quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Os livros vão seguindo para Pitões das Júnias


Tem sido excelente ver o interesse crescer por esta iniciativa. 'Um Livro Para Pitões' tem angariado muitos apoiantes que vão enviar os seus livros para que a Biblioteca de Pitões das Júnias seja uma realidade em breve.

De todo o país e mesmo do estrangeiro, os livros têm sido enviados e é provável que vários já tenham chegado à Junta de Freguesia de Pitões das Júnias.

Esta pretende ser uma iniciativa bastante simples e na qual todos possam participar. Pretende-se que todos enviem pelo menos um livro novo ou em bom estado, para a Junta de Freguesia de Pitões das Júnias e que o número de livros enviados atinja os 1.000 exemplares até 25 de Dezembro de 2016. Esta não será uma data limite para a iniciativa, será somente um incentivo para se consiga dar uma grandiosa prenda de Natal a Pitões das Júnias, às suas gentes e em especial às suas crianças.

Esta é uma iniciativa que visa fazer com que as crianças e os jovens vejam que a sua aldeia pode ser o seu futuro, através da literatura e promovendo a cultura local. Pitões das Júnias tem futuro!

Esta iniciativa tem uma página na rede social facebook aqui.

O livro de vossa escolha (mas de preferência de contos), deve ser enviado para a seguinte morada:

Junta de Freguesia de Pitões das Júnias
Largo do Eiró, n.º 3
5470-370 Pitões das Júnias - Montalegre

No envelope devem indicar "Um Livro para Pitões!" e não se esqueçam de enviar uma fotografia dos livros para a página da comunidade no facebook!



Fotografias: Ana Sousa, Lu Moretti, Alexandre Matos, Rosa Alves, Isabel Mateus

Histórias do carvão na Serra do Gerês


Conta-nos João Batista, de Cabril, "Numa ocasião, o meu vizinho, coitado, foi à cabana de pedra, que naquele tempo eram cabanas de pedra, foi levar uma bucha e quando voltou viu o seu burro a fugir. O carvão, que ainda não estava apagado ao sair da terra, tinha pegado fogo no saco e o burro enquanto não ardeu as cordas que seguravam os sacos de carvão, fugiu!..."

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Situação operacional dos fogos florestais no PNPG (31 de Agosto de 2016)


Dois incêndios florestais assolaram o Parque Nacional da Peneda-Gerês a 31 de Agosto de 2016.

Pelas 16:18 foi declarado um incêndio na Chã de Matança, Vilar da Veiga - Terras de Bouro, (Serra do Gerês). Pelas 19:27 o incêndio estava a ser combatido por 25 operacionais apoiados por 5 viaturas e 1 meio aéreo.

Pelas 16:55 foi declaro um incêndio em Pousada, Vilar da Veiga - Terras de Bouro, (Serra do Gerês). Pelas 19:27 o incêndio estava a ser combatido por 11 operacionais apoiados por 3 viaturas.

A fotografia em cima mostra o incêndio de Matança, enquanto que as restantes mostram o fogo em Pousada (com excepção da segunda fotografia).





Fotografias © Nuno Gomes (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (XLII) - Lomba de Pau


O observador galego Mauro Castellá Ferrer revelou em 1610, o curioso meio natural que envolvia o Gerês, dizendo: "Neste lugar há muitas e diferentes feras, como os grandes ursos, touros bravos, cabras monteses maiores do que jumentos, lobos cervais mais corpulentos que de ordinário, tigres; viram-se serpentes com asas, há javalis muito grandes, enfim, é uma das serras mais ásperas e menos habitadas de toda a península".

As paisagens do Inverno Geresiano transportam-nos para um mundo digno de Tolkien, tal como nos mostra a paisagem invernal da Lomba de Pau, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Transformemos «gostos» em livros ou a emoção de ver algo a acontecer!


Estamos chegados às primeiras 24 horas da iniciativa "Um Livro Para Pitões" e não poderíamos estar mais contentes com a receptividade que esta tem merecido.

