sábado, 18 de outubro de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXXXIX) - Porta Roibas, o Pinto e Borrageiros

 


A excelência cénica da Serra do Gerês é captada numa fotografia que retrata um sentimento de isolamento por entre a rudeza do granito.

A Meda de Porta Roibas surge como elemento principal desta composição visual que nos transporta num tapete voador de emoções. À sua esquerda, o Pinto 1.º compondo uma verdadeira trindade, passa quase despercebido perante a grandeza do colosso granítico que vigia as alturas. Em último plano, o maciço de Borrageiros esconde histórias de vida das gentes serranas e parte da História destas montanhas.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXXXVIII) - A montanha e a cabra

 


Foram longos minutos de sentinela atenta à imensidão da Serra do Gerês onde um grande macho de cabra-montês se torna minúsculo perante a grandeza da Roca Negra.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

VII Encontro Micológico

 


Irá decorrer a 1 de Novembro de 2025, o VII Encontro Micológico dos Baldios de Cabril.

Mais informações e inscrições por correio electrónico para o endereço baldiosdecabril@gmail.com.

O antes e o depois

 


Já perdi a conta às vezes, às pessoas e aos avisos (e pedidos) que se terão feito para que isto não aconteça, no entanto, lá volta a praga dos montinhos de pedras, ora nos carreiros, ora nos caminhos florestais, ora nos rios e ribeiros. Sim, chamo-lhes "montinhos de pedras" e não "mariolas" porque estas têm uma função bem específica.

Já tanto se escreveu sobre o dano que provoca ao ambiente o amontoar pedras sem uma razão prática (ou verdadeiramente útil), mas o fenómeno ocorre sempre. É-se capaz de descobrir as coisas mais incríveis na rede, mas ignora-se de forma deliberada estes (e outros) avisos. Na verdade, o que acontece é o reflexo do tipo de turismo que visita não só o Parque Nacional, mas todas as zonas sujeitas a este fenómeno: interessa mais o 'eu' em detrimento da preservação da paisagem, interessa mais a publicação numa rede social mostrando uma vaidade efémera do que o cuidar de algo que é de interesse comum.

Não saber distinguir o que é verdadeiramente útil do que é apenas uma vaidade pessoal, leva a que estas situações aconteçam e, na verdade, irão acontecer por muitos avisos, por muitos pedidos que se façam.

A fotografia em cima é o 'antes', a fotografia de baixo é o 'depois'.


Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"Este drone está a lançar 'vida' na Serra Amarela pós-incêndio no PNPG"

 


Notícia do E24 pelo jornalista Nuno Cerqueira para ler aqui.

A Serra Amarela, em Ponte da Barca e pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), começa a recuperar dos incêndios que destruíram extensas áreas.

Fotografia: Município de Ponte da Barca

Trilho das Bruxas 2025

 


O evento Trilho das Bruxas 2025 terá lugar a 31 de Outubro.

Mais informações aqui.

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXXXVII) - Vale do Alto Homem

 


O Vale do Alto Homem, Serra do Gerês, é uma paisagem singular em todo o Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

"Há preocupação e incerteza sobre fim do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas"

 


Um artigo da jornalista Clara Barata do jornal PÚBLICO para ler aqui.

Num país onde a preocupação pelas questões ambientais anda «pelas ruas da amargura» e onde as áreas protegidas apenas servem para "encher quartos de hotel na época alta", a perspectiva do fim do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas apresenta-se como um golpe incapacitante para a preservação da Natureza e do Ambiente em Portugal.

O Governo tem planos para desmantelar o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), passando as suas competências para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e as várias Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXXXVII) - Pena Longa e a Costa de Bargiela

 


Pena Longa eleva-se sobre a Costa de Bargiela, Serra do Gerês, tendo as margens da albufeira da Barragem de Vilarinho das Furnas como pano-de-fundo.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Reflexão Técnica e Humana – Sobre as Proibições

 


Cumpre-se hoje um ano desde que o Programa Especial do Parque Nacional da Peneda-Gerês e o seu Regulamento de Gestão se encontram em análise após o período de Discussão Pública que decorreu desde 4 de Setembro de 2024.

