Ao fim da sua primeira semana de operação, aqui ficam os gráficos relativos aos dados meteorológicos obtidos pela Estação Meteorológica dos Carris.
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Ao fim da sua primeira semana de operação, aqui ficam os gráficos relativos aos dados meteorológicos obtidos pela Estação Meteorológica dos Carris.
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Este texto não é novo aqui no blogue e já foi publicado anteriormente...
A jornada pela Serra do Gerês que nos leva a Porta Roibas, é uma experiência única de montanha em todo o Parque Nacional da Peneda-Gerês. A caminhada leva-nos por largas paisagens, férteis currais e cenários de rocha em vales profundos. Esta é uma caminhada que não é fácil devido à sua extensão e mais difícil se torna nos dias quentes. Felizmente, este foi um perfeito dia de Outono que começou com um ar fresco pela manhã e se manteve ameno até o Sol se esconder atrás das vertentes do Pé de Cabril...
Porta Roibas apresenta-se quase como um marco montanhoso em toda a Serra do Gerês e a jornada até lá leva-nos a percorrer uma das zonas mais selvagens da serra, seguindo por um percurso que iniciado nos Prados da Messe e dirigindo-se para Nascente nos poderá levar a Borrageiros e à mina que se abriga à sua sombra.
Em Porta Roibas encontramos um pequeno curral, exemplo do aproveitamento dos espaços por parte do homem serrano que viu ali como que uma fortaleza para guardar os seus animais durante os longos dias de vezeira. Se uma parte está defendida pelo promontório granítico que o caracteriza à distância, o curral abre-se para o abismo da Corga de Valongo encimado pelas Quinas da Arrocela. Mesmo ali adiante, o alto de Borrageiros é outro ponto distinto na paisagem, um colosso titânico adormecido e para o qual olhamos com reverência e respeito.
O percurso para chegar a Porta Roibas iniciou-se na Portela de Leonte passando pela Chã do Carvalho após ultrapassar o inclinado caminho que ora nos surpreende pelo ziguezaguear subindo a Costa do Morujal, ora nos surpreende para dimensão de uma «calçada», fruto de um árduo trabalho de há séculos. Atrás de nós, o gigante farol da serra vai ganhando corpulência e o Pé de Cabril ergue-se majestoso contra os céus que o veneram como um Deus adormecido. Para lá da chã, e num declive mais suave, chegamos ao Vidoal contemplando a imponência do Pé de Medela e de Carris de Maceira na continuação de um quadro rochoso que nos assombra ao passar pelas profundezas da Corga da Cântara (e do cabelo com o mesmo topónimo), pela verticalidade da Roca d'Arte e pela altivez de Cinzeiros e Lavadouros.
Deixando o Vidoal para trás, e ladeando o Outeiro Moço por Norte, chegamos ao Colo da Preza para contemplar o longo Vale de Teixeira. Daqui, sobe-se à Chã da Fonte e continua-se para o Curral do Conho por Lamas de Borrageiro, Chã do Caçador e Lomba de Pau, subindo e descendo pequenas corgas.
Antes da descida para o Conho, facilmente se observa o nosso destino logo a seguir à imensa garganta que se abre em Fechinhas e se afunda às Sombrosas. Passando o Curral do Conho e seguindo o percurso da vezeira com as Albas como pano de fundo, passa-se o Ribeiro do Porto de Vacas e segue-se para o Curral da Pedra. Antes de chegar aos Prados da Messe devemos flectir à direita e descobrir as mariolas que nos levarão a entrar no Gerês quase selvagem.
Após entrarmos no pequeno vale que se segue aos Prados da Messe e de seguir pelo Rendeiro com o seu portelo, vamos superar a primeira encosta caracterizada por uma série de mariolas e aqui teremos duas opções para chegar a Porta Roibas. Seguindo o percurso devidamente assinalado por grandes mariolas, vamos chegar perto do Curral de Premuinho. De facto, é mesmo na corga anterior que devemos seguir à direita também por um carreiro marcado com mariolas e recuperado, e que nos levará a Porta Roibas! Ou então, mesmo antes de chegar a uma pequena corga, podemos baixar ao Curral de Bezerros e a partir daqui, olhando com atenção para a vertente que segue em direcção ao nosso objectivo, descortinar as velhas e pequenas mariolas que vão resistindo à passagem do tempo e que nos idos passados marcavam a ligação até às planuras que antecedem Porta Roibas e que nos levam a contemplar o imenso vale glaciar que se abre da Mourisca até Fechinhas.
