sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Paisagens da Peneda-Gerês (LVIII) - Ponte Velha de Castro Laboreiro


A Ponte Velha de Castro Laboreiro servia como ponto de passagem do Rio Laboreiro para aqueles que vindo do Rodeiro e dos Portos, seguia para o castelo.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Resposta do ICNF sobre a questão da caça à cabra selvagem


A Divisão de Recursos Cinegéticos e Aquicolas do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, respondeu ao correio electrónico que enviei solicitando esclarecimentos sobre a pretensão de um grupo de caçadores burgueses querer iniciar a caça à cabra selvagem no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Ex.mo Senhor

Em resposta à mensagem de V.Ex.º, temos a informar que a espécie em causa não é cinegética, pelo que, nos termos da lei, é proibida a sua caça.

Com os melhores cumprimentos

Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IP
Divisão de Gestão de Recursos Cinegéticos e Aquícolas


A resposta que recebi não respondeu à questão que coloquei e como tal, enviei novo correio electrónico a solicitar esclarecimentos e explicando o que desejava de forma sucinta para que os senhores do ICNF não façam confusão...


Ex.mos Senhores,

Agradeço desde já a prontidão na resposta ao correio electrónico por mim enviado.

No entanto, a questão não se centra no facto de a caça à cabra selvagem ser ou não permitida, mas sim na possibilidade de ela poder vir a ser permitida tendo em conta o que está referido no artigo citado no correio electrónico anterior.

Com os melhores cumprimentos,

Mesmo sabendo que no ICNF existe quem apoie abertamente a caça à cabra selvagem, espero uma resposta mais esclarecedora por parte desta instituição que apesar de nestes termos não ser muito credível, temos de nos contentar com ela... por enquanto.

Um pequeno alerta para os cães de pastoreio soltos e sem guarda


O caso não se passou no Parque Nacional da Peneda-Gerês, mas poderia ter sido, e as suas consequências poderiam ter sido muito mais dramáticas. A situação não aconteceu com um lobo ou um animal selvagem, aconteceu com um cão que é utilizado para guarda de animais em pastoreio.

Que não haja confusões aqui e os que aproveitam situações como estas para atacar os animais, que tirem o cavalinho da chuva, como é óbvio a «culpa» não é do cão, pois foi para isto que ele terá sido «treinado» (?) sabe-se lá como e de que forma. A verdade, é que esta é uma situação recorrente e não são poucos os casos de pessoas «atacadas» por cães.

O autor do texto encontrava-se, felizmente, sozinho nesta ocasião. Mas imagine-se que teria decidido levar com ele a sua família?

Algo deve ser feito em relação aos donos que permitem que os seus cães passem os limites das zonas de pastoreio onde os animais se encontram a alimentar. 

Bom meus amigos tenho uma história para vos contar, que de história não tem nada mas sim de factos reais, ocorridos com a minha pessoa, os quais ocorreram no dia 25/09/2016, pelas 12h30, no concelho de arouca, algures junto à aldeia da castanheira...

Bom meus amigos tenho uma história para vos contar, que de história não tem nada mas sim de factos reais, ocorridos com a minha pessoa, os quais ocorreram no dia 25/09/2016, pelas 12h30, no concelho de Arouca, algures junto à aldeia da castanheira...

Estava eu a fazer o trilho pr7 e pr15, da Frecha de Mizarela, quando estando tudo a correr lindamente, ao chegar à Aldeia de Castanheira, onde podem ser vistas as "Pedras Parideiras" e sítio onde vai muito boa gente com as famílias, inclusive crianças e jovens, quando ao entrar na localidade sou recebido em apoteose, por um grupo de 4 cães (ponto 1) de porte médio que andavam ali à solta sem coleira, nem açaime, e donos nem vê-los e os quais se não fosse o engenho, me tinham trinchado.

Não obstante escapo destes 4 e sou recebido pelo “maior” da localidade um outro cão de porte enorme, senão era, pelo menos parecido com o Castro Laboreiro, senão era vestia-lhe a pele, cerca de 80 a 90 quilos, que estava junto a uma casa (ponto 2) no meio da rua, ora tive de me fazer à vida de imediato pelo meio dos campos, qual Carlos Lopes com afinco para cortar a meta, sendo que a esta altura já tinha feito muito esforço a fazer o pr7 , para quem conhece sabe do que falo, mas lá me consegui esquivar...

Pensando eu que de mares agrestes e tumultuosos já me tinha livrado, quando à saída da localidade Aldeia de Castanheira passando a linha de água, e ao subir a encosta em direcção à Mamoa 2 de Monte Calvo, estava gado a pastar, bonito de se ver, isto junto ao caminho (ponto 3) ai existente e que faz parte do trilho do pr15...

Não fosse qual "Cavalo” que sai do meio do gado a ladrar, que poderia ser muito bem irmão do que encontrei na Aldeia de Castanheira, ou da mesma raça, enorme, que me fez as pernas tremer e a alma me abandonar o ser, virado a mim mais uma vez sem açaime, nem dono por perto, e a minha sorte, sim que foi mesmo sorte, foi começar a caminhar no sentido de me afastar dele, mas sem dar indícios de medo, coisa que abundava no corpo naquele momento, a todo o custo consegui me afastar do mesmo, tendo este abrandado a corrida e ficado só a ladrar...

