quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Iº Encontros de Montanha


Para recordar este importante evento para as actividades de montanha em Portugal que terá lugar nas Caldas do Gerês.

Os Iº Encontros de Montanha serão realizados no Auditório do Centro de Animação Termal Caldas do Gerês nos dias 25 e 26 de Outubro de 2014, têm como tema a "Segurança em Montanha".

Programa detalhado

Dia 25 | Auditório do Centro de Animação Termal | Vila do Gerês

15:00 | Apresentação do evento: José Carlos Pires e Rui Barbosa;

15:15 | Filipe Mota Pires (Câmara Municipal de Terras de Bouro)

Painel 1 | Apresentação e moderação: Rui Barbosa

15:30 | Carlos Sá Nature Events (Carlos Sá)

15:45 | Clube de Montanhismo de Braga (Amadeu Barros)

16:00 | Bike Service | Gerês Granfondo (Manuel Zeferino)

16:15 | Clube de Orientação de Braga (Tânia Covas Costa)

16:30 | Sessão de perguntas e respostas

16:45 | Resumo / Conclusão do Painel 1: Rui Barbosa

17:00 - Cofee Beak

Painel 2 | Apresentação e moderação: José Carlos Pires

17:15 | Escola Superior de Desporto e Lazer do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (Professor Joel Pereira)

17:30 | Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas

17:45 | GNR | Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro

18:00 | Protecção Civil | Comando Distrital de Operações de Socorro, Braga (2º Comandante Operacional Distrital, Vítor Azevedo)

18:15 | Sessão de perguntas e respostas

18:30 | Resumo / Conclusão do Painel 2: José Carlos Pires

Resumo Global: José Carlos Pires, Rui Barbosa e Filipe Mota Pires

Pausa para jantar


21:30 - Projecção do filme “127 Horas”. Um drama de aventura realizado por Danny Boyle. O filme é protagonizado por James Franco, que interpreta o papel de um alpinista que ficou preso numa zona de deserto rochoso. Um filme intenso, cuja temática se relaciona com a segurança em locais como a montanha.

Dia 26 | Vila do Gerês | Rio Gerês | Parque Tude de Sousa

10:00 | Simulação de resgate pelo Grupo de Intervenção Protecção e Socorro da GNR

Nota: No caso de se registarem más condições climatéricas, esta simulação será substituída por uma exposição de equipamento de resgate.

10:30 | Mini-prova de orientação pelo Clube de Orientação do Minho no interior do Parque Tude de Sousa. A participação é gratuita.

Organização |

Gerês Viver Turismo - Associação de Defesa e Promoção do Gerês (www.geres.pt)

Blogue Carris (www.carris-geres.blogspot.com)

Apoio |

Câmara Municipal de Terras de Bouro (www.cm-terrasdebouro.pt)

Colaboração |

Adelaide Hotel

Empresa das Águas

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Um aspecto particular da evolução da degradação do complexo mineiro dos Carris


Por várias vezes tenho solicitado o envio de fotografias antigas das Minas dos Carris. Isto terá dois objectivos: o primeiro, como é óbvio, conseguir o maior número possível de fotografias na concretização de uma base de dados fotográfica que permita testemunhar todas as fases das Minas dos Carris; e segundo, concretizar de forma visual os aspectos da evolução do complexo mineiro durante a sua construção, utilização (nas diferentes fases de exploração) e posterior evolução das ruínas nos píncaros geresianos.

Já por várias vezes aqui publiquei exemplos (quase um 'antes e depois') da evolução destas ruínas e no livro 'Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês' são várias as fotografias a partir das quais se podem estabelecer essa comparação.

No entanto, existem zonas no complexo mineiro dos Carris que devido à sua pouca importância não são alvo de um registo fotográfico que nos permita uma comparação. Isto é normal, pois se a zona não nos chama a atenção não a iremos fotografar. Se esta premissa é actual no nosso mundo de imagem digital, mais verdadeira seria numa altura em que se contava as fotografias disponíveis num rolo fotográfico. Neste tempo, só uma perspectiva feliz, um jogo de luzes ou um acontecimento no imediato nos faria «gastar» essa fotografia, ficando assim registado para a posteridade possível uma paisagem que de outra forma não mereceria a nossa atenção.

Estes momentos felizes de há dezenas de anos são agora ferramentas úteis na avaliação da evolução daquelas ruínas (como certamente aconteceria noutro lugar qualquer) e do complexo mineiro em geral não só à superfície, mas também ajudar-nos a compreender o que se passa na profundidade e na escuridão das galerias mineiras que não são percorridas há 40, 50 ou mesmo 60 anos!