Seguindo o carreiro em direcção a nascente e virando a Sul, tomamos a direcção do nosso objectivo, caminhando por um carreiro que nos oferece (mais) uma paisagem de assombro ao caminharmos ao longo da Corga de Valongo e com o alto de Borrageiros a dominar a paisagem. O cenário que aqui se cria, colorido de granito e recheado de vazio pelos alcantilados que se projectam desde o fundo dos vales, é digno de um poema, uma jóia cénica que a Serra do Gerês nos oferece e que espanta a cada visita.
O já, mais do que merecido descanso fez-se então à sombra do pequeno carvalho que contempla o Curral de Porta Roibas por entre a imensidão do silêncio que se instala. Ali, domina a tranquilidade e a grandeza dos grandes espaços!
A jornada de regresso foi feita seguindo os mesmos carreiros que me levaram a Porta Roibas.
Por muitas vezes que caminhe por estas paragens, haverá sempre algo que me desperta a curiosidade e me leve a decidir voltar «em breve». Isto pode ser o vestígio de um velho abrigo, um carreiro manhoso ou várias mariolas perdidas por entre paisagem no meio do nada. Compreender os locais por onde passámos e conhecer a sua história, ajuda-nos a sentir a caminhada de modo diferente. Ignorar a sua história e achar que aquilo está ali somente por nossa causa, é apenas egoísmo e pura estupidez de quem não sabe e nem compreende onde está. Não falta gente assim...
Esta caminhada foi organizada pela RB Hiking & Trekking.
Ficam algumas fotografias do dia...
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Nas serranias da Peneda, a Pena de Anamão serve de pano de fundo ao alto da Roca d'Arte, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Muitas vezes, infelizmente, quem olha de fora pode ter uma visão distorcida da prática da escalada e dos que a praticam, a maioria. Há quem veja os escaladores como invasores de áreas naturais, infratores de normas ambientais ou até mesmo como uma ameaça à preservação dos ecossistemas. Mas essa perceção, além de injusta, está longe da realidade.
A escalada é, acima de tudo, uma prática profundamente conectada com a natureza. Basta olhar para a sua origem e história. Para o escalador, a montanha, a rocha e a paisagem ao redor não são apenas e só cenário, são parte essencial integrante. Cada local, cada via, é encarada com respeito, e a preservação do meio é, para muitos, um princípio básico, pois é o seu habitat. A natureza é o Espaço Vital onde se respira liberdade, humildade e superação.
Nunca compreendi a forma distorcida com que muitos olham para nós (sim, porque também sou escalador), especialmente alguma parte da comunidade científica e algumas entidades responsáveis por legislar o uso de determinados espaços naturais. Em que bases ou estudos se fundamentam determinadas restrições face a outras atividades? Quais foram os estudos científicos publicados e devidamente validados que comprovam que os escaladores são a principal causa de impacto negativo?
A verdade é que a grande maioria dos escaladores é também defensora ativa do meio ambiente. Basta observar a sua formação académica: muitos vêm de áreas como biologia, geologia, geografia, educação ambiental, entre outras. Muitos recolhem lixo deixado por outros em zonas que frequentam, escolhem acessos menos impactantes face a outros, participam em ações de monitorização de aves e morcegos, em reflorestamentos e outras iniciativas de protecção e conservação. Muitos são, silenciosamente, um dos "verdadeiros" protetores de locais sensíveis.
Porquê? Porque faz parte da sua educação. Porque está-lhes inata essa atitude. Não o fazem para aparecer ou simplesmente porque são obrigados. Fazem-no porque gostam, porque vivem a natureza e não, apenas, porque a visitam.
Claro que existem exceções, como em tudo na vida. Mas não são a maioria! E esses, sim, devem ser educados e sensibilizados, porque estão fora do padrão comum. Não se pode, portanto, julgar o todo por ações isoladas de alguns.
A escalada ensina humildade, respeito, paciência e consciência ambiental.
Escalar é dialogar com a natureza e não dominá-la.
Está na altura de mudar essa perceção.
Está na altura de olhar com olhos de ver para o que realmente nos rodeia e nos define.
Está na hora de escutar. Observar. Refletir.
Texto e fotografia: António Afonso (Todos os direitos reservados)
Notícia d'O Minho pelo jornalista Pedro Gonçalo Costa para ler aqui.
Iniciativa promovida por voluntários servirá para “ajudar todas as pessoas que utilizam a montanha”.
Fotografia © Carlos Araújo (Todos os direitos reservados)
A Represa das Minas dos Carris a 7 de Outubro de 2025 mostrando os efeitos de um verão com escassa chuva e um princípio de Outono bastante seco na Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Uma magnífica sorveira (Sorbus aucuparia) em todo o seu esplendor em Lamas de Homem, Serra do Gerês.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Nos últimos anos, Portugal tem-se tornado num palco de um verdadeiro circo com muitos palhaços em palco. A História da política florestal em Portugal esvai-se em fumo a todos os Verões e o país fica cada vez mais pobre e mais deserto.