Quando cheguei à Mamoa 2 do Monte Calvo, e ao olhar para o monumento senti-me sair de dentro dele...

Meus amigos, se assim podemos dizer, se fosse uma família com crianças que fosse no meu lugar, teria se dado uma fatalidade quase de certeza, e não tenho duvidas que não seria um adulto ai existente ou mais até que houvesse que iriam conseguir acalmar o animal, ou suster o seu ataque caso o fizesse.
Estamos a falar de um sitio turístico, além do mais onde os animais estavam na via publica sem vedações ou pessoas presentes, alem da minha claro, onde se deslocam montes de famílias, jovens, crianças e pessoas de mais idade, as quais por vezes fazem os trilhos pedestres, como eu aliás estava a fazer, os quais poderão não ter a mesma sorte, ou mesmo eu se lá voltar a passar...

Ora o cão que estava com o gado e foi treinado para estar, faz isso com certeza montes de vezes, a mando do pastor, que acaba por ser o culpado disto tudo, sim que o animal não tem culpa, como eu suspeito há-de ser prática corrente de mais pastores...

Se ainda tivesse o pastor à beira ou estivesse provido de açaime, os danos que o mesmo pudesse causar seriam de certeza mais moderados, o que poderá não acontecer sendo que ele tem os dentes à espera, e não está o dono presente para dominar ou tentar acalmar o cão caso ele reaja.

Agora, fica a questão no ar, quando irão ser tomadas providências no sentido de punir, cessar, e fazer ver estas pessoas e pastores, que o País e via pública não é só deles.

A falar??!! Não será com certeza, pois um individuo que manda um cão destes para uma zona de trilhos pedestres, sabendo que é lugar frequentado pelo mais diverso tipos de pessoas, jovens, crianças, pessoas com alguma idade, sim ainda nem sequer falei em adultos na flor da idade, os quais duvido que mesmo esses consigam alguma coisa contra um animal de tal porte, são indivíduos sem escrúpulos nenhuns, o quê, vão pedir depois desculpa aos familiares de quem morrer nos dente de um animal deste porte, valha-me deus, se o estado assumir que não consegue controlar os pastores, sim que os animais não tem culpa, se assumir que não consegue controlar os pastores que diga, para eu e a minha familiar não nos deslocar-mos ai mais...

Sim, vocês se quiserem ir com os vossos mais que tudo, mulher, filhos etc, estão à vontade, não digam era que não tinham conhecimento, sim que isso vai vos pesar na alma o resto da vida ai se vai...

Conto com toda ajuda possível para fazer chegar a verdade aos restantes cidadãos que por ali pensam ou estariam a pensar passar, para até estar resolvido se evitar uma tragédia, sim, que com estes condimentos está mesmo ai à porta!!!

Eu já alertei quem de direito, agora vamos aguardar, pena foi, devido ao sangue ter sumido, nem ter parado para a fotografia, mas da próxima de certeza que o farei...

Texto de Miguel Ferreira

Um comentário de alguém incógnito acerca da caça no PNPG


O perfil Em Defesa do PPG (?) é um perfil criado unicamente para fazer um comentário acerca deste artigo. Usualmente não publico comentários anónimos e que se escondem atrás de perfis falsos sem se identificar, mas com este vou perder alguns minutos

"Uma noticia enganosa com fotos que não documentam animais caçados na Peneda."

Pois não, mas toda a gente sabe disso, pelo menos aquelas pessoas que têm a inteligência de ler as legendes e de perceber o que está escrito no texto do artigo. Nota-se que não foi o caso...

"Fica informado que nessa área há zonas de caça autorizadas com os devidos planos de gestão aprovados."

Toda a gente que frequenta o PNPG e que tenha um conhecimento do seu POPNPG (sabe o que é') sabe que essas zonas estão regulamentadas. Elas existem para assegurar os direitos adquiridos dos residentes que há muito caçam em partes daquelas serranias. O artigo não aborda essa questão... Nota-se de novo a falta de compreensão do texto.

"Claro que a cabra montesa não está contemplada nessa gestão."

Alto! Ainda há esperança...

"Lamento que se faça uma colagem de fotos de caçadores com armas de classe D , provavelmente caçando caça menor legalmente, como perdizes ou coelhos, a furtivos de caça maior.O cão utilizado e apresentado na foto é um perdigueiro que em nada se utiliza para fins de caça maior."

Não, eu de facto é que lamento a falta de compreensão do texto... lá se foi a vã esperança...

"Não quero acreditar que haja má fé na maneira como este artigo foi apresentado mas simples ignorância do acto cinegético."

"Acto cinegético" palavras para disfarçar "somos uns sanguinários que só gostamos de matar animais única e simplesmente para gozo e nosso belo prazer..." A caça é isto, nada mais... por isso compreendo bem o "acto cinegético".