A Discussão Pública mereceu 157 participações por parte de cidadãos ou grupos de cidadãos. Até ao momento, aguarda-se que o Governo se decida sobre o futuro cada vez mais incerto do nosso único parque nacional.

De entre os muitos temas que mereceu a participação por parte dos cidadãos foi, de forma geral, as actividades de montanha nesta área protegida, entre as quais se inclui a Escalada. É sobre este tema, ou mais precisamente, as proibições que por muitas vezes a afectam não só no Parque Nacional da Peneda-Gerês como noutras áreas protegidas, que o António Afonso reflecte no texto a seguir. 

Reflexão Técnica e Humana – Sobre as Proibições

“Ver as coisas por fora é falso e vão”, dizia o poeta Carlos Queirós.

Há décadas que a escalada tem sido sistematicamente interditada ou restringida em várias áreas protegidas. Tento compreender os porquês: ecossistemas frágeis, escarpas sensíveis, aves nidificantes, e, claro, a dificuldade real de fiscalização – seja pela localização remota das zonas, seja pela escassez de pessoal.

Mesmo reconhecendo estes problemas, pergunto-me: será que a proibição total é a resposta mais justa? Mais equilibrada? Mais eficaz?

A escalada tem sido, frequentemente, o alvo mais fácil. Outras atividades, com impactos muito maiores e mais visíveis, continuam a operar em zonas críticas, muitas vezes com apoio institucional ou sem qualquer tipo de regulamentação. Por que razão, então, se exclui a escalada? Talvez porque seja mais fácil interditar do que integrar. Talvez porque falte conhecimento técnico e cultural sobre esta prática. Ou talvez por uma mistura dos dois.

Já estive presente em situações onde técnicos do ICNF afirmaram que os escaladores são organizados, conscientes e respeitadores, e por isso, paradoxalmente, é das mais fáceis de travar a sua atividade. Mas onde está a lógica nisto?

A escalada, como qualquer outra atividade humana, pode ter impacto. Mas é justo pagar o justo pelo pecador? É razoável excluir uma comunidade que, na sua maioria:

• Conhece e respeita os ciclos naturais;

• Evita conscientemente zonas sensíveis e épocas de nidificação;

• Está aberta ao diálogo, à colaboração e à construção de soluções;

• Está motivada para ajudar na monitorização, fiscalização e até identificação de novos locais críticos.

Acredito que a natureza não se protege melhor excluindo todos os usos, mas sim integrando com responsabilidade aqueles que são compatíveis. 

A escalada pode, e deve, fazer parte da solução.

Precisamos de planos de ordenamento atualizados, baseados em ciência, diálogo e educação ambiental. Precisamos de estudos reais, monitorizações contínuas e decisões equilibradas. Precisamos de escutar quem ama verdadeiramente a natureza, sem interesses económicos por detrás, nem dogmas políticos desatualizados.

Esta é uma reflexão, mas também um apelo: repensar conscientemente, rever mapas e estudos e, acima de tudo, rever atitudes. Abrir espaço ao diálogo, ao conhecimento partilhado e ao respeito mútuo.

Com amizade e respeito por todos os que zelam, sinceramente, por aquilo que é um direito de todos: viver com a natureza em harmonia.

Está na hora de mudar os pensamentos. De repensar o futuro.

De passar da reflexão para a ação.

Está na hora...

Texto e fotografia: António Afonso (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXXXVI) - Metamorfoses de Outono (I)

 


Aos poucos, o Outono instala-se na Mata de Albergaria, Serra do Gerês numa metamorfose de cores quentes.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Os Serviços Florestais nas serranias do Parque Nacional da Peneda-Gerês

 


A História dos Serviços Florestais nas serranias que fazem parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), inicia-se a 17 de Agosto de 1888 quando o Estado toma posse de parte da Serra do Gerês. Muito mais tarde, o mesmo iria acontecer nas restantes três serras do PNPG.

