sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

"Caminhadas de Autor" com o Parque de Campismo de Cerdeira


O Parque de Campismo de Cerdeira vai organizar uma série de quatro caminhadas genericamente denominadas como "Caminhadas de Autor" que o levam a descobrir a Serra do Gerês.

Guiadas por Rui Barbosa, compreender-se-á melhor porque descrevia Tude Sousa o forno, ou cabana, que os pastores ainda hoje usam para se recolher e abrigar.

São construções toscas, ligeiras, de pedras secas, mal dispostas geralmente, umas revestidas e outras não de torrões, tapando os intervalos. Cobertas umas de telhas redondas, à portuguesa; cobertas outras de torrão, guarnecendo pedras largas e delgadas. As suas dimensões e capacidade não são grandes: 2 a 2,50 metros de alto, por 2,50 e 3 metros de comprido, com as portas baixas, por onde o homem passe curvado e por elas não entre o gado. Três a seis, ou oito pessoas, é o máximo que nelas caberão.

Em 4 caminhadas distintas, o Parque Cerdeira leva-o pela Serra do Gerês, dentro do Parque Nacional, em busca do património construído na montanha e que serve ancestralmente as comunidades locais. 

Visitaremos 32 Currais, com as típicas cabanas do pastor e também locais emblemáticos do Gerês, como o Pé de Cabril, Prados da Messe, Borrageiro, Cascata do Arado, Poço Azul e Mata da Albergaria, para além da Via Romana.

Datas de realização

29 de Dezembro, Pé de Cabril

Sairemos do Campo do Gerês em direcção ao Curral de Bustelo, seguindo depois pela Casa Florestal de Junceda e passaremos pelo Prado e base do Pé de Cabril, descendo para a Portela de Confurco e subindo para o Curral do Mourinho. Passagem para o Prado Marelo, regressando à Portela de Confurco e visita ao Curral de Tirolirão (cabana) e Gamil (forno). Iremos descer pelas Bitoreiras para o Campo do Gerês.

30 de Dezembro, Leonte – Prados da Messe

Sairemos da Portela de Leonte onde se faz a interpretação do local onde estaria localizada a primeira entrada (Porta) para o então recém-criado Parque Nacional da Peneda-Gerês (assinalado na altura com uma corça removida posteriormente). Subida para o Prado do Vidoal através da calçada inicial e depois por carreiro de pé-posto. Vista para os maciços do Pé de Medela, Carris de Maceira, Cântaros, Lavadouros e Outeiro Moço. Passaremos pela Preza descemos para o Curral do Junco, subindo depois pela Pegada das Ruivas para a Chã da Fonte e Arco do Borrageiro. Subida ao ponto mais alto do Gerês Termal (Borrageiro) e descida para a Lomba de Pau e Curral do Conho. Visita aos Prados da Messe. Regresso pelo Curral do Conho e Lomba de Pau, passagem pela Chã das Gralheiras e descida para a Preza – Prado do Vidoal, finalizando na Portela de Leonte.

3 de Janeiro, Albergaria – Prados da Messe

A caminhada será iniciada junto dos antigos viveiros das trutas construídos pelos Serviços Florestais em Albergaria. Seguindo a Geira Romana em direcção à Ponte Feia subimos à EN308-1 para aceder à entrada do Peito de Escada. Iremos passar pelos Prados Caveiros e depois passagem para os Prados da Messe pela Lomba de Burro. O regresso será feito pelo Curral do Conho e Lomba de Pau, passagem pela Chã das Gralheiras e descida para a Preza, Prado do Vidoal e Portela de Leonte. Descida pela EN308-1 até Albergaria. 

4 de Janeiro, Cascata do Arado – Rocalva

A caminhada será iniciada junto da Ponte do Arado subindo para o miradouro do Arado e continuando em direcção ao Curral de Giesteira. Daqui tomamos um carreiro de pé-posto que nos leva ao final de um estradão florestal e de novo um carreiro de pé-posto até ao Curral de Coriscada. Deixando Coriscada para trás seguimos em direcção a Arrocela e depois para o Curral do Cando através de um carreiro de pé-posto na vertente da montanha e ao longo de um vale que se vai estreitando mas com vista inicial para a Roca Negra e Roca de Pias. Seguindo em carreiro de pé-posto, vamos chegar ao Curral de Rocalva, seguindo-se o Curral de Vidoirinho, Pradolã e Pousada. Passagem pelo extremo do Curral de Pousada e descida para o Curral de Pinhô já a caminhar em estradão florestal. Deixando o estradão, descemos para a Ponte de Cervas no Vale do Rio Conho. De novo em estradão florestal passamos pela Tribela, Curral dos Portos e Curral de Malhadoura antes de finalizar na Ponte do Arado.

