quinta-feira, 28 de junho de 2007

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Zonas de perigo nos Carris...

Carris, 26 de Junho de 2007

Aparentemente o Parque Nacional da Peneda-Gerês irá colocar avisos nas áreas mais perigosas do complexo mineiro dos Carris. Sem dúvida uma atitude prudente que peca por tardia. Não se compreendo que os avisos só cheguem ao fim de tantos anos.

Ao se assinalar os locais de mais perigo naquela zona não se deverão assinalar somente as entradas das minas mas também a represa e de forma geral o complexo devido ao seu estado ruinoso.

Aqui fica uma lista dos locais que eu, na minha humilde ignorância mas com a experiência de 108 visitas a Carris, acho que são os mais perigosos (este não deve ser o roteiro a seguir no local, mas deverá servir para que as pessoas que visitam o local e para aqueles que organizam as visitas proibidas a Carris tomem consciência do perigo que esses locais representam):

Coordenadas: 41º 48'41N - 8º 2'30O - altitude: 1420 m

Localizada do lado esquerdo da rampa que dá acesso à zona industrial dos Carris, esta entrada de mina encontra-se completamente inundada. O gotejar constante no seu interior indica a presença de diversas fendas que por outro lado pode ser indicativo de uma instabilidade do local.

Coordenadas: 41º 48'27N - 8º 2'38O - altitude: 1409 m

Passando duas zonas de colapsos de galerias encontramos o que será talvez o local mais perigoso de todo o complexo mineiro de Carris. Ao se encontrar completamente desprotegido é um convite ao se aproximar para espreitar... Um desiquilibrio dá direiro a uma queda a pique com mais de 65 metros!

Os mais curiosos podem ver imagens do interior deste poço neste blogue em http://carris-geres.blogspot.com/2007/04/viagem-s-entranhas-da-terra.html .

Coordenadas: 41º 48'25N - 8º 2'38O - altitude: 1407 m

Outro local extremamente perigoso encontra-se escondido pela vegetação rasteira existente não muito longe do local anterior. Ao nos deslocarmos para a esquerda do grande poço, chegamos a uma zona de abatimento e colapso das galerias da mina. Em resultado deste colapso abriram-se duas entradas: a que é visível na imagem orignou um pequeno poço que deverá ter uma profundidade de cerca de 10 metros; o colapso originou também uma entrada directa na mina que actua como um canal de escoamento das águas das chuvas para o interior da mesma.
Entre este local e a antiga entrada da mina, que é antecedida por uma construção em ruínas, encontra-se um respiradouro da mina principal a 41º 48'34N - 8º 2'36O - altitude: 1399 metros. Muito cuidado aqui...

Coordenadas: 41º 48'34N - 8º 2'35O - altitude: 1388 m

A entrada para a principal mina existente nos Carris (a concessão do Salto do Lobo) acabou por abater há alguns anos devido ao efeito das chuvas sobre os suportes em madeira. Porém, este abatimento acabou por criar uma nova abertura que dá acesso ao interior da mina. A nova entrada é muito instável e deverá colapsar brevemente.

Como referi, todo o complexo mineiro apresenta várias zonas onde todo o cuidado é pouco. Antes de assinalar mais duas zonas de perigo, fica aqui uma imagem da antiga lavandaria que agora em ruínas é um local onde toda a prudência é pouca pois a vontade de espreitar para o fundo é muita...
Ao nos dirigirmos para o local onde se situava a antiga antena de comunicações sobranceira ao final da Garganta das Negras, encontramos uma paisagem única e uma nova entrada de mina...

Coordenadas: 41º 48'46N - 8º 2'37O - altitude: 1439 m

É uma mina de pequena extensão com alguma água no seu interior (Fotografia: Inês Costa).

Coordenadas: 41º 48'57N - 8º 2'41O - altitude: 1460 m

Termino o meu passeio virtual pelas zonas de perigo dos Carris com esta imagem que nos mostra um poço situado por entre a escombreira de explorações a céu aberto... sem dúvida um local onde se deve ter muito cuidado!

