sábado, 23 de junho de 2018

Astronomia em Pitões das Júnias


A transmontana aldeia de Pitões das Júnias vai albergar um evento de Astronomia na noite do dia 12 de Agosto de 2018.

Tendo a participação da Associação ORION, Braga, e de Miguel Gonçalves, apresentador do espaço 'A Última Fronteira' nas manhãs de Domingo na RTP-1.

Mais informações brevemente!

Um outro olhar (LXXXIX)


O Francisco Silva visitou as Minas dos Carris a 16 de Junho de 2018 e teve a amabilidade de me ceder estas fotografias.

Se visitar as Minas dos Carris, envie as suas fotografias para assim se constituir uma base cronológica das ruínas nos píncaros serranos do Gerês.

Um agradecimento ao Francisco pelo envio das fotos!










Fotografias © Francisco Silva (Todos os direitos reservados)

Festa da Fraga 2018


Comemoração das festas de S. João em Pitões das Júnias.

Dia 30 de Junho, Sábado

22h00 - Arraial com o grupo musical "Banda Oceanos"
00h00 - Sessão de fogo de artifício
00h30 - Continuação da atuação da "Banda Oceanos"
02h30 - Esconjuro da Queimada

Dia 1 de Julho, Domingo

08h30 - Saída para a capela de São João da Fraga
11h00 - Eucaristia em honra de São João Evangelista
12h30 - Descida para o Porto da laje
13h00 - Almoço/Convívio no carvalhal
13h30 às 17h00 - Animação ao cargo da "Charanga Nova" e do grupo de concertinas "Sons do Rio"
17h30 - Regresso à aldeia
22h00 - Actuação do grupo musical "André Marinho"

Fotografia: página do evento do facebook

Os espaços vazios do meu ser


Os céus rasgam-se recortados de um branco eléctrico com o clamor dos deuses a ecoar pelas serranias
Das alturas esmagam-se as lágrimas da tua ausência, inundando os espaços vazios do meu ser
Estou deitado num leito negro e o quarto é inundado pela tépida luz de um candeeiro a petróleo 
Apesar da chuva, está um calor que humedece a pele e entorpe a alma
Os relâmpagos vão projectando momentâneas sombras pelas paredes e entre os armários... os objectos imóveis parecem ganhar vida numa fracção de segundo...
É uma chuva de Verão e o céu ralha a ignomínia 
Contemplo tudo isto sobre a mortalha da solidão, escrevendo estas frases soltas.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Paisagens da Peneda-Gerês (CCXLVI) - Vale do Alto Homem e Modorno


O Cabeço do Modorno surge imponente no fundo do Vale do Alto Homem, Serra do Gerês. Na imagem, o Rio Homem acaba de passar pela Água da Pala.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Minas dos Carris - O porquê de um topónimo?


Fernando Silva Cosme, no seu livro "Pela Serra do Jurês e ao Longo da Jeira - História da Toponímia" diz-nos que "Quanto a Carril e Carris, Cândido de Figueiredo cita-os como provincianismo beirão e transmontano significando 'caminho estreito, carreiro'. Devem ter tido este sentido o Carril de Corujeira de Riucaldo e os Carris de Paredes de Covelães, que são num sítio onde agora passa a estrada mas antes havia aí muitos carreiros. No Jurês Carril também indica um rego e Carris, no plural, passou a designar uma mina de volfrâmio em virtude de ser comum nelas explorarem o minério lavando o terreno através da abertura de carris 'regos para neles meter água e pôr à vista o volfrâmio". Na plataforma mais alta da Serra do Jurês encontram-se, com este sentido, os simplesmente Carris e Carris de Maceira, conhecidos desde há muitos séculos e explorados durante a última Grande Guerra."

A explicação do autor de "Pela Serra do do Jurês e ao Longo da Jeira" é muito confusa e na verdade não explica o porquê do topónimo naquele local, parecendo até que a designação surge devido aos carreiros (carris) abertos para a descoberta de volfrâmio. Não concordo com tal explicação! Isto não explica de todo a origem dos topónimos 'Carris de Maceira' e 'Carris de Fontaíscas' (ou 'Carris de Fontriscas').