Mais informações e reservas aqui.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

ICNF - Faz o que eu digo! Não faças o que eu faço


O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestal, um instituto público que entre outras actividades se dedica a promover a caça, publicou a 10 de Dezembro na sua página do facebook a seguinte fotografia...


No entanto, no dia seguinte fez a publicação que aqui se reproduz...


A dualidade de critérios deste instituto são incompreensíveis. Enquanto que numa publicação apela para a não divulgação da localização da águia-real, noutra divulga a localização quase exacta de um juvenil de lobo-ibérico.

Ora, não será inocente este tipo de atitude por parte de um instituto público que ainda recentemente fez o apoio a um evento de promoção da cabra selvagem, presa natural do lobo, no território do Parque Nacional da Peneda-Gerês, e que tem presenças constates em eventos de caça.

Entretanto, a publicação foi alterada e os comentários à mesma apagados devido às inúmeras queixas que foram surgindo.

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (12 a 20 de Dezembro)


Em antecipação à chegada do Inverno os dias nas Minas dos Carris surgem com vento, chuva, neve e frio, esperando-se uma temperatura mínima de -4ºC a 17 de Dezembro.

O Inverno está a chegar (I)


O Inverno 2019/2020 tem início no dia 22 de Dezembro (Domingo) e terminará no dia 20 de Março (Sexta-feira).

A estação mais fria do ano irá chegar exactamente às 4h19 do dia 22 de Dezembro, momento que assinala o Solstício de Inverno.

Estas são algumas paisagens invernais no Parque Nacional da Peneda-Gerês para uma contagem decrescente para os dias frios.

A aldeia de Castro Laboreiro em dia de neve, Março de 2019.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Dia Internacional da Montanha


O blogue Carris assinalando o Dia Internacional da Montanha - Nevosa, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (11 a 19 de Dezembro)


Dois interessantes períodos de neve deverão acontecer nas Minas dos Carris nos dias 11 e 12 de Dezembro, e 15 e 16 de Dezembro. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Pitões à Mão a 14 e 15 de Dezembro


É já a 14 e 15 de Dezembro que tem lugar a 3.ª edição do Pitões à Mão, um mercado cultural que reanima e inova algumas das tradições do Barroso e da Galiza, em Pitões das Júnias.

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (10 a 18 de Dezembro)


Os próximos dias serão de chuva e neve nas Minas dos Carris.

Deixa


Se eu não acordar, é porque decidi viver no mundo dos sonhos
Deixa-me lá ficar...

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Vem conhecer a Serra do Gerês numa caminhada de autor - Rocalva


Esta é a quarta de quatro caminhadas promovidas pelo Parque de Cerdeira pela Serra do Gerês, dentro do Parque Nacional, em busca do património construído na montanha e que serve ancestralmente as comunidades locais.

Esta caminhada terá lugar a 4 de Janeiro e será guiada por Rui Barbosa - autor do livro "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês" e do blogue Carris.

A caminhada será iniciada junto da Ponte do Arado subindo para o miradouro do Arado e continuando em direcção ao Curral de Giesteira. Daqui tomamos um carreiro de pé-posto que nos leva ao final de um estradão florestal e de novo um carreiro de pé-posto até ao Curral de Coriscada. Deixando Coriscada para trás seguimos em direcção a Arrocela e depois para o Curral do Cando através de um carreiro de pé-posto na vertente da montanha e ao longo de um vale que se vai estreitando mas com vista inicial para a Roca Negra e Roca de Pias. Seguindo em carreiro de pé-posto, vamos chegar ao Curral de Rocalva, seguindo-se o Curral de Vidoirinho, Pradolã e Pousada. Passagem pelo extremo do Curral de Pousada e descida para o Curral de Pinhô já a caminhar em estradão florestal. Deixando o estradão, descemos para a Ponte de Cervas no Vale do Rio Conho. De novo em estradão florestal passamos pela Tribela, Curral dos Portos e Curral de Malhadoura antes de finalizar na Ponte do Arado.

Mais informações e reservas aqui.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (9 a 17 de Dezembro)


A nova semana vai trazer chuva e neve às Minas dos Carris.

domingo, 8 de dezembro de 2019

Vem conhecer a Serra do Gerês numa caminhada de autor - Prados da Messe


Esta é a terceira de quatro caminhadas promovidas pelo Parque de Cerdeira pela Serra do Gerês, dentro do Parque Nacional, em busca do património construído na montanha e que serve ancestralmente as comunidades locais.

Esta caminhada terá lugar a 3 de Janeiro e será guiada por Rui Barbosa - autor do livro "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês" e do blogue Carris.