Fotografias © Rui C. Barbosa (excepto onde assinaladas)

terça-feira, 26 de junho de 2007

108!

Carris, 26 de Junho de 2007

Com o objectivo de referênciar os locais mais perigosos, fui mais uma vez às Minas dos Carris. Apesar de iniciar a caminhada muito tarde, esta decorreu sem problemas. O tempo quase de Verão convidava a paragens frequentes pelas lagoas ao longo do Rio Homem.
Antes de se iniciar a última subida para os Carris e dentro de um cercado que o Parque Nacional lá pôs há uns anos para estudar as turfeiras (penso eu!...), podemos ainda observar o que restam das pequenas colunas que eram utilizadas para suporte de uma conduta de água que vinha desde uma pequena represa junto à Ponte das Abrótegas e que terminaria na lavandaria dos Carris no topo da Corga da Lamalonga e perto do Salto do Lobo. Mais à frente são visíveis umas colunas maiores... os tais guardiões da serra...
Talvez das poucas paredes onde ainda resiste a velha pintura branca. Talvez um dos guardas que antigamente vigiava os Carris observasse a entrada do complexo por aqui... um olhar que não voltará...
As velhas casas dos guardas que se localizam á entrada do complexo mineiro do lado direito...
Localizada entre a cantina dos Carris e o dormitório, esta é a base de uma construção (talvez pré-fabricada?) que ali existia e da qual nada sei... alguém tem ideias?
Junto do Penedo da Saudade situava-se a casa do responsável pelas Minas dos Carris. Talvez fosse uma construção pré-fabricada da qual somente existe a base que é constituída em parte por uma garagem e por um pequeno armazém onde se situaria um gerador (?)...
Estas duas colunas seriam o suporte de um elevador da concessão do Salto do Lobo. À medida que o tempo passa a sua base vai-se tornando cada vez mais reduzida e chegará o dia em que irão colapsar para o abismo com mais de 60 metros de profundidade situado em frente ...
Quanto aos locais mais perigosos, não percam a próxima mensagem... porque nós também não!...

Fotografias © Rui C. Barbosa

segunda-feira, 25 de junho de 2007

...assim não!

Olhem, não resisti!...

- Professor, ir aos Carris é uma coisa muito má para o PNPG, não é?

- É!

- Portanto, deveria ser proibido?

- Exacto!

- Mas eu poderia lá ir?

- Podia!

- E o que é que me acontecia?

- Nada!

- Mas 'tava' a ir contra o plano de ordenamento do PNPG?

- Estava!

- E como é que o PNPG me punia?

- De maneira nenhuma!

- ...isso não é um bocadinho incoerente?

- ...chiu!

- Ir aos Carris é proibido! Mas pode-se lá ir! Mas é proibido! Mas pode-se lá ir!... Só que é proibido! O que é que acontece a quem lá vai? ...nada! É proibido! Mas pode-se lá ir!... só que é proibido!

- Portanto, posso ir aos Carris?

- Pode!

- Mas não é proibido?

- É!

- E o que é que me acontece?

- Nada!!!!!!!!!.......

- ...ah!

...uma sugestão.

Carris, 18 de Março de 2007

Para quem desejar subir aos Carris dou aqui uma sugestão para o final do caminho.

Ao chegar ao início da última subida siga sempre em frente em direcção ao Salto do Lobo. Por aqui seguia um caminho que terminava uns metros mais à frente e que daria acesso a umas explorações a céu aberto axistentes nesta área. Mantendo mais ou menos a mesma cota e superando algumas formas graníticas, terá a oportunidade de ver a Corga de Lamalonga com a imensa quantidade de escombreira ali depositada.

A entrada em Carris por este lado proporciona uma paisagem que não se vê quando chegamos a Carris pelo caminho principal. Chegamos perto da lavandaria e de uma das entradas da mina da concessão do Salto do Lobo. Pelo caminho também são observáveis explorações a céu aberto e algumas colunas que serviam para a canalização de água proveniente da pequena represa junto da Ponte das Abrótegas.

...apetece-me ir aos Carris!

Fotografia © Rui C. Barbosa

sábado, 23 de junho de 2007

...da montanha.