Em "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês", refiro que "Uma das teorias acerca da origem do nome ‘Carris’ surge devido à possível existência de dois afloramentos paralelos que fariam lembrar os trilhos (carris) de um caminho-de-ferro. Porém, serei mais da opinião de que o topónimo 'Carris' surge do grande número de trilhos de montanha (carril) que se juntariam não muito longe do pico serrano que hoje ostenta esse orónimo. O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia Ciências de Lisboa e editado pelas Edições Verbo em 2001, define um «carril» como um caminho estreito, carreiro ou atalho. A zona é salpicada por um grande número de fornos e abrigos de montanha que numa pequena área atinge mais de 50 construções. Não é possível explicar este número somente pela existência das minas (sendo obviamente muitos deles anteriores a estas) e provavelmente as construções terão sido utilizadas não só pelos primeiros mineiros, mas também pelos carvoeiros, pastores, contrabandistas e possíveis peregrinos em deslocação para o São Bento da Porta Aberta ou para São Tiago de Compostela, vindo das terras do Barroso ou das mais longínquas aldeias de Trás-os-Montes. Já na sua obra “Caldas do Gerez – Guia Thermal”  de 1891, o Dr. Ricardo Jorge (imagem em cima) apresenta um mapa do denominado Gerês Florestal onde está assinalado o marco geodésico dos Carris."

As explorações de volfrâmio naquela área remontam ao início dos anos 40 do século XX e como tal não poderia ter sido a actividade mineira a atribuir o nome àquele alto geresiano.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Prenúncio


Estou pronto
Para os meus últimos dias
Enquanto o Sol se deita mais tarde
O prenúncio do crepúsculo do meu ser
A despedida vai-se fazendo dentro de mim, em silêncio através do teu olhar
Embarco na barcaça navegando o Estige e nem mesmo Caronte aceita as minhas moedas
Anseio pelo Hades para descansar a minha alma e esquecer os dias passados na penumbra de um ocaso
Um vazio infinito envolve o meu ser e deixo de sentir
Está agora vazio o muro de granito onde nos sentamos pela noite fria, e vazio permanece para a eternidade. 
E a eternidade é tão pequena para te esquecer 
Desejei a gloriosa vitória e fechei os olhos ao Paraíso para navegar em escuros oceanos de lágrimas 
Sou envolvido pelo feitiço da Lua e danço ao som do uivo dos Lobos em volta das fogueiras do Inferno...

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Prados Caveiros v. Prados Coveiros


Recentemente no grupo do facebook "A minha palavra em Galego 2.0" o membro Domingos Amigo fez a seguinte publicação: 

""Cabeiro", o que está ao final e "cimeiro", o que está na parte mais alta. Estas expressões são de uso comum nos Ancares; a minha pergunta é: usam se no resto da Galiza,de Portugal,Brasil,Angola...?"

De imediato me surgiu uma possível explicação para a designação Prados Coveiros versus Prados Caveiros na Serra do Gerês. Na mesma publicação comentei o seguinte:

"E assim se explica uma toponímia na Serra do Gerês. Aqui, existem uns prados denominados 'Prados Caveiros' que eu sempre pensei ser uma deturpação de 'Prados Coveiros'. Estando numa zona extrema de uma das vezeiras, isto é, no final, faz assim todo o sentido chamarem-se 'Prados Caveiros'"

De facto, sempre achei estranho o topónimo 'Prado Caveiros' que nos leva ao termo 'caveira', o que de certa forma nada indicava ao relação ao local que se encontra numa 'cova' em relação à orografia envolvente.





Assim, e desta forma, sinto-me mais inclinado à designação de 'Prados Caveiros', isto é um prado final (da vezeira de Vilarinho da Furna) e cimeiro, pois encontra-se no topo do Peito de Escada, acesso desta vezeira àquele local.

Qual é a vossa opinião?

