quinta-feira, 30 de julho de 2009

Para uma história das Caldas do Gerês, pelo Dr. Ricardo Jorge (IX)

Continuo a reprodução dos textos do Dr. Ricardo Jorge com os quais pretendia em 1891 traçar uma história das Caldas do Gerês. Estes textos foram publicados nesse ano na obra "Caldas do Gerez - Guia Thermal" e são uma primeira aproximação, que chamarei de académica, para um traçado histórico da vila termal.

Para manter o rigor do texto, decidi não o adaptar ao português actual mantendo assim as características da nossa língua mãe em finais do Século XIX.

"(...)

Até á crise política de 34 viveram as Caldas sem mudança de maior. Clientella a do costume; aldeões aos cardumes; fidalgos e capitães-móres da provincia, villegiantes do Porto, e enfim turmas de frades que no Gerez tinham estabelecido as suas brevas, para castigo e cura dos achaques conventuaes. Medicina a mesma, entregue como sempre a diplomados de provisão que se celebrizaram entre nós com a expressiva rubrica de cirurgiões idiotas.

Por vezes cahiu a vara do partido thermal em mãos cuidadosas e intelligentes. Raes foram as de José dos Santos Dias, medico de Montalegre, que em 1811 e 1812 mediu a temperatura das nascentes e poços, punlicando cuidadosas tabellas thermometricas.

De longe houve quem se importasse com as remotas aguas, tão falladas. O dr. Francisco Tavares no seu notavel reportorio sobre as aguas mineraes portuguezas incluiu com particular menção as do Gerez, e embora phantasiasse mineralisações esdruxulas, no intuito d'explicar a sua potencia therapeutica, considera-as como «as mais prestantes talvez a muitos respeitos».

Ao tempo as aguas já eram exportadas para Lisboa e até para Inglaterra. O dr. Ignacio da Fonseca Benevides vulgarizou-as e experimentou-as na sua clinica com manifesto proveito; e tanto se possuía da crença na sua efficacia que lhe dedicou um estudo clinico, Exame physico-medico das Caldas do Gerez (1830), com observações propiras e indicações praticas.

(...)"

Fotografia: © Rui C. Barbosa

Meu querido mês de Agosto...

Portela do Homem, 10 de Agosto de 2008

Estamos às portas do oitavo mês do ano e a grande percentagem do país vai entrar de férias. Ou pelo menos pensa que vai entrar de férias... isto é, as férias possíveis no meio desta coisa a que nos habituamos a chamar de crise, mas que no fundo me parece mais um estado endémico da nossa amada nação... bom, isto são outras cantigas que não fazem parte do reportório deste espaço, ciber...

Estamos chegados ao mês de Agosto... quase, quase... e certamente que o Parque Nacional da Peneda-Gerês (vamos-lhe chamar PN... para poupar na teclas...) será o destino de muitos turistas... daqueles bons e também dos menos bons, ok... maus! Se durante o resto do ano o PN já é suficientemente violentado com a presença destes menos bons, maus, turistas... o mês de Agosto atinge níveis, que a cada ano que passa, chegam a cotas mais elevadas.

Infelizmente a esta gente passa completamente ao lado toda aquela pressão que sentimos ao longo do ano quando caminhamos nas mais belas paisagens da nação lusitana... É a omnipresença do bufo ou da mancha azul que nos faz por vezes sentir aquele aperto no estômago que só é comparável a uma úlcera duodenal... por entre aquela caminhada, há sempre ali algo que nos faz pensar... e se os homens lá aparecem... bem deveria ter dado ouvidos... enfim...

É chegado o mês de Agosto... ele vão ser filas e filas (para não dizer bichas e bichas...) na Portela de Leonte e na Portela do Homem... toda aquela gasolina a queimar ao longo de intermináveis minutos para pagar p dízimo na esperança de uma passagem célere pela mata (parque nacional? "Onde andam os animais?") para arranjar um bom lugar para a viatura antes de chegar à bela da lagoa com o merendeiro às costas, a mulher de chinelos de 'meter o dedo' pelo caminho de pedras e areia (parque nacional? "Nem a porcaria de caminhos limpos de pedras e areia há!"), e os filhos criados na esperança do subsídio a gritar e a arrancar plantas (parque nacional? "Oh, Senhor... mas são tantas plantas!"). O dia tem de ser bem aproveitado, ao fim ao cabo pagamos para estar aqui...

