Regresso à Serra Amarela para um percurso que já devia a mim próprio há muitos, muitos anos. As Casarotas e o Fojo de Vilarinho são dois aspectos da Serra Amarela que mais cedo ou mais tarde entram no imaginário de quem tem por hábito percorrer as serranias do parque nacional (se bem que ambos estão localizados fora da sua área).
O percurso do Trilho da Casarotas foi pensado tendo em vista um «fácil» acesso àquela zona. Existindo já há vários anos, o trilho acaba por sofrer com a passagem do tempo e com a falta de manutenção. Em muitas zonas, as marcas estão apagadas com o tempo e é nestes sítios que se torna fundamental a ajuda das mariolas seculares que vão aguentando a passagem dos dias.
O caminho inicia-se junto ao espelho de água da peculiar aldeia de Brufe e logo embrenha-se por entre os percursos murados por entre os campos. A luz da manhã foi dando um aspecto único às paisagens que se iam sucedendo à medida que vencíamos os leves declives iniciais. A falta de limpeza do trilho e a sucessão de paisagens onde os tons de amarelo iam marcando presença, fazia-nos esquecer um pouco a brisa de leste que ia afagando os primeiros efeitos de um dia que seria de calor. Na altura não sabia, mas o Parque Nacional já ardia lá longe pelos domínios de Fafião e isso explicaria mais tarde o constante som de leves tons graves de invadia a montanha.
Guiados pelas gigantes mariolas dos tempos idos, passamos corgas e pequenos vales mais abertos até chegarmos ao Curral dos Figos e daqui iniciamos uma forte subida para as Casarotas que ao princípios nos passaram despercebidas. Interessante foi ter descoberto uma pequena exploração mineira, provavelmente da dourada época do volfrâmio, naquelas paragens. A paisagem que abarcava parte da Serra Amarela e da Serra do Gerês, encontrava-se turvada por uma neblina que impedia a visão nítida dos pormenores devido à dispersão da luz. Porém, mesmo assim, encontramos uma paisagem imensa, de encher a alma e turvar o espírito ao pensar nas vidas de outrora que venceram as vicissitudes da montanha em necessidades diárias longe do resto do mundo.
Finalmente chegávamos às Casarotas localizadas na Chã do Salgueiral e a minha impressão inicial foi a sensação de abandono total sem haver uma única em bom estado. O mistério e o debate sobre a função destes abrigos de montanha mantém-se nos nossos dias. Citado na obra "O Gerês - De Bouro a Barroso", de Rosa Fernanda Moreira da Silva, Jorge Dias refere "(...) haver uma relação com as cabanas dos pastores e talvez fosse conduzir a uma curiosa solução, que traria também um elemento de grande interesse para a Etnografia. Poderia ser uma antiga branda dos pastores de Vilarinho. Uma branda há séculos abandonada, porque os habitantes da região descobriram uma maneira mais cómoda de aproveitar as pastagens altas, mediante uma organização colectiva, em que dois pastores substituídos diariamente por outros dois, à vez por todos os vizinhos, só precisam de passar uma noite na serra, para que lhes basta uma cabana em cada local de pernoita. Parece-me esta a hipótese mais plausível, mas, como disse, só depois de se fazerem escavações teremos talvez a solução" (in, "As Casarotas na Serra Amarela - construções megalíticas com uma inscrição" - 1946).
Assim, segundo Jorge Dias, as casarotas teriam uma função relacionada com a pastorícia na Serra Amarela. Porém, Rosa Fernanda Moreira da Silva tem outra interpretação para a função destas peculiares construções. Na página n.º 90 da sua citada obra lê-se "Somos de opinião que as Casarotas foram um dos elementos da célula defensiva das Portelas que, além dessas pequenas construções incluía, pelo lado Norte, uma pequena Trincheira, com o comprimentos de algumas dezenas de metros. Estes elementos estão estrategicamente localizados numa rechã inacessível do lado nascente. Mas perfeitamente enquadrados em relação às restantes edificações defensivas do vale do Homem, ou seja, as Casas do Facho, das Peças e da Guarda. De acordo com os argumentos apresentados as Casarotas foram um dos elementos da célula defensiva da Portela da Serra Amarela. Entretanto, seria muito enriquecedora a concretização de estudos sobre esta temática que, ao alargarem a análise temporal, poderiam contribuir para o equacionar de novas teorias sobre o passado."
