sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Borrageiro, 26 de Outubro de 2008

Carris, 26 de Outubro de 2008

A caminho das Minas dos Carris, ao longe o Borrageiro e as suas minas a céu aberto... uma história por contar...

Fotografia: © Jorge Cardoso

Galerias (I)

Carris, 26 de Outubro de 2008

Algumas imagens do interior de uma das minas existentes no complexo mineiro dos Carris. São visíveis dezenas de anos de erosão e toda a zona é muito instável.

Esta é a parte mais antiga do complexo mineiro, por isso estamos a ver explorações que terão certamente mais de 50 anos e que têm resistido à passagem do tempo.

Convém salientar que estas imagens foram obtidas somente após a constatação de que a passagem era minimamente segura. Obviamente, e por razões de segurança, não revelarei o local exacto onde foram obtidas e não aconselho a entrada na mina sem o mínimo conhecimento do local e das circunstâncias nas quais essa entrada é feita.
Fotografias: © Rui C. Barbosa

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Outros lugares de Carris (LXXIV)

Carris, 26 de Outubro de 2008

Uma das entradas de mina existentes em Carris junto da varanda sobraceira à Garganta das Negras.

Fotografia: © Jorge Cardoso

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Chamada de atenção muito importante

Não sendo um assunto relacionado com a temática deste blogue, acho no entanto ser de muita importância que as pessoas tomem conhecimento deste assunto. Para tal, apelo a todos os leitores deste blogue que acedam ao blogue da Associação ANIMAL http://blogdaanimal.blogspot.com/ para terem conhecimento de um assunto de vital importância para a protecção dos animais em Portugal.

A sequela...

Carris, 26 de Outubro de 2008

Se em tempos tivemos o verdadeiro filme de terror que foi a descoberta das mariolas azuis, somos agora brindados pela sequela de um mau realizador que decidiu apresentar-nos as mariolas vermelhas. Estas marcavam o trilho entre a Lagoa do Marinho e os Carris.

À imbecilidade que se lembrou de pintar as mariolas com tinta vermelha (humm, o que é que isto me faz lembrar??...) não lhe chegou isto mesmo, chegando também a colocar setas e em certo local a escrever a distância que teria de percorrer até chegar a Carris.

Se pensa que fez um bom serviço a quem costuma caminhar na Serra do Gerês, não podia estar mais enganado pois esta atitude só serve para sujar a montanha um local que queremos o mais natural possível. Talvez seja a pensar nesta gente que o Parque Nacional da Peneda-Gerês tenha alguma razão em querer limitar o acesso a certas zonas. Acredito que quem fez isto o faça porque ganha algo com a marcação destes trilhos que constituem uma verdadeira aventura de contacto com a Natureza para quem os segue e que se calhar pagou bem para seguir setas e sinais vermelhos no selvagem Gerês... Tive o cuidado de retirar muitas das pedras pintadas de vermelho, substituindo-as por outras sem qualquer tinta.

Depois, pagam os inocentes pelos culpados... Será que se pode apresentar uma queixa ao SEPNA por este tipo de coisas? Alguém me elucida?

Fotografias: © Rui C. Barbosa

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Outros lugares de Carris (LXXIII)

Carris, 26 de Outubro de 2008

Para lá da represa dos Carris existe um notável conjunto de escombreiras resultantes da prospecção mineira a céu aberto. No meio das escombreiras encontra-se um local de peculiar interesse onde parece estar um poço cuja função desconheço. É interessante notar que no topo do rasgo feito no granito parece existir o que em tempos terá sido a base de um pequeno guindaste ou elevador. A zona está muito explorada e é bem visível a orientação do filão naquela área.
Em tempos tive também a oportunidade de visitar duas entradas de mina que se encontram poucos metros abaixo da represa... pelo menos é a recordação que tenho. Hoje o local está coberto com muita vegetação e a progressão parece ser difícil.