Em todo o cenário... nada de guardas... verdes ou azuis...

Numa Portela do Homem a abarrotar pelas costuras, e com os vizinhos em reza permanente para que o tuga não ponha o carro do outro lado da linha..., lá volta a família para trás, pois afinal havia lá atrás um sítio tão lindo para o pik-nik... Chegados a Leonte, com toda a gente a suar ao Sol já abrasador e as crianças mais estéricas do que nunca, é tempo de estander a toalha e sacar o merendeiro para o resto dia dia... humm, aquela placa diz 'Proibido fazer pik-nik'... "Oh! Senhor, mas não estamos a fazer pik-nik... só estamos a almoçar..." Terrível silêncio...

Em todo o cenário... nada de guardas... verdes ou azuis... mas passou um daqueles carros patrocionados pela EDP... ou talvez não...

...vamos fugir, vamos fugir... para a montanha à procura de um sossego em pleno mês de Agosto. Vemos a urze... e o lixo, vemos o granito... e o lixo, vemos a floresta... e o lixo, vemos as mariolas... algumas azuis e outras vermelhas... e o lixo, as ruínas... e o lixo, os rios... ribeiros... riachos... e o lixo, os caminhos... e o lixo, os cumes... e o lixo, os abrigos... e o lixo, os garranos... e o lixo, as cabras... as vacas... muitos bois... e o lixo, escutamos o vento... e o lixo que vai passando, muita gente que trás lixo, pouca que o leva de volta...

Talvez alguém responsável leia isto... o mais provável é que não... ou pelo menos finja que não leu... é só lixo...

...um suspiro... meu querido mês de Agosto.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Marcos de fronteira (VII)

Encosta do Sol, 21 de Junho de 2009

Já perto do final do nosso passeio pela cumeada da Encosta do Sol seguindo os marcos de fronteira entre a Portela do Homem e a Amoreira. Foi nesta zona onde as paisagens graníticas da Serra do Gerês mais me marcaram com as suas formas aleatórias e únicas. Os marcos de fronteira lá estão, marcando a divisão política entre os povos.

Os marcos que hoje surgem aqui localizam-se perto do Outeiro da Meda e da Lage do Sino.

Aqui estão os marcos de fronteira entre o n.º 74 e 80 (faltando-me registar os marcos de fronteira entre o n.º 71 e 73).

Fotografias: © Rui C. Barbosa

terça-feira, 28 de julho de 2009

Notas Históricas (CVI)

Carris, 23 de Julho de 1957

Nesta data, devido às cotações do mercado e desinteresse por parte dos compradores, a Sociedade das Minas do Gerês Lda. solicita a autorização de suspensão de lavra da sua concessão mineira do Salto do Lobo no decurso do ano de 1957 até que as condições do mercado se modifiquem.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

Notas Históricas (CV)

Carris, 25 de Julho de 1975

A 25 de Julho de 1975 são deferidos a título precário até 31 de Dezembro de 1975 os pedidos de suspensão de lavra para as concessões mineiras do Salto do Lobo, Corga das Negras n.º 1, Castanheiro e Lamalonga n.º 1.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

Notas Históricas (CIV)

Carris, 25 de Julho de 1950

A Comissão Liquidatária da Sociedade Mineira dos Castelos Lda. envia uma carta ao governo na qual solicita a autorização da transmissão da mina do Salto do Lobo para a Sociedade das Minas do Gerês Lda. Na mesma data a Sociedade das Minas do Gerês Lda. envia uma carta na qual refere aceitar a transmissão da mina do Salto do Lobo por parte da Sociedade Mineira dos Castelos Lda., propondo para Director Técnico o Eng. Eurico Guilherme Lopes da Silva.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Três dias, três trilhos

Carris, 14 de Julho de 2009

Na primeira semana de Agosto pretendo realizar três caminhadas percorrendo diferentes zonas da Serra do Gerês.

