quinta-feira, 30 de abril de 2015

Visita guiada às Minas dos Carris a 10 de Maio


O Parque de Campismo de Cerdeira mais uma visita guiada às Minas dos Carris no dia 10 de Maio de 2015.

Estas visitas são feitas ao longo do Vale do Rio Homem até ao complexo mineiro, regressando pelo mesmo percurso. No programa está incluída uma visita guiada pelas ruínas mineiras e o enquadramento histórico das mesmas.

Para mais informações devem contactar o Parque de Campismo de Cerdeira.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 26 de abril de 2015

IV Jornadas das Letras galego-portuguesas em Pitoes das Júnias



Nunca é demais relembrar estas importantes jornadas que terão lugar em Pitões das Júnias a 30 e 31 de Maio de 2015.

Para os interessados em participar e em ficarem alojados em Pitões das Jùnias, devem apressar-se nas respectivas reservas devido ao limitado número de camas disponíveis na aldeia.


Um evento a não perder.

Programa (Hora portuguesa. Uma hora menos na Galiza)

Dia 30 de maio. Sábado

10:00: Abertura das IV Jornadas das Letras galego-portuguesas em Pitões

Lúcia Jorge. Presidente da Junta de Freguesia de Pitões das Júnias Orlando Alves. Presidente da Câmara Municipal de Montalegre José Manuel Barbosa. Desperta do teu sono.

10:30: 1º Painel. Moderador: José Manuel Barbosa: Desperta do teu sono.

10:30: Mónica O'Reilly: "Myth and identity: Leabhar Gabhála Éireann: Construction and de-construction of irish, Galician and Portuguese Gaelic narrative" (Tradução simultânea: João Paredes).

11:30: João Paredes: "Sobrevivências da antiga religião galaica e concomitâncias na Europa atlântica".

12:30: Marcial Tenreiro: "Mito, realidade e território; Para uma etno-árqueologia jurídica na céltica peninsular".

13:30: Almoço

16:00: 2º Painel. Moderadora: Kátia Pereira representante do Polo Eco-Museu do Barroso-Pitões das Júnias

16:00: Filme: "Cemraiost'abram" de Mónica Baptista.

17:00: Rafael Quintia, Miguel Losada e José Manuel Barbosa: Apresentação das Atas das Jornadas das Letras galego-portuguesas dos anos passados.

18:00: Livre

Dia 31 de maio. Domingo.

10:00: 3º Painel. Moderador: David Teixeira Vice-Presidente da Câmara Municipal de Montalegre.

10:00: Maria Dovigo: "Lei estranha do herdo. Presença da avó na poesia galega contemporânea: As elegias de Joana Torres".

11:00: Hugo da Nóbrega: "Identidade toponímica do Norte de Portugal e localização do nome da Gallaecia".

12:00: Conclusões e propostas em comum.

13:00: Almoço

16:00: Visita turística por Pitões das Júnias

Visita ao Mosteiro de Pitões das Júnias

Visita à Cascata

Visita ao Eco-Museu onde se vai expor a panóplia guerreira dos soldados galaicos por parte do grupo Oinaikos Brakaron.

Colaboram: 

AGLP (Academia Galega da Língua Portuguesa): http://academiagalega.org/
Associação Pró-AGLP
Câmara Municipal de Montalegre: http://www.cm-montalegre.pt/ 
Junta da Freguesia de Pitões das Júnias: http://jf-pitoesdasjunias.org/
AGAL: (Associação Galega da Língua): http://pgl.gal/
SAGA: http://www.antropoloxiagalega.org/
IDG: https://durvate.wordpress.com/
Polo Eco-Museu do Barroso
Oinaikos Brakaron
Gaiteiros de Pitões das Júnias

quinta-feira, 23 de abril de 2015

terça-feira, 21 de abril de 2015

O tribunal do lagar de azeite do Vilar da Veiga


Nos nossos dias, por alturas de Maio, as vezeiras são um momento de união e de transumância dos gados para as pastagens serranas. As vezeiras estão regulamentadas por regras ancestrais, algumas das quais ainda hoje são cumpridas. Porém, no passado o mesmo tipo de regras eram aplicadas noutras actividades, tais como no lagar de azeite.

O regulamento escrito do lagar há muito que se perdeu, no entanto, em princípios do século XX, a organização desta actividade era muito semelhante à da vezeira.

Assim, havia um juiz, procurador e junta ou acordo, composta de seis membros (os seis homens do acordo). O juiz era escolhido por escala, que era seguida há muitos anos entre os indivíduos casados da freguesia, conforme a ordem cronológica pela qual esses casamentos se haviam realizado desde o princípio.

