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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Serra do Gerês - De Pedrogo à Pedra Bela e outras paisagens

 


Foi uma caminhada pelas encostas sobranceiras às Caldas do Gerês até à Pedra Bela e regresso por paisagens que desconhecia.

Comecei a caminhar em Pedrogo seguindo em direcção às Caldas do Gerês pelo caminho que passa logo abaixo do Rigor e passando junto ao velho Chalé Florestal. Por aqui, tomando durante alguns metros o traçado do Trilho dos Currais, desviei-me antes de chegar à Carona, seguindo na direcção da Quinta do Alemão / Tomada do Alemão através de um caminho florestal que me levou pela Encosta de Passos até perto da Assureira, altura em que verdadeiramente iniciei a subida para a Pedra Bela.



Explorar este velhos caminhos levam-nos a caminhar por um Gerês desconhecido de muito e onde a tranquilidade dos bosques nos afasta da «azáfama» da vila e dos espaços mais turísticos. Por outro lado, mergulhar nestas paisagens mostra-nos um espaço florestal desconhecido onde, apesar do domínio do pinhal, vão surgindo elementos florestais dignos de visita.




Serpenteando encosta acima, o caminho entra na Encosta da Corga da Assureira e, mais acima, junta-se a um outro que, vindo de Ventuzelo, nos levará à estrada asfaltada para a Pedra Bela. Pouco depois de chegar à estrada, toma-se de novo o traçado do Trilho dos Currais que iremos acompanhar passando a Pedra Bela e até pouco antes de baixar para o Curral da Espinheira, já de novo num caminho florestal. Neste caminho, deixamos de seguir o traçado do Trilho dos Currais e seguimos a Norte até encontrar uma grade mariola alagada que nos indica um caminho recém limpo que poderá fazer de novo a ligação com o Trilho dos Currais (seguindo então para o Curral da Carvalha das Éguas) ou, então, seguir um carreiro encosta acima que nos fará mergulhar por entre corgas, grandes blocos graníticos e paisagens que que desconhecemos.

Por aqui, o carreiro leva-nos a velhas minas de água recém-limpas e temos a opção de regressar ao ponto onde este bifurcou ou então enveredamos por entre o arvoredo e o mato, descortinando carreiros de animais e caminhos de pé posto onde velhas (muito velhas) mariolas nos ajudarão (ou não) a encontrar a direcção que desejamos. Aqui, é necessário e fundamental um bom sentido de orientação (e o conhecimento do espaço também ajuda). Não querendo voltar para trás e fascinado com os recantos que iam surgindo, fui «explorando» os espaços, sabendo que mais cedo ou mais tarde, iria encontrar um caminho florestal. Os carreiros foram percorrendo os espaços serranos até me levar ao caminho florestal através de espaços que irão merecer outra visita mais atenta.

Chegado ao caminho florestal, desci para a Encosta do Cocuruto e depois para a Encosta do Azeral, seguindo na direcção do Penedo do Trovão e aqui tomando de novo o traçado do Trilho dos Currais que desce a Corga da Sernada e nos conduz ao Vidoeiro já perto do ponto de partida em Pedrogo.



Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 12 de novembro de 2023

Serra do Gerês - Da Pedra Bela e pela Encosta do Cocuruto

 


Esta caminhada levou-nos desde a Pedra Bela a visitar três currais na Serra do Gerês, seguindo inicialmente pelo traçado do Trilho dos Currais.

Saindo da Pedra Bela numa manhã de céu encoberto, mas onde a chuva esteve ausente, chegando em força da parte da tarde quando os corpos já descansava ao calor da lareira. Pouco depois da Pedra Bela, chegava-se ao Curral da Espinheira. Este é um verdadeiro santuário de passarada na Primavera e no Verão, mas também não desilude no Outono. Os cantares e chilreares não são tantos, mas dá para satisfazer a alma durante alguns minutos.


