quarta-feira, 29 de julho de 2026

"FAPAS volta a opor-se à Volta a Portugal no Gerês e apela ao Governo para travar percurso na Mata de Albergaria"

 


O título da notícia é enganador por parte do jornal O Amarense, mas pode ser lido aqui.

A FAPAS - Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade voltou, esta terça-feira, a manifestar a sua oposição à passagem da Volta a Portugal em Bicicleta de 2026 pela Mata de Albergaria, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), apelando ao Governo para que inderifa o pedido e proponha um percurso alternativo.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Um elefante numa loja de vidro

 


O dia 28 de Julho assinalou o "Dia Nacional e Internacional da Conservação da Natureza".

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) assinalou esse dia com uma publicação nas redes sociais onde refere celebrar-se "o esforço nacional na promoção de um ciclo virtuoso para a Natureza e Biodiversidade."

Nos últimos anos, o ICNF tem sido o elefante numa loja de vidro. Ineficiente, incompetente e um travão à preservação da Natureza em Portugal, o ICNF presenteia-nos com palavras vazias de significado e nos antípodas daquilo que vemos por todo o país: descarados atentados ambientais, matança de animais e devastação de grandes superfícies com o objectivo de instalação de estações solares, mineração em territórios e reservas agriculas únicas no país, inoperacionalidade, falta de meios, etc.

Passado um ano sobre o criminoso incêndio florestal que devastou mais de 90% da Serra Amarela em parte da área do Parque Nacional da Peneda-Gerês e que revelou (de novo) a inoperância, falta de estratégia e incompetência no combate aos fogos florestais que todos os anos afligem Portugal - e após o triste espectáculo de uma visita ministrial que para nada serviu - encontramo-nos perante um novo atentado e um novo passo para a transformação da paisagem protegida numa feira de diversões.

Mais de quinze dias para dar um parecer sobre algo que obviamente já está decidido, não é aceitável e revela a estratégia previamente montada. As decisões estão tomadas há muitos, por azar falhou o timing!

As palavras do ICNF são vazias e silenciosas... nada valem.

Fotografia © ICNF (Todos os direitos reservados) via Facebook

terça-feira, 28 de julho de 2026

Minas dos Carris, 28 de Julho de 2026

 


A paisagem vista das Minas dos Carris no final da tarde do dia 28 de Julho de 2026, com o Pico da Nevosa e a Garganta das Negras. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados) via Carlos Araújo / EMC

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXXV) - Abrigo pastoril de Bargiela

 


O alagado e quase irreconhecível abrigo pastoril de Bargiela (Varziela), Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 26 de julho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXXIV) - O Pé de Cabril e a Quelha dos Olhos Caveiros

 


O Pé de Cabril e a Quelha dos Olhos Caveiros são aqui vistos a caminho da Portela do Perro depois da passagem pelo Curral de Tirolirão.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 25 de julho de 2026

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCXXIII) - Memórias dos Serviços Florestais

 


Os Serviços Florestais trouxeram o desenvolvimento e a preservação dos velhos bosques existentes na Serra do Gerês. Passado mais de um século sobre a sua chegada, restam as memórias nas casas abandonadas um pouco por todo o território do Parque Nacional da Peneda-Gerês e nas ruínas dos Viveiros das Trutas na Albergaria, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 24 de julho de 2026

"Gerês.Card" uma ajuda para combater a sazonalidade

 


A sazonalidade não tem de ser uma inevitabilidade e o eterno fado num concelho que depende em grande parte do turimo e todas acções (ou quase) são bem-vindas para a combater.

Agora só falta começar a promover a sério Terras de Bouro como o destino de montanha «por excelência» em Portugal.

Sobre o programa "Gerês.Card – Fica que Compensa" que foi apresentado pelo Município de Terras de Bouro...

O Município de Terras de Bouro apresentou, no dia 22 de julho, o programa "Gerês.Card – Fica que Compensa", uma nova iniciativa destinada a valorizar a experiência dos visitantes e a reforçar a atratividade turística do concelho.

Através deste programa, os turistas alojados nos empreendimentos aderentes passam a beneficiar de um conjunto de vantagens e descontos em equipamentos e experiências turísticas do concelho, incentivando a descoberta do património natural, cultural e histórico de Terras de Bouro, bem como o prolongamento da permanência dos visitantes no território.

Numa fase inicial, a Gerês.Card contempla a entrada gratuita no Núcleo Museológico de Campo do Gerês, que integra o Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, a "Porta" do Parque Nacional da Peneda-Gerês e o Museu da Geira, bem como um desconto de 50% nas viagens da Embarcação Rio Caldo. O programa manter-se-á em permanente crescimento, estando aberto à adesão de empresas locais que pretendam associar-se à iniciativa e disponibilizar vantagens aos seus clientes.

Com esta medida, o Município pretende dinamizar a economia local, estimular o consumo de produtos e serviços do concelho e fortalecer a articulação entre os diversos agentes turísticos, criando uma oferta mais integrada e competitiva.

A Gerês.Card insere-se no conjunto de medidas associadas à implementação da Taxa Municipal Turística, constituindo um instrumento que permite reinvestir diretamente no turismo, através da criação de benefícios para quem visita Terras de Bouro e do reforço da competitividade do destino. Esta iniciativa traduz o compromisso do Município em aplicar as receitas da taxa turística em projetos que acrescentem valor ao território, promovam a economia local e contribuam para um turismo cada vez mais qualificado, sustentável e gerador de riqueza para toda a comunidade.