Para se dar início ao serviço do lagar fazia-se um chamado (convocação), mandando o procurador avisar todos os quinhoeiros, e nessa reunião marcava-se a abertura do lagar e o dia em que se deveria limpar, preparar e meter-se-lhe a água, Estes serviços eram feitos por todos, levando cada um, um quarto (5 litros) de azeitona para a primeira moedura, ficando assim as ceiras e todos os utensílios untados e aptos ao funcionamento. Chamava-se a esta operação 'enfarnar' o lagar.

O azeite que resultava desta operação era dividido por igual entre todos. O juiz e o acordo eram quem determinava e providenciava em todos os serviços do lagar, fiscalizando-os para que não entrasse azeitona de estranhos, impondo para tal multas, etc. Quem faltava aos chamados ou aos serviços determinados era multado. Fora do lagar havia um depósito coberto e fechado para onde corriam as águas ruças da tarefa e do pilão, e que corresponde ao inferno de alguns lagares. Chamavam-lhe lagareta.

No começo da época a lagareta era arrematada em leilão entre os sócios e o que a arrematava ficava com o direito ao azeite, que, tendo-se escapado das sangrias das tarefas, podia-se obter por decantação. Este rendimento, pago em dinheiro, era aplicado no custeio das despesas, reparações do lagar, compras de ceiras e utensílios, etc. e quando esse e qualquer outro dinheiro existente não chegasse, a diferença era obtida entre todos de forma proporcional.

A ordem de utilização do lagar era à roda, começando num ano por cima e no outro ano por baixo da freguesia. Cada vizinho avisava o que se lhe seguia, à medida que se iam servindo.

Texto adaptado do livro"Gerez - Notas biográficas, arqueológicas e históricas" de Tude M. de Sousa, 1927.

A ameaça que paira sobre a Serra da Cabreira: espécies em perigo de abate


Já anteriormente havia feito referência sobre o atentado ambiental que espreita na Serra da Cabreira (Em luta pela Serra da Cabreira) na figura de milhares de árvores marcadas para abate.

Perante a mobilização popular e social com o envio de um alerta para o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), muitos receberam a seguinte resposta:

Acusamos a receção da presente denúncia.
Para podermos avaliar com maior urgência a situação, agradecemos se nos podem remeter a localização cartográfica da área em apreço, ou as respetivas coordenadas geográficas.
Apresentamos os melhores cumprimentos,

Rogério Rodrigues
Diretor do Departamento de Conservação da Natureza e das Florestas do Norte
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IP
Parque Florestal, 5000 Vila Real

Ora, as recentes notícias que dão conta da situação, levam-nos mais uma vez e à semelhança do que aconteceu no passado com outras situações que envolveram o ICNF, nomeadamente a discussão do Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês e a problemática das taxas a cobrar pelos pedidos de autorização para a realização de actividades de visitação em áreas protegidas, assuntos resolvidos de forma mais ou menos satisfatória, levam-nos a questionar sobre o conhecimento da realidade que o ICNF tem sobre os espaços naturais em Portugal.

Quando somos confrontados com notícias que referem que Espécies em perigo de extinção nos 35 hectares para abate na Serra da Cabreira, só nos podemos questionar sobre quem está por detrás de decisões deste tipo. Estamos perante espécies protegidas, não estamos perante espécies invasoras que não merecem qualquer atenção por parte das autoridades (veja-se o exemplo do Vale do Rio Gerês à vista das Caldas do Gerês no nosso único parque nacional). A situação é ainda mais escandalosa quando se sabe que as árvores destinadas a abate foram marcadas por funcionários do ICNF, o próprio instituto que diz desconhecer o que se passa no terreno.

Num país onde raramente as decisões irresponsáveis merecem o respectivo retorno, onde existe uma cultura de impunidade perante quem decide mal, deveríamos ser mais exigentes, a bem do nosso futuro comum, perante quem nos governa e perante quem toma este tipo de decisões.

Perante um cenário diante do qual o comum dos mortais irá ver uma explicação óbvia ditada por um engenheiro florestal qualquer, o futuro que se avizinha para a Serra da Cabreira não pode ser risonho. Todos nós devemos estar atentos na preservação dos espaços naturais e alertas perante as manobras que certamente se seguirão numa tentativa de convencer a opinião pública de que estes espaços destinados a abate (e que em muitos casos fazem corar de vergonha certas áreas do nosso único parque nacional e de muitos dos nossos parques naturais) são dispensáveis numa óptica de lucro fácil... nem que seja com madeira queimada.

Fotografia: PÙBLICO / Hugo Delgado

segunda-feira, 20 de abril de 2015

IV Jornadas das Letras galego-portuguesas em Pitoes das Júnias (Programa definitivo)


E já temos o programa definitivo das IV Jornadas das Letras galego-portuguesas em Pitões das Júnias.