"Tenho pena que não apresente outro artigo que vem na mesma revista, nas páginas seguintes, e que retrata a situação que se vive num parque perto de madrid e onde foram seguidas as medidas que muitos atrás apontaram. Têm neste momento um grave problema de sustentabilidade do parque, mesmo com a introdução dos predadores naturais.( a Peneda Geres já os tem e mesmo assim o numero de efectivos de cabra não pára de crescer, e ainda bem)."

Ah, pois tem predadores naturais e as cabras não param de crescer... se calhar é porque os caçadores não gostam muito dos predadores naturais e estes sejam logo dizimados à vista... Porque será? Ter concorrência que realmente necessita de caçar é uma chatice!

"Com a ausência de uma caça controlada e sustentável perdem-se proveitos que serviriam para ter um parque melhor para todos os que ali vivem e visitam."

Ahahahahahah... vou ali de novo a um canto chorar e já volto.

"Tal como a caça controlada também os utilizadores do parque deviam pagar uma taxa para o visitar, caminhar, escalar, fotografar......"

Ahahahahahah, taxa para fotografar... volto já outra vez!

"Os recursos obtidos serviriam para pagar a guardas do parque que zelariam a tempo inteiro, pela fauna, flora e controle de furtivos. Se cada utilizador , seja para caçar ou para visitar, pagassem taxas do mesmo valor, dava e sobrava."

...é melhor ficar mesmo por ali.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Livros, livros e mais livros em Pitões


Os livros continuam a chegar a Pitões das Júnias numa altura em que a sua Biblioteca já caminha muito para lá dos 1.000 livros!!! Será que chegarão muitos mais? Eu acho que sim! Pitões das Júnias será um exemplo para muitas que muitas bibliotecas possam ser criadas e existir em meios rurais.

Para além dos livros muitos contribuíram com cd's e outros meios de divulgação cultural. Para além de pessoas singulares e muitos autores, muitas entidades enviaram o seu contributo para esta iniciativa, tal como foi o caso do Município de Espinho que refere que "O Município de Espinho, através dos serviços da Biblioteca Municipal José Marmelo e Silva, tem muito gosto em colaborar e participar na vossa iniciativa, oferecendo algumas obras de temáticas variadas e destinadas a uma grande diversidade de leitores. Esperando, desta forma, ter contribuído para o enriquecimento do vosso projeto “Um livro para Pitões” e essencialmente colaborar para a criação de hábitos de leitura na população da vossa freguesia."

Já referi várias vezes que o objectivo de 1.000 livros na iniciativa "Um Livro para Pitões" havia sido estabelecido a quando do seu lançamento há pouco mais de um mês atrás e que estabelecia a data de 24 de Dezembro de 2016. Este número acabou por ser atingido muito antes do previsto, mas isso de maneira alguma implica o fim da iniciativa, bem antes pelo contrário!

A iniciativa "Um Livro Para Pitões" irá continuar para que a aldeia de Pitões das Júnias consiga ser uma referência para todas as aldeias de Portugal e assim sublinhar a importância da existência de uma biblioteca num meio rural.

Mais uma vez, Pitões das Júnias é um exemplo de dinamismo e de divulgação cultural, derrubando parte das barreiras de uma «interioridade» que muitas vezes é uma sentença de morte para as nossas aldeias, levando assim à perda de um património que nos define como povo e nação com raízes muito profundas no nosso passado distante anterior à nacionalidade.

Esta é uma iniciativa bastante simples e na qual todos podem participar. Pretende-se que todos enviem pelo menos um livro novo ou em bom estado, para a Junta de Freguesia de Pitões das Júnias.

No facebook, esta iniciativa pode ser encontrada aqui.

Esta é uma iniciativa que visa fazer com que as crianças e os jovens vejam que a sua aldeia pode ser o seu futuro, através da literatura e promovendo a cultura local. Pitões das Júnias tem futuro!

O livro de vossa escolha (mas preferencialmente de contos), deve ser enviado para a seguinte morada:

Junta de Freguesia de Pitões das Júnias
Largo do Eiró, n.º 3
5470-370 Pitões das Júnias - Montalegre

No envelope devem indicar "Um Livro para Pitões!" e nos CTT não se esqueçam de referir que estão a enviar livros para assim usufruírem de uma tarifa reduzida pelo envio dos livros.

Aos fins-de-semana os livros podem ser entregues no Pólo do EcoMuseu de Barroso de Pitões das Júnias ao cuidado da Kátia Pereira ou então no Café do Rato, Largo do Eiró.

Outros trilhos - Circulando entre Loriga e a Torre com descida pela Penha dos Abutres


Visita à serra mais alta de Portugal continental para matar saudades. Há já muito tempo que desejava voltar à Serra da Estrela depois de uma ausência já superior a 15 anos.