A caminhada será iniciada junto dos antigos viveiros das trutas construídos pelos Serviços Florestais em Albergaria. Seguindo a Geira Romana em direcção à Ponte Feia subimos à EN308-1 para aceder à entrada do Peito de Escada. Iremos passar pelos Prados Caveiros e depois passagem para os Prados da Messe pela Lomba de Burro. O regresso será feito pelo Curral do Conho e Lomba de Pau, passagem pela Chã das Gralheiras e descida para a Preza, Prado do Vidoal e Portela de Leonte. Descida pela EN308-1 até Albergaria. 

Mais informações e reservas aqui.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CDLXXXII) - Serra do Gerês


Uma montanha feita de amor, paixão e saudade. Uma montanha feita de vivências dos seus, de suor, ser e sentir. Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Bissau


Sentado no chão de azulejos grená da varanda, refugio-me do calor do interior da casa. As ruas mal iluminadas são percorridas pelo crioulo que ainda me é estranho. As conversas trazidas pela veluda brisa parecem discussões ao longe onde o horizonte se perfila de nuvens carregadas de estrondo prontas a cair sobre a Terra. O ar parece fresco, porém cheio de uma humidade que se agarra a pele e me impede de dormir. Anseio pelo sono; aquele sono que retempera o corpo e acalma a alma dos dias quentes de Bissau.

Uma voz negra canta uma melodia que não compreendo e que morre por entre o ruído de um motor a dois tempos. Para além das vozes, somente os faróis dos velhos táxis percorrem as estranhamente sossegadas ruas. É como se estas se preparassem para a tempestade que aí virá.

Alguém morreu e deve ser por isso que as ruas se acalmam. Na casa iluminada por velas de cera, o 'bota choro' faz a despedida do defunto numa tranquilidade mergulhada nas penumbras das luzes que restam. Por vezes, a conversa longínqua transforma-se num riso estridente ou mesmo estérico, forçado, até desnecessário. Os relâmpagos rasgam as nuvens a por onde o Sol irá adormecer e enchem-nas de um branco eléctrico. O som do trovão perde-se e dispersa-se na imensidão do céu.

Passa um carro com um ritmo africano, mas rapidamente se perde numa volta da rua. Na esquina prossegue uma conversa num árabe incompreensível para mim e os motores a dois tempos lutam entre si.

O corpo cansado gostava de adormecer e os olhos socorrem-se já demasiadas vezes de uma máscara improvisada. Está calor dentro de casa, sento-me nos azulejos grená contemplando a tempestade que se aproxima de Poente... talvez venha buscar a alma de quem morreu aqui perto. Por isso as ruas se silenciam, enquanto a Lua reina nos céus antes da tempestade chegar...

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (8 a 16 de Dezembro)


As condições meteorológicas irão agravar-se a partir do dia 11 de Dezembro com a ocorrência de episódios de que de neve e chuva. As temperaturas vão-se manter baixas.

sábado, 7 de dezembro de 2019

Vem conhecer a Serra do Gerês numa Caminhada de Autor - Prados da Messe


Esta é a segunda de quatro caminhadas promovidas pelo Parque de Cerdeira pela Serra do Gerês, dentro do Parque Nacional, em busca do património construído na montanha e que serve ancestralmente as comunidades locais.

Nesta caminhada que terá lugar a 30 de Dezembro, guiada por Rui Barbosa - autor do livro "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês" e do blogue Carris - sairemos da Portela de Leonte onde se faz a interpretação do local onde estaria localizada a primeira entrada (Porta) para o então recém-criado Parque Nacional da Peneda-Gerês (assinalado na altura com uma corça removida posteriormente). Subida para o Prado do Vidoal através da calçada inicial e depois por carreiro de pé-posto. Vista para os maciços do Pé de Medela, Carris de Maceira, Cântaros, Lavadouros e Outeiro Moço. Passaremos pela Preza descemos para o Curral do Junco, subindo depois pela Pegada das Ruivas para a Chã da Fonte e Arco do Borrageiro. Subida ao ponto mais alto do Gerês Termal (Borrageiro) e descida para a Lomba de Pau e Curral do Conho. Visita aos Prados da Messe. Regresso pelo Curral do Conho e Lomba de Pau, passagem pela Chã das Gralheiras e descida para a Preza – Prado do Vidoal, finalizando na Portela de Leonte.

Mais informações e reservas aqui.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (7 a 15 de Dezembro)


O céu vai estar muito nublado com possibilidade de ocorrência de chuva a partir do dia 8 de Dezembro.

Comemorando o Dia da Floresta Autóctone no Parque Nacional da Peneda-Gerês


Comemorando o Dia da Floresta Autóctone no Parque Nacional da Peneda-Gerês realizou-se, no dia 23 de novembro, uma ação de voluntariado com a FNA Região de Braga - Escuteiros Adultos. Foi mais um contributo para o restauro da Mata do Mezio (Arcos de Valdevez), atingida por um incêndio rural em 2016.

