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quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Trilhos seculares - Uma jornada ao Caramelo na Serra do Gerês

 


Por entre a imensidão da montanha, os seus pequenos espaços dão uma grandeza que apenas se sente no momento. Isto é o que acontece na Encosta de Caramelo.

Debruçada sobre o Vale do Rio do Forno, este lugar proporciona uma visão incrível da Mata de Albergaria. Aqui, os alcantilados conhecidos do Corno Godinho precipitam-se sobre a Requeixada e a Água dos Vidros despenha-se em tormentosas cascatas de granito até ao Canto do Rio do Forno.


Erguem-se castelos e gigantes por todos os lados! A Mata de Albergaria, um mar de cores em tons de Outono, cobre os vales e corgas, e o mundo eleva-se até aos píncaros do Pé de Cabril. Nas ladeiras dos vales, as encostas enrugam-se, quais folhas de papel amarfanhadas por fortes mãos de ciclopes escondidos e preservados no tempo como temores e formas animalescas de pedra.

Paira um silêncio por onde, de quando em vez, o vento sussurra zangado vindo dos altos. As nuvens, essas, correm lestas, apressadas para qualquer lado e as emoções surgem à flor da pele. Sinto-me como uma criança num quarto de brinquedos a tudo querer absorver e sentir como se fosse a última vez que ali estivesse.




O momento foi único de uma caminhada que, começada na Portela de Leonte, percorreu as memórias dos Serviços Florestais passando por velhas e esquecidas fontes, seguindo pelo Vale do Rio Maceira até ao curral escondido no fundo do baú das memórias das seculares vezeiras. Seguindo encosta acima, a passagem por Tábuas e Carris de Maceira, seguindo depois o topo da Corga de Cagademos até ao cimo da Costa de Caramelo. Daqui, passagem no Curral de Carris de Maceira e pelo topo da Corga da Cântara, seguindo ao Cabeço da Cântara e atravessando o Vale da Lomba de Pau, ladeando depois a Costa de Covilhão para chegar ao Curral da Lomba de Pau.

A parte final do percurso levou-me pela Lomba de Pau, Chã do Caçador e Lamas de Borrageiro, descendo para a Chã da Fonte, Enfragadouro e Colo da Preza, seguindo então para o Vidoal, Corga de Mourô e Curral da Raiz, finalmente, descendo a Encosta da Cantina e depois pelo velho Caminho Real para a Portela de Leonte.

Ficam algumas fotografias do dia...







































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Trilhos seculares - Na Serra do Gerês pelo Cabeço de Cântara e Lomba de Pau

 


O dia nasceu frio com a geada pintar de branco os campos, mas o resto do dia foi um perfeito exemplo do tempo outonal; céu com algumas nuvens, por vezes o Sol a aquecer um pouco e um vento a contrapor o calor.

A saída fez desde a Portela de Leonte seguindo depois para o Curral de Maceira, subindo por Fontaíscos, Tábuas e Curral de Carris de Maceira. Volteando a Corga de Cântara (Cantaros), seguiu-se depois para o Cabeço de Cântara, passando o Vale de Lomba de Pau e sobre a Costa de Covilhão até ao Curral de Lomba de Pau.

Depois da paragem para o almoço, subida ao Marco Triangulado de Lomba de Pau e baixada para a Mina de Lomba de Pau. Depois de apreciar a magnitude da paisagem que se inicia antes da descida para o Conho com a imponência de Porta Ruivas e Borrageiros, tomei o caminho de volta passando pelas Gralheiras e descendo à Chã da Fonte, seguindo pelo Enfragadouro para a Preza (Prêsa) e Vidoal, descendo então para a Portela de Leonte.

Ficam algumas fotografias do dia...




























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)