto, e apesar do mediatismo que este assunto mereceu, nada mudou e tudo continua na mesma... é bom que toda a gente tenha a noção disso. As taxas não dormem! As taxas estão aí, burocraticamente silenciosas há espera que alguém apague a luz para lhes saltar em cima, e se não for num gabinete em Braga será na forma de uma contra-ordenação ambiental muito grave.
Não pensem que a resolução do problema será fácil. Já o disse várias vezes. E muito mais difícil será quando existe uma federação de montanhismo neste país, que não representa os praticantes individuais de desportos de montanha e muito menos aqueles que meramente gostam de usufruir da Natureza, mas que teve o cuidado de ajeitar a sua sardinha tal como já o havia feito há dois anos, sendo conivente e responsável pela situação actual.
Assim, não adormeçam nesta luta e enquanto que o governo não nos indicar as verdadeiras alterações que nos irão permitir de forma despreocupada tirar partido das nossas áreas protegidas, façam ver a todos que o problema continua e exijam uma explicação a quem governa. É o vosso direito, é o vosso dever!
"Regras sim! Taxas não!"
A luta contra as taxas não está ganha, nem de perto nem de longe, mas muitos de nós continuam as suas passeatas pelas nossas áreas protegidas como se nada tivesse acontecido ou como as ditas taxas não existissem. Serão do Verão que tarda a chegar?
De facto, e apesar do mediatismo que este assunto mereceu, nada mudou e tudo continua na mesma... é bom que toda a gente tenha a noção disso. As taxas não dormem! As taxas estão aí, burocraticamente silenciosas há espera que alguém apague a luz para lhes saltar em cima, e se não for num gabinete em Braga será na forma de uma contra-ordenação ambiental muito grave.
Não pensem que a resolução do problema será fácil. Já o disse várias vezes. E muito mais difícil será quando existe uma federação de montanhismo neste país, que não representa os praticantes individuais de desportos de montanha e muito menos aqueles que meramente gostam de usufruir da Natureza, mas que teve o cuidado de ajeitar a sua sardinha tal como já o havia feito há dois anos, sendo conivente e responsável pela situação actual.
Assim, não adormeçam nesta luta e enquanto que o governo não nos indicar as verdadeiras alterações que nos irão permitir de forma despreocupada tirar partido das nossas áreas protegidas, façam ver a todos que o problema continua e exijam uma explicação a quem governa. É o vosso direito, é o vosso dever!
"Regras sim! Taxas não!"
Porquê, Terras de Bouro?
A vila de Terras de Bouro comemora as suas festas concelhias entre 3 e 6 de Agosto próximo. Estas festas, em honra de S. Brás, tem um programa de festividades nas quais estão incluídas as chamadas «vacas das cordas».
É triste que uma vila como Terras de Bouro tenha de incluir esta «actividade» no programa das suas festas. Isto não representa as gentes de Terras de Bouro e mostra um certo retrocesso em relação às festas realizadas em 2011.
De facto, é algo triste e de lamentar. É uma profunda desilusão vinda de Terras de Bouro a promoção deste tipo de «espectáculos». Altamente censurável!
É triste que uma vila como Terras de Bouro tenha de incluir esta «actividade» no programa das suas festas. Isto não representa as gentes de Terras de Bouro e mostra um certo retrocesso em relação às festas realizadas em 2011.
De facto, é algo triste e de lamentar. É uma profunda desilusão vinda de Terras de Bouro a promoção deste tipo de «espectáculos». Altamente censurável!
Trilho da Peneda renovado... mas não limpo.
Alguém sabe quem anda a renovar as marcações no Trilho da Peneda? Digam-lhes que as fitas não são para ficar para trás...
Fotografia: © Agostinho Costa
Fotografia: © Agostinho Costa
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Postais do PNPG (CLI) - Gerez (Portugal)
A paisagem que ilustra este postal já não é nova e surge em outros postais semelhantes. Mostra-nos as Caldas do Gerês em princípios do Século XX. A particularidade do postal em questão está nada data e no destino para o qual foi enviado, tendo sido remetido a 20 de Janeiro de 1903 para a cidade inglesa de Oxford, onde chegou a 6 de Fevereiro.