Fotografias: © Rui C. Barbosa

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Memórias em sépia...

Carris, 26 de Outubro de 2008

Memórias em sépia da represa das Minas dos Carris...

Fotografias: © Rui C. Barbosa

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Carris, 26 de Outubro de 2008

Uma nova caminhada até às Minas dos Carris...

Começamos o dia bem cedo. Pelas 5h30 já estávamos junto do Café Jovem, em Braga, prontos para seguir rumo a Xertelo. Ao longo da viagem testemunhamos o nascer do Sol e a variação de cores nas encostas da Serra do Gerês. Percorremos o longo estradão da EDP e chegamos às Lagoas do Marinho, magníficas nos primeiros dias de Outono.

O dia não estava muito frio e pelo aspecto do céu previa-se até um certo calor que pouco depois de iniciarmos a caminhada começou a fazer efeito com o despir de algumas camisolas mais quentes. Os mais corajosos arriscaram a manga curta e não se arrependeram.

A caminhada foi suave pelo Couce ao longo do ribeiro com o mesmo nome até atingirmos os magníficos Cocões do Concelinho onde nos refrescamos e renovamos as reservas de água em antecipação da curta mas um pouco complicada subida até às Lamas de Homem.

Ao longo deste trilho mais uma vez fomos testemunha da estupidez de uns quantos palermas que insistem em marcar o trilho com cores numa paisagem a nada disso habituada. Enquadrar um horizonte bucólico com uma mariola vermelha provoca-me um movimento peristáltico que me apetecia descarregar em algumas cabeças mais iluminadas... Agora, até temos indicações inscritas em pedra com as distâncias até Carris, como se o verdadeiro amante da Natureza e da Serra do Gerês tivesse de agradecer pela informação ao estúpido que aquilo escreveu.

Atingimos o caminho para as Minas dos Carris junto da Ponte das Abrótegas no local onde há 100 anos acampou uma das primeiras expedições do reino com o intuito de estudar a Serra do Gerês. Mais um abastecimento de água e prosseguimos o caminho. Decidimos 'atacar' o cume (ou o final da caminhada) penetrando pelas imediações do Salto do Lobo. Passando ao lado das velhas escombreiras e subindo um pouco o granito, fomos saudados pelas primeiras imagens da velhas minas iluminadas por um Sol matinal que nos abraçava com um suave calor e uma brisa agradável.

Antes de nos dirigirmos ao complexo habitacional fomos visitar a velha mina e atestar o seu interior (fotos noutra entrada neste blogue). Registamos os filões de volfrâmio e vimos amostras de molibdénio.
Com os olhos a habituarem-se de novo à luz do dia seguimos até às velhas e irresponsavelmente abandonas casas onde acalmamos a ira de um corpo que pedia alimento e um pouco de descanso.

Como esta ia a carris tinha um objectivo específico, rumamos de seguida ao Penedo da Saudade para prestar homenagem ao Miguel no seu dia de aniversário. Perante a imponente e majestosa paisagem desde o Pico da Nevosa, passando pela Garganta das Negras e terminando nos arrabaldes da Matança, cada um nós homenageou o Miguel...

Prosseguimos então a visita a Carris passando pelos restos da velha antena em direcção às escombreiras das explorações a céu aberto antes de chegarmos à represa. Para lá desta tentei perceber o porquê de um poço junto ao qual parece existir uma base de sustentação de um guindaste ou elevador que serviria para elevar água (?) ou minério (?).

A curiosidade pela velha mina aumentava à medida que comentávamos o que havíamos observado e foi então que foi decidido regressar e fazer mais uma incursão às profundezas da Terra antes de regressarmos a casa pelo mesmo caminho... Pelo trilho iámos retirando a gonorreia cerebral vermelha que havia escapado à primeira passagem e substituindo-a pela cor natural da Serra do Gerês... ipsis verbis!

Fotografias: © Rui C. Barbosa