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CCXLV) - Iris boissieri 2018


O Lírio-do-Gerês, um endemismo do nosso parque nacional, já está pronto para o vosso deleite numa paisagem Geresiana perto de vocês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 15 de junho de 2018

As cavernas escuras do teu ser


Vivo...
...nas cavernas escuras do teu ser
Como uma sombra quase disforme que resulta da refracção do amor
Sou...
...uma memória quântica de um passado distante que se esvai, moribundo de pensamentos
Resisto como um espectro, um fogo fátuo na escuridão do teu olhar que perscruta o vazio por entre as estrelas 
A saudade dos nossos dias agita-se ao vento arrastada como a espuma das marés 
Uma onda que se esvai na infinitude de um areal perdendo força numa cornucópia sem fim
Sou...
...um ser fractal que se repete na interminavel rotação de um vinil
Uma capa negra que esvoaça no vazio da minha existência. A memória de um filne a preto e branco...
Deixo de existir na torrente dos dias para te trazer a serenidade das noites quentes de Verão 
Sou...
...uma noite de Inverno
Uma longa escuridão inexistindo no espaço que ocupo
Apenas um singelo cristal de gelo que se formou no esquecimento dos dias de um calendário numa velha parede
Um cometa fugaz que mergulha no espaço profundo dos teus sentimentos para nunca mais voltar.
Uma rosa e a saudade da tua pele que se esvai na singularidade do momento
Procuro nas nuvens que correm no firmamento o vislumbre do teu rosto e o teu sorriso que um dia iluminou os meus dias 
O teu olhar, Medusa, transformou o meu coração em mármore frio...
Somos...
...sombras fugazes que se projectam nas cavernas escuras do teu ser.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 11 de junho de 2018

domingo, 10 de junho de 2018

"Actas das Jornadas das Letras Galego-Portuguesas 2015-2017"


Este livro contém as actas das Jornadas das Letras Galego-Portuguesas realizadas em Pitões das Júnias nos anos de 2015, 2016 e 2017.

É uma edição de Desperta do Teu Sono (DTS) e da Academia Galega da Língua Portuguesa.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Paisagens da Peneda-Gerês (CCXLIII) - A caminho de Premoinho


A paisagem granítica da Serra do Gerês a caminho do Curral de Premoinho. Em último plano a Roca Negra e Rocalva.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 7 de junho de 2018

O Parque Nacional da Peneda-Gerês, sua biodiversidade e o impacto do turismo nas populações


O Parque Nacional, foi inaugurado oficialmente em Outubro de 1970, Ano Europeu da protecção da Natureza. 

O Parque Nacional estende-se por cerca de 72 mil hectares, com 114 aldeamentos, aquando da sua inauguração cerca de 73.% da sua população activa dedicava-se ao sector primário, em 1970 só existiam 38 telefones e um médico na área total do Parque, apenas 72 aldeamentos eram servidos por estradas.

A Flora e Fauna bravia contêm em si valores éticos e estéticos, científico - culturais e económicos que é muito importante conhecer, fomentar e também aproveitar para que se possa permitir a sua perpetuação num regime sustentado. 

O Parque Nacional da Peneda - Gerês, a par da riqueza inquestionável dos seus recursos, é hoje uma zona de lazer apetecível e, como tal, susceptível de uma rápida degradação. 

Nos últimos anos o enorme fluxo de turismo e pessoas no Parque, tem tido um impacto bastante negativo, pois há muita gente que não está minimamente preparada para viver e lidar com a Natureza, só assim se explica a quantidade de lixo que se encontra em todo o Parque, a falta de respeito pelas populações autóctones e residentes, as invasões de propriedades,os estacionamentos de veículos em caminhos rurais e agrícolas, que obrigam as pessoas a mudar as suas rotinas, as constantes faltas de respeito pelos usos e costumes das populações. 

O Parque Nacional da Peneda-Gerês constitui a maior reserva natural do país, e não é só montanhas, poços e fechas. O nosso Parque tem uma biodiversidade única e ecossistemas muito frágeis e em alguns casos pouco ou nada alterados pelo homem, por isso é necessário e muito urgente proteger. 