Um decreto de 13 de Dezembro de 1888 (Diário do Governo n.º 295, de 26 de Dezembro) iria criar o Regulamento Provisório dos Serviços de Arborização da Serra do Gerês e a Administração Florestal do Gerês, sendo esta a primeira a ser instituída em Portugal.




Como já vimos neste blogue em diversas publicações, a relação entre as populações e os Serviços Florestais não foi pacífica nos primeiros anos da sua permanência nas serranias do Gerês. De facto, a submissão ao regime florestal somente é confirmada a 9 de Setembro de 1904 através de um decreto publicado no Diário do Governo (n.º 210, de 20 de Setembro) e que refere uma área total de 4.504 ha de terrenos que pertenciam às freguesias do Vilar da Veiga, Rio Caldo, Covide, São João do Campo, Vilarinho da Furna, Carvalheira, Santa Isabel, Cabril, Louredo e São João da Cova.




Aqui, são também submetidos ao regime florestal os terrenos incluídos no perímetro referido anteriormente e que não se encontram na posse do Estado – o denominado Mourinho (com a área de 250 ha) e o aforado pela Câmara Municipal de Terras do Bouro aos povos de Vilarinho da Furna (com a área de 850 ha) sendo declarada de utilidade pública a expropriação dos terrenos submetidos ao regime florestal.

Este decreto tem o Plano de Arborização e Exploração a que ficam sujeitos os proprietários do Mourinho e do terreno aforado. Existe uma Nota Cadastral de 17 de Agosto de 1888 que define os limites do Perímetro da Serra do Gerês, a qual inclui o denominado Mourinho e os terrenos aforados.

O projecto de arborização do Perímetro Florestal do Gerês é aprovado em 1939.

O Decreto-Lei n.º 44707, de 19 de Novembro de 1962 (publicado no Diário do Governo n.º 266, I.ª Série, de 19 de Novembro), cede a título definitivo e gratuito à Corporação Fabriqueira da freguesia do Vilar da Veiga, uma área de 4.500 m2 destinada à construção, pela Comissão Administrativa do Património dos Pobres do Gerês, de um bairro para pobres.



Outra parte da Serra do Gerês é submetida ao regime florestal em 1962. Assim, o Decreto n.º 44436, de 30 de Junho (publicado no Diário do Governo n.º 148, I série, de 30 de Junho) submete, por utilidade pública, ao regime florestal parcial obrigatório os baldios paroquiais das freguesias de Cabril, Outeiro e Pitões das Júnias, concelho de Montalegre, bem como os municipais situados nos limites daquelas freguesias, tendo uma área total de 12.800 ha.



O Decreto n.º 48508, de 30 de Julho de 1968 (Diário do Governo n.º 179, I série, de 30 de Julho) exclui do regime florestal uma parcela de terreno baldio com a área de 18 ha para que com o produto da sua venda a Junta de Freguesia de Cabril possa proceder a melhoramentos de grande interesse.



De notar que o Projecto de Arborização desta parte da Serra do Gerês havia sido aprovado em 1961.

O decreto de 3 de Fevereiro de 1910 (publicado no Diário do Governo n.º 40, de 22 de Fevereiro) inclui no regime florestal parcial os terrenos baldios pertencentes à Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e denominados Ramiscal e Peneda, que ficam a constituir dois perímetros de igual denominação. Este decreto contém as condições para a inclusão no regime florestal parcial destes baldios.




Mais tarde, em 1944, um decreto de 14 de Outubro (Diário do Governo n.º 240, II série, de 14 de Outubro), submete ao regime florestal parcial os terrenos baldios pertencentes às juntas de freguesia de Badim, Tangil e Riba de Mouro, do concelho de Monção; Castro Laboreiro, Lamas do Mouro, Cristoval, Rouças, São Paio, Cubalhão, Fiães, Paderne, Penso, Cousso, Gave, Parada do Monte e Paços, do concelho de Melgaço; Soajo, Gavieira, Ermelo, Cabanamaior, Vale, Gondariz, Carralcova, Cabreiro e Sistelo, do concelho de Arcos de Valdevez, com uma área de 34.480 ha.