Escolhemos o percurso entre Loriga e a Torre seguindo pela Garganta de Loriga e descendo pela Penha dos Abutres. O dia este óptimo para a jornada, apesar de a serra se encontrar sem água. A temperatura foi sempre amena e a brisa ia aparecendo nos momentos de maior aperto do calor que aqui e ali se foi fazendo sentir.

Como de costume a caminhada começou cedo logo no centro de Loriga. A Garganta de Loriga foi a paisagem que nos foi acompanhando desde o princípio e logo ali sabíamos o que nos esperava. Seguimos por um estradão que em pouco tempo se transformou num trilho de montanha à passagem da placa que assinala a direcção da queda de um avião da RAF a 22 de Fevereiro de 1944. Esta interessante história pode ser lida aqui e aqui as quadras ao avião que caiu na Serra da Estrela. Pouco depois passávamos pela Fraga do Padre Nosso e chegávamos ao Covão da Areia entre a Presa do Urtigal e a Malhada do Porto. A paisagem granítica ia-se sucedendo por entre exclamações de como seria fazer aquele percurso em dias de invernia.

Depois do Covão da Areia subimos para o Covão da Nave e logo a seguir para o Covão do Meio, cuja paisagem está alterada devido à presença da represa que na altura se encontrava sem água (às águas desta represa são transferidas para a Lagoa Comprida por alturas do Verão). continuando a jornada, entramos no Covão do Boeiro e aqui, para evitar a estrada nacional, viramos a Sul na direcção da Salgadeira e dos Barros Vermelhos, chegando à Lagoa do Covão das Quelhas e à Lagoa Serrano.


Com o ponto mais alto de Portugal continental a poucas centenas de metros, caminhamos pela Pista Estrela, passando pelo Poio Estrela antes de atingir o marco geodésico da Estrela.




O regresso a Loriga foi feito seguindo da Estrela em direcção à Penha dos Abutres passando pelo Corgão Vidouro e pelo Carvidouro. Pelo caminho notam-se muitos vestígios de antiga actividade humana que pode estar associada à mineração ou ao fabrico de carvão.


A descida da Penha dos Abutres foi inicialmente feita em direcção ao Rodeio Velho, passando à direita do Cerro das Naves e das Avezeiras, utilizando velhos trilhos. Depois de muito matagal, chegamos à Casa dos Ingleses e daqui seguimos para Loriga, utilizando no troço final o velho caminho romano.

Algumas imagens do dia e ligação para o album de fotografias.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Problemática da caça à cabra selvagem no Gerês: comunicado do PAN


O partido Pessoas-Animais-Natureza foi alertado pelo alarido provocado pela divulgação deste problema e faz referência a isso mesmo na sua página do facebook.

"O PAN alerta para que todas/os estejamos atentas/os a estes casos e que exerçamos o nosso papel de cidadania, nas redes sociais, em casa, na rua, no trabalho, mas também fazendo chegar ao governo e às instituições gestoras as nossas posições e sentimentos relativamente à actividade da caça em geral, mas, acima de tudo, à possibilidade constante de as zonas de não caça ou de as espécies não cinegéticas serem paulatinamente abertas ou tidas como elegíveis a esta prática."

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

terça-feira, 27 de setembro de 2016

ALERTA GERAL: Grave ameaça paira sobre o nosso único Parque Nacional


Quando pensávamos que já teríamos visto de tudo o que poderia acontecer no Parque Nacional, eis que uma ameaça silenciosa se move nas sombras e vai lentamente se formando para atacar o nosso único Parque Nacional.

Não se esqueçam dos rostos que ilustram este texto, pois são eles que dentro de algum tempo poderão ser a mais grave ameaça que a vida selvagem do Parque Nacional da Peneda-Gerês alguma vez terá enfrentado.

Esta é uma ameaça que tem de ser eliminada logo nesta fase e todos temos de nos unir para que esta gente se mantenha longe dos limites da Peneda-Gerês.

Há já muito tempo que correm rumores de que as cabras selvagens são caçadas na Serra do Gerês por gente que é transportada de helicóptero, gente esta ligada às esferas mais altas do Estado (juízes, secretários de estado, etc.) e que usam as serranias geresianas para os seus devaneios sanguinários onde a morte sádica e somente por puro divertimento ocupa um lugar central.

Os artigos em questão publicados na revista "Caça & cães de caça" na sua edição de Outubro de 2016, mostram ("A cabra-montês no Gerês - Poderemos vir a caçá-la?" e "O potencial da cabra-montês do Gerês") as intenções desta gente sem escrúpulos pertencente ao denominado SCI Lusitania Chapter (Safari Club International) que somente se interessa pela vida selvagem como uma forma de satisfazer o seu prazer da morte.

Não se esqueçam destas caras e destes nomes!





Este é um alerta geral a todos os que amam o nosso único Parque Nacional e a todos os amantes da Natureza.