Carris, 22 de Junho de 2003

Falta-me o ar da montanha na cidade impregnada com o cheiro das sardinhas assadas e o rebuliço da noite maior...

Falta-me sentir o peso do cansaço ao chegar junto das ruínas... escutar o silêncio e a música do riacho que por lá perto passa...

Falta-me sentir o vento fresco no rosto... e ali sentado olhar o horizonte...

..sentir o aproximar da hora...

...o regresso...

...da montanha...

Fotografia © Rui C. Barbosa

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Levantar o véu...

Carris, 18 de Março de 2007

Aos poucos vai-se levantando o véu sobre a História do complexo mineiro de Carris do qual faziam parte três concessões mineiras: Salto do Lobo, Corga da Lamalonga e Corga das Negras.

Porém, não deixa de ser interessante o facto de talvez não existirem quaisquer registos da actividade mineira naquela zona antes e durante o período da Segunda Guerra Mundial. As histórias sobre a prospecção de minério nestas datas fazem parte dos mitos sobre Carris. Estas histórias são confirmadas pelo arqueólogo e etnógrafo galego David Pérez López que refere a actividade de uma empresa alemã no início da década de 40.

Os registos estão bem guardados e assim deverão permanecer nos próximos tempos. Difícil será obter informações precisas sobre o período de exploração germânico...

Fotografia © Rui C. Barbosa

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Caminhadas Históricas às Minas dos Carris...

Carris, 18 de Março de 2007

Era intenção deste blogue, e do autor deste blogue, levar a cabo uma série de Caminhadas Históricas às Minas dos Carris até final do ano de 2007. O objectivo destas Caminhadas Históricas era o de dar a conhecer a pequenos grupos de pessoas o pequeno canto singular do Parque nacional da Peneda-Gerês onde se localizam as Minas dos Carris, tentando fazer um enquadramento da sua História e mostrando a importância da preservação a todos os níveis daquele local.

Com o intuito de fazer estas Caminhadas Históricas foi enviada ao Parque Nacional da Peneda-Gerês uma relação das caminhadas que pretendia levar a cabo. Duas destas caminhadas previam a limpeza por grupos de voluntários do lixo existente por entre as ruínas das casas dos Carris. Infelizmente, tais caminhadas não são autorizadas pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês pois o percurso está localizado na Área de Ambiente Natural, nas Zonas de Protecção Parcial (ZPP) e Total (ZPT), pelo que, nos termos do Plano de Ordenamento do Parque, não são permitidas as actividades propostas...

Apesar de não concordar com a imposição do Parque Nacional da Peneda-Gerês, decidi cancelar todo o programa de caminhadas previsto. Este cancelamento tem acima de tudo a ver com o facto de não querer colocar em situações incómodas aqueles que pretenderiam participar nestas caminhadas e este blogue nunca será o primeiro a não acatar uma recomendação do Parque Nacional da Peneda-Gerês que por norma diz não autorizar este tipo de actividades.

Em minha opinião muito ficam a perder aqueles que gostariam de conhecer um pouco mais do nosso património que aos poucos se vai perdendo e caindo no esquecimento no meio da serra. Por outro lado, perde-se a oportunidade de utilizar um trabalho voluntário para executar uma tarefa que cabe ao Parque Nacional da PenedaGerês. Infelizmente terá de ser assim...

Por minha parte irei continuar a visitar as Minas dos Carris (para o qual terei o cuidado de pedir autorização baseada no trabalho de pesquisa que estou a levar a cabo de forma particular) e a seguir no rumo que tracei para atingir o objectivo de desvendar a História das Minas dos Carris. Se por ventura algum dia nos encontrarmos no caminho que percorre o Vale do Alto Homem terei muito gosto em vos tentar contar a História daquele lugar...

Fotografia © Rui C. Barbosa

terça-feira, 19 de junho de 2007

Como uma revelação...

Carris, 6 de Abril de 2007

Enquanto passo as tardes em casa vou pensando no meu projecto sobre as Minas dos Carris. Por entre imagens de um futuro que nunca imaginei ver, histórias de um passado do qual não me lembro... tento encontrar o rumo da estória.