É fabulosa esta discussão enriquecedora sobre os objectivos destas construções na Serra Amarela. Sem dúvida que a sua visitação nos trás as mais dispersas teorias e faz-nos imaginar a vivência e a adaptação dos povos serranos às dificuldades e agruras da vida na montanha. Infelizmente, como já referi, é pena o estado de ruína (e avançada ruína) de alguns dos elementos que no entanto não retiram a beleza e mística de todo o conjunto.
As Casarotas foram também o local de paixão de Rogélio Pardo, o fugitivo da Guerra Civil de Espanha no romance de André Gago, "Rio Homem", a quando da sua estadia em Vilarinho da Furna.
O segundo objectivo do dia era a visita ao Fojo de Vilarinho localizado a algumas centenas de metros das Casarotas no Poulo do Vidoal. Este, tal como a maioria dos fojos do lobo das ásperas serranias nortenha, é uma verdadeira obra de engenharia rural. Aproveitando o acentuado declive da encosta, a convergência dos agora decrépitos muros conduzia o animal batido pela serra para a sua triste miséria. A enormidade do local remete-nos para um silêncio que nos esmaga na imensidão da montanha à vista das Furnas e de uma imagem de uma Vilarinho pulsante de vida há décadas atrás.
Vendo-o à distância, o fojo deixa a sua marca na paisagem no entanto não poderia deixar de visitar o seu «interior». A descida faz-se com cuidado até ao vértice da cunha no qual se encontrava o poço do fatal destino dos lobos apanhados na algazarra. Se a curta descida foi feita com o devido cuidado de forma a não sentir a aflição do animal numa inesperada queda, a subida para o carreiro que se segue para a Chã do Muro é feita em força e esforço ao calor do dia amainado por uma leve brisa ligeiramente mais fresca.
A paragem seguinte foi a Chã do Muro autentica antecâmara para uma posterior subida ao Muro. Aqui, duas vacas pastavam solitárias. Uma delas com a sua cria, curiosa e receosa da nossa aproximação. A segunda vaca pastava mais afastada, não muito longe do forno de guarda da chã. A chamada de atenção para a cria que jazia, inerte, no chão surgiu pouco depois. A situação chamou-nos à atenção e surgiu a curiosidade de observar mais de perto o pequeno animal. Logo na nossa aproximação a mão vaca procurou defender a cria morta e foi emitindo sons de aviso seguindo os nossos movimentos. O destino daquele pequeno cadáver será o de ser alimento, mais cedo ou mais tarde, para um necrófago mas o facto de a mão se manter provavelmente há já algum tempo à guarda do seu filhote vem mostrar mais uma vez a saciência destes animais perante a bestialidade humana.
Depois desta pequena lição de humanidade, rumamos ao Fojo da Ermida localizado na encosta da Serra Amarela voltada à bacia do Lima. Mais uma vez ficou evidente a forma peculiar e engenhosa de como o homem serrano foi capaz de se adaptar às características da montanha, tirando proveito dos locais onde ela é mais branda e aproveitando os declives para a defesa dos seus animais.
Almoçamos num curral localizado não muito longe do Fojo da Ermida e foi interessante ver a diferença de construção entre os abrigos de pastores naquela área e os abrigos (fornos) existentes na Serra do Gerês.
Chegada a hora do regresso decidimos prosseguir em direcção à Corga da Telheira e depois de passar por esta, ladeando Torneiro, chegávamos de novo à Chã do Salgueiral a partir de onde seguiríamos novamente as marcações do Trilho das Casarotas que nos levariam a passar perto do Castelinho e Marco de Antes, percorrendo a encosta da Carvalhinha em direcção a Carvalhinhos e depois regressando ao espelho de água em Brufe onde iniciáramos a jornada.
Algumas imagens do dia...
Fotografias: © Rui C. Barbosa
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Incêndio em Fafião
Ocorreu hoje um incêndio florestal dentro da área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, nomeadamente em Fafião.