Perante tamanha ameaça, o ICNF e o PNPG devem de imediato se pronunciar sobre este assunto, esclarecendo qual a sua posição (apelo a todos o envio deste pedido de esclarecimento para o ICNF - icnf@icnf.pt - e para o PNPG - pnpg@icnf.pt):

Assunto: Caça à cabra-selvagem no Parque Nacional da Peneda-Gerês - Pedido de esclarecimento

Ex.mos Senhores,

Recentemente tive conhecimento de um artigo publicado na revista 'Caça & cães de caça', no seu nº 228 - Outubro de 2016, no qual se considera a possibilidade e se apontam supostos estudos que apontam a possibilidade da ocorrência de actos de caça à cabra selvagem que se encontra no território do nosso único Parque Nacional.

Perante tal artigo, não posso deixar de mostrar a minha indignação perante esta possibilidade e gostaria de um esclarecimento formal por parte do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e do Parque Nacional da Peneda-Gerês sobre o mesmo.

Com os melhores cumprimentos,

Nome
Cidade

Se desejarem podem também enviar para o diferentes grupos parlamentares através dos seguintes endereços de correio electrónico: gp_psd@psd.parlamento.pt, gp_ps@ps.parlamento.pt, bloco.esquerda@be.parlamento.pt, gp_pp@cds.parlamento.pt, gp_pcp@pcp.parlamento.pt e PEV.correio@pev.parlamento.pt. O endereço de correio electrónico do PAN é geral@pan.com.pt.

Ousar lutar! Ousar vencer! Vamos matar este mal pela raiz!

Fotografias em cima retiradas da revista "Caça & cães de caça"

ADENDA

As fotografias seguintes mostram o que se passa já no Parque Nacional da Peneda-Gerês, a caça furtiva existe e é uma realidade! As fotografias mostram caçadores furtivos na Lamalonga...







Fotografias © Autor devidamente identificado (Todos os direitos reservados)

Estado dos trilhos pedestres na área do PNPG


Terminado o Verão, o Parque Nacional da Peneda-Gerês irá agora receber milhares de pessoas que irão percorrer os seus trilhos em busca do sossego e das cores de Outono. Porém, com os fogos florestais que decorreram na área do PNPG, uma série de percursos pedestres viram-se afectados por estas ocorrências.

Assim, e devido à destruição de parte dos equipamentos e da sinalética, recomenda-se que sejam evitados os seguintes percursos pedestres:

- Trilho da Peneda

- Trilho do Curro da Velha

- Trilho da Mistura das Águas

- Trilho do Ramiscal

- Rota Temática dos Peregrinos e Romeiros da Peneda - Rota dos Bicos

- Trilho Interpretativo do Mezio

- Percurso de Grande Rota (Travessia Peneda-Soajo)

- Rota Temática dos Peregrinos e Romeiros da Peneda - Rota do Soajo

- Trilho dos Moinhos de Parada

- Trilho do Penedo do Encanto

- Trilho do Megalitismo de Britelo

- Trilho Interpretativo da Serra Amarela (GR34)

- Grande Rota do Alto Minho (Etapa da Ponte da Barca)

- Trilho de S. Bento

Para além da informação disponível sobre os trilhos pedestres nas Portas do PNPG (Montalegre, Vidoal, Campo do Gerês, Lindoso, Mezio e Lamas de Mouro) e da informação que se pode encontrar na maior parte do início dos diferentes percurso situados no território do PNPG, as seguintes ligações fornecem as informações necessárias sobre os percursos pedestres existentes no nosso Parque Nacional...


A ADERE PNPG disponibiliza ainda uma folha na qual se pode fazer a crítica, dar sugestões ou apontar falhas na rede de percursos pedestres sinalizados no PNPG: aqui.

A Câmara Municipal de Terras de Bouro disponibiliza um sítio com informações sobre os seus percursos pedestres aqui.

Informação sobre o Trilho da Serra Amarela.

Tal como a ADERE PNPG, a ARDAL fornece informações sobre os percursos: Percurso Pedestre GlaciarPercurso Pedestre Ramil e Percurso Pedestre Urzal.

Finalmente, o PNPG, que muitas vezes é apontado como sonegar ou esconder a informação sobre os locais a visitar e sobre os percursos pedestres disponíveis, tem a seguinte informação para quem quiser ver:




Ao contrário do que existe em muitas áreas protegidas no estrangeiro, muita desta informação pode ainda ser encontrada em papel.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Um outro olhar... (LXVIII)


O Filipe Lima visitou as Minas dos Carris a 18 de Setembro de 2016 e teve a amabilidade de me enviar umas fotografias desta sua visita.

Se visitar as Minas dos Carris, envie as suas fotografias para assim se constituir uma base cronológica das ruínas nos píncaros serranos do Gerês.

Um agradecimento ao Filipe pelo envio das fotos!








Fotografias © Filipe Lima (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Caminhada guiada às Minas dos Carris a 1 de Outubro


O Parque de Campismo de Cerdeira vai levar a cabo a primeira de uma nova série de actividades nas quais é possível visitar as antigas ruínas das Minas dos Carris.

Designada por "Caminhada aos Carris", esta actividade mensal tem como objectivo realizar uma visita guiada às minas com explicação dos aspectos mais importantes da actividade mineira na altura da II Guerra Mundial. A caminhada é feita ao longo do Vale do Homem.