Fotografia © Município de Terras de Bouro (Todos os direitos reservados) via Facebook

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Trilhos lá fora - Picos de Europa (Pandébano à Horcada de Camburero)

 


Um exigente percurso nas montanhas dos Picos de Europa que nos levou desde Pandébano à Horcada de Camburero e posterior regresso a Sotre através do Canal de Fresnedal e Vegas del Toro.

A ideia era subir a Peña Castil iniciando o percurso em Sotres. Na altura da saída, um grupo (que subiu à Vega de Urriello) propos partilhar a viagem de táxi até Pandébano e assim «poupamos» uns quilómetros que no final seriam premonitórios.

Iniciamos então a caminhada no Collado de Pandébano, local de passagem de milhares de montanhistas e escaladores em direcção à Vega de Urriello. O dia começou já quente, mas uma brisa fresca ia diminuindo o esforço. Atravessando a Vega de las Cuerres, tomamos um carreiro que iniciou a subida para o Canal de las Moñas, fazendo um ziguezague montanha acima enquanto a paisagem de alargava. Com um subida lenta, chegávamos à Majada de las Moñas, o que permitiu algum descanso nas pernas numa altura em que o calor já se fazia sentir. A sensação de frescura vinha da leve brisa que acalmava a pele suada.





A partir da Majada de las Monãs a paisagem absorve-nos de uma forma absolutamente avassaladora. Os grandes picos e arestas do Maciço Central tomam lugar priveligiado neste cenário. Apesar de Peña Castil se erguer imponente, é o Pico da Vega de Urriello que é o actor principal nesta peça. O caminho leva-nos a tornear a Cabeza de los Tortorios e a chegada à Horcada de Camburero acrescenta mais u espaço desconhecido que talvez venha a ser percorrido no futuro.

A gestão da água é um trabalho muito importante e saber que só teríamos abastecimento na Vega del Toro (associado ao calor intenso que nos fazia cansar demasiado rápido - e além da imensa descida que nos esperava), decidimos iniciar o percurso descendente pelo Canal de Fresnedal. A hora do descanso surgiu na pequena sombra que se projectava num dos abrigos pastoris da Majada de Fresnedal a já pouca distância das Invernales de las Vegas de Sotres.

Depois do abastecimento de água na Vega del Toro, o restante percurso foi relativamente tranquilo, combatendo o calor até Sotres.






















Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Trilhos lá fora - "Ruta de Las Xanas"

 


Um verdadeiro "mini Cares", a Rota de Las Xanas (PR-AS 186) é um dos desfiladeiros mais espectaculares das Astúrias.

O nome desta rota presta homenagem às xanas, figuras da mitologia asturiana que, segundo a tradição, habitam as águas e os bosques. E, certamente, poucos lugares como este desfiladeiro parecem mais apropriados para imaginar a sua presença.

O caminho escavado na rocha entra numa paisagem de grande beleza, entre paredes calcárias e florestas luxuriantes. O regresso, pelo caminho de Valdolayés, completa um percurso circular cheio de contrastes, entre aldeias, prados e vistas panorâmicas inesquecíveis.

A Rota de Las Xanas é um dos itinerários mais conhecidos e concorridos das Astúrias, e não é difícil entender porquê. O seu percurso circular oferece ao caminhante uma experiência diversificada e surpreendente que combina paisagem agreste, história rural, geologia viva e florestas, tudo isto no coração do centro das Astúrias.





O ponto de partida é a zona recreativa de El Molín de Las Xanas, onde se inicia um pequeno troço de estrada que conduz a Tenebreo. Logo se deixa o asfalto por um caminho sinalizado à direita, que nos conduz ao desfiladeiro de Las Xanas, declarado Monumento Natural. Este desfiladeiro foi aberto pela ribeira de Las Xanas e em alguns pontos chega a ter 100 metros de profundidade. O caminho, escavado na rocha em meados do século XX com a intenção de ligar as aldeias de Pedroveya e Dosango ao vale de Trubia, é escavado diretamente na parede do desfiladeiro, oferecendo trechos vertiginosos e espectaculares.

O caminho avança entre túneis, passadiços e afloramentos rochosos, alternando secções protegidas por estacas de madeira com outras onde foram instaladas cordas ancoradas à parede para oferecer maior segurança ao caminhante. Desta altura privilegiada avistam-se as copas da mata ribeirinha no fundo do desfiladeiro e, nas fendas da rocha calcária mais seca, a resistência de azinheiras e medronheiros que sobrevivem onde quase não há solo.

Mais adiante, o caminho entra num bosque frondoso, fresco e sombrio, que dá lugar às pastagens abertas de Pedroveya, onde termina a primeira parte do percurso junto à igreja de San Antonio, com magníficas vistas sobre o caminho já percorrido.

Em vez de regressar pelo mesmo caminho, o itinerário circular continua de Pedroveya em direção à aldeia vizinha de Dosango. O percurso entre as duas é feito por um caminho de betão, ligeiramente ascendente, com vistas esplêndidas sobre as montanhas circundantes. Depois de atravessar a aldeia, o percurso junta-se ao caminho de Valdolayés, que se estende entre prados, muros de pedra e zonas onde é comum encontrar cabras. Fetos, freixos e carvalhos acompanham o caminhante ao longo deste caminho rural que oferece um lado mais tranquilo da paisagem.

Depois de atravessar um portão, toma-se um caminho que conduz a uma vereda que desce suavemente até à estrada de Tenebreo. A partir daqui, resta regressar comodamente à zona recreativa de El Molín de Las Xanas, fechando assim uma rota circular que reúne alguns dos ingredientes mais admirados da paisagem asturiana: desfiladeiros espectaculares, florestas mistas, aldeias tradicionais e caminhos históricos.





















Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)