Como é óbvio, e aqui reside a beleza de uma rede social, a iniciativa tem sido amplamente divulgada no facebook, algo que queremos desde já agradecer a todos aqueles que o fazem e que ajudam Pitões das Júnias a ter a sua biblioteca. Não! Escrevamos Biblioteca, com 'B' grande porque é assim que Pitões merece! A Biblioteca de Pitões das Júnias será uma realidade e apesar de ainda longe no tempo (e mesmo tendo como objectivo os 1.000 livros até ao Natal de 2016) lançamos o repto de a inauguração oficial deste espaço ser no icónico 'Fiadeiro de Pitões' que terá lugar em 2017!!!

Entretanto, a comunidade deste evento no facebook tem registado uma avalanche de «gostos». Sabemos que muitos daqueles que por ali passam já enviaram os seus livros, mas é necessário transformar esses «gostos» em livros verdadeiros, livros em papel e que os possamos sentir e cheirar nos serões e nas noites frias de Pitões.



Já viram o quão rápido conseguimos atingir o nosso objectivo se todos os «gostos» se transformarem em livros? E já viram como esta iniciativa pode avançar mesmo naqueles que não estão ligados ao facebook?

Já soubemos que várias livrarias de Guimarães irão contribuir para esta iniciativa e isto é algo que nos enche de orgulho, por Pitões!

Vá! Transformemos «gostos» em livros, porque aqui reside a emoção de ver algo a acontecer!

Fotografias: Sandra Pais, Rui França e Alexandre Matos


Os números do resgate nas Minas dos Carris


Em pouco tempo já muito se falou sobre o número de operacionais envolvidos no mais recente resgate nas Minas dos Carris.

A comunicação social adiantou que estiveram envolvidos 39 operacionais, entre bombeiros e elementos do GIPS. Estes números foram também apontados pelo Presidente da Câmara Municipal de Montalegre que se apressou a dizer que não podem haver almoços grátis no que diz respeito a resgates desnecessários.

No entanto, a verdade dos números de operacionais envolvidos neste resgate foi bem diferente.

Assim, apenas terão ido às Minas dos Carris 3 militares do GIPS numa primeira fase e foram estes os primeiros militares a abordar a vítima. Pouco tempo depois chegaram 2 elementos do INEM, que na altura definiram que era aconselhável, pelos sintomas que apresentava a vítima, fazer a evacuação com o meio aéreo. Porém, esta evacuação só poderia ser feita de manhã, porque o helicóptero Kamov que dava para aquela altura não o pode fazer porque não existe tripulação nocturna e muito menos homologação para tal! Juntamente com os elementos do INEM chegaram 4 Bombeiros. 

Vinte minutos após a chegada da equipa do INEM, chegou uma equipa do GIPS em apoio com 5 militares. Atendendo a que a vítima seria transportada de helicóptero  (por indicação do enfermeiro do INEM), a segunda equipa GIPS com 5 elementos acabaria por desmobilizar.

Assim, o total de elementos nas Minas dos Carris era de 14.

Uma equipa de 6 elementos do GIPS e 8 Bombeiros de Montalegre (dos quais 2 elementos do Comando) aguardaram na zona da Lagoa do Marinho, esperando a confirmação de haver a necessidade de se dirigirem ou não às minas, caso fosse para transportar em maca. Neste cenário, nunca 20 elementos o colocavam na Portela do Homem em menos de 4 a 5 horas.

Assim, temos 13 GIPS, dos quais apenas 8 se dirigiram às Minas dos Carris, mais 2 elementos do INEM e 12 Bombeiros.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Iniciativa "Um livro para Pitões!"


Aquando da passagem por Pitões das Júnias no mais recente Fiadeiro de Contos, fiquei a saber que a Junta de Freguesia daquela aldeia transmontana pretende criar uma nova biblioteca para que os seus habitantes tenham acesso a algo que, havendo em Montalegre, fica ainda muito distante.

Assim, surgiu-me a ideia de criar a iniciativa "Um Livro para Pitões"!

