sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Trilho das Bruxas - Aventura no Gerês


No próximo dia 03 de Novembro, com organização da responsabilidade da associação empresarial Gerês Viver Turismo, vai realizar-se a quinta edição do evento “Trilho das Bruxas”.

A aventura e a surpresa serão os principais “ingredientes” da caminhada nocturna proposta aos participantes. Percorrerão um trilho em autonomia, sendo que em pontos estratégicos existirão elementos orientadores. Pelo caminho, será de esperar a presença do inesperado.

Junto ao Núcleo Museológico de Campo do Gerês, no concelho de Terras de Bouro, local de partida e chegada da caminhada, vai estar instalada a “Feirinha das Bruxas” com diversos produtos, incluindo comes e bebes. Também nesse local acontecerá o esconjuro e será oferecida a típica queimada aos participantes. Também típico, é o caldo no pote que será servido gratuitamente a quem se inscrever. A acompanhar, muita animação.

A inscrição no evento, no valor de 2,50€ para crianças até aos 12 anos (inclusive) e de 7,50€ para os restantes, inclui seguro, malga para o caldo e copo para a queimada.

São motivos suficientes para que a noite de 03 de Novembro no Gerês seja de aventura e diversão.

Horários:

Abertura da Feirinha das Bruxas: 18:30
Secretariado (registo de presenças): das 19:30 às 20:30
Animação: 20:30
Início da caminhada: 21:00
Fim da Caminhada: 23:00 (aproximadamente)
Animação: 23:15
Esconjuro + Queimada: 23:45
Animação: 00:00

COMO SE INSCREVER

Enviar email para tbruxas2018@gmail.com com o seguinte:

Nome completo + Data de nascimento + Concelho de residência + Email (de cada uma das pessoas a inscrever)
Comprovativo de transferência do valor total correspondente às pessoas a inscrever
NIB para transferência: 0045 1291 40219997712 71
Data limite para inscrições:  31 de Outubro 2018 (18:00)

Barbacana "La huella del lobo"


Carlos Evaristo refere na página da AMO Portugal - Parque Nacional da Peneda-Gerês (no facebook), que este é "um filme que estreia nos cinemas (...) em Espanha. Segundo me inteirei estão a fazer contactos para passar nos cinemas em Portugal.

Transcrevo: "Hola Carlos. Estamos trabajando para poder proyectar la película en cines en Portugal y en otros países de Europa. También se podrá ver en televisión, Un cordial saludo.""

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXXIX) - Olhando para trás a caminho das Minas dos Carris


Muitas vezes esquecemo-nos de olhar para trás quando caminhamos em direcção a um objectivo. Esquecemo-nos que o verdadeiro momento pode estar a acontecer atrás de nós e muitas vezes é necessário parar e olhar para trás. Nunca sabemos quando o deveremos; apenas sentimos que temos de o fazer e naqueles três segundos do momento somos assombrados pela magnificência da paisagem que se revela e que desperta em nós a fonte dos sentimentos que nos farão recordar aquele momento, tal como nesta fotografia do Vale do Alto Homem, Serra do Gerês, olhando para Poente.

Mais tarde faremos (ou não) um trabalho nessa fotografia que é, ele mesmo, um outro reflexo do momento que vivemos no presente e daquilo que nos completa e tolda a nossa diferença na personalidade humana. Assim, a fotografia (um rascunho de uma prosa poética de sensações visuais) torna-se numa prosa poética que se consolida neste preciso instante onde o vento uiva e a saudade dos dias frios faz crescer a vontade do regresso a casa.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Magusto Convívio 2018 Germil

Domingo, 18 de Novembro 2018 pelas 15:00, a associação Péd`Rios irá organizar na sua sede em Germil  "Magusto Convívio 2018".

O convívio esta aberto a todos os sócios, amigos Péd´Rios e aos habitantes da aldeia de Germil e das freguesias do município de Ponte da Barca. 

No nosso convívio à volta da fogueira teremos castanhas, jeropiga, vinho, sumos, salgadinhos, bolos e uma apresentação multimédia onde iremos mostrar fotos das actividades Péd´Rios e festividades em Germil durante o ano 2018. 

Vem conviver com a gente de Germil e conhecer a nossa sede! 

Mais informações aqui.

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXXVIII) - "Eu sou as ruínas que resistem"


Minas dos Carris, Serra do Gerês, a 4 de Fevereiro de 2015.

Mas...
...estarei ao teu lado na sombra que te acompanha...
Na brisa que te percorre o rosto...
No último raio de sol, na gota da chuva, no charco ao lado do teu reflexo...

Irei olhar o infinito vazio...
Procurar a paz, o silêncio que nos penetra a alma...
O prazer que me vai alimentar o espírito...

A vontade de um dia regressar... só...