Segundo os dados obtidos da Protecção Civil, o incêndio foi declarado às 06:03 estando activo com duas frentes às 06:40. As operações foram conduzidas por um bombeiro de 3ª do Corpo de Bombeiros de Salto (Comandante das Operações de Socorro (COS)). Pelas 07:24 o incêndio tinha três frentes activas e às 08:30 eram accionados dois aviões bombardeiros médios anfíbios (nesta altura o incêndio mantinha-se com três frentes). Pelas 09:00 as operações começaram a ser comandadas por um bombeiro de 1ª do Corpo de Bombeiros de Salto e às 09:52 o incêndio estava só com duas frentes, sendo dado como dominado pelas 12:49.
No combate estiveram presentes 32 bombeiros, 5 elementos do GIPS, 10 elementos sapadores florestais, sendo apoiados por 8 veículos operacionais.
O Jornal de Notícias noticiou este incêndio: Parque Nacional da Peneda-Gerês está a arder.
Segundo os dados obtidos da Protecção Civil, o incêndio foi declarado às 06:03 estando activo com duas frentes às 06:40. As operações foram conduzidas por um bombeiro de 3ª do Corpo de Bombeiros de Salto (Comandante das Operações de Socorro (COS)). Pelas 07:24 o incêndio tinha três frentes activas e às 08:30 eram accionados dois aviões bombardeiros médios anfíbios (nesta altura o incêndio mantinha-se com três frentes). Pelas 09:00 as operações começaram a ser comandadas por um bombeiro de 1ª do Corpo de Bombeiros de Salto e às 09:52 o incêndio estava só com duas frentes, sendo dado como dominado pelas 12:49.
No combate estiveram presentes 32 bombeiros, 5 elementos do GIPS, 10 elementos sapadores florestais, sendo apoiados por 8 veículos operacionais.
O Jornal de Notícias noticiou este incêndio: Parque Nacional da Peneda-Gerês está a arder.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Estrada para a Pedra Bela - 1929
Hoje uma das vias mais usadas na Serra do Gerês, a estrada entre o Vidoeiro (Caldas do Gerês) e a Pedra Bela tinha este fantástico aspecto em 1929.
Fotografia: © Rui C. Barbosa (retirada do livro "O Gerez - estancia de cura, de repouso e turismo")
Fotografia: © Rui C. Barbosa (retirada do livro "O Gerez - estancia de cura, de repouso e turismo")
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Visitar as Minas dos Carris
(Este texto não é novo e já surgiu anteriormente aqui no blogue, porém acho pertinente a sua republicação pois nas últimas semanas têm surgido várias questões sobre este assunto)
Nos últimos anos, as Minas dos Carris na Serra do Gerês têm-se tornado um destino, um objectivo preferido de muitos montanheiros e afins. Situadas nos píncaros geresianos, estas minas são vistas não só como um objectivo em si, mas também como um local rodeado com uma certa aura de mística e mistério, certamente devido ao seu entorno e às ruínas que tornam aquele local tão especial.,
Podemos chegar às Minas dos Carris percorrendo vários caminhos, uns mais fáceis do que outros mas sempre constituindo longas caminhadas. Antes de falar destes caminhos, convém desmitificar a situação destas minas perante o actual ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Muitos são aqueles que em busca de informações são mal informados tanto pelos serviços do parque nacional como dos postos de turismo da zona. Infelizmente, o facto de alguém trabalhar nestes locais não lhe garante o total conhecimento sobre os condicionalismos que são impostos à visita e acabam por mal informar os visitantes. Assim, desde já convém referir que NÃO É PROIBIDO VISITAR AS MINAS DOS CARRIS! Por outro lado, as Minas dos Carris não se encontram dentro da zona de protecção total do Parque Nacional da Peneda-Gerês, o que implica que não é necessária qualquer autorização para a sua visitação. Porém, o mesmo já não acontece com alguns dos caminhos que terão de ser percorridos.
Durante a visita às ruínas convém ter extremo cuidado aos nos aproximarmos dos poços mineiros bem como de algumas ruínas, nomeadamente na lavaria. Não convém também esquecer que este é um património único e que apesar de desprezado pelo Parque Nacional da Peneda-Geres, deve ser devidamente conservado e respeitado! Qualquer acto de vandalismo ou destruição do património deve ser comunicado ao PNPG ou à GNR.
