quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Carris - Gerês, 26 de Janeiro de 1954

Carris, 26 de Janeiro de 1954

Pequenos documentos que fazem a História...

Fotografia: © Rui C. Barbosa

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Para os lados de Carris...


Carris, 30 de Abril de 2006

Imagens soltas de paisagens não muito longe das Minas dos Carris... Lamalonga e Vale do Alto Homem.


Fotografias: © José Afonso Duarte

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Lugares escuros...

Carris, 6 de Abril de 2007

Os lugares escuros da Terra, onde a luz luta por chegar... e acaba sempre por perder...

Fotografia: © José Afonso Duarte

sábado, 10 de novembro de 2007

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Direcções Técnicas

Carris, 23 de Dezembro de 1993

Ao longo dos seus anos de actividade as Minas dos Carris, mais precisamente as suas concessões mineiras (Salto do Lobo, Lamalonga I, Corga das Negras I, Castanheiro, Cadeiró e Romião), tiveram vários Directores Técnicos sendo o primeiro nomeado a 28 de Agosto de 1941 pela firma Domingos da Silva Lda. O primeiro a ocupar este cargo foi o Eng. Ramiro da Costa Cabral Nunes de Sobral.

Com a entrada em cena da Sociedade Mineira dos Castelos Lda. a Direcção Técnica foi ocupada pelo Eng. Francisco da Silva Pinto a 27 de Abril de 1945, seguindo-se o Eng. Pedro Simões a 2 de Janeiro de 1946 que no entanto ocupa este carga por pouco tempo pois a 2 de Abril de 1946 o Eng. Augusto Barata da Rocha é nomeado para Director Técnico.

O pedido de transmissão da concessão do Salto do Lobo para a Sociedade das Minas do Gerês Lda. dá entraga no Ministério da Ecónomia a 5 de Fevereiro de 1950 e a transição da concessão ocorre a 25 de Julho desse ano. Nesta altura o Eng. Eurico Guilherme Lopes da Silva é nomeado como Director Técnico das diversas concessões mineiras. Manter-se-á neste cargo até 1958, pois a 14 de Janeiro desse ano o Eng. Luíz Aníbal Teixeira Sá Fernandes é noneado para dirigir os trabalhos nas Minas dos Carris.

O Eng. Virgílio de Brito Murta ocupa o cargo a 12 de Janeiro de 1966, seguindo-se o Eng. Rodrigo Viana Correa a 6 de Novembro de 1970 e finalmente o Eng. Adriano Fernando Barros é o último a ocupar a Direcção Técnica destas concessões, sendo nomeado a 2 de Junho de 1980.

O abandono irrevogável das concessões mineiras é solicitado a 28 de Abril de 1989 e os alvarás mineiros são cancelados definitivamente a 28 de Maio de 1992.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Procuro fotografias das Minas dos Carris

Carris, 12 de Abril de 1995

A História das Minas dos Carris conta-se por palavras mas também por imagens. Este blog é um primeiro passo para tentar escrever a História das Minas dos Carris, História essa que todos nós podemos ajudar a escrever. Para tal peço a quem tiver registos fotográficos sobre as Minas dos Carris que me enviem as suas fotografias para assim ajudar a escrever uma parte da nossa História que ainda se mentém escondida. Todos os direitos serão reservados aos autores das fotografias que poderão ser utilizadas aqui neste blog ou em trabalhos posteriores.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

Concessões mineiras

Carris, 2 de Abril de 1946

A 2 de Abril de 1946 a Sociedade Mineira dos Castelos, Lda. na altura representada por uma Comissão Administrativa nomeada pelo governo, propõe para Director Técnico das Minas dos Carris o Eng. Augusto Barata da Rocha em substituição do Eng. Pedro Simões.

No documento de proposta enviado ao governo, a sociedade numera as concessões mineiras que iriam ficar sobre responsabilidade do novo Director Técnico. Este documento é um documento importante para a História Mineira da Serra do Gerês pois enumera muitas das concessões mineiras existentes na área dos Carris: na freguesia de Cabril - concelho de Montalegre: Salto do Lobo, Carris 3, Garganta das Negras, Carris II, Salto do Lobo II, Castanheiro, Corga das Negras I, Corga das Negras II, Lamalonga I, Lamalonga II, Lamalonga III, Pinhedo, Carris 4, Carris 5, Laijão, Concelinho I, Matanças, Matança I, Peito do Galo, Peito do Galo I, Cadeiró, Xertelo I e Xertelo III; na freguesia de Vilar da Veiga - concelho de Terras de Bouro: Lamas de Homem I, Lamas de Homem 3, Adrótegas (um erro de escrita no documento pois certamente se queria referir a Abrótegas!), Altar dos Cabrões e Cidadelhe.