Dia 30 de Maio. Sábado

10:00 Abertura  IV Jornadas das Letras galego-portuguesas em Pitões

- Lúcia Jorge. Presidente da Junta de Freguesia de Pitões das Júnias
- Representante da Câmara Municipal de Montalegre
- José Manuel Barbosa. Desperta do teu sono.

1º Painel. Moderador: José Manuel Barbosa: Desperta do teu sono.

- 10:30: Mónica O'Reilly: "Myth and identity: Leabhar Gabhála Éireann: Construction and de-construction of irish, Galician and Portuguese Gaelic narrative" (Tradução simultânea: João Paredes).

- 11:30: João Paredes: "Sobrevivências da antiga religião galaica e concomitâncias na Europa atlântica".

- 12:30: Marcial Tenreiro: "Mito, realidade e território; Para uma etno-árqueologia jurídica na céltica peninsular".

13:30: Almoço

 2º Painel. Moderadora: Kátia Pereira representante do Polo Eco-Museu do Barroso-Pitões das Júnias

-16:00: Filme: "Cemraiost'abram" de Mónica Baptista.

-17:00: Rafael Quintia, Miguel Losada e José Manuel Barbosa: Apresentação das Atas das Jornadas das Letras galego-portuguesas dos anos passados.

18:00: Livre

Dia 31 de Maio. Domingo.

3º Painel. Moderador: David Teixeira Vereador de Cultura e representante da Câmara Municipal de Montalegre.

-10:00: Maria Dovigo: "Lei estranha do herdo. Presença da avó na poesia galega contemporânea: As elegias de Joana Torres".

-11:00: Hugo da Nóbrega: "Identidade toponímica do Norte de Portugal e localização do nome da Gallaecia".

-12:00: Conclusões e propostas em comum.

13:00: Almoço

16:00: Visita turística por Pitões das Júnias

-Visita ao Mosteiro de Pitões das Júnias

-Visita à Cascata

-Visita ao Eco-Museu onde se vai expor a panóplia guerreira dos soldados galaicos por parte do grupo Oinaikos Brakaron.

domingo, 19 de abril de 2015

Sobre a devoção do arcanjo S. Miguel e as ruínas da sua ermida


Para muitos que passam na estrada para a fronteira da Portela do Homem, Serra do Gerês, e a sua atenção é prendida pelos baixos muros do Curral de S. Miguel, não passa despercebida a pequena ruína que ali existe. À primeira vista, a ruína pode parecer-nos um singelo e decrépito abrigo de pastores, não podendo no entanto deixar de nos levantar a interrogação pela facto de a sua configuração ser quadrangular e não em forno, como é usual por aquelas paragens.

No seu livro "Gerês - De Bouro a Barroso", Rosa Fernanda Moreira da Silva (2011), identifica na pág. 96 a ruína como "ruínas da ermida de S. Miguel". Sobre esta ermida, Tude M. de Sousa refere no seu livro "Gerez - Notas etnográficas, arqueológicas e históricas" (1927) que "Ainda em Vilarinho se continuou a prática da devoção, por parte dos povos dos arredores ao Arcando S. Miguel, que tivera a sua capela perto da Portela do Homem, em local onde ainda podemos observar restos das suas ruínas e que ainda hoje se chama Curral de S. Miguel.

Os povos da Carvalheira e outros usavam ir ali em Maio, depois das sementeiras, em romarias, ladainhas e clamores, pedir o auxílio do santo, a bem da fecundidade de suas terras; mas depois, ou como consequência do interdito lançado sôbre o reino no ano de 1267, reinando Afonso III, ou porque a capela se arruinasse, o povo de Vilarinho transferiu a imagem para o povoado, onde ainda está, nunca mais ela voltando à sua primitiva casa."

A História está em todo o lado na Serra do Gerês, basta que estejamos atentos...




Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 18 de abril de 2015

IV Jornadas das Letras galego-portuguesas em Pitoes das Júnias (Cartaz do evento)


Divulga-se o cartaz das IV Jornadas das Letras galego-portuguesas em Pitões das Júnias.

Ajudada - SOMOS LIVRES, Cabril EcoRural


A Cabril EcoRural vai organizar o evento 'Ajudada - SOMOS LIVRES' entre 24 e 26 de Abril

Sobre a divulgação deste evento:

Mais um passo em frente nesta longa caminhada. Entre outras pequenas manutenções, decidimos fazer desaparecer um morro desagradável para dar lugar a um anfiteatro que nos será muito útil nas nossas actividades. Precisamos também terminar o trabalho da estufa que o mês de maio está à porta.