Falemos então de como chegar às Minas dos Carris. Como é óbvio existem vários caminhos para chegar ali. Destes vou indicar três opções, sendo que duas delas percorrem em parte a zona de protecção total. O que é que isto implica? Implica que caso queiram percorrer estes caminhos terão de pedir uma autorização ao Parque Nacional da Peneda-Gerês e que para se tentar obter essa autorização terão de pagar uma taxa de €152,00 (centro e cinquenta e dois euros). É claro que pedindo esta autorização e caso depois recusem o pagamento de tal taxa, certamente estarão sujeitos à fiscalização tanto do PNPG como do SEPNA. Caso não peçam a autorização e não informem o PNPG, estão a jogar uma roleta russa...
O caminho mais curto para chegar às Minas dos Carris percorre o fabuloso Vale do Alto Homem, famoso no Verão pelo Rio Homem e pelas suas lagoas naturais. O caminho tem uma extensão de cerca de 9,5 km e vai subindo a montanha. O seu estado é muito mau devido à incompreensível falta de conservação por parte do PNPG que o levou a uma degradação extrema. No entanto, não deixa de ser o caminho mais curto, apesar de penoso. Este caminho percorre a zona de protecção total quase desde o seu início até à entrada na Corga da Carvoeirinha, já quase no final do percurso.
A segunda opção será tentar chegar às Minas dos carris passando pelas galegas Minas das Sombras. Podem iniciar a caminhada na Ermida da Nª. Sra. do Xurés (Vilaméa) e seguir a Ruta das Sombras. Ao chegar às Minas das Sombras deve-se tomar um trilho de pé posto que se inicia junto do velho barracão dos mineiros e daí atingir a fronteira na Amoreira. Seguindo o trilho em direcção ao marco geodésico dos Carris, terão de percorrer cerca de mais 2 km para chegar às Minas dos Carris. Entre a Amoreira e o marco geodésico dos Carris, estarão a percorrer a zona de protecção total. Muito azar se algum guarda aparecer por aqui, mas nunca se sabe!...
A terceira opção será utilizando o trilho que se inicia em Chã de Suzana (Xertelo) e seguir em direcção ao Castanheiro onde se pode observar os restos de mineração das Minas do Castanheiro. Percorrendo sempre em trilho de pé posto, o caminho seguirá o bordo do Vale da Ribeira das Negras em direcção aos Currais das Negras e daqui subir ao paiol ou então seguir em direcção à Garganta das Negras até atingir a linha de fronteira e depois virar à esquerda, atingindo a represa dos Carris. Uma outra opção será atravessar a Ribeira das Negras e após passar no sopé da Matança, atingir a Lamalonga e daqui subir em direcção à lavaria. Este percurso nunca entra na zona de protecção total e como tal não é necessária qualquer autorização para grupos inferiores a 10 pessoas (pois percorre em parte a zona de protecção parcial Tipo I).
É óbvio que existem outras opções (por Pitões das Júnias, pelo Vale da Abelheira, pela Lagoa do Marinho, por Sáa (Galiza)), mas estes serão os percursos mais interessantes.
Fotografia: © Rui C. Barbosa
Nos últimos anos, as Minas dos Carris na Serra do Gerês têm-se tornado um destino, um objectivo preferido de muitos montanheiros e afins. Situadas nos píncaros geresianos, estas minas são vistas não só como um objectivo em si, mas também como um local rodeado com uma certa aura de mística e mistério, certamente devido ao seu entorno e às ruínas que tornam aquele local tão especial.,
Podemos chegar às Minas dos Carris percorrendo vários caminhos, uns mais fáceis do que outros mas sempre constituindo longas caminhadas. Antes de falar destes caminhos, convém desmitificar a situação destas minas perante o actual ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Muitos são aqueles que em busca de informações são mal informados tanto pelos serviços do parque nacional como dos postos de turismo da zona. Infelizmente, o facto de alguém trabalhar nestes locais não lhe garante o total conhecimento sobre os condicionalismos que são impostos à visita e acabam por mal informar os visitantes. Assim, desde já convém referir que NÃO É PROIBIDO VISITAR AS MINAS DOS CARRIS! Por outro lado, as Minas dos Carris não se encontram dentro da zona de protecção total do Parque Nacional da Peneda-Gerês, o que implica que não é necessária qualquer autorização para a sua visitação. Porém, o mesmo já não acontece com alguns dos caminhos que terão de ser percorridos.