Os utilizadores do Parque, devem, apenas e só acampar nos locais que existem em todo o Parque para esse fim, evitar entrarem e acampar em locais privados e a cima de tudo fazer campismo selvagem. 

Os veículos motorizados e carros devem apenas circular nos sítios indicados, evitar caminhos rurais e agrícolas, nunca passar sinais de proibição. 

No Parque Nacional, nunca em caso algum se deve fazer lume, assim como não se livrar do seu lixo, deixando-o no chão, não destruir a sinalização existente, pois ela foi criada para você e para o poder ajudar, em caso de andar a caminhar procure sempre deslocar-se pelos trilhos que existem por todo o Parque, nunca em caso algum contribua para que novos trilhos surjam. 

E acima de tudo ,do Parque nada deixe ,a não ser as suas pegadas, nada tire,a não ser fotografias e nada leve, só boas memórias e recordações agradáveis e respeite sempre as populações residentes os seus usos e costumes e a sua forma de vida.

Texto e fotografia de Ulisses Pereira

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Paisagens da Peneda-Gerês (CCXLII) - Mourela e Cornos da Fonte Fria


A paisagem transmontana do Planalto da Mourela e os Cornos da Fonte Fria nas terras de Pitões das Júnias, marcam o limite do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 3 de junho de 2018

O Gerês antigo em exposição no EcoMuseu de Fafião


Contando com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Orlando Alves, foi inaugurada no Pólo do EcoMuseu de Barroso em Fafião, uma exposição de postais que retrata o Gerês antigo.

A exposição "Memórias do Gerez" apresenta cerca de 60 postais, alguns de finais do século XIX, e estará patente até dia 28 de Junho.


Na inauguração estiveram presentes também o Presidente da Junta de Freguesia de Cabril, Márcio Azevedo, e o Presidente da Associação da Vezeira de Fafião, Lino Pereira, além de Rui Barbosa que tem vindo a fazer nos últimos anos uma recolha de postais antigos do Gerês.






Fotografias © Câmara Municipal de Montalegre (Todos os direitos reservados)

A última luz no fechar do olhar


Escolhi o sítio para os meus últimos dias... 
Será ali, vês?
No alto daquelas serras imensas e altaneiras onde só eu vou chegar
De cristas escarpadas e longos vales
Onde os horizontes são largos e infinitos
E o céu se enche de estrelas e véus de negritude
Por entre o silêncio e as sombras
Por entre o granito e as árvores de ramos retorcidos
Talvez à luz cinéria de uma tímida Lua d'Inverno
Entre as memórias e os rasgos de saudade
Caminhando nas florestas de silêncio 
Sentindo os últimos raios de Sol do meu último dia
Olhando a tremeluzente luz das estrelas que vão preenchendo o meu último vislumbre
Fico deitado nos dias do fim onde vou sentindo o frio a chegar, empurrando as nuvens que pejam o céu 
Tomando conta do meu corpo e envolvendo o meu ser
Entorpecendo os movimentos e turvando o olhar
Lentamente e inexoravelmente, ela vai chegando
A Morte vem vestida de negro com um véu esvoaçante na brisa tépida da noite
Com as suas mãos frias toma o meu corpo e eleva-me às profundezas da Terra 
Na negritude dos dias
E assim, vou chegando ao fim
...
Os sons que se tornam murmúrios cada vez mais ténues 
E uma voz que vai chamando por mim
Por entre os ecos infinitamente repetidos nas galerias escuras 
As lágrimas traçam o meu rosto que escondo por detrás das mãos já frias
A última luz no fechar do olhar 
Despeço-me de ti...
...e transformo a saudade na esperança do teu último beijo.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CCXLI) - Fafião, terra de lobos


Fafião, terra de lobos.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 2 de junho de 2018

Histórias do povo de cabril - As víboras, os medos do povo, suas superstições, lendas e mitos


As víboras, juntamente com os lobos sempre ocuparam um lugar de destaque nos medos e receios do povo.