Um grupo dedicado de 20 voluntários, apoiados por uma equipa do Corpo Nacional de Agentes Florestais (CNAF), plantou 500 árvores de espécies autóctones (carvalho-alvarinho, bétula e freixo), dando continuidade à reflorestação de um talhão reservado a ações de voluntariado como forma de sensibilizar para a relevância ecológica da floresta e das espécies autóctones.

Agradecemos o empenho de todos os voluntários da Federação Nuno Alvares e o apoio logístico do Conselho Diretivo de Baldios do Soajo.




Texto e imagens: Facebook ICNF


O amanhã


Quando os nossos segredos nos tornam permeáveis ao orvalho da madrugada.
Somos seres de luz pelos recantos das sombras que serpenteiam nas ruas escuras e nas paredes do quarto.

O amanhã é o que resta da esperança dos dias passados rasgados do calendário da existência.
Onde o silêncio tomou conta dos meus dias mergulhados nas sombras das melancólicas trovas que passam
Mas na negrura de um frio Inverno
Brilha a fosforescência dos teus olhos
Rasgando a negritude e a solidão da noite

Tudo o que até aqui conheci, jaz ali inerte e imóvel no limiar da minha existência.
Sou um espectro de luz que caminha na esperança do advento do meu renascimento.
E todos os dias morro depois de renascer ligeiramente menos...

Estão geladas as tuas mãos que ao longe acariciam o meu rosto.
São elas que guardam as lágrimas que se escondem da luz, transformando-se em diamantes no coração em tempos quente de desejo.

Nos poços mais profundos e sinistros encontro os sinais da Criação não divina, pois não existe um amanhã para lá da tristeza que se esconde por detrás da máscara dos dias passados a perscrutar os mistérios do fogo.

Desço na minha luz interior e lá no fundo encontro o fogo da verdade aconchegado num vazio de uivos e olhos de lobos escarlates que se passeiam por paisagens frias como ténues cortinas de uma neblina que se move lentamente.

Um pavor nocturno que me abraça a solidão quando por fim mergulho no etéreo mundo dos pesadelos.
É um abraço de lágrimas profundas e carregadas de memórias de tempos passados.
As nuvens que arrastam os séculos  na tristeza da paisagem da Transilvânia.
Escuta-se o lamento por um amor impossível.

A ordem do destino faz-me respirar através de ti.
Oh, senhora dos mortos, trouxe-te três vermelhas rosas.

Estou aprisionado em pesadelos e as estrelas não me farão despertar.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Vem conhecer a Serra do Gerês numa Caminhada de Autor - Pé de Cabril


Esta é a primeira de quatro caminhadas promovidas pelo Parque de Cerdeira pela Serra do Gerês, dentro do Parque Nacional, em busca do património construído na montanha e que serve ancestralmente as comunidades locais.

Nesta caminhada que terá lugar a 29 de Dezembro, guiada por Rui Barbosa - autor do livro "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês" e do blogue Carris - sairemos do Campo do Gerês em direcção ao Curral de Bustelo, seguindo depois pela Casa Florestal de Junceda e passaremos pelo Prado e base do Pé de Cabril, descendo para a Portela de Confurco e subindo para o Curral do Mourinho. Passagem para o Prado Marelo, regressando à Portela de Confurco e visita ao Curral de Tirolirão (cabana) e Gamil (forno). Iremos descer pelas Bitoreiras para o Campo do Gerês.

Mais informações e reservas aqui.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (6 a 14 de Dezembro)


Segundo a previsão neve poderá voltar às Minas dos Carris a 12 de Dezembro com uma acumulação de 28 cm.

Do qual jamais


Na minha solidão a minha tábua de salvação
É a loucura que me faz flutuar à tona desta fantasiosa realidade.

Tenho tanto medo que não estejas quando eu voltar, que eu quero estar aí quando tu partires para algum sítio onde não te possa ir buscar.

E depois a existência morre
Deixa de ser por entre cristais de gelo
Flocos de neve e uma brisa de um negro tão profundo e inacessível...
...do qual jamais.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Os últimos parágrafos d'"O Penúltimo Capítulo"


As ruínas das Minas dos Carris permanecem na Serra do Gerês repletas de um silêncio e de uma quase inexplicável nostalgia compartilhada por quem as visita. O local e a sua aura quase mística transformaram-no numa zona de visita quase obrigatória para aqueles que procuram nas montanhas o sossego que lhes escapa no rebuliço da vida cosmopolita. A principal razão pela qual me levou a aventurar neste trabalho, foi a total ausência de informação existente sobre o complexo mineiro dos Carris.

