quinta-feira, 16 de abril de 2015

IV Jornadas das Letras galego-portuguesas em Pitoes das Júnias (Actualização)


Já anteriormente havia referido que terão lugar a 30 e 31 de Maio as 'IV Jornadas das Letras Galego-Portuguesas em Pitões das Júnias'.

O programa então apresentado sofreu algumas actualizações:

Programa Provisório:

Dia 30 de Maio. Sábado

10:00: Mónica O'Reilly: "Myth and identity: Leabhar Gabhála Éireann: Construction and de-construction of irish, Galician and Portuguese Gaelic narrative" (Tradução simultânea: João Paredes).

11:00: João Paredes: "Sobrevivências da antiga religião galaica e concomitâncias na Europa atlântica".

12:00: Marcial Tenreiro: "Mito, realidade e território; Para uma etno-árqueologia jurídica na céltica peninsular.

13:30: Comida

16:00: Filme: "Cemraiost'abram" de Mónica Baptista.

17:00: Apresentação das Atas das Jornadas das Letras galego-portuguesas dos anos passados.

18:00: Livre

Dia 31 de Maio. Domingo.

10:00: Maria Dovigo: Lei estranha do herdo. Presença da avó na poesia galega contemporânea: As elegias de Joana Torres.

11:00: Hugo da Nóbrega: Identidade toponímica do Norte de Portugal e localização do nome da Gallaecia.

12:00: (Apresentação sem confirmar)

13:00: Comida.

15:00: Conclusões e posta em comum.

16:00: Visita turística por Pitões das Júnias

terça-feira, 14 de abril de 2015

225... Até às Minas dos Carris as portas estão abertas para a História


Minas dos Carris, 12 de Abril de 2015

Esta foi a segunda incursão em dois dias até às Minas dos Carris através do Vale do Alto Homem e novamente o prazer de partilhar História e histórias ao longo deste vale e por entre aquelas ruínas.

O caminho já foi descrito muitas vezes noutros textos aqui neste blogue. As sensações são imensas e a cada passo espera-se algo de novo. E acreditem que há sempre algo de novo à espreita, seja o vislumbre de um lagarto de água ou de uma cabra selvagem por entre a penedia.

No entanto, está-se sempre à espera que algo realmente desperte o interesse... um novo muro de pedras soltas, o olhar por debaixo de uma ponte. São estes os «cliques» que aguçam a curiosidade!

Muitas vezes passei já pelo Modorno e já havia há muito tempo reparado nas estranhas pedras que parecem mariolas ou num outro muro num canto fitando o vale. Aliás, já desde muitos anos que me intriga os carreiros marcados nos velhos mapas e que nos levam a pontos lá no alto do cabeço que vigia altaneiro, o Rio Homem. Desta vez, a iluminação do Sol àquela hora fez-me ver o que me havia escapado em outras passagens, mesmo no dia anterior. Já falei desses muros neste blogue e nas fascinantes oportunidades que podem representar.

Até às Minas dos Carris as portas estão abertas para a História e estas «descobertas» só provam que há muito, mesmo muito para aprender sobre aquele vale e abrem-nos largos horizontes para outras zonas da Serra do Gerês onde certamente a ocupação do Homem deixou vestígios que agora estão escondidos e à espera de ser revelados numa eterna procura de conhecimento sobre aquela formidável montanha.

Ficam aqui algumas imagens deste dia...





























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Por vezes, é preciso olhar por debaixo das pontes


Passamos sempre por cima delas, mas por vezes é mesmo necessário olhar por debaixo das pontes para descobrir a sua história.

Neste caso, a Ponte das Águas Chocas a caminho das Minas dos Carris.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A ocupação humana do Vale do Alto Homem: a problemática dos abrigos no Cabeço do Modorno


No artigo 'Para um estudo da ocupação humana do Vale do Alto Homem' elaborei um pouco sobre a presença de vários abrigos toscos na margem direita do Rio Homem entre a Água da Pala e a Corga do Concelho imediatamente antes das Curvas do Febra.

Ora, nesse artigo mostra-se que a existência destas abrigos demonstram que a ocupação do Vale do Alto Homem iria muito para lá da sua intensa utilização no acesso à Mina do Salto do Lobo (mais tarde Minas dos Carris), sendo utilizado como acesso ás pastagens de altitude em Carris, Abrótegas, Lamas de Homem, Amoreira, etc., além de outras actividades, tais como o contrabando e a carvoaria (Teixo).

Porém, uma particularidade que sempre me intrigou foi o possível acesso ao alto do Cabeço do Modorno e mais recentemente a existência de abrigos toscos na vertente Poente desse cabeço.

Ao se analisar a Folha 31 da Carta Militar editada com os trabalhos de campo realizados em 1949, verificamos a existência de um carreiro que, proveniente da margem do Rio Homem, se dirige ao topo do Modorno. Conhecendo o terreno e as suas vertentes inclinadas, somos questionados sobre a utilidade de tal carreiro, ainda mais tendo em conta que o cabeço não passa como que uma crista que se projecta no Vale do Homem.

Recuemos ao período antes de 1942. Nesta altura, como já por diversas vezes referi noutros textos e como é descrito no livro 'Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês', o caminho que percorria o Vale do Alto Homem iniciava-se perto da Cascata de S. Miguel e percorria a margem esquerda do Rio Homem até à sua passagem para a margem direita do rio na Água da Pala, prosseguindo vale acima até passar novamente para a margem esquerda após vencer os declives escarpados que surgem na proximidade do Modorno. A razão para a passagem de margens é óbvio, pois as inclinações na margem esquerda do Rio Homem não permitiam a sua utilização para um simples carreiro de pé-posto. Isto torna-se óbvio para quem já percorreu o actual caminho para as Minas dos Carris, onde pode observar o intransponível declive na passagem do Modorno.

Bom, se assim é, é premente se colocar a questão sobre a existência de abrigos toscos, de facto pequenos muros, na vertente Poente do Modorno. E ainda mais é premente questionar sobre a sua utilidade numa zona onde o acesso a pé seria quase, senão, impossível numa altura onde aquela margem não era rasgada pela estrada mineira.

O recente fogo que consumiu a vegetação de parte do Vale do Alto Homem, pôs a nú esses vestígios que sem dúvida merecem um olhar mais atento e um estudo mais cuidado. Sem dúvida que esta será uma problemática à qual irei dedicar algum tempo de visita naquele local.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

224... De volta às Minas dos Carris


Esta foi a primeira de duas caminhadas tendo por destino as Minas dos Carris realizadas em dois dias consecutivos. Mais uma vez, foi a oportunidade de mostrar a paixão por aquele lugar e de contar as histórias que marcaram parte do século XX na Serra do Gerês.

Com um dia de Primavera, o percurso pelo Vale do Alto Homem fez-se sem grande dificuldade, ou com a dificuldade do costume, mas sempre com a vontade de começar a fazer umas visitas às tantas lagoas do Rio Homem. Mais uma vez a jornada foi coroada com o avistamento de alguma fauna selvagem entre rapinas e as cabras selvagens.

Esta foi a primeira vez em muitos meses (ou talvez anos) em que visitei as minas durante um dia de Sábado e de facto espanta-me a curiosidade que aquele local desperta a muitos visitantes. Sem dúvida que o local merece uma atenção espacial por parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês, tendo todo o potencial de se transformar num pólo de educação ambiental único no nosso país.

Ficam algumas imagens do dia...



























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)