sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Dia aberto no Parque Nacional da Peneda-Gerês


Mais uma vez, e como é usual, peca pela falta de divulgação da iniciativa... vá-se lá saber porquê?

Sendo um evento de claro interesse geral para a população e para os amantes da Natureza, não consigo compreender como é que um evento que tem como prazo de inscrição o dia 24 de Julho só é divulgado pelo PNPG (pelo menos para algumas associações) no dia 22 de Julho.

É lamentável!

Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês


O livro Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês, teve como principal objectivo o levantar o véu sobre a história daquele complexo mineiro em plena Serra do Gerês.

Sendo a primeira grande abordagem ao tema, certamente que não será a última e o livro não pretende ser um trabalho definitivo sobre os dias de mineração na Serra do Gerês.

Assim, é sempre importante continuar a registar a história daquele lugar por todos os meios possíveis.

Se os leitores do blogue tiverem ou conhecerem imagens ou relatos sobre as Minas dos Carris, solicito que entrem em contacto com o autor deste blogue para assim poder fazer o registo desses relatos ou uma cópia dessas fotografias que servem para aumentar e consolidar todo o repositório fotográfico e de memórias sobre aquele e outros locais da Serra do Gerês.

Postais do PNPG (CXCIX) - GEREZ Chalet florestal


Em finais do Século XIX e princípios do Século XX as Caldas do Gerês viram a construção de vários chalets florestais privados e do Estado que correspondiam, de certa forma, à ocupação de parte da Serra do Gerês por este mesmo Estado. Mais tarde, em meados do Século XX, surgiram as Casas Florestais (Casas do Guarda ou Casas da Floresta).

Muitos destes edifícios acabaram por se degradar, poucos foram recuperados.

Este postal é do início do Século XX e foi publicado pela Empreza das Águas do Gerez.

Fotografia © Rui C. Barbosa

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

De eléctrico até ao Gerês


Já aqui havia falado do projecto de se criar uma linha de comboio entre Braga e o Gerês. Porém, este não foi o único projecto pensado para melhorar os transportes até às serranias geresianas...

Os eléctricos circularam na cidade de Braga entre 18 de Outubro de 1914 (data da inauguração da primeira linha) e 22 de Maio de 1963.

A cidade estava atravessada por duas linhas: a primeira ligava a estação de caminho-de-ferro e o elevador do Bom Jesus, enquanto que a segunda linha (inaugurada a 30 de Junho de 1923) ligava a Ponte (S. João) e o Cemitério de Monte d'Arcos.

Para além destas duas linhas, surgiram projectos para a construção de outra linhas que ligassem a cidade de Braga a outras localidades no Minho. Segundo Joaquim da Silva Gomes, no seu livro "Os eléctricos em Braga (1914-1963)", pág. 95, "A 'Ilustração Portuguesa', de 2 de Novembro de 1914, noticiava que 'a tracção eléctrica foi há dias inaugurada com êxito notável, brevemente se devendo estenbder esse importantíssimo melhoramento a outra terras circunvizinhas, como Barcelos, Ponte de Limma, Villa Verde, Guimaráes e Gerez'".

Imagem: http://local.pt/portugal/norte/electricos-de-braga-mostram-se-em-s-vicente/

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Trilhos seculares - Mourinho revisitado


A tarde estava quente e puxava ao suor enquanto ao Sol. A sombra trazia o conforto do ar fresco e possivelmente lá nas alturas o vento poderia também ajudar à relativa falta de água que as últimas chuvas colmataram por alguns dias.

Decidi passar pelos terrenos do Mourinho... percurso já conhecido, decidi fazê-lo em sentido contrário pois de todas as outras vezes foi sempre seguindo os ponteiros do relógio. Hoje foi diferente...boa!

Este percurso é fácil e percorre o lado poente do Vale de Leonte. Deixa-se a Portela de Leonte seguindo pela estrada na direcção da Portela do Homem. Pouco depois de passar a Água da Adega, vai-se tomar um carreiro que surge disfarçado junto da estrada e que desce para o ribeiro. Atravessando-o, o caminho vai subindo de forma sistemática pela encosta do vale. Aqui e ali as pernas têm de se alongar um pouco mais para superar um desnível mais inclinado, mas nada de muito complicado.

Pelo caminho atravessam-se vários pontos de água, sendo pelo menos dois deles quase permanentes todo o ano (mas há que ter cautela em Verões mais secos). A subida vai terminar no Curral de Varziela. Há muito abandonado, este curral foi tomado por um carvalhal espontâneo, mas ainda são visíveis os restos do forno que servia de abrigo ao pastor. Este é um bom lugar de descanso e daqui temos duas opções. O carreiro que segue a Norte leva-nos para a Mata de Albergaria passando pelo Alto de Varziela e descendo pela Costa de Varziela. O carreiro a Sul leva-nos para o Curral de Mourinho, Prado Marelo e Pé de Cabril.

Seguindo em direcção a Sul, o carreiro vai subir um pouco mais até atingir um alto granítico que nos coloca sobre a Corga do Mourinho. Passando o topo desta corga vamos encontrar mais adiante o Curral do Mourinho e a Poente uma derivação do carreiro leva-nos ao Prado Marelo. Daqui, o carreiro vai encontrar mais adiante um outro que vem do Curral do Mourinho e que depois nos leva para a Portela do Confurco, descendo depois para a Portela de Leonte.

Algumas imagens do dia...












































Fotografias © Rui C. Barbosa