Esta pretende ser uma iniciativa bastante simples e na qual todos possam participar. Pretende-se que todos enviem pelo menos um livro novo ou em bom estado, para a Junta de Freguesia de Pitões das Júnias e que o número de livros enviados atinja os 1.000 exemplares até 25 de Dezembro de 2016. Esta não será uma data limite para a iniciativa, será somente um incentivo para se consiga dar uma grandiosa prenda de Natal a Pitões das Júnias, às suas gentes e em especial às suas crianças.

Esta é uma iniciativa que visa fazer com que as crianças e os jovens vejam que a sua aldeia pode ser o seu futuro, através da literatura e promovendo a cultura local. Pitões das Júnias tem futuro!

Esta iniciativa tem uma página na rede social facebook aqui.

O livro de vossa escolha (mas de preferência de contos), deve ser enviado para a seguinte morada:

Junta de Freguesia de Pitões das Júnias
Largo do Eiró, n.º 3
5470-370 Pitões das Júnias - Montalegre

No envelope devem indicar "Um Livro para Pitões!"


Divulguem a ideia e vamos enviar "Um Livro para Pitões"! Não se esqueçam de tirar uma fotografia ao livro que enviarem e de a fazer chegar à página do evento no facebook!

Em jeito de desabafo, um grito...


Os olhos da Paula Oliveira irradiam luz, como os olhos daqueles que têm largos horizontes e vontade de avançar. A atitude da Paula, é a atitude de quem quer fazer mais, muito mais pelo local onde vive. Por isso, mal li este texto da Paula perguntei-lhe se o podia usar aqui...

Só duas coisas breves a respeito do incêndio de ontem:

1.Ficámos a salvo.A um metro de nós há um cenário dantesco, inúmeras pessoas abandonaram o Parque de Campismo. Os bombeiros continuaram o trabalho e garantiram a segurança do Abrigo da Garrana e do GeresGreenPark. Um grande bem haja para eles. Só o Excelente comando dos meios aéreos e terrestres permitiu um final menos dramático.

2. Não entendo a existência de homens que desprezam a terra, a floresta, os animais, as pessoas e os seus bens, que comentem crimes como este. Cobardia, falsos homens, gente mesquinha, desprezível e pior que tudo, IGNORANTES. E vai continuar, claro que vai, será bom que sim mais uma ou outra vez, o que é bom porque agora parece ser possível seguir-lhe o rasto. O lugar de um criminoso é na cadeia.

De resto, fica uma tristeza enorme face ao cenário. Continuo a acreditar que Cabril é ONDE A NATUREZA HABITA e da minha parte tudo farei para a proteger. Quanto à natureza dos homens: em todas as sociedades sempre existiram os bons e os vilões, em Cabril não é diferente. 
Continuaremos aqui, com o nosso projecto, com a nossa força, recuar em Barroso é perder. Não aceitamos mais este cenário de destruição de um património que é de todos, Eu, Paula Oliveira, Paula do Vieira, 27, Paulinha ou outros nomes que me queiram chamar, podem ter a certeza que eu vou continuar aqui, mais atenta que nunca, a lutar pela preservação dos valores culturais e naturais de Cabril/Montalegre/Gerês/Portugal.


Situação operacional dos fogos florestais no PNPG (29 de Agosto de 2016) - Acto II


Dois fogos florestais estão a ser combatidos às 20:35 na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

O incêndio florestal na Barca, Cabril - Montalegre, (Serra do Gerês), que foi declarado pelas 13:54 do dia 28 de Agosto, estava a ser combatido por 48 operacionais apoiados por 13 viaturas. O incêndio está em fase de rescaldo.

Pelas 17:22 foi declarado um incêndio em Fiães do Rio, Montalegre, (Serra do Gerês), que está a ser combatido por 15 operacionais apoiados por 3 viaturas.

