«Descobrir» a Corneda era o objectivo desta caminhada neste dia com uma data tão particular de 12 de Dezembro de 2012... particular só por causa da curiosidade numérica, por isso não me venham cá com tretas místicas e afins!
As orientações estavam decoradas e com a ajuda de uma fotografia do Paulo Costa, lá iniciamos a curta caminhada em direcção a Maceira. Daqui, tomamos a direcção da cumeada utilizando um velho carreiro que vai subindo a encosta do lado esquerdo do velho carvalho caído no Curral de Maceira. A subida foi-se fazendo por entre pingos de chuva e à vista das paisagens outonais com as cores dos carvalhos que pintam a paisagem em tons castanhos e rubros. A subida não foi muito longa até se atingir uma pequena chã e daqui rapidamente se atingiu o nosso objectivo, a Corneda encimada por um marco triangulado. A paisagem que se observava para o vale de Leonte e Albergaria, bem como para a Encosta de Palheiros eram únicas, apesar de familiares. De facto, mesmo as paisagens familiares tomam outro esplendor quando observadas de diferentes ângulos.
Da Corneda partimos em direcção às Tábuas e ao longo do caminho foi-se tendo a oportunidade de confirmar a localização de 'Ranfiado' (ou 'Pranfiado'), como que uma pala que guarda a entrada na Corga de Cagademos (possivelmente também conhecida como 'Peito de Albergaria'). Após uma curta paragem nas Tábuas à «sombra» do Pé de Medela e para uma bebida quente, encetamos a curta descida para o Curral de Maceira e daqui para a Portela de Leonte.
Algumas fotografias do dia...
Fotografias: © Rui C. Barbosa
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Currais do PNPG (XXII) - Curral da Raiz
O Curral da Raiz está localizado na vertente nascente do Vale do Rio Gerês e é caracterizado pela presença de dois grandes carvalhos seculares. O seu forno foi recentemente recuperado, sem bem que um pouco descaracterizado mas adaptado às actuais necessidades das vezeiras.
Do Curral da Raiz tem-se acesso ao Curral do Vidoal (Mourô) e às zonas de pastagem situadas no Camalhão e Teixeira. Um outro caminho ligará com o Curral do Arenado.
Fotografias: © Rui C. Barbosa
Do Curral da Raiz tem-se acesso ao Curral do Vidoal (Mourô) e às zonas de pastagem situadas no Camalhão e Teixeira. Um outro caminho ligará com o Curral do Arenado.
Fotografias: © Rui C. Barbosa
Santos Pereira: Ambiente não pode prejudicar a política industrial europeia
Gostava de ser condescendente com este tipo de opiniões, mas sinceramente cheguei a um ponto onde já nem posso ouvir opiniões deste tipo. O mesmo se passa com os defensores das touradas, se alguma vez a tourada pudesse ter argumentos em sua defesa.
Tal como os seus companheiros deste governo e os membros do governo anterior, esta gente continuará impunemente a destruir o «mundo» onde vivemos. Gostaria de lembrar que a portaria que regulamenta as taxas a pagar pela apreciação administrativa dos pedidos de autorização de actividades de visitação às áreas protegidas, foi criada pelo governo anterior e o partido que o suportou foi o único que se manteve calado e mudo sobre a sua eventual alteração. E assim continua... cúmplice.
Sacrificar o ambiente em prol das políticas económicas e industriais desastrosas dos nossos tempos, é dar uma machadada no futuro das próximas gerações. É considerar o ambiente descartável. Estas opiniões só podem ser emitidas por políticos fundamentalistas neoliberais absolutamente descartáveis e de menos valor do que o papel higiénico usado que com, um certo carinho digamos, arrojamos para o cesto dos papéis ou para a sanita repleta de opiniões por eles emitidas!
Fotografia: © PÚBLICO
Tal como os seus companheiros deste governo e os membros do governo anterior, esta gente continuará impunemente a destruir o «mundo» onde vivemos. Gostaria de lembrar que a portaria que regulamenta as taxas a pagar pela apreciação administrativa dos pedidos de autorização de actividades de visitação às áreas protegidas, foi criada pelo governo anterior e o partido que o suportou foi o único que se manteve calado e mudo sobre a sua eventual alteração. E assim continua... cúmplice.
Sacrificar o ambiente em prol das políticas económicas e industriais desastrosas dos nossos tempos, é dar uma machadada no futuro das próximas gerações. É considerar o ambiente descartável. Estas opiniões só podem ser emitidas por políticos fundamentalistas neoliberais absolutamente descartáveis e de menos valor do que o papel higiénico usado que com, um certo carinho digamos, arrojamos para o cesto dos papéis ou para a sanita repleta de opiniões por eles emitidas!
Fotografia: © PÚBLICO
domingo, 9 de dezembro de 2012
Porta do Mezio... uma visita a €2,40
Hoje, era minha intenção visitar a 'Porta do Mezio', um equipamento que vejo em construção há já muito tempo e que pensava eu ser a hora de lá dar um salto.