Faço-o porque quero, porque me dá o gozo de recordar todas as imensas horas de caminhada, de suor, do cansaço, do ego que me empurra para um sítio cada vez mais alto sem ter o medo de saber que poderá haver aquela queda...

...enfim, vale a pena! Fechar os olhos e imaginar-me ali sentado ao Sol, sentindo o seu calor mas também o refrescar da brisa que quase sempre sopra... alivia a pele, conforta o espírito naquele silêncio tão ensurdecedor.

Carris a 27 de Fevereiro de 2005

Imaginar os telhados, as conversas que não se podiam ter pois mesmo longe os bufos ali andariam... As vidas ali passadas, os amores ali vividos, as paixões que brotavam da terra... suja, metálica, lamacenta... talvez do pó que matava, impregnando os pulmões a cada respirar... Imaginar aquelas janelas com portados, com vidros, com ferrolhos... Imaginar aquelas portas a abrir e fechar, a bater empurradas pela mão zangada, suavemente a fechar... Imaginar ali os carros, os animais a deambular... os homens a trabalhar na oficina, na lavandaria, no armazém, na casa das máquinas a controlar o gerador que se desliga no final de cada dia e que marca o início de mais uma jorna... Imaginar o estremecer do chão pelo fogo no interior da terra, o deixar assentar a poeira, o recolher e colocar a pedra no vagão... o subir do elevador, o descarregar, o ver a luz do dia no Verão ou as estrelas frias nas noites de Inverno... chegam tão cedo em Janeiro...

As casas novas, o guarda que questiona, o contrabandista que se esconde, o bufo que toma nota, o mineiro que lava o rosto sujo de pó... custa tanto respirar no final do dia...

Tentar ver os Carris, ali... ao abrir os olhos, sentado na rocha, como uma revelação...

Fotografia © Rui C. Barbosa

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Rostos do passado...

Carris, há muitos anos atrás...

É a nossa memória, não a deixemos morrer... não a deixemos numa gaveta...

Fotografia © António Ribeiro / Rui C. Barbosa

domingo, 17 de junho de 2007

...turvo.

Carris, 16 de Junho de 2007

...para que o passado não fique turvo na memória de quem somos.

Fotografia © Rui C. Barbosa

sábado, 16 de junho de 2007

107!

Carris, 16 de Junho de 2007

Uma nova subida aos Carris...
Iniciamos a caminhada com céu muito nublado e promessas de chuva. Os picos mais altos da serra encontravam-se encobertos com nuvens que queríamos nós misteriosas... faz sempre bem imaginar fadas e duendes escondidos na rochas... e nos arboredos.
...o som húmido do calcorrear começou a ser acompanhado pelos primeiros pingos de chuva mais ou menos a meio do caminho... por esta altura já sabiamos qual seria a nossa sorte... O chuva tornou-se persistente pela zona das Lamas de Homem ao passar pela Ponte das Abrótegas e na última subida era empurrada pelo vento...
Chegamos a Carris acompanhados pela neblina que nos turvava a olhar das ruínas não muito distantes... procuramos refúgio do vento e da chuva na casa do gerador... Infelizmente a acção dos que persistem em destruir Carris fez com que a nossa paragem não fosse mais prolongada... as paredes têm cada vez mais buracos com o vento e a chuva a invadir um espaço que em tempos se mantinha seco por longos períodos...

Carris assim estava inóspito, mais triste do que o costume... não parecia o mesmo lugar... Prosseguimos para as Minas das Sombras caminhando pela bruma vigiados pelos garranos... Passamos por antigos abrigos escondidos na serra e ao longe começava a definir-se a linha da fronteira... Com o granito escorregadio e mais água dentro das botas do que de fora prosseguimos o estreito trilho por entre os jovens carvalhos que irão tomar conta da encosta... se ninguém a queimar entretanto...
Chegamos à paisagem desolada das Sombras e procuramos abrigo na velha casa onde encontramos algum conforto e calor... Com a oportunidade de secar um pouco a alma e descançar o corpo, procuramos por entre as sombras e o lixo (...) velhas memórias de um local há muito vandalizado... A chuva continuou a cair... empurrada pelo vento...