A primeira destas actividades terá lugar a 1 de Outubro de 2016.

Para mais informações e datas, consultar aqui.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (LVI) - Vale do Rio Conho


O Vale do Rio Conho, Serra do Gerês, é uma das paisagens mais arrebatadoras de todo o Parque Nacional da Peneda-Gerês. O vale estreito é encimado pelo colossos graníticos da Roca de Pias e da Roca Negra, conferindo-lhe um aspecto místico como se fosse a passagem para um Reino Maravilhoso.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Petição "Pela revogação da liberalização do eucalipto"


Portugal ardeu como arde todos os anos. Portugal tem uma «época de fogos» como se isto fosse uma inevitabilidade do Verão nacional à semelhança da «época balnear» ou de outras alturas na nossa vida em que sabemos que naqueles dias algo vai acontecer.

Portugal é um país que não adopta de facto políticas para combater os incêndios e existe vontade política para que eles continuem todos os anos a acontecer. É nesta alturas em que vemos os revoltados do facebook e das redes sociais a atiçar revoluções que esmorecem à medida que os «likes» vão caindo ou as notícias dos futebóis vão surgindo.

A petição on-line é instrumento de cidadania que pode ajudar de certa forma este país tomar um rumo diferente, mas parece que o nosso individualismo é cada vez mais forte que nos leve a somente ter interesse pelas futilidades do dia-à-dia até ao próximo Verão, altura em que um pouco mais da nossa paisagem se transforme num novo eucaliptal.

Segundo Carlos Fragoeiro, autor da petição "Pela revogação da liberalização do eucalipto", o "Decreto-Lei n.º 96/2013, de 15 de Julho, que implementou o novo regime de arborização que liberaliza a plantação em monocultura de eucalipto, deixando de ser necessário pedido de autorização prévia às autoridades florestais até 2 hectares, e que tornou mais complexo e burocrático a florestações com espécies autóctones, como por exemplo sobreiro, carvalho, castanheiro, pinheiro bravo e manso e outras tantas." Isto é, esta lei baseada em interesses económicos simplesmente permite que não hajam entraves de maior para que toda a paisagem portuguesa seja um grande eucaliptal que somente serve para alimentar as industrias do papel e permitir as negociatas dos incêndios no Verão.

Não podemos perder a nossa paisagem em troca de uma paisagem estéril... ou então tragam os coalas que aqui serão felizes.

domingo, 25 de setembro de 2016

1.000 livros já chegaram a Pitões! Vamos continuar!!


É com enorme satisfação que recebi a notícia de que a iniciativa "Um Livro Para Pitões" já conseguiu juntar 1.000 livros para a Biblioteca Aberta de Pitões!

De recordar que o objectivo de 1.000 livros havia sido estabelecido por esta iniciativa a quando do seu lançamento há pouco mais de um mês atrás e que estabelecia a data de 24 de Dezembro de 2016 para que esses 1.000 livros fossem enviados para a aldeia de Pitões das Júnias.

Este número acabou por ser atingido muito antes do previsto, mas isso de maneira alguma implica o fim da iniciativa, bem antes pelo contrário!

A iniciativa "Um Livro Para Pitões" irá continuar para que a aldeia de Pitões das Júnias consiga ser uma referência para todas as aldeias de Portugal e assim sublinhar a importância da existência de uma biblioteca num meio rural.

Mais uma vez, Pitões das Júnias é um exemplo de dinamismo e de divulgação cultural, derrubando parte das barreiras de uma «interioridade» que muitas vezes é uma sentença de morte para as nossas aldeias, levando assim à perda de um património que nos define como povo e nação com raízes muito profundas no nosso passado distante anterior à nacionalidade.


Como referi, a iniciativa "Um Livro Para Pitões" vai continuar, pois esta pretende continuar a ser uma iniciativa bastante simples e na qual todos possam participar. Pretende-se que todos enviem pelo menos um livro novo ou em bom estado, para a Junta de Freguesia de Pitões das Júnias.

No facebook, esta iniciativa pode ser encontrada aqui.

Esta é uma iniciativa que visa fazer com que as crianças e os jovens vejam que a sua aldeia pode ser o seu futuro, através da literatura e promovendo a cultura local. Pitões das Júnias tem futuro!

O livro de vossa escolha (mas preferencialmente de contos), deve ser enviado para a seguinte morada:

Junta de Freguesia de Pitões das Júnias
Largo do Eiró, n.º 3
5470-370 Pitões das Júnias - Montalegre

No envelope devem indicar "Um Livro para Pitões!" e nos CTT não se esqueçam de referir que estão a enviar livros para assim usufruírem de uma tarifa reduzida pelo envio dos livros.

Aos fins-de-semana os livros podem ser entregues no Pólo do EcoMuseu de Barroso de Pitões das Júnias ao cuidado da Kátia Pereira ou então no Café do Rato, Largo do Eiró.