Fotografia: © Rui C. Barbosa
Fotografia: © Rui C. Barbosa
terça-feira, 19 de junho de 2012
Trilhos seculares - O Junco
Uma curta passeata pela Serra do Gerês começando na Pedra Bela e seguindo pelo Curral da Carvalha das Éguas e Curral da Lomba do Vidoeiro com o seu séquito de mariolas gigantes. O objectivo era fazer a passagem do Junco e depois chegar ao Prado de Teixeira utilizando parte do Trilho dos Currais e trilhos seculares.
O dia esteve de feição para caminhar. Não muito quente, uma ligeira brisa, e nuvens e nevoeiro que faziam a mutação da paisagem a cada olhar. Num pestanejar, os horizontes tornavam-se curtos para logo nos segundos seguintes a imensidão se abrir, como que uma cortina se abre diante de um palco onde uma peça teatral se vai desenrolando a cada passo dado.
A passagem do Junco é interessante e pouco aconselhável a vertigens, em especial se o cenário diante de nós se abre de repente e nos faz ter a noção que o fundo do vale não é já ali... A visão permite-nos abranger desde o Pé de Cabril até ao topo do Camalhão já nos limites da Preza (Freza). O caminho leva-nos depois ao Camalhão e de seguida a Teixeira. Porém, há já muito tempo que queria tentar subir aquela misteriosa corga ao lado da Cova do Azevinheiro. Foi hoje o dia, se bem que o resultado final não foi o esperado.
Quando estamos no Borrageiro voltados para Oeste observamos várias mariolas que se embrenham naquele vale fechado. O mesmo acontece quando passamos o Camalhão a caminho de Teixeira... um ou outra mariola marcam o fim (ou princípio) de um velho trilho. Deste já pouco resta, esquecido com o passar dos anos e abandonado certamente devido a melhor alternativa (Corga do Areeiro?). Ao se avançar no vale vêem-se aqui e ali outras velhas mariolas escondidas pela vegetação e o que nos parece ser parte de um caminho. Fui avançando, mas só consegui chegar a meio do vale e a prudência mandou voltar para trás ao não se vislumbrar passagem ou outra indicação. Talvez se começando do topo da corga haja mais sorte.
Estava então na hora do regresso que foi feito passando ao lado do Prado de Teixeira e seguindo em direcção ao Curral da Lomba do Vidoeiro. Daqui, seguindo pelo estradão, e embrenhando-me aqui e ali no meio do mato por trilhos malandros, acabei por passar pelo Curral da Espinheira e finalmente Pedra Bela.
Algumas fotografias do dia...
Fotografias: © Rui C. Barbosa
O dia esteve de feição para caminhar. Não muito quente, uma ligeira brisa, e nuvens e nevoeiro que faziam a mutação da paisagem a cada olhar. Num pestanejar, os horizontes tornavam-se curtos para logo nos segundos seguintes a imensidão se abrir, como que uma cortina se abre diante de um palco onde uma peça teatral se vai desenrolando a cada passo dado.
A passagem do Junco é interessante e pouco aconselhável a vertigens, em especial se o cenário diante de nós se abre de repente e nos faz ter a noção que o fundo do vale não é já ali... A visão permite-nos abranger desde o Pé de Cabril até ao topo do Camalhão já nos limites da Preza (Freza). O caminho leva-nos depois ao Camalhão e de seguida a Teixeira. Porém, há já muito tempo que queria tentar subir aquela misteriosa corga ao lado da Cova do Azevinheiro. Foi hoje o dia, se bem que o resultado final não foi o esperado.
Quando estamos no Borrageiro voltados para Oeste observamos várias mariolas que se embrenham naquele vale fechado. O mesmo acontece quando passamos o Camalhão a caminho de Teixeira... um ou outra mariola marcam o fim (ou princípio) de um velho trilho. Deste já pouco resta, esquecido com o passar dos anos e abandonado certamente devido a melhor alternativa (Corga do Areeiro?). Ao se avançar no vale vêem-se aqui e ali outras velhas mariolas escondidas pela vegetação e o que nos parece ser parte de um caminho. Fui avançando, mas só consegui chegar a meio do vale e a prudência mandou voltar para trás ao não se vislumbrar passagem ou outra indicação. Talvez se começando do topo da corga haja mais sorte.
Estava então na hora do regresso que foi feito passando ao lado do Prado de Teixeira e seguindo em direcção ao Curral da Lomba do Vidoeiro. Daqui, seguindo pelo estradão, e embrenhando-me aqui e ali no meio do mato por trilhos malandros, acabei por passar pelo Curral da Espinheira e finalmente Pedra Bela.
Algumas fotografias do dia...
Fotografias: © Rui C. Barbosa
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