Desta longa lista de concessões mineiras destacam-se algumas zonas que hoje constituem zonas muito frágeis do Parque Nacional da Peneda-Gerês e que estiveram assim ameaçadas por uma possível exploração de minério. Muitas destas concessões viram somente trabalhos de sondagem que procuraram ali determinar se a quantidade de minério seria rentável para exploração. Em alguns locais, tais como Castanheiro, Cadeiró ou Pinhedo, a exploração desenrolou-se a um nível muito baixo.

A exploração de minério no Castanheiro passa hoje quase despercebida e somente se observa uma pequena escombreira.

Felizmente em certos locais, tais como no Concelinho, Matança, Lamas de Homem, Abrótegas, Altar dos Cabrões e Cidadelhe, a quantidade de minério encontrada não justificou a exploração comercial dos respectivos jazigos e hoje podemos ver a sua beleza em todo o explendor... quer dizer, não podemos porque não se pode visitar tais locais por ficarem na Área de Protecção Total do Parque Nacional da Peneda-Gerês!!!

Fotografias: © Rui C. Barbosa

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Casas (ainda) com telhados...

Carris, anos 90

Continuando a encontrar 'velhas' fotografias escondidas em poeirentos álbuns, deparei-me com esta imagem que provavelmente terei obtido nos primeiros anos da década anterior. Na fotografia ainda são visíveis os telhados que cubriam o escritório e cantina e duas das casas de habitação. De notar que a cozinha que servia a casa que habrigava o pessoal superior da mina (e que ainda é confundida com uma pequena capela), também ainda tem o seu telhado, bem como uma das casas dos balneários e retretes (!).

Fotografias: © Rui C. Barbosa

Galerias

Borrageiros, 11 de Março de 1941

Nos finais dos anos 80 do século passado, a Mina de Borrageiros foram consideradas como uma exploração pertencente às Minas dos Carris. Apesar de abandonada desde 21 de Abril de 1972, a mina foi uma concessão bastante activa nos anos 40 atingindo um pico de produção em 1941 com 63.891 kg de minério extraído.

Quem visita a Minas de Borrageiros fica impressionado com o perigo que representa a sua escombreira e os rasgos no granito resultantes da exploração de volfrâmio e estanho. Algures esconde-se um poço com uma profundidade de 20 metros que faz ligação com uma galeria de mina com uma extensão de 90 metros.

É mais um local na Serra do Gerês que a Direcção do Parque Nacional da Peneda-Gerês deveria resguardar, não confiando na sorte de até hoje não ter havido nenhum grave acidente na Mina de Borrageiros.

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Pela Corga de Sabroso até Carris

Carris, 3 de Novembro de 2007

Um registo fotográfico de uma caminhada entre a Corga de Sabroso e as Minas dos Carris enviadas pelo leitor Agostinho Costa.

Fotografias: © Agostinho Costa

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Cinco imagens...

Carris, anos 90

As cinco imagens seguintes mostram locais que certamente serão familiares aos que já visitaram as Minas dos Carris. Fazem parte da minha colecção pessoal e infelizmente ainda não as consegui datar.

Elas mostram paisagens que hoje estão já modificadas quer pela acção da Natureza quer pela acção destruidora do homem. Apesar de relativamente recentes são documentos interessantes pois permitem-nos ter uma ideia de como era a paisagem mineira da zona.


Subindo o Vale do Alto Homem chegamos à Água da Pala, local onde existiam uma casa de abrigo para os rebanhos e uma pequena guarita de um cantoneiro que fazia a manutenção da estrada até às Minas dos Carris. Hoje a vegetação tomou conta do espaço então ocupado pelo abrigo para os rebanhos, mas há anos atrás esta era a paisagem que se observava ao chegar à Água da Pala, onde passa um pequeno riacho com o mesmo nome. As duas imagens seguintes mostram a zona do abrigo dos rebanhos (onde se notam ainda os muros de apoio do edifício de madeira) e a pequena guarita escondida por entre as árvores do local.



Chegados às Minas dos Carris, e após o choque inicial da destruição que se espalha pela paisagem, somos impelidos de explorar o que resta. A seguinte imagem mostra em segundo plano a casa destinada aos casais e que se encontra logo à entrada (lado direito) do complexo mineiro. Seguindo o mesmo edifício encontramos dois outros edifícios construídos mais tarde e que serviriam de oficinas. Actualmente a parede do último desses edifícios já ruiu, mas na primeira imagem ainda a podemos ver de pé. Visível é também a estrutura do telhado dos edifícios de habitação em primeiro plano.