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXXVII) - Louriça, ou um cruel vislumbre do Inverno


Para sentir a poesia da paisagem, tens de sentir o frio no teu corpo e a dor na tua alma. A Louriça, píncaro granítico da Serra Amarela, surge nesta fotografia como um cruel vislumbre do Inverno.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Histórias dos povos do Gerês: a extinção do Ibex-Português ou Cabra Pyrinaica Lusitanica e a Serra do Gerês descrita como um lugar de cabras bravas com ferozes cabrões


A cabra brava ou pyrinaica que agora abunda nas altas montanhas e fragas da Serra do Gerês, é uma reintrodução feita com sucesso, mas a verdadeira cabra da Serra do Gerês foi declarada extinta a 17 de Setembro de 1908. Era o Ibex-Português, conhecida em Portugal apenas por cabra montesa. A cabra pyrinaica lusitanica é uma subespécie extinta da ibex Espanhola que habitou as grandes penedias da Serra do Gerês. 

Era uma espécie que na coloração e tamanho era bastante semelhante à espanhola, embora as manchas fossem mais para o castanho do que para o preto. As hastes eram diferentes de qualquer subespécie Ibérica. Eram apenas metade do comprimento das ibex-dos-pireneus cerca de 50 cm, mas eram o dobro em largura. 

A última foi capturada pelo pessoal florestal em 20 de Setembro de 1890, na Albergaria, sendo enviada à Direcção Geral de Agricultura no dia 23 do mesmo mês. 

No dia que foi apanhada chovia torrencialmente e na Albergaria trabalhava-se na preparação de terreno para viveiros e a cabra veio de cima do Rio Forno, caminhando sossegada e atravessou a terra cavada, os trabalhadores estavam recolhidos da chuva e ao a avistarem começaram a gritar e cercaram o animal, chegaram a disparar um tiro que não a atinge, porém a cabra sobe a terra amolecida acabou por se enterrar e permitiu desta forma que os trabalhadores lhe deitassem a mão, apanhando assim a última cabra pyrinaica lusitanica que foi vista na serra do Gerês. 

O conhecido naturalista e geógrafo alemão, Link que passou e estudou a serra do Gerês teve um exemplar adquirido pelo seu companheiro, o conde Hoffmansegg, que depois ele descreveu minuciosamente. 

Finalmente a 17 de Setembro de 1908 no terceiro e último dia da grande expedição em busca das últimas cabras do Gerês organizada pela "Ilustração Portuguesa" e que contou com duzentos caçadores e cem acompanhantes entre os quais se contava um grupo de cientistas convidados, regressavam da serra com a certeza que a cabra pyrinaica lusitanica estava extinta. 

Os incêndios e a caça desregulada terão sido as principais causas do desaparecimento desta espécie, que durante séculos foi das mais presentes na região do Gerês. 

Exemplo disso é um relato do século XVII ,onde o padre Carvalho da Costa descreve a serra do Gerês como um lugar diferente de "CABRAS BRAVAS COM FEROZES CABRÕES "

Texto de Ulisses Pereira

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Um nada bruxuleante


Lentamente vai chegando tomando conta de mim enquanto o horizonte anuncia um novo dia...
Contemplo o último nascer do Sol como sendo a beleza dos dias que não tive
A aurora transmuta-se numa paleta de cores em dias cinzentos
E o corpo adormece, finalmente em paz
Não mais sinto o cheiro da terra molhada
Ou o leve toque das folhas d'Outono
Não mais sinto o frio da montanha
Ou o clamor das luas d'Inverno
Não mais escuto o som do rio
Ou o uivo do lobo solitário
E pela aurora a eterna noite vai chegando
Com os seus lençóis de terno veludo
Ela toca-me com dedos de cetim
Sinto o seu ternurento aconchego
E nos seus braços, à luz do seu doce sorriso
Adormeço embalado pela sua secreta melodia
Penumbra e escuridão
Teias de solidão nascem por todos os lados
A eterna noite chega... em paz.
Silêncio...
Entre a passagem do tempo
Navego nas colinas ondulantes da saudade
Desagrego-me em folhas de escrita e palavras açoitadas pela leve brisa dos dias... fui a ruína que resistiu
E nas memórias do tempo surge uma pausa... de novo, silêncio!
...levo as minhas mãos ao rosto e sinto o frio e áspero passar dos anos nas rugas da minha pele
Algo transcende a luz e todas as outras coisas
E a sua própria existência
Fui...
...como a primeira luz da manhã
...como o luar numa noite de Inverno
...como uma brisa numa noite quente de Verão
...como a água que me saciou a sede
O último pensamento, todos os dias... desde sempre.
Sou...
...um nada bruxuleante...

