A segunda metade da primeira semana de Dezembro afigura-se deveras interessante em termos meteorológicos nas Minas dos Carris.
A segunda metade da primeira semana de Dezembro afigura-se deveras interessante em termos meteorológicos nas Minas dos Carris.
Os bosques e florestas do Parque Nacional da Peneda-Gerês escondem segredos e histórias do passado por entre as sombras e o restolhar das folhas caídas do Outono.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O Rio Homem numa paisagem de Outono na Serra do Gerês com os carvalhos a dar novo tom à Mata de Palheiros e à Mata de Albergaria
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A Serra do Gerês, áspera e dura, nas Quinas de Mourô (primeiro plano) e Pé de Cabril.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Em cada uma das caminhadas que faço tento trazer algo de novo comigo, algo que esteja perdido nas memórias dos tempos passados por entre o granito e a urze que cobre as serranias. Por vezes, será apenas uma paisagem nova, algo visto de outra perspectiva; outras vezes, é algo que está esquecido para lá das montanhas do pensamento. Desta vez, e após esperar muitos dias, imensos, decidi-me a confirmar a existência, ou não, do esquecido e solitário Curral de Lavadouros.
Assim, a caminhada não foi longa, pouco mais de 6 km, por entre as serranias já conhecidas. Confundido por entre topónimos mal assinalados, o curral estava lá com o seu velho forno pastoril já alagado.
A jornada começou na Portela de Leonte e subiu serra acima passando pela Chã do Carvalho e Vidoal. Aqui, desci em direcção à Corga de Lavadouros para me perfilar perante a imponência na Roca d'Arte, altiva sentinela de alcantiladas vertentes de granito! Seguindo por trilhos seculares, tomei a direcção da zona onde poderia estar o velho curral escondido do pensamento dos homens do qual lhe perderam a memória. Passando pequenos regatos e raspando por entre a urze e a carqueja, uma parede que pedra solta chamou a atenção! A aproximação confirmou assim que em tempos, ali encostado a uma rocha e escondido de outros olhares, estava o que restava de um forno pastoril típico das vezeiras Geresianas.
Fica assim encaixada mais uma peça deste imenso puzzle que é o passado da ocupação do Homem nestas serras. Para muitos uma nota de rodapé, para mim mais um imenso tesouro de conhecimento que surge à luz do dia.
O regresso fiz voltando ao Vidoal e depois descendo para o Mourô e passando pelo Curral da Raiz, Costa da Cantina e antigo caminho florestal em direcção a Leonte, passando pelo Escalheiro e pelo Curral de Cabanas Giestas.
Ficam algumas fotografias do dia...
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
A Roca d'Arte, Serra do Gerês, não passa despercebida na paisagem do Vidoal.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Nestes dias escuros, nestes dias de lobo, nunca sabemos para onde o nevoeiro nos leva...
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O dia nasceu carregado de nevoeiro e nuvens escuras sempre a ameaçar chuva. Esta acabaria de chegar no momento que se «previa»... na hora do almoço por entre os grandes cedros na tranquilidade do silêncio de Junceda.
O percurso foi feito sempre por carreiros marcados ou seguindo os velhos caminhos florestais dos Serviços Florestais que rasgam as encostas do Vale do Rio Gerês. Assim, começando no Lameirão, nos domínios de Covide, tomei a direcção da decrépita Casa Florestal de Lamas e seguindo por um caminho florestal, desci a Encosta de Lamas até chegar à Estrada das Voltas de S. Bento e segui em direcção às Caldas do Gerês passando a Quelha da Buraca. Chegado ao traçado da GR 50 Grande Rota da Peneda-Gerês, segui o seu percurso passando pelo antigo Viveiro Florestal de Pereira e actual Campo de Jogos do Grupo Desportivo do Gerês onde se encontra a antiga Casa Florestal de Pereira. O percurso segue depois para o Zanganho, passando perto da Cascata do Zanganho e do Penedo da Freira.
Seguindo pela variante às Caldas do Gerês, fui tomar o traçado do Trilho dos Miradouros logo após passar o Ribeiro de Pedrogão e iniciei a interminável subida em direcção a Junceda mais uma vez tirando partido dos caminhos florestais dos Serviços Florestais. Este leva-nos a passar pelas Palas e Campo Grande, subindo para a Fraga do Torgo e depois continuando por carreiros de pé posto até chegar à Casa Florestal de Junceda... onde começou a chover.
A partir de Junceda o regresso fez-se pela estrada florestal de volta ao ponto de partida...
Ficam algumas imagens (possíveis) do dia...
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)