quarta-feira, 21 de maio de 2025

383... Minas dos Carris pelo Vale do Alto Homem

 


Caminhada pelo Vale do Alto Homem, Serra do Gerês, com destino às Minas dos Carris.

Um caminho tantas vezes calcorreado, mas que se transforma a cada dia que passa. A paisagem é mutável ao longo do ano, onde uma palete de cores se transmuta à medida que as estações vão decorrendo. O vale apresentou-se com tons de Primavera onde os amarelos da carqueja e os violetas da urze dominam entre os tons de cinza do granito.



Com o Verão a um mês de distância, chegaram os dias das abrótegas que ganham espaço na paisagem sobre um céu carregado de azul e onde a humidade vai desaparecendo com os dias a tornarem-se mais quentes. Nas zonas húmidas junto dos ribeiros, as orvalhinhas já se mostram nos seus tons grená.

Tirando a presença dos animais das vezeiras e de uma ou outra rapina mais apressada, não tive a oportunidade de observar a presença de outros animais (exceptuando os répteis que aproveitam o calor dos dias soalheiros).



A degradação das ruínas mineiras acelera-se ao ponto de alguns edifícios desaparecerem por completo. Desta vez, centrei-me na ruína da Lavaria Nova construída nos anos 50 d0 século XX e que ainda guarda as dimensões que a tornaram o edifício de maior volumetria ali existente. Por entre as suas ruínas ainda é fácil de encontrar os restos da mineração - principalmente molibdenite devido ao seu brilho.

Com as interjeições pelo vento, o silêncio preenche os espaços. O tempo passa com a sua cadência que depende do nosso ritmo que ali procuramos ser o mais tranquilo possível, antes de iniciar o regresso de novo caminhando pelo antigo caminho mineiro através do Vale do Alto Homem, agora com outros tons de Primavera à luz da tarde.

Ficam algumas fotografias do dia...
































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCCXXXIX) - Outeiro da Meda

 


Passando o Teixo, no Vale do Alto Homem, e enfiando o olhar na Corga dos Salgueiros da Amoreira, depara-se-nos a forma do Outeiro da Meda que antecede a Laje do Sino assinalando a raia antes das terras galegas.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

terça-feira, 20 de maio de 2025

Postais do PNPG (CCLV) - Pelourinho de chaparasa, Soajo

 


Baseado numa fotografia de Jorge Barros, este postal mostra o enigmático Pelourinho de Soajo.

O postal faz parte de uma emissão especial sobre os Pelourinhos de Portugal pelos CTT Correios.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"Praticante de canyoning ferido em zona remota do PNPG"

 


Notícia do E24 pelo jornalista Francisco Xavier para ler aqui.

Um praticante de canyoning de nacionalidade francesa sofreu uma queda hoje à tarde, acabando por ficar ferido numa área de difícil acesso em Ponte da Barca, no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 19 de maio de 2025

A "estrada de Schrödinger" na Serra do Gerês

 


Um dos temas que me cativou a imaginação quando estudei Mecânica Quântica, foi o denominado "paradoxo de Schrödinger". De forma simples, o paradoxo é descrito utilizando a figura de um gato como cobaia encerrado dentro de uma caixa numa situação na qual não havia maneira de saber se o gato estaria vivo ou morto. Isto é, apenas observando a caixa a partir do exterior, não havia maneira de saber se o gato estaria vivo ou morto, num paradoxo ao se tentar aplicar as leis da Mecânica Quântica a sistemas macroscópicos.

Ora, o que é que isto tem a ver com a suposta "estrada de Schrödinger" na Serra do Gerês?