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CCLXXVI) - Minas dos Carris para além da memória


São estas as ruínas que irão sobreviver para além da memória. Minas dos Carris, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Centro de Interpretação do Planalto da Mourela - CIPM


O Planalto da Mourela, que se situa na Província de Trás-os-Montes, concelho de Montalegre e está integrado no Parque Nacional da Peneda-Gerês e na Reserva da Biosfera Gerês-Xurês, possui uma grande diversidade de recursos naturais e culturais. Este território foi alvo de um projecto - “Gestão Sustentável dos Matos/Urzais do Planalto da Mourela”, financiado pelo EEA Grants, ADERE Peneda-Gerês e Câmara Municipal de Montalegre. Além da intervenção directa nos espaços comunitários das diversas aldeias do Planalto da Mourela foram também criadas condições de visitação e de divulgação das práticas de gestão comunitária do território e das formas de maneio dos matos e do gado destinadas ao público em geral e a visitantes escolares.

Neste âmbito, o edifício que outrora funcionou como Casa de Serviços Florestais foi reconvertido num Centro Interpretativo que tem como temas fundamentais a educação e interpretação ambiental. Aqui, os visitantes podem encontrar toda a informação para uma visita ao planalto e a toda a área envolvente – Parque Nacional da Peneda-Gerês e concelho de Montalegre; uma exposição temática que destaca o Homem agricultor, a agricultura que se pratica e os recursos que se obtêm do maneio do gado e dos matos; uma sala polivalente onde se podem realizar actividades de educação ambiental com recurso a materiais didácticos dirigidos a diferentes níveis de ensino e que versam temáticas como a água, turfeiras, adaptações das plantas, solo, rochas, entre outras.

O Centro de Interpretação do Planalto da Mourela - CIPM – situa-se à entrada da aldeia de Pitões das Júnias e está aberto ao público aos sábados e domingos entre as 10h00 e as 12h30 e por marcação às quarta-feira, quinta- feira e sexta-feira. Os visitantes obtêm mais informações no Pólo do Ecomuseu de Barroso de Pitões das Júnias Corte do Boi, aos sábados e domingos entre as 15:00h e as 17:30h. Podem também contactar (929137014; cipmourela@gmail.com) o Ecomuseu de Barroso, o Município de Montalegre e a ADERE Peneda-Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Programa de caminhadas guiadas às Minas dos Carris pelo Parque de Campismo de Cerdeira


O Parque de Campismo de Cerdeira está a levar a cabo uma série de actividades nas quais é possível visitar as antigas ruínas das Minas dos Carris e o Vale do Alto Homem.

Designada por "Caminhada aos Carris", esta actividade mensal tem como objectivo realizar uma visita guiada às minas com explicação dos aspectos mais importantes da actividade mineira na altura da II Guerra Mundial. A caminhada é feita ao longo do Vale do Homem.


A próxima actividade terá lugar a 20 de Outubro, com as seguintes a realizarem-se a 17 de Novembro, 8 de Dezembro e 29 de Dezembro.

Outras datas serão divulgadas posteriormente.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 13 de outubro de 2018

Quando já nada restava além de cinzas e gelo


Carrego no gatilho da não existência
No chão espalhados estão os recortes de um puzzle de memórias que se misturam nas cores de um cubo mágico.
Um caleidoscópio de quantas que se movem mais rápido do que o olhar
O horizonte é traçado por um longo comboio de indistintas carruagens
Transportam imagens
Sons e vibrações
Vagões carregados de sentimentos
Vislumbres que se tornam fugazes fagulhas açoitadas ao vento
Ao som monótono de um piano de teclas negras e sem memória
A mordaça que nos cala e sufoca
Um sonho torpe...
O ar quente que se cola à pele e transforma-se no suor que entorpece o ser
Respiro a saudade a cada passo nas ruas poeirentas e no olhar que se cruza com a negrura do desconhecido
Serei sempre um estranho numa terra onde anoitece cada vez mais lesto
Olho as estrelas e o céu é-me desconhecido, como um Norte que não existe
Um relâmpago transporta o som esdrúxulo de um ribombar que se alonga nas montanhas que me toldam a saudade
Tal como o teu olhar em silêncio que fala mais do que todas as tuas palavras
E é então, que por entre o sonho das noites quentes, a neve cobre o que resta de mim esculpido no granito rude que me quebra as unhas e as arranca da pele
Arrasto-me na tormenta, e por entre a negritude do nevoeiro quando ao longe vejo o Sol pôr e as sombras que se arrastam deixando atrás de si um véu negro e sem estrelas
E é um vento que uiva com a força de algo tão forte que faz tremer as fundações da Terra
Naquele último instante, quando já nada restava além de cinzas e gelo, ouvi o teu nome... por entre a beleza das cores do Inverno.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A evidência do incêndio criminoso em Vilarinho da Furna


A imagem não engana ninguém e em especial aqueles que conhecem o traçado do Trilho da Serra Amarela entre o paredão da Barragem de Vilarinho das Furnas e o seu percurso no Peito de Gemesura.

A evidência do incêndio criminoso está aos olhos de todos! Quem é esta gente? Serão os mesmos que causaram o grande incêndio que devastou a face Sul da Serra Amarela há vários anos atrás?

Fotografia © Ana Paula Rebelo (Todos os direitos reservados) via facebook