Um decreto de 22 de Agosto de 1959 (Diário do Governo n.º 196, II série, de 22 de Agosto) submete ao regime florestal parcial os terrenos baldios pertencentes às juntas de freguesia de Chaviães, concelho de Melgaço; Podame, Sá e Segude, concelho de Monção.

A 26 de Agosto de 1961 (Diário do Governo n.º 200, II série, de 26 de Agosto) – submete ao regime florestal parcial os terrenos baldios conhecidos como Monte do Prado, pertencentes às freguesias do Prado, Vila de Melgaço e Remoães, concelho de Melgaço, com a área de 90 ha. O conjunto destes baldios constitui o Núcleo Florestal do Monte do Prado, o qual fica incluído no Perímetro Florestal das Serras de Soajo e Peneda, cujo projecto de arborização é aprovado em 1944.

Um decreto de 20 de Dezembro de 1972 (Diário do Governo n.º 1, II série, de 2 de Janeiro de 1973) exclui do regime florestal parcial uma área de 3.000 m2, para que a Junta de Freguesia de Segude possa construir uma escola.

Um decreto emitido a 2 de Março de 1973 (Diário do Governo n.º 58, II série, de 9 de Março) exclui do regime florestal parcial a área de 38,1 ha, a fim de a Junta de Freguesia de Penso ampliar a área urbana.

Da mesma forma, é emitido um decreto a 10 de Janeiro de 1976 (Diário da República n.º 13, II série, de 16 de Janeiro) que exclui do regime florestal parcial uma área de 10,5 ha, para que a Junta de Freguesia de Rouças possa proceder a construção urbana. O mesmo acontece a uma área de 4 ha para que a Junta de Freguesia de Riba de Mouro proceder a construção urbana.

Em 1971 parte deste perímetro florestal passou a integrar o Parque Nacional da Peneda-Gerês. Entre 1997 e 2004 a restante área esteve sob a gestão da Direcção Regional de Agricultura de Entre Douro e Minho, voltando a ser gerido pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais em 2004.

Sendo o Projecto de Arborização aprovado em 1944, os Serviços Florestais chegarão à Serra Amarela no ano seguinte, com o decreto de 8 de Maio (Diário do Governo n.º 106, II série, de 9 de Maio) que submete ao regime florestal parcial os terrenos baldios pertencentes às câmaras municipais de Terras do Bouro e Vila Verde e às juntas de freguesia de Lindoso, Britelo, Ermida, Germil, Entre Ambos os Rios, Vila Chã (São João), Vila Chã (Santiago) e Azias do concelho de Ponte da Barca, com uma área de 10.227 ha.

Mais tarde, com um decreto de 15 de Março der 1968 (Diário do Governo n.º 64, II série, de 15 de Março) exclui do regime florestal parcial uma área de 9.500 m2, a para que a Junta de Freguesia de Lindoso a possa vender à Rádio Renascença e à Emissora Nacional, para nela serem instalados postos emissores.

Em 1971 parte deste perímetro florestal passou a integrar o Parque Nacional da Peneda-Gerês, e entre 1997 e 2004 a restante área esteve sob a gestão da Direcção Regional de Agricultura de Entre Douro e Minho, voltando a ser gerida pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais em 2004.

O Decreto n.º 187/71, de 8 de Maio (Diário do Governo n.º 108, I série, de 8 de maio) constitui a primeira concretização do que se encontra estabelecido na Base IV da Lei n.º 9/70, de 19 Junho, criando o Parque Nacional da Peneda-Gerês, com uma área de 60.000 ha, a qual quase na sua totalidade, já se encontrava submetida a regime florestal. Os terrenos compreendidos no perímetro do PNPG ficam submetidos ao regime florestal total ou ao regime florestal parcial obrigatório consoante pertençam ao Estado ou a outras pessoas. O mesmo decreto define os limites exteriores do Parque Nacional.