Cravado em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, as Minas dos Carris foram uma fonte de desequilíbrio ambiental devido à natureza dos trabalhos industriais ali levados a cabo. Porém, décadas passadas sobre o seu encerramento, o complexo mineiro poderia ser uma mais valia educacional para o nosso único Parque Nacional. Infelizmente, anos e anos de uma visão míope levaram ao seu abandono; anos e anos de opiniões formatadas por um proteccionismo ambiental extremista, levaram a uma má conotação nos corredores daquela instituição e o resultado está à vista de todos em plena Serra do Gerês.

Assim, tentando nesta obra remover o véu de parte da sua História, quero acreditar que haverá ainda muito mais para contar sobre as Minas dos Carris. Mesmo que a memória dos homens se torne cada vez mais turva com o passar dos dias, não deveremos deixar esquecer as Minas dos Carris na Serra do Gerês, onde se sente o silêncio e a calmaria do lento passar das eras.

Do livro "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês" (Rui C. Barbosa, Dezembro de 2013)

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (5 a 13 de Dezembro)


Os dias de chuva deverão voltar a 8 de Dezembro às Minas dos Carris.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (3 a 11 de Dezembro)


Continuação de céu pouco nublado ou limpo nas Minas dos Carris. A chuva poderá voltar a entre 8 e 10 de Dezembro. As temperaturas vão-se manter baixas.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Paisagens da Peneda-Gerês (CDLXXX) - Pelourinho de Soajo


O Pelourinho de Soajo, Soajo. 

Segundo a Direcção Geral do Património Cultural, o antigo couto de Eiró, que esteve anexo ao Mosteiro de Ermelo, recebeu muitos privilégios ao longo dos séculos, e teve foral dado por D. Manuel em 1514. O concelho foi extinto no século XIX, e integrado em Arcos de Valdevez. Conserva um pelourinho, levantado diante do antigo edifício dos Paços do Concelho.

O pelourinho assenta directamente em plataforma de três degraus quadrangulares de aresta, de factura muito tosca, e bastante desgastados. A coluna é cilíndrica, mas igualmente muito tosco, tendo secção ligeiramente menor na base. Não existe capitel; o topo da coluna, de talhe arredondado, é simplesmente ornado com uma carranca esquemática, aparentemente representando um rosto sorridente. O remate é constituído por uma laje triangular, ao modo de ábaco ou tabuleiro, bastante saliente.

O monumento é muito curioso, e também difícil de caracterizar, mesmo em termos cronológicos. Várias explicações têm sido adiantadas para a representação do topo do fuste, mas nenhuma é consistente. Tratar-se-à de um pelourinho relativamente tardio, que alguns autores têm considerado do século XVII. A cara, redonda, poderá ter um simbolismo solar, ou lunar.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (2 a 10 de Dezembro)


Céu geralmente pouco nublado ou limpo nas Minas dos Carris. As temperaturas vão permanecer baixas.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Parque de Campismo de Cerdeira promove Caminhadas de Autor


O Parque de Campismo de Cerdeira vai organizar uma série de quatro caminhadas genericamente denominadas como "Caminhadas de Autor" que o levam a descobrir a Serra do Gerês.

Guiadas por Rui Barbosa, compreender-se-á melhor porque descrevia Tude Sousa o forno, ou cabana, que os pastores ainda hoje usam para se recolher e abrigar.

São construções toscas, ligeiras, de pedras secas, mal dispostas geralmente, umas revestidas e outras não de torrões, tapando os intervalos. Cobertas umas de telhas redondas, à portuguesa; cobertas outras de torrão, guarnecendo pedras largas e delgadas. As suas dimensões e capacidade não são grandes: 2 a 2,50 metros de alto, por 2,50 e 3 metros de comprido, com as portas baixas, por onde o homem passe curvado e por elas não entre o gado. Três a seis, ou oito pessoas, é o máximo que nelas caberão.

Em 4 caminhadas distintas, o Parque Cerdeira leva-o pela Serra do Gerês, dentro do Parque Nacional, em busca do património construído na montanha e que serve ancestralmente as comunidades locais. 

Visitaremos 32 Currais, com as típicas cabanas do pastor e também locais emblemáticos do Gerês, como o Pé de Cabril, Prados da Messe, Borrageiro, Cascata do Arado, Poço Azul e Mata da Albergaria, para além da Via Romana.

Datas de realização

29 de Dezembro, Pé de Cabril

30 de Dezembro, Leonte – Prados da Messe

3 de Janeiro, Albergaria – Prados da Messe

4 de Janeiro, Cascata do Arado – Rocalva

Mais informações e reservas aqui.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"Caminhada aos Carris" com o Parque de Campismo de Cerdeira


O Parque de Campismo de Cerdeira está a organizar uma actividade na qual será possível visitar as antigas ruínas das Minas dos Carris e o Vale do Alto Homem.

