domingo, 29 de abril de 2007

Carris em Maio (II)


O blog Carris vai organizar uma caminhada histórica às Minas dos Carris com o objectivo de dar a conhecer aquele canto singular do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Esta caminhada terá lugar a 19 de Maio!

A proposta que é feita é a de juntar um grupo de pessoas que estejam interessadas em caminhar o Vale do Alto Homem e percorrer as ruínas do antigo complexo mineiro. Como ponto extra poderemos adicionar uma ida ao ponto mais alto da Serra do Gerês, o Pico da Nevosa.~

O programa proposto é o seguinte (para quem quiser pernoitar no parque de campismo do Vidoeiro):

7.00 - Concentração em Braga (em local a determinar).
7.30 - Saída em direcção às Caldas do Gerês.
8.15 - Pequeno-almoço no Café Ramalhão.
8.45 - Saída em direcção à Portela do Homem.
9.30 - Início da caminhada até às Minas dos Carris.
12.30 - Chegada às Minas dos Carris. Almoço. Visita às ruínas das Minas dos Carris. Se o tempo o permitir faremos uma caminhada até ao Pico da Nevosa.
17.00 - Regresso à Portela do Homem.
20.00 - Parque de Campismo do Vidoeiro.
21.00 - Jantar nas Caldas do Gerês.
Aguardo as vossas sugestões!!!

Quem desejar participar ou obter mais informações deverá enviar um email para rcb@netcabo.pt indicando o nome e um contacto telefónico.

Fotografia © Rui C. Barbosa

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Lumenis

Carris, 18 de Março de 2007

...por entre o caos e a destruição, memórias que fazem por não se desvanecer...

Fotografia © Rui C. Barbosa

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Outros lugares de Carris (XII)

Carris, 27 de Janeiro de 2007

Paredes que resistem...

Fotografia © Rui C. Barbosa

quarta-feira, 25 de abril de 2007

...Liberdade!!!!

Carris, 22 de Abril de 2007

...uma homenagem à nossa Liberdade, que muitos não parecem compreender...

Fotografia © Rui C. Barbosa

Carris, a História (XIII)

Carris, 22 de Abril de 2007

O “Mapa dos Impostos Fixos das Concessões Mineiras e das Águas Minerais Relativos ao Ano de 1984 e Lista dos Respectivos Concessionários”, publicada em 1984 pelo Ministério da Industria e Energia (Secretaria de Estado de Energia – Direcção Geral de Geologia e Minas), aponta para a existência de várias explorações mineiras identificadas em zonas próximo de Carris (ver quadro seguinte).

Por agora é tudo o que sei das Minas dos Carris. O objectivo deste blog desde o seu primeiro post foi o de dar a conhecer este canto da Serra do Gerês e a sua História que se encontra escondida na penumbra do tempo. É um trabalho difícil, pois as fontes são escassas e a memória dos Homens vai perdendo. No entanto continuaremos a tentar desbravar os trilhos que um dia nos poderão revelar como foi viver e trabalhar em Carris, em memória daqueles que o fizeram...

Fotografias © Rui C. Barbosa

terça-feira, 24 de abril de 2007

Outras imagens da 104...

Carris, 22 de Abril de 2007

Mais um conjunto de fotografias do dia 22 de Abril de 2007 em Carris... Aspectos das construções em Carris e da represa...

Fotografias © Rui C. Barbosa

Chegar a Carris.

Carris, 22 de Abril de 2007

Depois de muito andar, é assim a chegada a Carris...



Vídeo © Rui C. Barbosa

segunda-feira, 23 de abril de 2007

104!


Carris, 22 de Abril de 2007

Já há muito tempo que conhecia a entrada para a Mina dos Carris localizada na Garganta das Negras. No seu artigo "Mineria e Carbón na Raia Seca" publicado na revista "Arraianos", Primavera 06, o arqueólogo David Lopéz Pérez refere que esta saída seria uma saída de emergência localizada no sexto nível da mina. O objectivo de mais esta subida a Carris foi o de registar o ambiente em torno dessa entrada para a mina, a única que se encontra fechada.


Nesta caminhada utilizei o que denomino por 'caminho clássico' sem utilizar no final a derivação para o Salto do Lobo. A caminhada foi iniciada com um dia fantástico dia de Primavera. Pelo caminho vai-se observando a transformação da paisagem. Ao chegar perto do Cabeço do Madorno deparei-me com quatro veículos todo-terreno cuja passagem era impedida pela presença de um enorme bloco de pedra que havia caído no caminho em resultado de um desmoronamento no passado mês de Novembro. O bloco de pedra acabou por ser deslocado do sítio para permitir a passagem dos veículos.


Após uma paragem no Penedo da Saudade dirigi-me ao local onde se situava a antena de comunicação e comecei por descer o vale que origina na represa dos Carris. Para ter acesso ao Vale das Negras existem duas hipóteses, sendo a segunda hipótese a descida até ao Corgo da Lamalonga e depois a passagem ao lado de Matança até ter acesso ao Vale das Negras. Este é o caminho mais fácil, sendo no entanto o mais demorado (porém é o que eu aconselho). Porém, desta vez decidi descer pelo vale da represa. A descida foi complicada pelo mato alto e inclinação do terreno. Qualquer trilho que lá pudesse existir há muito que se perdeu.