Fotografia Arquivo © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Altar a Sta. Bárbara nas Minas do Borrageiro


A quando da minha mais recente passagem pelas Minas do Borrageiro, Serra do Gerês, não deixei de querer fotografar uma vez mais o que eu penso ser um altar contemporâneo do complexo mineiro e que terá sido erguido em honra a Sta. Bárbara, padroeira dos mineiros.

aqui fiz referência a esta pequena construção que passa despercebida aos menos atentos: "à primeira impressão e tendo em conta a sua localização, parece ter sido um pequeno altar tirando partido da forma do terreno e improvisado com quatro pedras de tamanho considerável. A forma como as pedras foram consolidadas dá a entender um certo cuidado como terá sido feito há já mais de 90 anos, pois sendo uma zona particularmente agreste da Serra do Gerês, poder-se-à admitir que a construção é contemporânea da exploração mineira no local que data de 1916."

Curiosamente, não se encontra qualquer estrutura semelhante nas Minas dos Carris, ausente de qualquer sinal de religiosidade.

Ficam aqui algumas fotografias do altar...




Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (XLI) - Currais das Negras


Os Currais das Negras vistos desde as Minas dos Carris, Serra do Gerês, são banhados pelo Sol nascente numa manhã quente de Verão.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"Há resgates no parque nacional que não deviam ser gratuitos, defende autarca"


Notícia da Lusa no Diário de Notícias.

Duas notas...

1 - "O presidente da Câmara de Montalegre defendeu hoje não se pode continuar a "fornecer gratuitamente" um serviço de proteção e socorro, como o resgate que empenhou 39 operacionais e um helicóptero para retirar um jovem do Gerês." No entanto, o jornal Público refere que "Presidente da Câmara de Montalegre defende que em situações em que a emergência não se comprova os resgatados devem pagar o serviço." A subtiliza no tratamento da informação...

No entanto, porque é que o Presidente da Câmara Municipal de Montalegre não coloca a questão da necessidade de 39 operacionais para socorrer uma só pessoa quando temos exemplos em Espanha ou França onde os resgates são feitos com equipas especializadas de 4 ou 5 elementos (contando com o piloto do helicóptero)?

Situação extrema aconteceu em Janeiro de 2016 quando cerca de 90 operacionais foram destacados para socorrer três pessoas. Porque é que ninguém comentou esta situação quando existem equipas especializadas de salvamento em montanha disponíveis para estes casos? 

2 - "Ninguém pode dar-se ao luxo de ir curar para a serra do Gerês os seus desgostos amorosos, as suas incompatibilidades sociais e os devaneios e sonhos que cada um possa ter. Quem o fizer, conhecendo os riscos que a serra comporta, está a agir e a atuar por conta própria e não podemos continuar a fornecer gratuitamente um serviço de proteção e socorro como aquele que foi desenhado e implementado nesta noite", frisou Orlando Alves. (in Diário de Notícias)

"O autarca defendeu que é preciso "imputar estes custos a pessoas irresponsáveis", ressalvando as situações em que o socorro é mesmo necessário, e referiu que deveria ser aplicada, por exemplo, "uma punição pecuniária ou a obrigação de fazer serviço cívico, de intervenção social para compensar a sociedade do investimento que a sociedade fez para lhe salvar a vida". "Deveria ser criada legislação específica que considerasse isto como devassa de uma zona protegida, de uma zona sagrada, e tal constituísse um crime punido material ou criminalmente na proporção dos gastos provocados", sublinhou." (in Público)

Será que o Ex.mo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Montalegre desconhece o facto de que quem solicitar um resgate desnecessário pode incorrer numa coisa de até 30.000 euros?

Não é que este seja um não-assunto, mas não se pode resolver o problema começando pelo seu telhado.

Fotografia: Gonçalo Delgado/Global Images

Ainda sobre o mais recente resgate nas Minas dos Carris


Ao contrário do que chegou a ser veiculado, o mais recente resgate nas Minas dos Carris envolveu somente um caminhante que aparentemente se terá sentido indisposto, o que o levou a pedir auxilio, "o alerta do homem de 23 anos foi dado cerca das 21:00 horas de domingo...", segundo refere o sítio Amares24.net.

Recorde-se que as primeiras informações davam conta de uma vítima com "uma dor incapacitante" e que informações posteriores apontavam para que na ocorrência estivesse "...envolvido um casal no qual a mulher se sentiu mal durante a caminhada às Minas dos Carris, o que levou a ser solicitado o resgate."