A fotografia que encabeça esta publicação é paradigmática em relação a tudo o que escrevi aqui. No essencial, a fotografia não nos apresenta aspectos de peculiar importância naquele momento de Setembro de 1984, altura que foi obtida por João Paulo Costa. O fotógrafo pretendeu registar o caminhar dos seus companheiros naquela rampa em direcção às ruínas que jazem ao lado do Penedo da Saudade. Assim, o quadro e a paisagem em si não são transcendentais em termos de registo de uma acção. Porém, João Paulo Costa não imaginava certamente a importância que este testemunho fotográfico teria passados 30 anos.

Mas qual a razão disto? Comparemos então esta fotografia com outras obtidas a 15 de Abril de 1993, 14 de Agosto de 1994, 28 de Fevereiro de 2006, 28 de Janeiro de 2007 e a 2 de Outubro de 2014.

Minas dos Carris, Setembro de 1984 (João Paulo Costa)
Minas dos Carris, Abril de 1993 (Rui C. Barbosa)
Minas dos Carris, Agosto de 1994 (Rui C. Barbosa)
Minas dos Carris, Fevereiro de 2006 (Rui C. Barbosa)
Minas dos Carris, Janeiro de 2007 (Diogo Manso)
Minas dos Carris, Outubro de 2014 (Rui C. Barbosa)

As fotografias são obtidas quase exactamente do mesmo ponto (curiosamente, a fotografia mais recente foi obtida sem haver qualquer intenção de se fazer uma comparação entre as duas imagens) e as diferenças são óbvias.

O local do abatimento, não perceptível, na fotografia de Setembro de 1984, foi onde se procedeu à abertura de um dos primeiros poços mineiros, tal como atesta a fotografia seguinte...
Minas dos Carris, 1943/1944 (José Rodrigues de Sousa; Rui C. Barbosa)

Este poço mineiro foi utilizado em 1943/1944 e dava acesso ao Piso n.º 1, tendo uma secção rectangular de 3,20 por 1,80 metros. Este poço funcionou até à entrada em funcionamento do poço-mestre interior, tendo sido posteriormente perfeitamente entulhado.

O abatimento terá ocorrido entre finais de 2006 e Janeiro de 2007. A evolução deste abatimento tem sido lenta, mas constante ao longo dos anos o que implica que em profundidade as galerias têm vindo a colapsar.

Assim, mais uma vez saliento a importância dos «antigos» registos fotográficos das Minas dos Carris. Existem épocas daquele complexo mineiro que estão mal documentadas em termos fotográficos, tais como são os anos 60 e 70 do século XX. Porém, todos os registos fotográficos são importantes para que a história daquele lugar seja documentada como merece!

Fotografia © João Paulo Costa (Todos os direitos reservados)
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Fotografia © Diogo Manso (Todos os direitos reservados)
Fotografias © José Rodrigues de Sousa / Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Vilarinho da Furna: um projecto museológico de turismo sustentável


Divulgo aqui um trabalho de Manuel Antunes que pode ser acedido aqui sobre o projecto museológico de Vilarinho da Furna que foi publicado na Revista Iberoamericana de Turismo.

Vilarinho da Furna era uma pequena aldeia da freguesia de S. João do Campo, do concelho de Terras  de Bouro, distrito de Braga, em Portugal, vizinha da Galiza. Não  fosse  a  sua riqueza etnográfica  e  a construção da barragem que pôs termo à sua existência  e  Vilarinho  da  Furna seria,  hoje,  uma  aldeia esquecida na vastidão das serras do Minho. Mas tal não aconteceu  porque os olhos dos etnólogos descobriram em Vilarinho uma relíquia da velha organização comunitária.

O comunitarismo de Vilarinho era, pelo menos, um caso invulgar. Os traços fundamentais deste sistema comunitário situavam-se ao nível das condições económicas e da organização social. Até que uma companhia construtora de barragens  chegou,  inaugurando sua barragem em 21 de Maio de 1972.

