terça-feira, 1 de junho de 2010

O património perdido da Peneda-Gerês (XXXII)

Gostava de começar o mês de Junho com uma boa notícia para os amantes do Gerês ou pelo menos com uma que não fosse tão chocante. Infelizmente, assim não será aliás as entradas do dia 1 de Junho serão bastante deprimentes. Lembrem-se que quando lerem esta entrada provavelmente já terão lido as «más» notícias, por isso esta não será tão chocante pois o espírito estará já em pranto.

Ora aqui vai...

Esta entrada está relacionada com o património perdido, abandonado e vandalizado da Peneda-Gerês. Finalmente consegui descobrir a Casa de Palheiros... ou melhor, o pouco que resta da Casa de Palheiros. Reza a lenda que nos idos dos anos 70 do século passado, um incêndio terá deflagrado nesta casa. O seu interior terá sido totalmente consumido e somente terão restado as paredes. Tal como a maioria das casas que serviam de abrigo aos Guardas Florestais, a Casa de Palheiros sofreu o mesmo fim. Porém, devido ao seu estado após o suposto incêndio no qual as paredes se encontravam em perigo de caírem, terá sido decidido derrubá-las.

O que hoje encontramos no local da antiga Casa de Palheiros, que supostamente era um edifício com rés-do-chão e primeiro andar com uma paisagem única, é uma mata espontânea que foi crescendo naquele lugar esquecido. Um grande cedro marca o local juntamente com uma grande rocha de peculiar forma. Da casa já pouco se nota: umas pedras, vestígios e rebocos de cimentos e pedaços de tijolo. Aqui e ali uma dobradiça ferrugenta lembram-nos que em tempos aquele lugar terá sido ocupado por um edifício único na arquitectura das Casas de Abrigo construídas na área do que é hoje o nosso único Parque Nacional.

A Casa de Palheiros está localizada a 41º 47'45 N - 8º 09'08 O e a uma altitude de 671 metros.

Aqui ficam algumas fotografias do local...
















Fotografias: © Rui C. Barbosa

1 comentário:

João disse...

Tanto se fala em combater a desertificação,o abandono,ninguém mais tem contribuido para a mesma que os políticos,não é o Estado, todos nós, são os irresponsáveis que inflizmente, contribuimos que estejam á frente dos detinos do país, eles aproveitam-se disso para se desrresponsabilizarem,a punição é ir tempos para férias e voltar nas próximas eleições para nova investida, é a democracia em todo o seu esplendor, gatunagem e bancarrotas, o exemplo vem do berço dacivilização e da democracia a Grécia.