Pelas 00:37 (29 de Agosto), estava uma equipa do GIPS a caminho dos Carris mas já anteriormente tinha seguido o IMEN supostamente com pessoal dos bombeiros de Terras de Bouro.

Para o terreno foram mobilizados 39 operacionais das corporações de bombeiros de Montalegre, Terras de Bouro e militares do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR dos distritos de Braga e Vila Real. Bombeiros e militares acabaram por pernoitar junto do homem, que foi retirado de helicóptero cerca das 06:30 horas e foi transportado para o Hospital de Braga.

Ainda segundo o Amares24.net, "O comandante operacional referiu que a vítima aparentava estar bem de saúde, referindo que a grande dificuldade era o trajeto de cerca de dez quilómetros, já que teria de ser feito apenas por trilhos entre a zona das Minas de Carris e a Portela do Homem."

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)


Resgate efectuado de helicóptero nas Minas dos Carris


Tal como o blogue Carris havia referido, um casal em dificuldades na zona das Minas dos Carris pediu auxílio devido a problemas de saúde e desorientação.

Segundo foi referido aqui, as informações oficiais davam conta de uma vítima de 22 anos que teria pedido auxílio às autoridades quando se apercebeu que se tinha afastado daquele trilho pedestre, sendo também acudido de uma "dor abdominal e incapacitante". No entanto, outras fontes apontam para que na ocorrência esteja envolvido um casal no qual a mulher se sentiu mal durante a caminhada às Minas dos Carris, o que levou a ser solicitado o resgate. Pelas 00:37 (29 de Agosto), estava uma equipa do GIPS a caminho dos Carris mas já anteriormente tinha seguido o IMEN supostamente com pessoal dos bombeiros de Terras de Bouro.

Aparentemente, foi accionado o resgate por meio aéreo ás 06:15, sendo a doente retirada das Minas dos Carris por volta das 07:05, evitando-se assim o complicado resgate verificado em Janeiro de 2016 e o espectáculo mediático que se seguiu.

Situação operacional dos fogos florestais no PNPG (29 de Agosto de 2016)


Dois fogos florestais estão a ser combatidos às 08:01 na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

O incêndio florestal na Barca, Cabril - Montalegre, (Serra do Gerês), que foi declarado pelas 13:54 do dia 28 de Agosto, pelas 08:01 estava a ser combatido por 48 operacionais apoiados por 16 viaturas. O incêndio está em fase de rescaldo.

Pelas 06:18 foi declarado um incêndio em Lamas de Mouro, Melgaço, (Serra da Peneda), que está a ser combatido por 9 operacionais apoiados por 2 viaturas.

Fotografia Arquivo © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Novo resgate nas Minas dos Carris


Segundo noticia o Jornal de Notícias, um homem perdeu-se este domingo à tarde no Gerês, mais precisamente nas Minas dos Carris.

Informações iniciais indicavam que uma vítima de 22 anos teria pedido auxílio às autoridades quando se apercebeu que se tinha afastado daquele trilho pedestre, sendo também acudido de uma "dor abdominal e incapacitante".

No entanto, outras fontes apontam para que na ocorrência esteja envolvido um casal no qual a mulher se sentiu mal durante a caminhada às Minas dos Carris, o que levou a ser solicitado o resgate. Pelas 00:37 (29 de Agosto), está uma equipa do GIPS a caminho dos Carris mas já anteriormente tinha seguido o IMEN supostamente com pessoal dos bombeiros de Terras de Bouro.

Ainda segundo o JN, "o INEM foi chamado para o local, assim como duas equipas do Grupo de Intervenção Proteção e Socorro, GIPS, da GNR de Braga e Vila Real que se estão a deslocar para o local."