Durante a visita às ruínas convém ter extremo cuidado aos nos aproximarmos dos poços mineiros bem como de algumas ruínas, nomeadamente na lavaria. Não convém também esquecer que este é um património único e que apesar de desprezado pelo Parque Nacional da Peneda-Geres, deve ser devidamente conservado e respeitado! Qualquer acto de vandalismo ou destruição do património deve ser comunicado ao PNPG ou à GNR.
Falemos então de como chegar às Minas dos Carris. Como é óbvio existem vários caminhos para chegar ali. Destes vou indicar três opções, sendo que duas delas percorrem em parte a zona de protecção total. O que é que isto implica? Implica que caso queiram percorrer estes caminhos terão de pedir uma autorização ao Parque Nacional da Peneda-Gerês e que para se tentar obter essa autorização terão de pagar uma taxa de €152,00 (centro e cinquenta e dois euros). É claro que pedindo esta autorização e caso depois recusem o pagamento de tal taxa, certamente estarão sujeitos à fiscalização tanto do PNPG como do SEPNA. Caso não peçam a autorização e não informem o PNPG, estão a jogar uma roleta russa...
O caminho mais curto para chegar às Minas dos Carris percorre o fabuloso Vale do Alto Homem, famoso no Verão pelo Rio Homem e pelas suas lagoas naturais. O caminho tem uma extensão de cerca de 9,5 km e vai subindo a montanha. O seu estado é muito mau devido à incompreensível falta de conservação por parte do PNPG que o levou a uma degradação extrema. No entanto, não deixa de ser o caminho mais curto, apesar de penoso. Este caminho percorre a zona de protecção total quase desde o seu início até à entrada na Corga da Carvoeirinha, já quase no final do percurso.
A segunda opção será tentar chegar às Minas dos carris passando pelas galegas Minas das Sombras. Podem iniciar a caminhada na Ermida da Nª. Sra. do Xurés (Vilaméa) e seguir a Ruta das Sombras. Ao chegar às Minas das Sombras deve-se tomar um trilho de pé posto que se inicia junto do velho barracão dos mineiros e daí atingir a fronteira na Amoreira. Seguindo o trilho em direcção ao marco geodésico dos Carris, terão de percorrer cerca de mais 2 km para chegar às Minas dos Carris. Entre a Amoreira e o marco geodésico dos Carris, estarão a percorrer a zona de protecção total. Muito azar se algum guarda aparecer por aqui, mas nunca se sabe!...
A terceira opção será utilizando o trilho que se inicia em Chã de Suzana (Xertelo) e seguir em direcção ao Castanheiro onde se pode observar os restos de mineração das Minas do Castanheiro. Percorrendo sempre em trilho de pé posto, o caminho seguirá o bordo do Vale da Ribeira das Negras em direcção aos Currais das Negras e daqui subir ao paiol ou então seguir em direcção à Garganta das Negras até atingir a linha de fronteira e depois virar à esquerda, atingindo a represa dos Carris. Uma outra opção será atravessar a Ribeira das Negras e após passar no sopé da Matança, atingir a Lamalonga e daqui subir em direcção à lavaria. Este percurso nunca entra na zona de protecção total e como tal não é necessária qualquer autorização para grupos inferiores a 10 pessoas (pois percorre em parte a zona de protecção parcial Tipo I).
É óbvio que existem outras opções (por Pitões das Júnias, pelo Vale da Abelheira, pela Lagoa do Marinho, por Sáa (Galiza)), mas estes serão os percursos mais interessantes.
Fotografia: © Rui C. Barbosa
De novo... o inferno!
Todos os anos é a mesma história... aliás, estamos habituados que assim seja e estranhamos quando começam a não surgir nas notícias. Mais uma vez, de novo nada de novo, Portugal sente o flagelo dos incêndios florestais.
Todos os anos se debate esta problemática e todos os anos são anunciados mais reforços, mais meios e este ano nem a crise parece ter sido impedimento para tal. Porém, a triste realidade que se abate sobre nós é a de um país em chamas... de novo!
E de novo se vai voltar aos debates sobre o problema... são os incendiários, são as florestas que não são limpas, os baldios cheios de erva seca, etc., etc. etc. Mas a triste realidade é que todos os anos lá voltamos ao mesmo, por entre a felicidade dos futebóis e os montantes absurdos pagos por jogadores de futebol!