Finalmente uma imagem curiosa e que mostra o que ainda hoje é confundido com uma pequena capela, mas que na realidade era a cozinha que servia a casa do pessoal superior da mina. Hoje já sem telhado, esta imagem mostra o edifício ainda com o seu telhado... está escuro no seu interior...


Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 4 de novembro de 2007

Conflito...

Carris, 14 de Outubro de 1961

O texto seguinte é uma transcrição de uma carta enviada pelo então Presidente da Câmara de Montalegre ao governo onde é relatada a situação conflituosa existente entre as duas partes que inicialmente reclamavam a posse da concessão do Salto do Lobo:

"A 24 de Junho de 1961 Domingos da Silva fez o registo mineiro 303 do sítio denominado 'Salto do Lobo'. a 11 de Julho de 1941 José Maria Gonçalves Freitas e Abílio Gonçalves Barroso fazem também o registo mineiro 318 denominado 'Carris e Salto do Lobo', que se sobrepõe ao registo anterior.

O segundo registo é feito com a clara intenção de prejudicar o proprietário do primeiro registo e sob a desmedida ambição que nada respeita, veio originar grave questão, que teria causas verdadeiramente lamentáveis se eu, na qualidade de delegado policial neste concelho, não interviesse, ordenando a paralisação dos trabalhos de pesquisa já encetados por ambos os proprietários dos registos.

A situação mantém-se há dois meses e neste dia Domingos da Silva entregou na câmara uma petição para retomar os trabalhos. (...)"

A Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos respondeu a 24 de Novembro de 1941 à carta do Presidente da Câmara de Montalegre, afirmando que se deveria manter a decisão camarária e que não deveria ser autorizada qualquer nova pesquisa. Por outro lado, fazia constatar que o segundo proprietário não poderia trabalhar porque a sua pretensão era mais recente e porque Domingos da Silva já havia naquela data pedido a concessão.

Nos meses que se seguiram ambas as partes apresentaram argumentos relativos à legítima posse da concessão do Salto do Lobo e este desentendimento só seria resolvido em 1943 com a posse dos registos por parte da Sociedade Mineira dos Castelos, Lda.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Salto do Lobo (II)

Carris, 1941

Este interessante documento mostra o esquema do que viría a ser a concessão do Salto do Lobo nas Minas dos Carris e serviu para mostrar a localização da Corga do Salto do Lobo nos tempos em que dois elementos lutavam pela posse destes terrenos na Serra do Gerês.

A legenda na figura diz: "A seta indica o local onde saltou - segundo a tradição - o lobo e que motivou que a corga ali existente passasse a chamar-se 'Corga do Salto do Lobo'".

Fotografias: © Rui C. Barbosa

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Telefone...

Carris, 18 de Maio de 1954

Quando pela primeira vez fui às Minas dos Carris pude ver ao longo do Vale do Alto Homem os postes e o cabo do telégrafo e do telefone que servia o complexo. Há já muitos anos que esses postes foram retirados, apesar de ainda existirem dois ou três por entre as instalações abandonadas.

A imagem em cima é parte do cabeçalho de uma carta enviada a 18 de Maio de 1954 a partir de Carris-Gerêz e nela se pode ver o número do telefone na sede da Sociedade das Minas do Gerêz, Lda.

Sem dúvia um documento curioso.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

Revelar segredos...

Uma nova ida a Lisboa para revelar segredos escondidos na Serra do Gerês...

Esta nova consulta foi extremamente proveitosa para encontrar pequenos detalhes sobre as Minas dos Carris, em primeiro lugar, e sobre as vizinhas Minas do Borrageiro, que por si só tem uma história que merecia ela própria um blogue... Voluntários?

Os primeiros anos de exploração dos Carris em meados da década de 40 do século passado, são um poço de surpresas com uma 'luta' entre dois homens pela concessão. Esta luta chegou ao ponto de se tentar definir, ou redefinir, o significado de «corga» e «ravina», termo este pouco conhecido nas aldeias do Gerês de então.

É uma História interessante da qual vos falarei brevemente.

Em relação às Minas do Borrageiro fiquei agradavelmente surpreendido pela quantidade de informação disponível. A exploração mineira junto ao Borrageiro foi iniciada em 1916 e em finais dos anos 80 a empresa PROMINAS quase que entrava numa luta renhida com a direcção do Parque Nacional da Peneda-Gerês para uma possível reactivação da exploração mineira naquele local. Felizmente, a protecção da Natureza falou mais alto e os planos da PROMINAS acabaram por ser abandonados...

Fotografia: © Rui C. Barbosa