De arquitectura arrojada para o entorno envolvente, a Porta do Mezio apresenta, em minha opinião, logo um grande aspecto negativo, que é o facto de se encontrar totalmente vedada. Compreensível por um lado, este isolamento perante o resto da paisagem induz uma imagem ligeiramente contrária ao local, principalmente quando se conheceu aquela zona sem qualquer barreira.
O Centro de Recepção e Informação foi o primeiro edifício de toda a Porta e apresenta o objectivo de "...cativar o visitante." Aqui, estão expostos uma série de painéis demonstrativos daquela zona do Parque Nacional e do seu interior tem-se uma visão do resto da Porta do Mezio que é composta por um Núcleo Museológico (que está encerrado!), um edifício do PNPG, uma Oficina Temática, uma Casa Abrigo e por vários espaços exteriores (Parque da Biodiversidade, Parque 'Complexo Agro-Silvo-Pastoril das Serras da Peneda e Soajo', Torre de Observação, Espaços Infantis, Zona de Merendas, Piscina e Espaços de Lazer).
Infelizmente, não concretizei a visita pois quando solicitei informações sobre a mesma, até «engoli em seco» com a resposta que obtive, pois eu penso que ter de pagar €2,40 por uma visita a algo que ainda se encontra incompleto (e mesmo que não o estivesse) é um exagero! Compreendo o investimento que a Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez posso ter feito naquele local, mas não compreendo o valor que os não residentes ou naturais daquele concelho têm de pagar para visitar aquele espaço.
Fotografia: © Rui C. Barbosa
De arquitectura arrojada para o entorno envolvente, a Porta do Mezio apresenta, em minha opinião, logo um grande aspecto negativo, que é o facto de se encontrar totalmente vedada. Compreensível por um lado, este isolamento perante o resto da paisagem induz uma imagem ligeiramente contrária ao local, principalmente quando se conheceu aquela zona sem qualquer barreira.
O Centro de Recepção e Informação foi o primeiro edifício de toda a Porta e apresenta o objectivo de "...cativar o visitante." Aqui, estão expostos uma série de painéis demonstrativos daquela zona do Parque Nacional e do seu interior tem-se uma visão do resto da Porta do Mezio que é composta por um Núcleo Museológico (que está encerrado!), um edifício do PNPG, uma Oficina Temática, uma Casa Abrigo e por vários espaços exteriores (Parque da Biodiversidade, Parque 'Complexo Agro-Silvo-Pastoril das Serras da Peneda e Soajo', Torre de Observação, Espaços Infantis, Zona de Merendas, Piscina e Espaços de Lazer).
Infelizmente, não concretizei a visita pois quando solicitei informações sobre a mesma, até «engoli em seco» com a resposta que obtive, pois eu penso que ter de pagar €2,40 por uma visita a algo que ainda se encontra incompleto (e mesmo que não o estivesse) é um exagero! Compreendo o investimento que a Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez posso ter feito naquele local, mas não compreendo o valor que os não residentes ou naturais daquele concelho têm de pagar para visitar aquele espaço.
Fotografia: © Rui C. Barbosa
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
E as taxas, senhores?
As taxas? As taxas continuam, como se nada fosse! Surge então a questão, 'afinal, para que serviram aquelas reuniões com todos aqueles grupos?' Aparentemente para nada! Ou então isto anda a duas velocidades: devagar e devagarinho... Não sei é porque nos espantamos com isto.
Sinceramente, não acredito que TODO o governo esteja ou estivesse estivesse estas últimas semanas mergulhado na preparação do orçamento de estado. Se assim fosse, não se fazia mais nada! E então, o que se passa? Na verdade não sei e o que se pode fazer nesta altura é só conjecturar sobre o assunto. Eu acredito que haja grandes interesses que estejam a atrasar o processo.
De facto, o que nos foi dito era que o processo estava bem encaminhado para uma resolução após o Verão. Estamos quase no Inverno, passados cinco meses sobre a reunião que ocorreu em Lisboa, e não se vislumbra qualquer resolução para esta questão.
Assim, teremos sido enganados? ... quem sabe? A realidade é que tudo está na mesma...
Fotografia: © Rui C. Barbosa
Sinceramente, não acredito que TODO o governo esteja ou estivesse estivesse estas últimas semanas mergulhado na preparação do orçamento de estado. Se assim fosse, não se fazia mais nada! E então, o que se passa? Na verdade não sei e o que se pode fazer nesta altura é só conjecturar sobre o assunto. Eu acredito que haja grandes interesses que estejam a atrasar o processo.
De facto, o que nos foi dito era que o processo estava bem encaminhado para uma resolução após o Verão. Estamos quase no Inverno, passados cinco meses sobre a reunião que ocorreu em Lisboa, e não se vislumbra qualquer resolução para esta questão.
Assim, teremos sido enganados? ... quem sabe? A realidade é que tudo está na mesma...
Fotografia: © Rui C. Barbosa
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Carvalhos e Corga das Bezeiras
Estas são mais duas designações (orónimos) desconhecidas no Vale do Homem.