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 28 de agosto de 2016

Paisagens da Peneda-Gerês (XL) - Minas do Borrageiro


Localizadas no coração selvagem da Serra do Gerês, as centenárias Minas do Borrageiro são tão enigmáticas como as paisagens que as rodeiam. Anteriores às Minas dos Carris, mas também de exploração contemporânea destas, as Minas do Borrageiro são como que uma homenagem épica à tentativa frustrada de domínio do Homem sobre a Natureza.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Situação operacional dos incêndios florestais no PNPG (28 de Agosto de 2016)


Hoje foi declarado um incêndio florestal na Barca, Cabril - Montalegre, (Serra do Gerês). O incêndio foi declarado pelas 13:54 e pelas 23:16 estava a ser combatido por 96 operacionais apoiados por 28 viaturas. Durante o dia as operações de combate foram ainda apoiadas por um helicóptero e por um avião.

 Fotografia © Queta Pires (Todos os direitos reservados)

sábado, 27 de agosto de 2016

A «prostituição» da Serra do Gerês


Eis o resultado da negligência e da falta de investimento no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Eis o resultado da negligência e falta de cultura cívica e ambiental de quem visita uma área protegida e pensa que está num jardim zoológico.

Há muitos anos atrás enquanto que colaborava no controlo gratuito do trânsito na Mata de Albergaria, alguém me fazia pergunta sobre a "hora de abertura do parque", sobre o "local onde se podiam ver os leões e as girafas no parque", e "para que país ia a estrada que ligava à fronteira?" Em tantos anos parece que muito pouco mudou. Continuamos a ter visitantes de ocasião que em nada contribuem para a economia local e continuamos com um espaço sem capacidade para conseguir encaixar tantos visitantes.

É a verdadeira «prostituição» da Serra do Gerês. Como referiu Isabel Sousa na sua página numa rede social sobre uma problemática semelhante vivida nos Açores, "Porquê cometer erros que outros já cometeram? Porquê ceder ao "dinheiro" rápido? Porque permitimos a "prostituição" da nossa cultura, das nossas paisagens, da nossa identidade? Turismo sim, mas de forma sustentável!"

Quem acha que o Gerês tem capacidade para tanta gente ou está a ser intelectualmente desonesto ou não faz a mínima ideia do que está a falar.

Entretanto algumas pérolas... "Embora nos custe pagar 1,5 euros, acho bem, para não prejudicar a mata. O Gerês tem de ser preservado." Esta gente pensa que pagando a taxa de acesso, deixa de fazer mal à Mata! Brilhante! "Tem lógica pagar-se tratando-se de uma zona protegida. No Verão há sempre muitos automóveis a circular por aqui." E continuam a circular, quer se pague quer não, o que nos leva a concluir que a taxa é simplesmente INEFICAZ no controlo do acesso de veículos motorizados à Mata de Albergaria!

QUER-SE MAIS FISCALIZAÇÃO! QUER-SE MAIS INVESTIMENTO NO PARQUE NACIONAL!

"Casal ferido em queda de cascata no Gerês"


O verdadeiro 'soma e segue' na Fecha de Barjas... Apesar dos inúmeros avisos e notícias na comunicação e redes sociais, os veraneantes continuam a colocar as suas vidas em risco na Fecha de Barjas.

Notícia do jornalista Joaquim Gomes que insiste com o nome de uma coisa que não existe...

Um casal caiu, este sábado de manhã, das Cascatas do Tahiti, próximo da vila termal do Gerês, em Terras de Bouro.

O casal sofreu diversos traumatismos e já está a ser assistido no Hospital de Braga, para onde foi transportado de ambulância.

Fotografia: Joaquim Gomes/JN

As Minas dos Carris em Agosto de 1951


Esta fotografia mostra o aspecto geral de uma parte do complexo mineiro dos Carris em Agosto de 1951. Estes edifícios haviam sido construídos em 1943 / 1944 pela Sociedade Mineira dos Castelos, Lda, que explorou os veios volframíticos dos Carris na parte final da Segunda Guerra Mundial. O volfrâmio daqui extraído serviu para alimentar a máquina de guerra da Alemanha Nazi.