Designada por "Caminhada aos Carris", esta actividade tem como objectivo realizar uma visita guiada às minas com explicação dos aspectos mais importantes da actividade mineira na altura da II Guerra Mundial. A caminhada é feita ao longo do Vale do Homem e será acompanhada pelo autor do livro "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês".

A actividade terá lugar a 28 de Dezembro.

Inscrições limitadas!!!

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Ainda sobre a câmara de vigilância do Soajo


Recentemente, o centro da vila do Soajo parece ter sido alvo de uma intervenção de mau gosto ou que pelo menos não agradou aos habitantes daquela vila (Pelourinho do Soajo vandalizado).

Aparentemente, a plantação de barcos de ferro ferrugentos para impedir o trânsito no Largo do Eiró não agradou a ninguém.

Não sei bem se a ideia de amarrar uma câmara de vigilância com um arame num monumento nacional, neste caso o Pelourinho do Soajo, partiu de alguma entidade autárquica ou se foi apenas uma ideia de péssimo gosto para vigiar os mamarrachos.

De qualquer das formas, parece que a ferrugem irá deixar o centro da vila e o pedericalho já foi removido do pelourinho...

Fotografia © Tatiana Martinho (Facebook) (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (1 a 9 de Dezembro)


A semana começa com neve nas Minas dos Carris e a paisagem vai-se manter pintada de branco por uns dias, pois não se espera chuva para derreter a neve mas sim dias frios.

O céu será geralmente pouco nublado ou limpo com as temperaturas a bater nos -1ºC a 4 de Dezembro com uma máxima de 10ºC para o dia 9 de Dezembro.

O delator nas Minas dos Carris


Nos escritos para o meu livro "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês", tive a oportunidade de trocar correspondência electrónica com um dos engenheiros que nos anos 50 ajudou a preparar o complexo mineiro dos Carris para a azafama que decorreria até 1957, ano do então seu encerramento e suspensão dos trabalhos.

Virgílio de Brito Murta foi um elemento importante no registo de várias histórias e da História das Minas dos Carris. Relatou-me muitos aspectos técnicos, mas também pessoais dos dias passados nos píncaros Geresianos. Esta é uma dessas histórias...

A mina representava um universo à parte onde na escuridão das galerias se forjavam alianças e cumplicidades, e onde os problemas e as desavenças eram muitas vezes resolvidas com uma queda num abismo escudo. Nas palavras de Virgílio Muta “a vida era muito dura e o vento Norte era um inferno. Entre Outubro e Maio, ou nevava ou chovia, e à noite no mês de Fevereiro, a temperatura chegava a baixar até aos 17º C negativos. Na mina, a perfuração era feita com martelos pneumáticos, cuja parte principal, e mais cara, era o cilindro. Por cada metro perfurado além duma certa metragem, os marteleiros e ajudantes tinham um prémio, que era muitas vezes superior aos próprios salários. Claro que eles não queriam perder tempo e, por isso, qualquer falha ou avaria os irritava demais.

Ora, aconteceu que um dia, o mestre Angelino, que era o encarregado dos trabalhos subterrâneos, me participou que tinha aparecido um martelo com marcas de marretada no cilindro. Disse-lhe para ver se descobria quem fora o habilidoso, acreditando que isso nunca aconteceria, pois, nas minas subterrâneas, a delação era coisa rara e muito perigosa. Mas, ao invés do que eu desejava, o mestre Angelino um dia informou-me que já sabia quem tinha sido o autor da proeza. Era um marteleiro, e eu não tive outro remédio senão chamá-lo ao meu gabinete. O homem negou tudo, jurou pelas alminhas, deu a sua palavra de honra, etc., etc. O mestre Angelino foi então buscar o delator, que garantiu ser aquele companheiro o autor da dita marretada. Este, imediatamente confessou tudo, disse que estava irritado por o martelo se ter avariado e, impensadamente, fez o que fez. Que não confessara antes, porque queria saber quem tinha sido o filho da puta que o denunciara. Perguntei-lhe se sabia o que ia acontecer. Respondeu que sabia muito bem, que eu o ia despedir. E, de facto assim foi; com muita pena minha, porque ele era realmente um bom marteleiro. Perguntei depois ao denunciante, qual era a recompensa que pretendia: era um lugar de auxiliar do encarregado (vigilante). Disse-lhe que também ia ser despedido, o que de modo algum esperava, ficando extremamente ofendido pelo prémio que recebeu. O autor da marretada deu duas gargalhadas, despediu-se e foi ao escritório pedir a conta. O denunciante ainda ficou para ver se me convencia a mudar de ideias, que não esperava que lhe pagasse daquela maneira, que era muito meu amigo, etc., etc. Eu consolei-o dizendo que ele ainda me devia agradecer, porque, se continuasse a trabalhar, arriscava-se a levar um empurrão para dentro de algum poço, ou até uma marretada, o que seria um bocado desconfortável para ele e incómodo para a Companhia. E dessa vez, com toda a certeza, não haveria ninguém para contar como tinha sido… Lá se foi embora, não muito satisfeito, mas mais conformado.