Os Carvalhos (imagem em cima) encontram-se junto da margem direita do Rio Homem um pouco antes da Água da Pala, isto no sentido ascendente.
Por seu lado, a Corga das Bezeiras (Vezeiras?), imagem em baixo, está também na margem direita do Rio Homem antes dos Carvalhos.
Fotografias: © Rui C. Barbosa
Os Carvalhos (imagem em cima) encontram-se junto da margem direita do Rio Homem um pouco antes da Água da Pala, isto no sentido ascendente.
Por seu lado, a Corga das Bezeiras (Vezeiras?), imagem em baixo, está também na margem direita do Rio Homem antes dos Carvalhos.
Fotografias: © Rui C. Barbosa
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Postais do PNPG (CLXIX) - Serra do Gerês
As curiosas e peculiares formações graníticas existentes na Serra do Gerês, foram sempre um bom motivo para a edição de alguns postais ilustrados. Neste caso, o conjunto granítico encontra-se não muito longe do Mirante Velho e tem como pano de fundo a albufeira da Caniçada e as encostas ainda com árvores de parte da Serra do Gerês.
Este postal faz parte de uma colecção editada pela Lusocolor - Arcos de Valdevez.
Fotografia: © Rui C. Barbosa
Este postal faz parte de uma colecção editada pela Lusocolor - Arcos de Valdevez.
Fotografia: © Rui C. Barbosa
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Há muitos, muitos anos na Água da Pala
Estas duas fotografias estarão separadas pelo menos por cerca de 72 anos. Foram tiradas à passagem da Água da Pala no Vale do Alto Homem, e apesar do diferente ângulo, reconhece-se em último plano o Cabeço do Modorno. A Água da Pala era (e ainda é) uma zona com muita sombra e que permite o descanso a caminho das Minas dos Carris, especialmente nos dias de calor.
A fotografia mostra um grupo de pessoas em trânsito para a nova zona de mineração do Salto do Lobo na altura recentemente adquirida pela Sociedade Mineira dos Castelos, Lda. A mão-de-obra era maioritariamente das aldeias limítrofes da mina e o acesso era na altura feito por um caminho de pé-posto que atravessava o Rio Homem na Água da Pela, voltando para a sua margem esquerda já depois do Modorno.
Um magnífico documento histórico.
Fotografia: © José Rodrigues de Sousa / Rui C. Barbosa
Fotografia: © Rui C. Barbosa
A fotografia mostra um grupo de pessoas em trânsito para a nova zona de mineração do Salto do Lobo na altura recentemente adquirida pela Sociedade Mineira dos Castelos, Lda. A mão-de-obra era maioritariamente das aldeias limítrofes da mina e o acesso era na altura feito por um caminho de pé-posto que atravessava o Rio Homem na Água da Pela, voltando para a sua margem esquerda já depois do Modorno.
Um magnífico documento histórico.
Fotografia: © José Rodrigues de Sousa / Rui C. Barbosa
Fotografia: © Rui C. Barbosa
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Vale do Modorno e Vale dos Pinheiros
O Vale do Modorno é uma pronunciada escavação natural na montanha que ladeia o Cabeço do Modorno e abre-se sobre o Rio Homem. Por ele corre a Ribeira do Modorno que tem a sua origem no Vale dos Pinheiros, recebendo também água de outros cursos mais pequenos escondidos na entranha da montanha.
Fotografia: © Rui C. Barbosa
Fotografia: © Rui C. Barbosa
domingo, 2 de dezembro de 2012
Vilarinho da Furna
Um interessante trabalho de David Afonso de Carvalho sobre Vilarinho da Furna.
Vídeo: David Afonso de Carvalho
Água do Concelho
A Água do Concelho encontra-se na margem direita do Rio Homem sensivelmente em frente das Curvas das Febras, Vale do Alto Homem - Serra do Gerês.
Fotografia: © Rui C. Barbosa
Fotografia: © Rui C. Barbosa
sábado, 1 de dezembro de 2012
Água da Lage do Sino
Sempre me interroguei se as inúmeras quedas de água no Vale do Alto Homem teriam nome ou não. Parecia-me lógico que sim, pois tão imponentes quedas de água certamente que não passariam sem uma designação vinda da originalidade do homem serrano.
Mais uma vez e estudando velhos mapas, penso ter sido capaz de «dar nomes» a algumas delas, sendo uma a 'Água da Laje do Sino'.
Talvez seja a queda de água mais conhecida do Vale do Alto Homem devido à sua altura, caindo desde os 1300 metros até aos 1090 metros (uma queda de 210 metros!).
Fotografias: © Rui C. Barbosa; Vídeos: José Moreira
Currais do PNPG (XXI) - Curral das Abrótegas (II)
Foi o primeiro curral desta série de entradas no blogue, mas as fotografias que aqui surgem merecem uma nova edição dedicada ao Curral das Abrótegas.
Fotografias: © Rui C. Barbosa
Fotografias: © Rui C. Barbosa
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