Já não nos adianta perguntar o porquê de isto acontecer todos os anos e este ano, de novo nada de novo! Mais uma vez somos «pequenos» para lutar contra os poderes instalados, os PDM's ignorados (até para touradas, pasme-se!), os meios aéreos alugados e os outros emprestados! Mas a triste realidade é que todos os anos lá voltamos ao mesmo, por isso de novo nada de novo!
Porque não dotamos de uma vez por todas o país de meios eficientes de combate aos fogos? Porque não libertamos os bombeiros para os fogos urbanos e criamos uma força especial de combate aos fogos no seio do Exército? O combate aos fogos florestais é uma guerra que travamos todos os anos e este ano lá voltamos ao mesmo, por isso de novo nada de novo!
Será que sai mais barato ao país alugar esses meios? Não será mais barato fazer-se a prevenção que há tantos anos é aclamada? Existe uma tremenda massa humana disponível para essa prevenção. Poderão existir os meios eficazes para o combate, mas para tal é necessário que as decisões políticas sejam tomadas. Mas infelizmente, é aqui que surge o grande problema pois o país não tem à sua altura quem tome essas decisões contra os poderes instalados que ganham fortunas à custa deste país miserável! Assim, enterramos cada vez mais este Portugal envolto num cheiro fétido de floresta queimada e que como que alguém que se afoga tenta a todo o custo manter-se à tona de água, tentando encher os pulmões com este ar cheio de fumo que nos turva alma... mas isso, de novo não é nada de novo. E de novo, temos o inferno...
Fotografia: © Rui C. Barbosa
Todos os anos se debate esta problemática e todos os anos são anunciados mais reforços, mais meios e este ano nem a crise parece ter sido impedimento para tal. Porém, a triste realidade que se abate sobre nós é a de um país em chamas... de novo!
E de novo se vai voltar aos debates sobre o problema... são os incendiários, são as florestas que não são limpas, os baldios cheios de erva seca, etc., etc. etc. Mas a triste realidade é que todos os anos lá voltamos ao mesmo, por entre a felicidade dos futebóis e os montantes absurdos pagos por jogadores de futebol!
Já não nos adianta perguntar o porquê de isto acontecer todos os anos e este ano, de novo nada de novo! Mais uma vez somos «pequenos» para lutar contra os poderes instalados, os PDM's ignorados (até para touradas, pasme-se!), os meios aéreos alugados e os outros emprestados! Mas a triste realidade é que todos os anos lá voltamos ao mesmo, por isso de novo nada de novo!
Porque não dotamos de uma vez por todas o país de meios eficientes de combate aos fogos? Porque não libertamos os bombeiros para os fogos urbanos e criamos uma força especial de combate aos fogos no seio do Exército? O combate aos fogos florestais é uma guerra que travamos todos os anos e este ano lá voltamos ao mesmo, por isso de novo nada de novo!
Será que sai mais barato ao país alugar esses meios? Não será mais barato fazer-se a prevenção que há tantos anos é aclamada? Existe uma tremenda massa humana disponível para essa prevenção. Poderão existir os meios eficazes para o combate, mas para tal é necessário que as decisões políticas sejam tomadas. Mas infelizmente, é aqui que surge o grande problema pois o país não tem à sua altura quem tome essas decisões contra os poderes instalados que ganham fortunas à custa deste país miserável! Assim, enterramos cada vez mais este Portugal envolto num cheiro fétido de floresta queimada e que como que alguém que se afoga tenta a todo o custo manter-se à tona de água, tentando encher os pulmões com este ar cheio de fumo que nos turva alma... mas isso, de novo não é nada de novo. E de novo, temos o inferno...
Fotografia: © Rui C. Barbosa
Pedra Bela - 1929
Certamente que muitos dos leitores do blogue não reconheceriam esta fotografia caso não estivesse identificada. De facto, trata-se de um dos locais mais visitados actualmente na Serra do Gerês.
Este era o aspecto da Pedra Bela em 1929...
Fotografia: © Rui C. Barbosa (retirada do livro "O Gerez - estancia de cura, de repouso e turismo")
Este era o aspecto da Pedra Bela em 1929...