Já por várias (demasiadas) vezes tenho falado sobre a situação da estrada entre o Campo do Gerês (aqui, aqui, aqui e aqui). Resumindo: no dia 27 de Janeiro, e devido ao forte temporal que ocorreu naquele dia, a estrada entre o Campo do Gerês e a vila do Gerês ficou interrompida em dois pontos devido a uma quebrada perto da Quelha da Buraca e devido a uma derrocada. A situação da quebrada seria prontamente resolvida pela intervenção do Corpo de Sapadores Florestais, porém, e devido a indicações da Protecção Civil, a estrada seria encerrada devido ao perigo de derrocada existente não muito longe da Fonte da Forcada. Naquela noite, um pedaço de rocha caiu no pavimento e, havendo perigo de nova derrocada, foi decidido encerrar a estrada ao trânsito.

Desde então, e a crer pela sinalética existente tanto junto do Cruzeiro do Campo do Gerês como no Zanganho (Caldas do Gerês), a situação mantém-se nesta estrada, criando os óbvios transtornos a quem se quer deslocar entre as duas localidades e principalmente à população residente. Por outro lado, não tenho conhecimento de qualquer intervenção para resolver a situação que originou o encerramento da via.

De notar que aquela é uma estrada privada de domínio do Estado, estando, no entanto, aberta à utilização pública e o seu encerramento (ou condicionamento do trânsito) foi decretado pela Protecção Civil.

Se nas primeiras semanas o encerramento da estrada era respeitado, até porque a presença de umas fitas ali colocadas «impediam» a passagem pela zona mais problemática. Com as fitas a serem arrancadas pelo vento, a verdade é que desde então tem-se assistido à circulação naquela via entre a vila do Gerês e o Campo do Gerês, circulação esta feita por todo o tipo de viaturas (excepto aquelas que tomam consciência da violação da sinalética ali existente e que utilizam então a estrada nacional N304 para circular entre as duas povoações passando por Rio Caldo e S. Bento da Porta Aberta).




Fotografias do local onde a estrada foi cortada obtidas a 25 de Fevereiro de 2025.

Assim, e sem olhar à circulação na estrada com a actual sinalética (olhando para a caixa onde está o gato), não sabemos se a estrada está condicionada ou não (se o gato está morto ou vivo), havendo então aqui uma interessante analogia com o paradoxo de Schrödinger!

Estará quem por lá circula consciente do perigo existente? Não me parece! O perigo não é visível e certamente que não foi "só" uma rocha caída no pavimento que levou ao encerramento da via.

De quem será a responsabilidade se algo acontecer? A estrada é do Estado, isto é, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), mas foi encerrada pela Protecção Civil, pois é uma estrada de uso público. Havendo ali um acidente provocado pela vibração causada por uma viatura que leva a nova derrocada, quem se responsabilizará pelos danos materiais e, eventualmente, humanos? O ICNF? Os responsáveis pela Protecção Civil? Os baldios?

"Não há perigo nenhum e os sinais foram ali esquecidos," já por vezes referiram isso. Mas, esquecem-se sinais a encerrar estradas? E o perigo para existir tem de ser visível? Quando aconteceram as últimas quebradas, as suas causas estavam visíveis? Ou iremos sempre confiar na sorte e no «chico-espertismo lusitano» para desenrascar situações?

E se na quebrada da madrugada do dia 27 de Janeiro estivesse lá a passar alguma viatura?

A 5 e a 12 de Maio enderecei dois correios electrónicos à Protecção Civil de Terras de Bouro a questionar sobre o encerramento desta via e que, até à publicação deste artigo, não obtiveram qualquer resposta.

Não acham que ao fim de quatro meses a situação já se deveria ter resolvido? 

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCCXXXVIII) - A imensidão das paisagens

 


Caminhando pelas cristas e cumes, surge o assombro da imensidão das paisagens da Serra do Gerês aqui dominadas pelos Cornos da Fonte Fria, em terras de Pitões das Júnias, e pelos Cornos de Candela, em terras de Outeiro.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 18 de maio de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCCXXXVII) - Abrigo pastoril nas Negras

 


Prova de uma ocupação milenar do território, os currais existentes no Parque Nacional da Peneda-Gerês são um património que deveria ser valorizado não só como mostra da resiliência dos povos serranos, mas também como um património material que se vai perdendo à medida que um certo abandono toma conta das paisagens.