Os sucessivos governos não souberam aplicar políticas de preservação da floresta e os espaços florestais que ao longo de séculos foram sendo dizimados ou plantados à sombra de decisões económicas, nunca garantiram o futuro das nossas florestas.
No seu livro "Portugal: O Vermelho e o Negro - A Verdade Amarga e a Dolorosa Realidade dos Incêndios Florestais" (Dom Quixote, Julho de 2006), Pedro Almeida Vieira fala-nos do "Mito Florestal": "Portugal alimenta vocações, recorrendo a mitos. Todos, por certo, terão já ouvido até à exaustão que o país tem vocação florestal! Esta locução, de tão repetida, tornou-se uma doutrina, tão excessivamente arreigada, por via da insistência com que os políticos a propalam, que já se transformou em doutrinária. E tão regida está por princípios supostamente imutáveis e absolutos, que quem procura refutá-la se arrisca a críticas. Contestemos, portanto, porque tem sido a assunção dessa vocação - definida, em qualquer dicionário, como a disposição natural e espontânea para produzir algo - uma das principais causas para a tragédia da política florestal.
Portugal, como território, pode até ter vocação florestal - como qualquer país que não sofra de clima desértico -, mas os portugueses não a têm."
A nossa floresta não tem estabilidade, organização e muito menos estrutura, o que impede a sua correcta e eficaz gestão. O resultado? Milhares de hectares ardidos, vidas perdidas (humanas e não humanas) e um chorrilho de interesses instalados que se premeia através desta hecatombe anual.
Por mais de 100 anos, os espaços florestais eram geridos pelos Serviços Florestais cuja origem é traçada até à Administração Geral das Matas do Reino, criada em 1824. Em 1886, e após uma gradual transferência dos serviços da Administração Geral para a Direcção-Geral do Comércio e Indústria, dá-se uma alteração significativa dos objetivos de política florestal, que passam a priorizar o racional aproveitamento dos terrenos estatais, comunitários e privados ainda incultos, incluindo a sua arborização e beneficiação silvopastoril. Por esta altura, os Serviços Florestais são ficam responsáveis pela arborização de dunas móveis do litoral e as serras do interior, iniciando (1888) os trabalhos nas serras da Estrela e do Gerês.
De notar que os Serviços Florestais encontravam-se organizados regionalmente por Circunscrições que integravam Administrações Florestais locais, com técnicos, guardas e pessoal florestal devidamente dimensionado, com "orçamentos anuais atribuídos pelos serviços centrais, resultando daí obra feita, de que se destaca a arborização dos baldios das serras do interior e das areias e dunas do litoral, a criação de viveiros florestais, a abertura de estradas e caminhos rurais, a correção torrencial em algumas bacias hidrográficas e a proteção de arvoredos" (Sr. primeiro-ministro: por favor, arrume de vez as florestas!)
Já por várias vezes relatei neste blogue como foi a relação entre os Serviços Florestais e as populações da Serra do Gerês (na Serra da Estrela e noutros espaços florestais as relações foram semelhantes).
Esta situação muda em 1993 com a extinção dos Serviços Florestais e desde então, dão-se sucessivas alterações, "cada qual pior do que a anterior" segundo refere Octávio Ferreira no seu artigo de 22 de Fevereiro de 2022, publicado no jornal PÚBLICO.
Em 1993 (Cavaco Silva) são criadas Delegações Florestais que vêm a substituir as antigas Circunscrições Florestais, e são também criadas as Zonas Florestais em vez das Administrações Florestais, tendo estas áreas de intervenção diferentes e sedes noutras cidades.
Em 1996 (António Guterres) surge nova alteração que desmantela por completo a estrutura dos antigos Serviços Florestais, surgindo os denominados "Serviços Florestais Regionais" que estão integrados nas Direções Regionais de Agricultura, ficando em Lisboa os Serviços Florestais Centrais sem serviços descentralizados. Nas Direções Regionais de Agricultura surge uma Direção de Serviços das Florestas com uma actuação insuficiente tendo em conta as acções a serem desenvolvidas.
Em 1998 os elementos então existentes da Guarda Florestal passam a depender única e exclusivamente dos Serviços Florestais Centrais. Cinco anos mais tarde (Durão Barroso) ocorre nova reforma do sector, com os Serviços Florestais Regionais a passarem de novo a depender dos Serviços Florestais Centrais em Lisboa. No entanto, os Guardas Florestais nunca mais regressariam às Matas Nacionais e baldios. Nesta fase já ocorre uma redução contínua de recursos humanos disponíveis, "devido à aposentação de funcionários sem que houvesse novas admissões, designadamente de técnicos e de assistentes operacionais." Em 2006 (José Sócrates), a Guarda Florestal é transferida para a Guarda Nacional Republicana.