O tempo passou e, numa noite do Porto, chuvosa e fria, lá pelas três da manhã, vinha eu descendo uma rua escura e estreita, quando vi dois indivíduos, com todo o aspecto de já terem bebido uns bons copos, subindo na minha direcção. Quando passaram por mim, pararam e interromperam aquela conversa de bêbados. Um deles voltou-se para o meu lado e disse «Deus o salve, meu senhor» – e eu achei que iria mesmo precisar da salvação Divina. «O Sr. se calhar já não se lembra de mim, mas eu lembro-me bem de si.» Nessa vida de minas, lida-se com tantos trabalhadores, que é difícil a gente lembrar-se de todos. Mas daquele eu lembrei-me, e muito bem. Era o mineiro da marretada, que eu tinha despedido. Pensei cá comigo que «…agora é que a coisa ia aquecer…» O homem aproximou-se de mim, cambaleando um pouco, e eu encostei-me à parede esperando pelo pior, pois fugir era muito feio. Então, ele voltou-se para o companheiro e, apontando na minha direcção, contou, rindo às gargalhadas, o caso que se tinha passado na mina, e que atrás relatei. Disse-me que nunca mais tinha visto o denunciante, mas que ainda havia de ajustar as continhas com ele. «E comigo?» Pensei eu… Não é para me gabar (até porque não estava nada à vontade), mas fiquei muito satisfeito e muitíssimo aliviado, com o que ele a seguir disse ao companheiro, e que foi mais ou menos o seguinte «este foi o melhor chefe com quem eu já trabalhei. Ainda me farto de rir quando me lembro da cara daquele gajo que me denunciou, quando aqui este senhor lhe disse que também estava despedido…” 

Texto adaptado de "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês" (Rui C. Barbosa, Dezembro de 2013)

Na fotografia, Virgílio de Brito Murta (direita) e o topógrafo Manuel Parreira Marques. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 30 de novembro de 2019

O licenciamento dos edifícios das Minas dos Carris


A 17 de Outubro de 1953 a Sociedade das Minas do Gerez envia um requerimento ao Engenheiro Chefe da Circunscrição Mineira do Norte no qual solicita o prosseguimento do licenciamento dos edifícios que são constantes dos requerimentos da Sociedade Mineira dos Castelos feitos a 1 de Março de 1944 (casa de habitação para o pessoal superior da mina, bloco de casas para casais, escritórios e cantina, enfermaria e balneário) e 23 de Maio de 1944 (dormitório, dois armazéns e camaratas). O requerimento da entrada na Direcção-Geral de Minas (Circunscrição Mineira do Norte) a 17 de Outubro e na Repartição de Minas do Ministério da Economia a 22 de Outubro.

A Circunscrição Mineira do Norte informa a 20 de Outubro de que não existe qualquer impedimento para uma autorização superior à continuação da construção dos edifícios no Salto do Lobo. No entanto refere que “…se bem que alguns dos quartos tenham uma capacidade de apenas 20 m3 a circunstância de todos terem janelas para o exterior e destas construções ficarem localizadas numa região de baixas temperaturas e batidas pelos ventos, é de aceitar as dimensões existentes”, não fazendo reparo algum que impeça a sua aprovação.

De notar que todas as construções já se encontravam em pé e a serem utilizadas nesta data, tal como faz referência a informação da Circunscrição, “…As construções são de alvenaria ordinária, algumas na totalidade, outras até ao primeiro pavimento e daqui em armação de madeira revestida a luzalite sendo o dormitório em blocos de betão, todas com cobertura de luzalite, e encontrando-se já construídas e a funcionar em boas condições de salubridade.”

A aprovação dos edifícios ocorre a 20 de Outubro e a autorização superior é dada a 16 de Dezembro pela Secção de Minas e Pedreiras do Conselho Superior de Minas e Serviços Geológicos. No entanto, o texto referente a esta aprovação refere que “a Circunscrição Mineira do Norte informa que estas construções estão bem construídas e em boas condições de salubridade julgando-as de deverem merecer superior aprovação, e de que lhes poderá ser aplicada a doutrina do artigo 6.º do Decreto nº 18.713, que considera estas instalações como acessórios dos trabalhos mineiros. Em vista do exposto deste Conselho, concordando com a informação da Circunscrição Mineira do Norte é de parecer serem de aprovar as instalações agora construídas nesta mina e consideradas como acessório dos trabalhos mineiros, nos termos do artigo 6.º do Decreto nº 18.713, exceptuando a cantina.”