O caminho segue depois até se encontrar com o traçado da Grande Rota da Peneda-Gerês, que se vão separar apenas nas imediações do Penedo do Trovão. Passando o Varejeiro, chegamos a um pequeno pinhal com uma vista fantástica para a Corga de Giesteira e para a Arrocela. Em pouco tempo estamos a chegar à Chã da Carvalha das Éguas com o Curral da Carvalha das Éguas com o seu abrigo pastoril e os dois grandes carvalhos seculares. Este é sempre um bom local para abastecer de água e, nesta altura, para apreciar os choteiros que povoam o chão.

Deixando a Carvalha das Éguas seguimos então para a Lomba do Vidoeiro e junto do abrigo pastoril ali existente, foi o momento da paragem para o costumeiro café antes de prosseguirmos para a Encosta do Azeral e depois percorremos a Encosta do Cocuruto, voltando para a Pedra Bela.

Ficam algumas fotografias do dia...














Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Serra do Gerês - Em busca do Penedo da Cabeça do Cão

 


Caminhada pela Serra do Gerês em busca de velhas paisagens e mais precisamente pelo Penedo da Cabeça do Cão, que sabia ficar algures na zona da Pedra Bela.

Carro estacionado em Pedrogo e início da jornada seguindo o antigo traçado do Trilho dos Currais ao passar pelo velho Chalet dos Serviços Florestais. Um pouco mais adiante, segui pelo traçado da Grande Rota da Peneda-Gerês (GR50) que, ladeando o Rigor, inicia uma boa pendente que nos levará às Voltas do Azeral (já na estrada para a Pedra Bela) e à Fonte do Azeral, após passar pelas Pentelhas. O caminho, recentemente limpo pelos baldios, vai rodar o Cabeço do Forno Novo até chegar perto do Penedo do Trovão. Aqui, deixei a GR50 e segui pelo caminho florestal que inicialmente percorre a Encosta do Azeral e depois passa perto do Penedo do Cocuruto e da Fonte do Cocuruto, percorrendo a Encosta do Cocuruto antes de entroncar na estrada para a Pedra Bela a poucas dezenas de metros daqui.

Tendo como referência a fotografia a seguir datada de princípios do Século XX, deambulei pelo espaço do antigo Viveiro da Pedra Bela durante algum tempo a tentar encontrar um enquadramento já impossível de ver devido ao crescimento do arvoredo.

Porém, ao fim de algum tempo, lá consegui encontrar o Penedo da Cabeça do Cão e a paisagem que procurava, completamente transformada ao fim de mais de 100 anos!

Encontrado o Penedo da Cabeça do Cão, procurei um velho forno que me havia sido referido pelo Armando Araújo há já muitos meses. Construção singular e de objectivo desconhecido, o peculiar forno encontra-se também na Pedra Bela. De estrutura simples, terá sido talvez utilizado pelos Serviços Florestais, mas agora permanece naquele alto como um testemunho de tempos passados.

Deixando a Pedra Bela para trás, segui pela estrada em direcção à Terrila (Fonte da Terrila) e passando perto da Chã dos Uchos entrei na Encosta do Penedo Chelo, seguindo até ao entroncamento da Roca. Aqui, segui novamente o traçado da GR50 em direcção ao Curral da Carvalha das Éguas passando pela Pala do Cando de Cima e pelo Vale de Salgueiros, ladeando o Varejeiro.

Após uma pequena paragem no Curral da Carvalha das Éguas, segui para o Curral da Lomba do Vidoeiro e iniciei a descida em direcção ao Penedo do Trovão, deixando a GR50 e seguindo pelo traçado do Trilho dos Currais até quase ao fundo da junção da Corga da Sarneda com a Corga do Ferro de Engomar já na Quelha Verde. Depois de passar pela zona de merendas do Vidoeiro (onde se localizava o antigo Curral do Vidoeiro), passei nas imediações do Viveiro da Vacaria e da antiga Casa do Guarda do Vidoeiro, finalizando assim a caminhada em Pedrogo.

Este foi um percurso com uma distância de 16,8 km e com um D+ de 750 metros, totalizando 2.858,9 km percorridos em 2022 com um total de D+ 125.958 metros.

Ficam algumas fotografias do dia...




























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)