Casal português também esteve desaparecido na Serra Amarela


Notícia da TVI pela jornalista Mariana Barbosa e que dá conta de um casal de nacionalidade portuguesa que se perdeu na zona de Vilarinho da Furna, Serra Amarela.

O casal foi localizado em estado de hiportemia e teve de receber tratamento hospitalar.

Fotografia (Arquivo) © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Clube de Montanhismo de Braga entrega muitos livros em Pitões


Na sua actividade mensal, o Clube de Montanhismo de Braga (CMB) fez questão em se associar à iniciativa "Um Livro Para Pitões" e realizou a entrega de 85 livros para a Biblioteca Aberta de Pitões.

Obrigado CMB!



Fotografias © Paulo Costa / Clube de Montanhismo de Braga (Todos os direitos reservados)

Casal perdido no Soajo


Todos nós sabemos que o Gerês é grande, do tamanho do mundo... mas isso não justifica os constantes erros jornalísticos que indicam sempre o Gerês como a zona onde acontece um acidente ou uma desgraça em geral. Infelizmente, o padrão contrário já não acontece, isto é, a localização não falha quando algo de bom acontece numa outra zona do Parque Nacional que não seja o Gerês.

O mesmo voltou a acontece com o caso do casal de turistas suecos que se perdeu na noite de 24 para 25 de Setembro de 2016 na Serra do Soajo. Os meios de comunicação social apontam em letras garrafais que ocorreu mais um caso de pessoas perdidos no Gerês, quando na realidade a ocorrência se dá a dezenas de quilómetros de distância e só no corpo da notícia, que muitas vezes nem é lida, se assinala a ocorrência no Soajo mas mesmo assim referindo ainda o Gerês como é o caso do Jornal de Notícias que se pode ler aqui e mesmo na edição do Jornal da Tarde da SIC. Mesmo tendo cobrido todos os acidentes ocorridos de facto no Gerês no Verão passado, ainda é difícil aos jornalistas definir onde começa e onde acaba o Gerês. Nestas situações, uma mapa de Portugal com a delimitação dos conselhos pode sempre ajudar.

Aparentemente, o casal sueco ter-se-à perdido numa zona de um percurso sinalizado mas em más condições de conservação / utilização.


Um casal septuagenário esteve perdido durante dez horas na zona do Soajo, no Gerês. Foi resgatado já durante a madrugada.


Um casal estrangeiro desapareceu ontem na Serra do Gerês ao final da tarde. Depois das investigações das autoridades, o casal sueco - e não inglês como se tinha avançado inicialmente - foi encontrado durante a manhã de hoje.


Homem e mulher, de nacionalidade sueca, de cerca de 60 anos, foram encontrados pelas autoridades cerca das 02:30. Alerta para o desaparecimento foi dado ao início da noite de sábado

Fotografia: DR

sábado, 24 de setembro de 2016

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Fantasmas reparam a estrada entre a Portela do Homem e Leonte


O Jornal de Notícias referiu na sua edição do dia 22 de Setembro de 2016, que a Câmara Municipal de Terras de Bouro com o apoio do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, estava a proceder à reparação da estrada EN 308-1 que liga a Portela de Leonte e a Portela do Homem.

No entanto, e segundo algumas testemunhas que utilizaram aquela via nesse dia, não foram avistados quaisquer trabalhos de reparação nem muito menos preparativos para os tais, pelo que se pode concluir que os trabalhos deverão estar a ser levados a cabo por fantasmas, porque a crer na notícia, as obras já terão começado e a estrada está de facto a ser reparada...

Não deixa de ser irónico o facto de estes trabalhos só agora se irem realizar, numa altura em que o Verão já se foi e a imagem negativa do Gerês ficou gravada na memória daqueles que aos fins-de-semana tiveram de pagar uma taxa de acesso a uma estrada esburacada já desde antes do início do Verão. Em três meses nada se fez a não ser pontuais remendos com asfalto ou com terra tirada das bermas!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

ADERE Peneda-Gerês promove nova acção de monitorização de trilhos pedestres


A ADERE Peneda-Gerês (Associação de Desenvolvimento das Regiões do Parque Nacional da Peneda-Gerês) está a promover uma acção de reconhecimento do estado de manutenção do trilho da Grande Rota da Serra Amarela (GR 34), inserido no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), na área dos concelhos de Ponte da Barca e de Terras de Bouro. Em simultâneo, esta Associação avança com uma nova iniciativa de formação nos temas do património natural e cultural associados aos pontos de interesse desta rota, visando a capacitação de técnicos do território que têm responsabilidades nas áreas do turismo, atendimento e gestão de visitantes.

Realizou-se no passado dia 21 de Setembro a primeira acção de reconhecimento e de formação, percorrendo-se a primeira etapa desta rota de trinta e cinco quilómetros. Para além de técnicos da ADERE Peneda-Gerês, participam nesta ação técnicos dos municípios de Ponte da Barca e de Terras de Bouro, das Portas do PNPG e do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (serviços locais do PNPG). A componente de formação foi orientada por técnicos especialistas das áreas da biologia e do património cultural.