Em 2012 (Passos Coelho) dá-se a integração da Autoridade Florestal Nacional (descendente dos Serviços Florestais) no Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), criando o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) - tutelado pelo Secretário de Estado do Ambiente e pelo Secretário de Estado das Florestas - mas em 2019 passa para a tutela do Ministério do Ambiente.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Notícia do E24 pelo jornalista Nuno Cerqueira para ler aqui.
Rui Barbosa, tour líder da RB Hiking & Trekking no Parque Nacional da Peneda-Gerês, anunciou a entrada em funcionamento da Estação Meteorológica Experimental dos Carris, instalada na zona das antigas minas, em plena Serra do Gerês e a 1420 metros de altitude.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
O projeto LIFE WILD WOLF realiza, em estreita parceria com o ICNF, uma intervenção inédita de restauro de habitat na Mata Nacional de Albergaria, no coração da Serra do Gerês.
Numa área piloto de dois hectares, a ação centra-se na remoção de árvores exóticas da espécie Chamaecyparis, cujo porte e ensombramento ameaça a sobrevivência das espécies de plantas autóctones, incluindo majestosos carvalhos centenários e bosques ribeirinhos ao longo das linhas de água.
O elevado potencial da tração animal no transporte de material e ferramentas de trabalho a dorso, sobretudo em zonas de difícil acesso, em colaboração direta com os operadores, são fundamentais nas intervenções cirúrgicas que exigem muito baixo impacto sobre o meio, como é o caso das galerias ripícolas.
Nestes trabalhos participam dois cavalos ardenais, Lola e Sabor, e uma mula, Trigueña (cruzamento de uma égua bretã e um burro catalão).
A tração animal moderna tem como prioridade o bem-estar dos animais e por isso o uso de arreios e ferramentas modernas que facilitem os trabalhos a realizar é fundamental.
Texto e imagens: ICNF
Na descida do Vale do Homem, Serra do Gerês, um restolhar chamou a minha atenção. De curta distância via a vegetação alta a mexer-se na encosta e por breves momentos, os cornos do macho de cabra-montês assomavam-se à vista. Parei e deixei-me ali ficar por minutos, envolto por um quase silêncio apenas rompido pelo tímido correr das águas do Rio Homem. O animal, alheio à minha presença, continuava o seu lento caminhar pela vegetação até que levantou a cabeça e fitou-me, foram os momentos certos para quatro ou cinco fotografias. Depois, continuei a minha caminhada, vale abaixo, feliz com o que acabara de testemunhar.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
Na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) existem mais de 50 edifícios construídos pelos Serviços Florestais e que foram abandonados nos anos 90 devido às desastrosas políticas do então Primeiro-ministro Cavaco Silva que levou ao desaparecimento dos Guardas Florestais e consequente ruína de centenas de edifícios deste tipo não só no PNPG como em muitas áreas florestais de Portugal.
No PNPG, contam-se pelos dedos de uma mão as Casas Florestais em uso - com a maioria em ruína. Em tempos, algumas foram utilizadas como Abrigos de Montanha alugados pela ADERE Peneda-Gerês, mas acabariam também estas por ser abandonadas.
Em Castro Laboreiro, a Casa Florestal das Veigas foi anteriormente recuperada pelo Município de Melgaço, tendo funcionado durante alguns anos como um café. De novo «abandonada» é agora reconvertida num albergue, dando assim uma utilização decente para um desses icónicos edifícios no PNPG.
Localizada na actual zona de lazer das Veigas, mantém "a alma e a arquitetura tradicional em pedra e o espírito de quem cuidava da floresta e do território." Situando-se no coração do percurso do Caminho da Geira e dos Arrieiros, o local oferece um refúgio de silêncio e beleza natural para o "acolhimento de peregrinos dos Caminhos de Santiago, assim como amantes de trekking e BTT, famílias e entusiastas da natureza que procuram descanso, conforto e hospitalidade genuína."
Esta será sem dúvida uma aposta ganha e agora imagine-se a rede que se poderia criar com estes edifícios ao longo de toda a Grande Rota da Peneda-Gerês, preservando-as e criando postos de trabalho permanentes com uma promoção séria do turismo de montanha que certamente iria romper com a sazonalidade tão apregoada e adorada por alguns!?
Fotografia © Albergue das Veigas (Todos os direitos reservados)