Junto à entrada observam-se duas pequenas escombreiras e muitos detritos metálicos para além de vários vagões ferrugentos e rodados que caminho-de-ferro. A entrada para a mina em si está totalmente inundada e aparentemente fechada com um gradeamento. Não tenho a certeza se esta selagem é permanente ou se a porta está somente na posição fechada devido à corrente de água que por ali passa. O ar proveniente do interior da mina é muito frio e a corrente de ar forte. Toda a zona em redor da entrada tem sofrido os efeitos da erosão pelos elementos. A entrada na mina é escavada no granito e não mostra sinais de desmoronamento. Tal como já referi, é notável a presença de vários vagões de minério nas proximidades (tal como se pode ver nas fotografias).


Após registar fotograficamente o local dirigi-me para o topo da Garganta das Negras em direcção ao Pico da Nevosa. É uma caminhada por um trilho único e de paisagens interessantes e peculiares. A Ribeira das Negras corre rápida por um vale encaixado e a presença que pequenas lagoas e quedas de água é frequente. Existe uma queda de água interessante muito perto da abertura da mina. Um local que não conhecia e que me fez parar por vários minutos.


A subida ao Pico da Nevosa cria em nós a sensação de alcançar o topo de uma grande montanha. A inclinação é acentuada em vários locais, mas o caminho é relativamente fácil. Atingindo-se o sopé do promontório granítico que assinala os pontos mais altos da Serra do Gerês é também facilmente distinguível a delapidação que a serra sofreu há muitos anos atrás com aqueles que buscavam as preciosidades geológicas do Gerês. Uma busca sem escrúpulos que marcou a serra para sempre.


O acesso ao ponto mais alto é feito por um pequeno trilho que ladeia os marcos de fronteira e que dá acesso a uma rampa bastante inclinada por detrás do pico. Na parte final convém ter um certo cuidado para subir os metros finais até ao topo de onde se disfruta de uma paisagem fantástica que alarga os horizontes.



Após regressar do Pico da Nevosa dirigi-me à represa dos Carris para fotografar as antigas explorações a céu aberto ali existentes. Esta parte da caminhada foi já feita com chuva e sobre um espectáculo electromagnético fantástico!!!

Fotografias © Rui C. Barbosa

domingo, 22 de abril de 2007

Carris - Garganta das Negras

Carris, 22 de Abril de 2007



Mais uma ida a Carris e desta vez para registar a entrada para a mina situada no fundo da Garganta das Negras. As fotografias da subida 104 estarão disponíveis brevemente!

Vídeo © Rui C. Barbosa

sábado, 21 de abril de 2007

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Misticismo, profundidade e silênco

Carris, 6 de Agosto de 2006

Retirado do artigo "Mineria e Carbón na Raia Seca" da autoria de David López Pérez publicado na revista "Arraianos", Primavera 06":

"Actualmente os Carrís son un gran exemplo de arquioloxía industrial a recuperar, correndóse num espazo esquecido que envolve ao visitante noutro tempo, nunha atmósfera de misticismo, profundidade e silencio."

Fotografia © Rui C. Barbosa

quinta-feira, 19 de abril de 2007

quarta-feira, 18 de abril de 2007

...uma caminhada que nos torna Humanos.

Carris, 23 de Dezembro de 1993

Já muitas vezes escrevi sobre a caminhada a Carris, mas...

Subir a Carris é uma experiência única, quase transcendental... Transformamo-nos ao longo do caminho, o grupo assume as suas individualidades únicas repartindo experiências ao longo do percurso... A paisagem leva-nos a outros tempos da nossa existência, finalmente temos o tempo que nos tiram para pensar em nós, para relembrar o passado, projectar um futuro...

Escutar o Homem que corre ao nosso lado encadeia-nos o passo, é uma força contra a qual não queremos lutar... Somos a nossa essência que se vai transformando nela própria... Vai-nos moldando ao longo do caminho... Este vai cobrando cada passo que vamos dando, pois ali somos a simples parte da Natureza que insistimos em transformar à nossa imagem, tal como deuses nos picos mais altos da serra que nos miram com desdém... pequenas criaturas...

A montanha vai-nos envolvendo num ambiente quase sagrado e as suas imagens fazem-nos entrar no caminho do profano... Imaginamos fadas e duendes, bruxas e outras estórias da montanha... Os nossos medos estão sempre prontos para nos assaltar ao cair da noite, no fugaz movimento do arbusto, no levantar do pó do caminho, na sombra que se esconde da luz... trémula do final do dia...

Chegados ao final cansa-nos a alma, respira o espírito... treme o corpo. O ambiente é de uma catedral, um monumento que insiste em se manter de pé... impõe-se o silêncio, nem mesmo nos atrevemos a pensar alto no interior de nós... As ruínas surgem como guardiães de um templo, perdidas num tempo que insiste em não correr mais, deixar-se ficar no passado...

Carris é único! Tem uma presença que nos transforma... é uma caminhada que nos torna Humanos...

Fotografia © Rui C. Barbosa

terça-feira, 17 de abril de 2007

Voltar a Carris...

Carris, 18 de Março de 2007

...pois é, surge agora o bom tempo e os dias quentes. A Primavera deverá finalmente estar a despertar na Serra do Gerês e tudo convida para uma nova caminhada...

Realmente gostava de voltar a Carris e mais precisamente à Garganta das Negras e à Ribeira das Negras... acho que haverá algo de interesse por lá...

Fotografia © Rui C. Barbosa