A próxima iniciativa terá lugar no dia 29 de Setembro, com a realização da segunda etapa da rota, seguindo as duas etapas finais durante o mês Outubro.

Esta acção tem como propósito a monitorização das condições de utilização dos trilhos pedestres do PNPG, como forma de salvaguardar a segurança dos visitantes e de lhes proporcionar uma boa experiência de visitação.

No território existem várias estruturas de informação do Parque Nacional (Portas do PNPG, serviços do PNPG e a ADERE Peneda-Gerês) que os visitantes devem previamente contactar para se informarem sobre os trilhos pedestres e as suas condições de utilização.

Texto e fotografia: ADERE Peneda-Gerês (Texto corrigido para Português)

A odisseia dos livros em Pitões das Júnias


Não há dia que passe no qual a Biblioteca Aberta de Pitões não receba um livro! Estes vêm de todos os lados, do Brasil, da Inglaterra, da Alemanha e de muitos locais do Norte a Sul de Portugal. Também muitos autores enviam os seus próprios livros para esta Biblioteca em crescimento!

A iniciativa "Um Livro Para Pitões" e a Biblioteca Aberta de Pitões constituem uma verdadeira odisseia de livros naquela aldeia barrosã! É muita a emoção à chagada de cada livro, a cada volta do correio ou a cada visita ao Pólo do EcoMuseu de Barroso onde a Kátia Pereira os recebe com um sorriso emotivo no seu rosto! Ela própria refere, "Fico emocionada só de pensar nas pessoas a dispensarem o seu tempo para ir aos correios nos enviarem livros..."

O objectivo da iniciativa "Um Livro Para Pitões" no número mágico de 1.000 livros! Esta pretende ser uma iniciativa bastante simples e na qual todos possam participar. Pretende-se que todos enviem pelo menos um livro novo ou em bom estado, para a Junta de Freguesia de Pitões das Júnias e que o número de livros enviados atinja os 1.000 exemplares até 25 de Dezembro de 2016. Esta não será uma data limite para a iniciativa, será somente um incentivo para se consiga dar uma grandiosa prenda de Natal a Pitões das Júnias, às suas gentes e em especial às suas crianças.

No facebook, esta iniciativa pode ser encontrada aqui.

Esta é uma iniciativa que visa fazer com que as crianças e os jovens vejam que a sua aldeia pode ser o seu futuro, através da literatura e promovendo a cultura local. Pitões das Júnias tem futuro!



O livro de vossa escolha (mas preferencialmente de contos), deve ser enviado para a seguinte morada:

Junta de Freguesia de Pitões das Júnias
Largo do Eiró, n.º 3
5470-370 Pitões das Júnias - Montalegre

No envelope devem indicar "Um Livro para Pitões!" e nos CTT não se esqueçam de referir que estão a enviar livros para assim usufruírem de uma tarifa reduzida pelo envio dos livros.

Aos fins-de-semana os livros podem ser entregues no Pólo do EcoMuseu de Barroso de Pitões das Júnias ao cuidado da Kátia Pereira.

Taxa da Mata de Albergaria - um roubo descarado!


Todos nós já sabemos qual é a verdadeira intenção da cobrança da taxa de acesso à Mata de Albergaria. Cobrada desde 2007, nunca se viu um cêntimo a ser investido naquele espaço natural, verdadeira razão de ser do Parque Nacional da Peneda-Gerês. A taxa só existe para engrossar um saco sem fundo existente num corredor obscuro do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, em Lisboa.

Em 2016, e por falta de funcionários, o ICNF somente procedeu à cobrança desta taxa durante os fins-de-semana, contrariando assim o que está exposto na Portaria que a regulamenta. O roubo teria de continuar mesmo com a estrada num estado miserável e mesmo sem ter a capacidade de proceder a uma vigilância eficaz, pois seria mais útil utilizar os seis funcionários que estavam nos postos de cobrança para fiscalizar o estacionamento abusivo.

Entretanto, e sendo da responsabilidade da Câmara Municipal de Terras de Bouro, a estrada que liga a Portela de Leonte à Portela do Homem enche-se de buracos e o seu pavimento degrada-se de dia para dia. Na Lua, existem crateras mais pequenas do que alguns dos buracos que existem naquela estrada! Já foram vistos funcionários do ICNF a encher alguns dos buracos com terra tirada das bermas para minimizar o impacto que estas trincheiras de combate possam ter nos veículos que por ali passam.

A situação irá certamente piorar se nada for feito. O Outono está aí e as primeiras chuvas podem ainda demorar a chegar, mas quando chegarem aquela estrada irá transformar-se numa autêntica armadilha.

É sempre mais barato colocar uns sinais de trânsito a advertir do miserável estado da estrada pela qual tem de pagar 1,50 euros para circular do que proceder a obras de fundo na sua reparação.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

242... Os últimos dias do Verão nas Minas dos Carris


Foram os últimos dias do Verão nas Minas dos Carris. Uma caminhada por uma paisagem a precisar urgentemente da chuva do Outono, pois o Rio Homem está silencioso...








































































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)