Este texto foi indecentemente roubado a uma publicação do Refúgio de Vegabaño, Picos de Europa, e adaptada à «nossa» realidade. Fica mais um texto para os indignados do Facebook...
O lixo como indicador turístico, os queixosos de Verão e os sabichões... e a realidade da nossa dimensão... é que vivemos em dimensões diferentes...
Em todo o Parque Nacional da Peneda-Gerês, dependendo da ápoca do ano (mas muito mais óbvio no período de Verão) mistura-se o fluxo de montanhistas, desportivos e turistas de montanha...
Uns geram um saco de pistácios, um rolo de embalagens de chocolate e cascas de fruta, não mais de 10 centímetros cúbicos
O turista de montanha gera até o impensável... mas em média um litro e meio de porcaria... em média também, nada lhes agrada... queixam-se de tudo (que não há caixotes para deixar O SEU LIXO, que a vegetação está alta, que não há água nas cascatas, que não podem levar os carros até ao rio e cascatas, que os caminhos dos trilhos têm muitas pedras...).
Têm uma solução para cada problema e quem cá vive, não sabe viver, estes índios numa reserva... trazem também dois ou três cães sem qualquer treino e muitas vezes sem trela, e que muitas vezes ladram ao gado que pasta na serra ou aos cavalos nos caminhos, assustandos-os com as óbvias consequências)...
Estes quebram todas as regras, disem ter direito a tudo (mas nada de deveres) e dão-nos lições de Direito...
No fim há também aqueles se queixam dos que se queixam do lixo e do comportamento de quem nos visita. Revoltam-se, dizem que isto afugenta a maralha e dizem que não vão conseguir dar de comer aos filhos. Espero que ninguém morra de fome...
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

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