No dia 3 de Agosto irei percorrer o denominado Trilho dos Currais seguindo o PR3-TBR que se inicia e termina junto do Parque de Campismo do Vidoeiro nas Caldas do Gerês.

No dia 4 de Agosto irei visitar as Minas das Sombras e tentar atingir o Pico da Nevosa explorando um trilho que observamos a quando da realização do Trilho da Cumeada. A caminhada será iniciada e terminará junto da Ermida da N.a S.ra do Xurés em Vilamea.

No dia 6 de Agosto o objectivo é atingir o Borrageiro e a Rocalva, iniciando a caminhada a partir da Portela de Leonte.

Se alguém estiver interessado em participar, envia-me um email. O grupo não passará dos 10 elementos e a inscrição é gratuita.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Marcos de fronteira (VII)

Encosta do Sol, 21 de Junho de 2009

Continuamos o nosso passeio pela cumeada da Encosta do Sol seguindo os marcos de fronteira entre a Portela do Homem e a Amoreira. Os marcos que hoje surgem aqui já se encontram numa área para lá da Encosta do Sol onde o olhar chega já ao Outeiro da Meda e à Lage do Sino.

Aqui estão os marcos de fronteira entre o n.º 61 e 70 (exceptuando os marcos de fronteira entre os números 63 e 65).

Fotografias: © Rui C. Barbosa

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Vamos limpar o PNPG!! (II)

Carris, 12 de Junho de 2009

No passado dia 13 de Junho lancei neste blogue a ideia de se realizar uma actividade de limpeza do Parque Nacional da Peneda-Gerês onde todos possam participar e dar o contributo para que o nosso único parque nacional se livre, pelo menos durante algumas semanas, da praga do lixo espalhado por montanhistas inconscientes e visitantes de fim-de-semana que o deixam espalhado pela serra.

Esta ideia vem na sequência de uma outra actividade já levada a cabo no dia 20 de Setembro de 2008 e que teve como objectivo limpar a zona das Minas dos Carris. Quem estes dias percorre a Serra do Gerês poderá ver como a monmtanha mais bela de Portugal está imunda.

Vivemos num estado que não sabe ou não consegue assumir as suas responsabilidades e que é habitado por cidadãos para os quais viver no meio do lixo que produzem e que deixam espalhado por onde passam, é uma forma de vida.

Assim, foi proposta a realização desta actividade geral de limpeza do Parque Nacional da Peneda-Gerês para o dia 5 de Setembro de 2009 (podendo ser prolongada até ao dia 6 de Setembro) com a constituição de várias equipas de voluntários que estejam dispostos a ajudar na recolha do lixo que abunda pelas Minas dos Carris, pelos Prados da Messe, pelo Vale de Teixeira, pelo Arado, pela Pedra Bela, pela estrada nacional entre a Portela de Leonte e a Portela do Homem, pela Geira Romana e por muitos outros locais do parque nacional.

As inscrição serão ilimitadas e quem quiser participar pode enviar o seu contacto (primeiro e último nome, endereço de email e se possível local na Internet onde possa divulgar a iniciativa) para o email limpar.o.pnpg.2009@gmail.com. Já enviei ao Parque Nacional da Peneda-Gerês uma proposta e um pedido de autorização para a realização desta actividade (mas infelizmente ainda não obtive qualquer resposta).

Poderá ser um grande movimento de voluntários que de uma vez por todas façam ver a este nosso Portugal que o nosso único parque nacional tem de ser respeitado e assim talvez comece a respeitar todos aqueles que o amam!

Espero pelas vossas sugestões... a bem do PNPG e da Natureza!

Fotografia: © Rui C. Barbosa

Notas Históricas (CIII)

19 de Julho de 1941

Nesta data é escrito um manifesto por parte de Aníbal Pereira da Silva para assegurar os direitos de concessão da Corga das Negras. No mesmo dia é passada a respectiva certidão de registo.