Fotografia: © Rui C. Barbosa (retirada do livro "O Gerez - estancia de cura, de repouso e turismo")
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Comunicado de portugueses e de portuguesas inteligentes
Os portugueses e as portuguesas inteligentes e que não se deixam iludir pelos falsos argumentos da verdadeira máfia tauromáquica que conspurca o nosso país, lamentam o sucedido no dia 2 de Setembro na Torreira, embora compreendam que a atitude dos activistas pacíficos que lá se encontravam em defesa da causa animal tenha sido mais uma demonstração de cidadania e de coragem perante a agressão que a tauromaquia tem vindo a fazer há já tempo demais.
Com efeito, os portugueses e as portuguesas têm vindo sistematicamente a alertar
para o problema da máfia tauromáquica que, embora seja já considerado e
tratado como uma grave e séria ameaça na maior parte dos países desenvolvidos, não tem ainda, em
Portugal o devido acompanhamento. Na verdade, a questão da tauromaquia deixou
de ser uma questão de política e ética para passar a ser uma questão de polícia.
Movimentos e associações terroristas, como a PROTOIRO, às
quais estão ligadas muitas associações e pessoas ligadas ao meio mafioso tauromáquico de Portugal, ao
verem que o país real continua cada vez mais a negar a violência contra os animais e a negar as touradas em particular, começam a
radicalizar-se e, cada vez mais, vemos atentados contra pessoas, bens e contra a cultura portuguesa, difamando-a.
Não se pode permitir que, à sombra de uma lei bafienta e desactualizada, que é a prova do conluio existente nesses meios que minam o nosso Estado de Direito - se
insulte, agrida, vandalize, enxovalhe e ameace quem assume a nobre acção da defesa dos animais.
Vemos dinheiros públicos investidos em praças de touros, agressões a activistas da causa animal, destruição de
viaturas e de bens de associações de protecção animal, pressões e ameaças sistemáticas a tudo e a
todos aqueles que estão relacionados com a a protecção dos animais, além de movimentações que tentam enganar a opinião pública como foi a recente tentativa desta associação de doar alimentos a uma associação de protecção de animais alimentos esses sujos com o sangue de touros e cavalos torturados nas arenas.
E, perante esta realidade criminosa, as autoridades nada têm
a dizer? O que será necessário acontecer para que a opinião pública e para que
as autoridades competentes ajam em conformidade? O que será necessário
acontecer para que, de uma vez por todas, se perceba que a máfia tauromáquica é um verdadeiro cancro que põem em causa a segurança pública
nacional?
Como é possível que Câmaras Municipais autorizem touradas em regiões onde a tauromaquia nunca teve tradição e em regiões onde as pessoas decidiram abolir de vez estes actos bárbaros e cruéis? Organizam-se touradas com o único objectivo é insultar e semear o caos e a discórdia entre as populações, fazendo disso notícia para mostrar de forma falsa que a tauromaquia tem implantação nacional? Esta postura dos tauromafiosos dura há tempo demais e não é mais
possível permitir que eles insultem, agridam e ameacem os defensores dos animais e a população portuguesa que é ciente dos maus tratos que estes terroristas causam aos animais, esperando
que os defensores dos animais mantenham a postura de respeito e tolerância que até hoje mantiveram.
Há limites para tudo e a barreira do aceitável está a ser transposta.
O turista irracional deixa lixo em Portugal
Não há muito a dizer sobre as imagens que o vídeo mostra. A falta de civismo que vivemos no nosso país é um verdadeiro desafio para o melhor especialista tentar explicar. Seria de esperar que numa sociedade desenvolvida este tipo de ocorrência fosse cada vez mais raro, porém o que vemos é precisamente o contrário...
Vídeo: © geres verde
domingo, 2 de setembro de 2012
Blogue Terras de Bouro: Bombeiros terrabourenses socorrem turistas perdidos
Recupero aqui uma notícia publicada no blogue Terras de Bouro com o título "Bombeiros terrabourenses socorrem turistas perdidos" e que relata uma situação de mais um grupo de turistas que se perderam na Serra do Gerês.
A notícia serve também para mais uma vez alertar para os cuidados que se deve ter ao percorrer as montanhas nacionais e em particular as serras da Peneda-Gerês, onde todos os cuidados são poucos.
Fotografia: © Rui C. Barbosa
A notícia serve também para mais uma vez alertar para os cuidados que se deve ter ao percorrer as montanhas nacionais e em particular as serras da Peneda-Gerês, onde todos os cuidados são poucos.
Fotografia: © Rui C. Barbosa
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