Este projecto não é só meu e partilhá-lo convosco é sem dúvida uma alegria. 'Bora lá malta, venham até ao Abrigo da Garrana. 

PROGRAMA

24 de Abril [das 21h às 23h]
Acolhimento
Ceia
Descanso dos guerreiros

25 de Abril
8h – despertar + pequeno-almoço
9h – Abrigo da Garrana – briefing e início dos trabalhos
12h30 – Almoço
14h – 18h continuação dos trabalhos
20h – Jantar + Partilha – BE FREE

26 de Abril
8h – despertar + pequeno-almoço
9h – Abrigo da Garrana – briefing e início dos trabalhos
12h30 – Almoço
14h – 17h – Caminhada + relaxamento
Até já não é Adeus

Os participantes devem levar: saco cama e o necessário para a higiene diária. Recomenda-se roupa confortável e quente, sapatilhas ou botas para caminhar e uma mochila para levar o lanche para o campo. Nós tratamos da alimentação e da dormida. Se thouver restrições alimentares deve-se avisar a organização para se poder cozinhar de acordo com a respectiva dieta. Não te esqueças do teu melhor sorriso.

Confirma a tua presença até ao dia 23 de abril.

Se pretenderes partilhar mais do teu tempo connosco só precisas de nos informar o quanto antes para conseguirmos fazer com que isso aconteça.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

IV Jornadas das Letras galego-portuguesas em Pitoes das Júnias (Actualização)


Já anteriormente havia referido que terão lugar a 30 e 31 de Maio as 'IV Jornadas das Letras Galego-Portuguesas em Pitões das Júnias'.

O programa então apresentado sofreu algumas actualizações:

Programa Provisório:

Dia 30 de Maio. Sábado

10:00: Mónica O'Reilly: "Myth and identity: Leabhar Gabhála Éireann: Construction and de-construction of irish, Galician and Portuguese Gaelic narrative" (Tradução simultânea: João Paredes).

11:00: João Paredes: "Sobrevivências da antiga religião galaica e concomitâncias na Europa atlântica".

12:00: Marcial Tenreiro: "Mito, realidade e território; Para uma etno-árqueologia jurídica na céltica peninsular.

13:30: Comida

16:00: Filme: "Cemraiost'abram" de Mónica Baptista.

17:00: Apresentação das Atas das Jornadas das Letras galego-portuguesas dos anos passados.

18:00: Livre

Dia 31 de Maio. Domingo.

10:00: Maria Dovigo: Lei estranha do herdo. Presença da avó na poesia galega contemporânea: As elegias de Joana Torres.

11:00: Hugo da Nóbrega: Identidade toponímica do Norte de Portugal e localização do nome da Gallaecia.

12:00: (Apresentação sem confirmar)

13:00: Comida.

15:00: Conclusões e posta em comum.

16:00: Visita turística por Pitões das Júnias

terça-feira, 14 de abril de 2015

225... Até às Minas dos Carris as portas estão abertas para a História


Minas dos Carris, 12 de Abril de 2015

Esta foi a segunda incursão em dois dias até às Minas dos Carris através do Vale do Alto Homem e novamente o prazer de partilhar História e histórias ao longo deste vale e por entre aquelas ruínas.

O caminho já foi descrito muitas vezes noutros textos aqui neste blogue. As sensações são imensas e a cada passo espera-se algo de novo. E acreditem que há sempre algo de novo à espreita, seja o vislumbre de um lagarto de água ou de uma cabra selvagem por entre a penedia.

No entanto, está-se sempre à espera que algo realmente desperte o interesse... um novo muro de pedras soltas, o olhar por debaixo de uma ponte. São estes os «cliques» que aguçam a curiosidade!

Muitas vezes passei já pelo Modorno e já havia há muito tempo reparado nas estranhas pedras que parecem mariolas ou num outro muro num canto fitando o vale. Aliás, já desde muitos anos que me intriga os carreiros marcados nos velhos mapas e que nos levam a pontos lá no alto do cabeço que vigia altaneiro, o Rio Homem. Desta vez, a iluminação do Sol àquela hora fez-me ver o que me havia escapado em outras passagens, mesmo no dia anterior. Já falei desses muros neste blogue e nas fascinantes oportunidades que podem representar.

Até às Minas dos Carris as portas estão abertas para a História e estas «descobertas» só provam que há muito, mesmo muito para aprender sobre aquele vale e abrem-nos largos horizontes para outras zonas da Serra do Gerês onde certamente a ocupação do Homem deixou vestígios que agora estão escondidos e à espera de ser revelados numa eterna procura de conhecimento sobre aquela formidável montanha.

Ficam aqui algumas imagens deste dia...





























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)