A 10 de Julho de 1942 e a 16 de Julho de 1942 são eleborados dois certificados que seriam anexados a uma reclamação por parte de José Maria Gonçalves de Freitas que contestava a demarcação do pedido de concessão de uma mina de volfrâmio por parte de Dmingos da Silva, Lda. denominada Salto do Lobo. Os dois certificados eram, respectivamente, do Presidente e membros da Junta de Freguesia e Regedor do Covelo do Gerês, e do Presidente e membros da Junta de Freguesia e Regedor de Santa Marinha de Ferral. Mais tarde veio-se a provar que tais certificados haviam sido obtidos de forma ilícita.

Fotografias: © Rui C. Barbosa

Para uma história das Caldas do Gerês, pelo Dr. Ricardo Jorge (VIII)

Continuo a reprodução dos textos do Dr. Ricardo Jorge com os quais pretendia em 1891 traçar uma história das Caldas do Gerês. Estes textos foram publicados nesse ano na obra "Caldas do Gerez - Guia Thermal" e são uma primeira aproximação, que chamarei de académica, para um traçado histórico da vila termal.

Para manter o rigor do texto, decidi não o adaptar ao português actual mantendo assim as características da nossa língua mãe em finais do Século XIX.

"(...)

Joaquim Vicente Pereira Araujo foi em expedição á serra com o dr. Maia Coelho em 1782, por mandado do arcebispo de Braga, e das suas impressões deixou em manuscripto um relatorio, bem trabalhado de sciencia e estylo - Diario philosophico da Viagem ao Gerez. O pioneiro dos naturalistas do Gerez percorreu a serrania, extasiando-se perante o pinturesco panorama alpestre, colleccionando rochas, indicando as essencias florestaes, analysando os monumentos romanos, e tomando nota dos habitos selvagens da gente gereziana, segregada ainda do convivio do mundo e das leis do paiz. A sua penna, tão sympathica e intelligente, acera-se para acoimar o estado vergonhoso das caldas, tão em desproporção com a sua avultada frequencia, tão chocante mesmo para uma alma bem formada. As guaritas thermaes «sujas, mal calafetadas e sem portas»; a fidalgaria, que por lá villegiava, punha-lhes escudeiros de bacamarte á entrada para servir-se dos poços quando muito bem lhe aprouvesse. Gasta a sua eloquencia o sympathico touriste em pedir protecção ao Estado contra tanta inclemencia e deshumanidade.

Dez anos depois vinha ao Gerez um professor allemão, Link, que de companhia com o conde de Hoffmansegg, excursionava por Portugal, explorando a flora do paiz. O illustre viajanta, a cuja memoria somos devedores de tanto respeito e gratidão pelo seu conhecido livro - Viagem em Portugal -, não sabe como encarecer as suas impressões encontadoras do Gerez, a formosa região de se apartou »com pesar». Ao transpor o Cavado julgou que passava o Lethes; as florestas da serra fizeram-lhe esquecer as da sua «pátria e até as da Inglaterra».

Vibra gebadas aos tanques dos banhos e às cortinas de lençol; e sabe descrever-nos com viveza aquelle mundo thermal de fifalguia minhota com embofias d'etiqueta, e damas esquipaticas defumadas do flato com thuribulos d'incenso. havia tambem gente do Porto, especialmente da colonoa ingleza. Irritado com o abandono brutal em que via tudo, exclama: «As Caldas, na extrema do reino, jazem esquecidas do governo». A dura, mas justissima phrase, só um seeculo depois é que havia de ser levantada.

(...)"

Fotografia: © Rui C. Barbosa

terça-feira, 21 de julho de 2009

Marcos de fronteira (VI)

Encosta do Sol, 22 de Junho de 2009

Continuando com a minha colecção de imagens dos marcos de fronteira entre a Portela do Homem e a Amoreira.