...continuamos a caminhar até à portela do nosso país... e foi assim....

Fotografias © Rui C. Barbosa

sexta-feira, 15 de junho de 2007

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Outros dias de chuva...

Carris, 18 de Dezembro de 2002

...quase em tons de cinzento, são assim os dias de chuva nas Minas dos Carris.
Fotografias © Rui C. Barbosa

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Carris em Junho (IV)

Carris, 18 de Dezembro de 2002

A Segunda Caminhada Histórica às Minas dos Carris tem lugar no Sábado dia 16 de Junho. Esta caminhada histórica organizada pelo blog Carris tem como objectivo dar a conhecer aquele canto singular do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

A participação nesta caminhada não tem qualquer custo de inscrição mas o número de pessoas a incluir no grupo tem de ser necessariamente limitado (não ultrapassando o máximo de 10 pessoas). Quem desejar participar deverá obrigatoriamente de enviar um email para rcb@netcabo.pt.

A proposta que é feita é a de juntar um grupo de pessoas que estejam interessadas em caminhar o Vale do Alto Homem e percorrer as ruínas do antigo complexo mineiro de Carris e das Sombras. Como ponto extra poderemos adicionar uma ida ao ponto mais alto da Serra do Gerês, o Pico da Nevosa, caso haja tempo para tal.

O programa proposto é o seguinte:

7.00 - Concentração em Braga em frente à Bracalândia.
7.15 - Saída em direcção às Caldas do Gerês.
8.00 - Pequeno-almoço no Café Ramalhão.
8.30 - Saída em direcção à Portela do Homem.
9.00 - Início da caminhada até às Minas dos Carris.
12.30 - Chegada às Minas dos Carris. Almoço. Visita às ruínas das Minas dos Carris.
16.00 - Regresso à Portela do Homem pelas Minas das Sombras.
20.30 - Regresso a Braga.
Para Sábado dia 16 de Junho está prevista a ocorrência de céu nublado com curtos aguaceiros. O vento soprará de Oeste a 14 km/h com rajadas que podem atingir os 49 km/h. A temperatura máxima rondará os 11ºC e a mínima os 4ºC. Teremos 14,5 horas de luz com o Sol a nascer às 5h56 com o ocaso a ter lugar às 21h08.

Fotografia © Rui C. Barbosa

terça-feira, 12 de junho de 2007

Alma e coração...

Carris, 18 de Março de 2007

Ao longo destes meses tenho-me apercebido que o fascínio por esta zona do nosso único Parque Nacional não é apenas uma manía, um vício meu. Muitas pessoas têm expressado o seu sentimento sobre o local onde se encontram as Minas dos Carris.

É um local místico, sem dúvida e tal como muitas pessoas o afirmam, existe uma atracção inexplicável pelo lugar.

Sem dúvida que como nação somos um povo capaz do melhor e do pior. Isso vê-se naqueles que visitam a zona dos Carris. Tanto somos amantes da Natureza como fechamos os olhos às torturas das touradas e ao abandono dos animais; tanto amamos Carris como deixamos lá ficar as nossas marcas, o nosso lixo, o nosso rasto de destruição...

...temos a obrigação de deixar um legado às futuras gerações. Temos a obrigação de conservar o nosso passado para que no futuro ninguém se esqueça do sangue, do suor e das lágrimas da nossa bandeira e da nossa pátria... do sangue, do suor e das lágrimas daqueles que passaram tempos difíceis nas profundezas da Terra em busca do minério que lhes daria de comer...

Que legado queremos deixar? Isso compete a nós decidir... de alma e coração...

Fotografia © Rui C. Barbosa

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Um olhar feminino sobre Carris

Carris, 19 de Maio de 2007

O toque feminino num olhar sobre as ruínas históricas de Carris, um local a preservar... se o deixarem.

Estas fotografias foram obtidas a quando da realização da Primeira Caminhada Histórica às Minas dos Carris realizada a 19 de Maio de 2007.


Fotografias © Inês Costa