Fotografia © Paulo Gaspar / Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (XXXIX) - Espigueiros do Soajo


Implementados num maciço granítico junto da vila, o conjunto característico dos espigueiros do Soajo, juntamente com o seu singelo pelourinho e as suas casas de granito, é um dos postais ilustrados do Alto Minho cuja municipalidade "...é mencionada nas Inquirições Gerais de 1258, ordenadas por D. Afonso III. Também o Rol dos Besteiros do Couto, datado do reinado de D. Afonso III ou D. Dinis, faz referência ao Julgado de Soajo. Ainda em 1283, na Chancelaria de D. Dinis (1279-1325) na Torre do Tombo, encontra-se o documento respeitante a solução de em pleito ocorrido no Município de Soajo."

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Fafião


Fafião é o primeiro bastião Transmontano que encontramos após atravessar a fronteira que divide o Minho e Trás-os-Montes.

Pertencente ao concelho de Montalegre, Fafião é famosa pelas suas paisagens agrestes que se podem percorrer seguinte o Trilho da Vezeira de Fafião, um percurso não aconselhado a corações mais sensíveis quer pela sua beleza, quer pela sua perigosidade.

Em Fafião podemos visitar o seu singelo Fojo do Lobo, as pontes sobre o Rio Toco e o pólo do Ecomuseu de Barroso dedicado à vezeira.

Segundo José Dias Baptista, em "Toponímia de Barroso", 2013, a origem do topónimo 'Fafião' "radica em Fafila, nome pessoal já documentado em -915, D.C. 21, pelo genitivo Fafilani Fafião. Ao contrário do que por vezes se afirma não são os nomes terminados em ane, na antroponímia, que resultam em ão; chegam a ão os que terminam em ani.

Não queria deixar de referir um casal existente na freguesia de Salto que se chama Fáfia. Creia tratar-se da mesma raz, Fafila, com uma evolução de sentido normal. Aqui se reproduz a afirmação da tónica Fá por influência tardia de Fafes e Fafe. Não me admiraria que o nome se devesse ao fidalgo Fafila Luci (Fafes Luz) por ser ascendente de outro nobre da mesma linhagem que aí se aposentava e ao qual os saltenses chegaram fogo ao poço onde dormia, talvez por estarem cansados de o aturar e dos gatos que com ele e com a comitiva faziam. Falam desse facto as INQUIRIÇÕES: -1258 «...dixit quod Dominus Rex est patronus (de Salto) et habet ibi palatia et arsserunt quando ibi Godinus Fafiz»."

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Curral de Cabana Grande e Curral de Vale do Concelho


A Serra do Gerês é um imenso território que, apesar de inserido no Parque Nacional da Peneda-Gerês há já mais de 45 anos, ainda tem muito para nos dar. São muitos os segredos ali escondidos, verdadeiros tesouros da milenar presença do Homem que foi moldando a montanha. Aqui que hoje vemos do Gerês é o resultado de uma relação simbiótica que foi forjada ao longo de séculos.

Nos nossos dias, e nas lonjuras das profundezas serranas, encontramos espaços que em tempos foram usados para guarda dos rebanhos e para a plantação do centeio. Muitos ainda usados, muitos mais perdidos nas brumas dos tempos. Da mesma forma, e à medida que a memória se desvanecem vai-se perdendo um património que jamais se conseguirá recuperar. Infelizmente, e ao fim de 45 anos, o Parque Nacional da Peneda-Gerês pouco terá feito para conservar esta memória! O Homem, e a sua presença constante, são factores indissociáveis da serra!

Como referi, muitos destes currais serranos encontram-se abandonados. Dois exemplos podemos encontrar perto do Alto de Carris e perto do Curral das Abrótegas. Vejamos o seguinte mapa extraído da Folha 31 da Carta Militar de Portugal.


Na zona da Ponte das Abrótegas são visíveis dois currais. O curral assinalado imediatamente antes da ponte é o Curral das Abrótegas (ou Curral do Armando Espada). No entanto, até à pouco tempo não sabia a designação do curral que se localiza umas dezenas de metros mais adiante.