Tendo decidido na altura encontrar um ponto melhor para observar o Vale do Alto Homem, acabamos por nos afastar da linha de fronteira, o que levou a que perdesse alguns marcos entre o marco de fronteira n.º 39 (inclusivé) e o marco de fronteira n.º 50 (inclusivé). Ficam as fotografias dos marcos de fronteira entre o n.º 51 e 60.
Fotografias: © Rui C. Barbosa

Outros lugares de Carris (CII)

Carris, 19 de Julho de 2009

...mil entradas no blogue. Carris ainda tem muito para nos mostrar...

Fotografia: © Rui C. Barbosa

segunda-feira, 20 de julho de 2009

140... uma inesperada passagem pelos Carris

Carris, 19 de Julho de 2009

Foi uma inesperada passagem pelas Minas dos Carris. Ficam algumas fotografias desta 140º visita...

Fotografias: © Rui C. Barbosa

domingo, 19 de julho de 2009

Xertelo - Castanheiro, por mundos fantásticos de Tolkien visitamos as paisagens de Torga

Castanheiro, 19 de Julho de 2009

Foi uma caminhada de mais de 31 km nas quais as paisagens de Torga pelas quais passeavamos nos faziam lembrar outros mundos na fantasia de Tolkien. Profundos vales, paredes escarpadas, um imenso verde e um imenso cinza granítico, por fim tudo sobre um infinito céu azul que nos recebeu em Xertelo já passavam das 8h30.

Facilmente atingimos o estradão que conduz para lá das Lagoas do Marinho, mas o nosso objectivo era o marco geodésico do Castanheiro (objectivo de uma outra actividade levada a cabo anteriormente). A chegada ao Castanheiro fez-se às 10h30 e depois de passarmos pelo Espigão da Lama de Pau e ao lado do Alto das Portas do Castanheiro. Após um descanso e do registo fotográfico de umas pequemas escombreiras que me haviam passado despercebidas a quando da minha primeira visita ao Castanheiro a 4 de Junho de 2007, decidimos transformar a caminhada num percurso circular em vez de regressarmos pelo mesmo caminho. Decidimos então rumar em direcção à Lamalonga seguindo pelo trilho que faz a cumeada sobre o vale da Ribeira das Negras. Ladeano a Matança, entramos na Lamalonga e iniciamos a ascenção até às Minas dos Carris onde acabamos por almoçar.

Para o regresso optamos por passar pela Lagoa do Marinho. Iniciamos então a marcha de regresso descendo pelo estradão que conduz às Minas dos Carris pelo Vale do Alto Homem até chegarmos ao ponto de água na Ponte das Abrótegas. Depois de abastecermos de água, seguimos em direcção às Lamas de Homem e depois pela Passagem de Maceiras descendo para o fantástico círco glaciar dos Cocões do Concelinho. Algumas fontes referem que aqui o gelo teve uma espessura de 150 metros. Após novo abastecimento de água prosseguimos em direcção ao Couce onde pudemos observar os denominados complexos morénicos do Vale da Ribeira do Couce e a paisagem agreste dos Chamiçais e da Terra Brava.

Chegados ao abrigo da Lagoa do Marinho tivemos a oportunidade de nos refrescar com a água fresca da sua fonte e observar como a ignorância de alguns poderia provocar um incêndio florestal quando alguns anónimos ocupantes do abrigo deixaram a fogueira no exterior a queimar o seu lixo, pondo-se em 'fuga' ainda antes da nossa chegada.

Após passarmos pelo abrigo chegamos finalmente ao comprimento e quase eterno estradão que nos levou de volta ao nosso ponto de partida na aldeia de Xertelo depois de passarmos pelas paisagens da Roca Alta, da parte traseira do Alto da Surreira do Meio Dia e das Lajes dos Infernos com muita gente a banhar-se nas água da Ribeira de Cabril junto do aproveitamente hidrográfico da EDP.

Foi uma actividade fantástica de mais de 10 horas pelas belas paisagens da mais bela montanha de Portugal.

Fotografias: © Rui C. Barbosa