O despacho ministerial de aprovação é de 17 de Dezembro, mas datado de 15 de Janeiro de 1954 sendo publicado no Diário do Governo a 22 de Janeiro de 1954 (Diário do Governo nº 18, III.ª Série, página 129). O projecto aprovado (triplicado) é devolvido à Sociedade das Minas do Gerês a 23 de Janeiro de 1954 (Ofício nº 560/3/DG, de 23 de Janeiro de 1954, da Direcção-Geral de Minas e Serviços Geológicos) e a recepção é feita a 26 de Janeiro de 1954, juntamente com a cópia do despacho ministerial.

Texto adaptado de "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês" (Rui C. Barbosa, Dezembro de 2013)

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CDLXXIX) - Miradouro de Fafião


A Serra do Gerês é uma montanha de espaços imensos e almas ainda maiores. O Miradouro de Fafião.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (30 de Novembro a 8 de Dezembro)


Chuva, neve e frio nas Minas dos Carris nos próximos dias. Após a queda de neve a 30 de Novembro e 1 de Dezembro chegarão os dias frios de céu limpo.

Exposição fotográfica "Vacas e Terra"


A exposição fotográfica "Vacas e Terra", de Matias Oñate Zapatero, está patente no Centro de Interpretação do Planalto da Mourela, Pitões das Júnias, até ao dia 6 de Janeiro de 2020.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Caminhando descontraidamente nas Minas dos Carris


Caminhando descontraidamente no irregular piso das Minas dos Carris, um desafio para os saltos altos das Senhoras de antanho.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

A caminho das Minas dos Carris em 1951


Notável fotografia a caminho das Minas dos Carris em Janeiro de 1951.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CDLXXVIII) - Fojo do Lobo de Fafião


Local de morte, hoje um monumento que recorda a difícil vida do passado para homens e animais. O Fojo do Lobo de Fafião, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Pelourinho do Soajo vandalizado


A fotografia em cima mostra algo que deveria corar de vergonha quem teve a peregrina ideia de fazer tal façanha.

Não, não venham aqui procurar um acto de vandalismo com tag's, pinturas ou destruição de um património que é monumento nacional. Não foi isso que aconteceu, mas é igualmente grave.

Quem o decidiu e mandou fazer deveria já ter-se demitido, mas como a culpa destes erros morre sempre solteira (e a câmara terá já sido removida), ficará para a posteridade a fotografia de uma câmara de vigilância cravada no secular granito do peculiar pelourinho que honra as gentes do Soajo!

Fotografia © Tatiana Martinho (Facebook) (Todos os direitos reservados)

A falácia dos defensores do 'mundo rural'.


A falácia dos defensores do 'mundo rural'.

É por demais evidente que aqueles que mais se arrogam defensores do mundo rural são aqueles que mais o têm atacado. Veja-se o que passou com o fim de linhas ferroviárias no interior do país, passando pelo encerramento de diversos serviços, nomeadamente balcões dos CTT, bancos, farmácias e centros de saúde, pela expansão desregrada do olival intensivo e eucalipto, pela plastificação da Costa Vicentina, pelo fechar dos olhos a indústrias agropecuárias altamente poluentes, até à destruição dos últimos rios livres e selvagens com a construção de grandes barragens que provocam o despovoamento do interior, corroendo a coesão territorial.

De resto, a pretexto de uma suposta defesa do mundo rural mais não pretendem do que virar uma parte do país contra o outro, porventura numa tentativa desesperada de não perder o exclusivo do chavão da “defesa das tradições” enquanto justificação para perpetuar práticas anacrónicas que já não têm lugar numa sociedade evoluída como a portuguesa, como a tauromaquia, o tiro ao voo, as corridas de galgos ou práticas de caça cruéis, como a realizada à paulada ou através de lutas entre animais, com recurso a matilhas, tantas vezes constituídas por cães maltratados ou mal-nutridos.

Cresçam e evoluam...

(Texto adaptado)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (29 de Novembro a 7 de Dezembro)


Chuva, neve e frio nas Minas dos Carris nos próximos dias. Para Domingo está prevista uma acumulação de 14 cm de neve.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Um outro olhar (CXV)


A Alexandra Jesus visitou as Minas dos Carris a 16 de Novembro de 2019 e teve a amabilidade de me ceder estas fotografias.

Se visitar as Minas dos Carris, envie as suas fotografias para assim se constituir uma base cronológica das ruínas nos píncaros serranos do Gerês.








Fotografias © Alexandra Jesus (Todos os direitos reservados)