Hoje, os furnenses  estão or­ganizados  na  Associação  dos  Antigos  Habitantes  de Vilarinho da Furna - AFURNA, criada em Outubro de 1985, que tem por objectivo a defesa, valorização e promoção do património cultural, colectivo e/ou comunitário do antigo povo de Vilarinho. Esse património é, fundamentalmente, constituído pelas componentes histórico-cultural e socioeconómica. Daí  as tarefas e/ou acções a desenvolver nas áreas da cultura, da formação, da  investigação científica  e  do   desenvolvimento económico-social, em articulação com o Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, entretanto criado. Nesse Museu pretende-se, principalmente, documentar a vida de Vilarinho da  Furna, nas suas semelhanças e diferenças com outras aldeias da região. E  fazer dele um  Centro  Cultural polivalente, com as necessárias infraestruturas para o desenvolvimento cultural e científico, ao serviço das populações em que se insere. De facto, trata-se de um projecto integrado, que transformará esta zona num importante pólo de desenvolvimento regional sustentável, com inestimáveis benefícios,  não apenas para as populações aí residentes, mas para o próprio país.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

A Susana e o Jorge visitaram o Gerês!


Milhões e milhões de anos de evolução levou a que um dia, por entre a azáfama da visita a um shopping, a Susana ou o Jorge, que se poderiam chamar Maria e Francisco, Manuela e Paulo, Margarida e João, tomassem a decisão num esgar de lucidez, de visitar o Gerês!

"Dizem que aquilo é bonito! Tem lagoas parecidas com as do Tahiti!"

Assim, tripulando o seu Audi, a Susana e o Jorge dirigiram-se para o Gerês e que maravilhados eles ficavam a cada curva, à medida que a terra ficava para trás, "Aquilo é que iam ser umas férias!" Muitas horas no Audi num dia de calor, janelas abertas e ar condicionado ligado, lá se fez a viagem... que lindo é o Gerês! Tudo verde, confusão domingueira quanto baste e lá rumaram às lagoas lá para os lados da fronteira.

Muito mais poderia ter sido dito sobre a Susana e o Jorge (ou sobre a Maria e o Francisco, a Manuela e o Paulo, a Margarida e o João, etc.)... mas aqueles anos (milhões dizem!) de evolução, esparramaram-se todos no chão quando a lucidez se transformou na ignorância de um Neandertal ao deixar a sua marca no Gerês...

Exemplos como este são aos milhares no Gerês e em todo o lado onde a falta de respeito pelo património e pelo que é de todos, é uma característica de muitos. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Minas dos Carris, Março de 1984


As fotografias que nos mostram as Minas dos Carris em Março de 1984, mostram já um complexo mineiro em avançado estado de degradação.

A verdade é que com o abandono do complexo mineiro por parte do seu último guarda, a exponencial de destruição e vandalismo foi-se desenvolvendo de forma mais rápida. Tendo em conta que o Sr. Domingos 'Serrinha' terá saído definitivamente das Minas dos Carris em finais de Dezembro de 1983 ou princípios de Janeiro de 1984, a evolução da degradação em poucos meses é notória em algumas destas fotografias.

De novo, um agradecimento ao João Paulo Costa pela cedência das fotografias.













Fotografias © João Paulo Costa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Trilhos seculares - Leonte e Mata de Albergaria


Uma curta caminhada pela Portela de Leonte e pela Mata de Albergaria numa sessão fotográfica em busca de cogumelos. Para meu azar não vi os que queria, mas ainda assim consegui um ou outro interessante e uma colónia no Curral de Albergaria.

A Portela de Leonte costuma ser um manancial de cogumelos por este altura e o tempo húmido dos últimos dias fazia prever que a «caça» seria farta. Pois, não foi! Tirando dois Amanitas Muscaria e um ou outro a pedir misericórdia, o aspecto foi de um bosque em finais de Verão. Assim, espera-se por dias melhores que ainda podem chegar lá para Novembro!

Romagem à Portela do Homem para iniciar o passeio pela Mata de Albergaria. Infelizmente, parece ter havido uma 'fuga' por aquelas bandas e não querendo entrar na Mata de Palheiros (porque sim!), também o botão da máquina fotográfica não trabalhou muito... pelo menos pelos cogumelos.

Passando pela antiga Casa dos Guardas Fiscais, segui para a actual Ponte de S. Miguel e depois para a Ponte Feia. A zona que esperava ter muitos cogumelos estava «deserta» e segui então para a Casa Florestal de Albergaria até ao Rio Maceira. De seguida dirigi-me ao Curral de Albergaria onde encontrei um interessante conjunto de cogumelos. Entrando na estrada, desci depois junto do Centro de Recuperação de Animais Selvagens depois de passar o Rio Forno, chegando de novo ao conjunto de miliários junto da miserável Casa do Clube Académico. Antes de regressar à Portela do Homem uma curta passagem pelo Curral de S. Miguel, mas mesmo aqui nada de especial!

Melhores dias virão!

...já agora conhecem a história da Susana e do Jorge?

























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)