Actualmente o PNPG abrange os concelhos de Arcos de Valdevez, Montalegre, Ponte da Barca, Terras do Bouro e Melgaço, totalizando uma área de cerca de 70.290 ha. Destes, cerca de 5.275 ha pertencem ao Estado (submetidos ao regime florestal total), 45.577 ha são terrenos baldios submetidos a regime florestal parcial e a restante área – aproximadamente 19.438 ha – é propriedade privada.

Pelo Decreto-Lei n.º 519-C/79, de 28 de Dezembro (Diário da República n.º 298, I série, de 28 de Dezembro) é aprovada a lei orgânica do Parque Nacional da Peneda-Gerês e através do Decreto-Lei n.º 403/85, de 14 de Outubro (Diário da República n.º 236, I série, de 14 de Outubro), a gestão deste Parque Nacional é transferida para o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza.

Como curiosidade, pela Portaria n.º 855/2001 (2.ª série), de 27 de Abril (Diário da República n.º 110, II série, de 12 de Maio) – é cedida a título definitivo à Câmara Municipal de Terras do Bouro a área de 10.400 m2, situada na mata nacional do Gerês, onde já existe um campo de futebol do Grupo Desportivo do Gerês, para implantação de infra-estruturas desportivas (onde anteriormente esteve implementado um viveiro florestal e a Casa Florestal da Pereira).

Bibliografia:

- "Regime Florestal - Um Século de Existência" - 2.ª edição; Maria Adelaide Germano - Direcção Geral dos Recursos Florestais (2004)

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXXXV) - Cores de fim de tarde

 


Os fins de tarde de Outono oferecem-nos paisagens especiais na montanha.

Nos momentos em que o Sol mergulha rapidamente para o horizonte, escondendo-se atrás dos cerros mais elevados, baixa também um silêncio e uma tranquilidade ainda mais profunda, tal como foi neste caso onde o Pé de Medela, Carris de Maceira e a Roca d'Arte, já banhados pelas cores de fim de tarde vão sendo lentamente amortalhados pelas sombras que trarão a noite à Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Centro de Recuperação de Fauna Selvagem do Gerês

 


O Centro de Recuperação de Fauna Selvagem do Gerês (CRFS) localiza-se no Parque Nacional da Peneda-Gerês. 

Recebe animais selvagens feridos ou debilitados e trata, recupera e devolve à Natureza, em paralelo com o desenvolvimento de linhas de investigação, numa perspetiva de conservação da fauna selvagem.

Anualmente, passam por este centro cerca de 300 animais selvagens, na sua maioria aves, nomeadamente espécies abrangidas por directivas e convenções internacionais de conservação da natureza. 

Este centro permite, em condições óptimas de tranquilidade e de minimização de epizootias, o eficiente acolhimento, a recuperação física e comportamental, o tratamento, bem-estar e recuperação.

Trabalha em estreita parceria e cooperação com o Centro de Recuperação do Parque Biológico de Gaia, o Centro de Recuperação de Fauna da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e a GNR , quer na recepção, quer na devolução dos animais recuperados ao seu habitat natural de origem.

Se encontrar um animal selvagem ferido contacte o SEPNA da GNR - 808 200 520 que o encaminhará para o Centro de Recuperação mais próximo. 

Fotografia © ICNF (Todos os direitos reservados)

domingo, 12 de outubro de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCXXXIV) - Corga de Valongo e Borrageiros

 


A vertente esquerda da imensa Corga de Valongo (Vale Longo?) leva-nos às Quinas de Arrocela numa imagem onde o colosso de Borrageiros domina o horizonte desta paisagem da Serra do Gerês olhando para o Poente de Porta Roibas. 

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)