Se em muitos casos os abrigos (fornos) pastoris são preservados em currais onde a presença dos pastores (ainda) se faz sentir, a verdade é que na maior parte dos casos este património está abandonado, coberto de vegetação e em rápida degradação.

Sabendo que por parte de associações locais há a vontade de se preservar estes abrigos, é triste ver que o Parque Nacional da Peneda-Gerês apenas os vê como um adereço do passado, uma memória a esquecer a favor do seu proveito de transformar a paisagem sem o elemento que a moldou nos últimos milénios.

No caso em questão, a fotografia mostra um dos abrigos pastoris existentes nos Currais das Negras, Serra do Gerês. Até quando as forças vivas locais irão assistir impávidas e desanimadas a estas acções de desprezo e abandono por um património que é parte da sua História secular?

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"PNPG: Plano de gestão para Zona Especial de Conservação Peneda/Gerês em vigor por 10 anos"

 


Notícia do E24 pelo jornalista Nuno Cerqueira para ler aqui.

O Governo aprovou um novo plano de gestão para a Zona de Especial de Conservação (ZEC) da Peneda/Gerês, que vai vigorar durante os próximos 10 anos.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 17 de maio de 2025

Paisagens da Peneda-Gerês (MDCCCXXXVI) - O carvalho de Rocalva

 


O velho carvalho de Rocalva resistindo à passagem dos dias na Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 16 de maio de 2025

Turista ferida nas lagoas de Sobroso

 


Uma turista francesa ficou ferida após uma queda numa das lagoas do Rio Cabril, Corga de Sobroso.

A vítima foi socorrida Bombeiros Voluntários de Salto.

Por um concelho de Terras de Bouro mais limpo!

 


Um apelo do Município de Terras de Bouro...

O Município de Terras de Bouro informa que tem disponível um serviço gratuito de recolha ao domicílio de “'monos' ou lixo monstro”, bastando para isso os munícipes o solicitarem através do Número 253 350 010 – Divisão de Obras Municipais, Água e Saneamento (dias úteis, das 9h às 17h) ou o requererem ‘online’, no sítio do município.

Nos últimos meses tem-se assistido ao aumento do abandono indiscriminado na via pública de colchões, eletrodomésticos (frigoríficos, máquinas de lavar, televisões, etc.), mobílias velhas, entre outros resíduos volumosos, constituindo esta ação uma contraordenação, punível com coima, nos termos da legislação em vigor e do Regulamento do Serviço de Gestão de Resíduos do município. Lembramos que existem formas adequadas e gratuitas para o descarte destes objetos volumosos, tornando-se inqualificável o despejo ilegal de resíduos na via pública.

Os 'monos' podem ser entregues diretamente pelos munícipes nos locais assinalados ou, em alternativa, podem solicitar a sua recolha ao Município para que seja agendado o levantamento dos resíduos em casa. Em ambos os casos o processo é gratuito. Além de gratuito, este serviço é mais vantajoso para o cliente porque os resíduos são recolhidos à sua porta (desde que bem-acondicionados) e também para o ambiente, pois a Câmara Municipal garante o correto encaminhamento dos resíduos.

Ao utilizar este serviço, em vez de abandonar os resíduos, estará a contribuir para que os espaços públicos permaneçam limpos e, consequentemente, para o bem-estar, segurança e saúde de todos.

Visita interpretada às Minas dos Carris

 


No dia 5 de Julho terá lugar uma visita interpretada às Minas dos Carris, na Serra do Gerês.

Este evento é promovido por RB Hiking & Trekking e constará de uma caminhada através do Vale do Alto Homem, no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

A visita será interpretada pelo autor do livro "Minas dos Carris - Histórias Mineiras na Serra do Gerês".

As vagas são limitadas.

Mais informações aqui!