Recentemente, e graças ao Ulisses Pereira, tive a oportunidade de conversar um pouco com João Baptista, um dos pastores de Cabril e com Márcio Azevedo, Presidente da Junta de Freguesia de Cabril. Ora nesta conversa tive a oportunidade de ficar a conhecer um pouco mais da microtoponímia da Serra de Cabril e foi no decorrer de animada conversação de fiquei a saber que o curral logo após o Curral das Abrótegas é o Curral de Cabana Nova.



Aproveitei o ensejo para tentar desbravar o segredo de um curral desconhecido que se localiza no sopé do Alto de Carris a caminho do Curral da Amoreira. Este curral e o respectivo forno já alagado, encontram-se cobertos quase na sua totalidade pela vegetação que foi vencendo a longa luta na recuperação do seu antigo espaço. Assim, este poderá ser o Curral de Vale do Concelho, topónimo que escutei pela primeira vez em Cabril e sobre o qual nunca obtive qualquer informação anterior.


E é assim que aos poucos e poucos se vai escrevendo e registando a memória da Serra do Gerês!

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Trilhos seculares - Entre a Raiz e o Vidoal


Um percurso pequeno pequeno pensado para uma manhã de Sábado a fugir ao calor que se previa na tarde soalheira da Serra do Gerês.

Este é um percurso que vou considerar de dificuldade média somente devido à inclinação que se encontra ao subir a Costa da Cantina em direcção ao Curral da Raiz. O percurso é circular, mas aconselho que seja feito passando primeiro por este curral.

Inicia-se na Portela de Leonte e toma-se o sentido Sul, seguindo pela estrada nacional. Pode-se optar por ser sempre pela estrada ou fazer um pequeno atalho logo após a antiga zona de merendas do Escalheiro. Aqui, à direita, encontra-se um pequeno carreiro que nos leva até à curva antes da Cascata de Leonte, seguindo novamente pela estrada até passar o Ribeiro de Mourô e a Fonte da Cantina. Logo adiante, surge um carreiro à esquerda que embrenhando-se no bosque já invadido pelas mimosas. O carreiro sobre entre a Costa da Cantina e a Corga de Mourô, ajudando-nos a vencer o declive. O caminho serpenteia por entre pinheiros, cedros, medronheiros e outras árvores. Aqui e ali são visíveis os vestígios de alguns animais selvagens, mas o que nos surpreende mais são os jogos de luz por entre as ramadas que percorrem o espaço silencioso da manhã ainda amena.

Caminhando e subindo ligeiros, chegamos ao Curral da Raiz guardado pelos grandes carvalhos. A paisagem mostra-nos o Vale do Rio Gerês guardado pelo espigão altaneiro do Pé de Cabril. A Oeste, espreita o cume rasgado do Pé de Salgueiro e conversa-se sobre outros carreiros escondidos por aquelas paragens.

Após uma curta visita ao abrigo da Raiz, prosseguimos em direcção ao Prado do Vidoal passando entretanto pela Corga do Mourô um pouco acima da Chã do Carvalho. O Prado Vidoal, quase irreconhecível desde a última vez que por lá passei, apresenta-se gasto pelo calor do Verão. Dominam os tons amarelados da vegetação seca que rodeia a grande mariola que mostra os efeitos de pedras a mais que vão sendo colocadas e recolocadas por quem ali passa.

As nuvens apressam-se no céu como que a querer preparar o cenário para uma noite que se avizinhava. As suas sombras percorrem as serras, dançando sobre a Amarela a caminho do Gerês. Ali mais ao lado, e por detrás de Carris de Maceira e do Pé de Medela, parecem jogar num turbilhão que se vai desvanecendo em memórias de azul.

Não se escuta a água. O vento sopra tépido e o café vai-se fazendo para preparar o final da jornada, descendo em direcção a Leonte onde somos recebidos com um ladrar. Mas não havia lá cães... A cobrança do acesso à Mata de Albergaria ia-se fazendo num dia mais calmo do que usual. Por momentos, voltou o silêncio e o cochicho foi-se escutando ao de leve...

Algumas fotografias do dia...


































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)