No Parque Nacional Peneda Gerês, encontram-se referenciados duas espécies de víboras - vipera seoanei Lataste, 1879, víbora negra e vipera latasti Boscá, 1878, sub-espécie latasti, víbora cornuda.

Enquanto os adultos da vipera seoanei podem atingir um comprimento total de 60 centímetros, tendo um focinho pontiagudo e muito ligeiramente levantado, a vipera latasti, o adulto pode atingir um comprimento total de 72 centímetros, sendo a única víbora Ibérica que possui o focinho levantado.

A vipera seoanei Latasti distribui-se a noroeste da Península Ibérica tendo sido já observada em França na região Basca, enquanto em Portugal todas as referencias respeitam a região a norte do Rio Douro. No PNPG esta espécie é dada para Castro Laboreiro e Soajo, existindo ainda uma observação em 1983 em Tourém, entretanto existem na serra do Gerês outras observações a partir dessa data.

A vipera seoanei é bastante rara, contrariamente à latasti, que é frequentemente observada na Serra do Gerês, assim como um pouco por todo o país, sobretudo a norte do rio Douro e em locais de difícil acesso.

Durante as décadas de 60,70 e 80 do século passado, existiu um grande comércio de cabeças de víboras, sendo os pastores, um dos grandes responsáveis, mas havia também pessoas especializadas na sua captura, sendo os maiores compradores das cabeças de víbora oriundos da vila do do Gerês que já na altura pagavam quantias exorbitantes, chegando cada cabeça a valer 5.000 escudos, as cabeças de víboras eram utilizadas para diversos fins sendo um dos mais utilizados para fins de bruxarias e amuletos, o que levou a uma diminuição de ambas as espécies.

As víboras são de fácil observação durante a primavera e o verão e encontram-se activas de Março a Outubro, a reprodução tem lugar em Abril e a fêmea pare no mês de Agosto.

Durante muitos séculos as víboras foram consideradas como um animal que atacava e perseguia as pessoas e a sua picada como mortal, mas agora é do conhecimento que as víboras de Portugal, não são tão agressivas, apesar de a víbora ser mais um bocadinho, e só atacam para se defender, são animais que não atacam espontaneamente e não perseguem o seu agressor, apesar de já ter havido algumas perdas de animais devido a sua mordedura.

O veneno destas duas espécies pode ser fatal em determinadas circunstâncias, tendo uma acção do tipo proteolítico. Nunca tive conhecimento de nenhum caso mortal em seres humanos, mas se por acaso alguém tiver o azar de ser mordido deve imediatamente tomar as devidas precauções médicas.

Antigamente quando médicos não havia ou ficavam a vários quilómetros ,o povo criou as suas mezinhas e medicina popular para as mordeduras ,uma delas era esfregar com Freixo ou azeite, ou então untar com óleo de rã derretido,também se encontra noutros lugares outras mezinhas:

-sangrar o animal e esfregar com uma mistura de azeite e vinagre 
-esfregar com gordura e vinagre 
-esfregar com carne gorda e ranço
-untar com leite de vaca e com folhas de Freixo cozidas 
-sangrar abundantemente a ferida. 

É de interesse desmistificar a agressividade e perigosidade das víboras que existem no parque, embora ressalvando as precauções médicas que se devem tomar em caso de mordedura.

Texto e fotografia: Ulisses Pereira

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Campo de Trabalho Científico sobre Controlo de Plantas Invasoras no Campo do Gerês


O Campo de Trabalho Científico sobre Controlo de Plantas Invasoras está de volta!

 Já têm o que fazer no início das férias? Que tal uma semana no final de Julho, no Gerês, a aprender e a controlar plantas invasoras?

Inscrevam-se e ajudem a partilhar!

Exposição de postais antigos do Gerês inaugurada a 2 de Junho


No dia 2 de Junho será inaugurada uma exposição de postais antigos do Gerês intitulada "Memórias do Gerez".

A inauguração terá lugar às 21h30.

A exposição estará patente entre 2 e 28 de Junho no EcoMuseu de Barroso, Polo de Fafião 'Vezeira e a Serra'.