terça-feira, 6 de julho de 2021

De Pitões das Júnias a Outeiro - a Etapa 18 da GR50

 


É uma das minhas etapas preferidas da GR 50 Grande Rota da Peneda-Gerês. A Etapa 18 liga as transmontanas Pitões das Júnias a Outeiro atravessando a Mata do Beredo e percorrendo parte da margem esquerda da albufeira da Barragem da Paradela.

Inicia-se o percurso no parque de estacionamento junto da antiga Escola Primária de Pitões das Júnias e após subir a rampa de acesso ao parque, vira-se de imediato à direita seguindo por um caminho empedrado que nos levará a uma zona de estacionamento a partir da qual o caminho nos leva ao início do passadiço de acesso ao Miradouro da Cascata de Pitões das Júnias.


Após passar pelo miradouro, descemos em direcção à ponte de madeira que nos ajuda a transpor o Ribeiro de Campesinho. Caminhamos já num frondoso bosque de carvalhos, a Mata do Beredo, que nos fará sombra até perto da Portela da Fairra. Quase a chegar ao fojo, vislumbramos por entre a vegetação (no nosso lado esquerdo) as paredes do Alto do Carvalhão. No Fojo da Portela da Fairra (um fojo de cabrita) podemos admirar aquela construção peculiar que em tempos serviu para a caça ao lobo e que nos nossos dias lembra as épocas mais difíceis de convivência entre Homem e Lobo.

O nosso percurso passa agora a Norte do Alto da Mulher Calça e começa a descer para entrar de novo num bosque que irá percorrer a margem esquerda da albufeira da Barragem de Paradela. Passando pela Canda, leva-nos até ao Ribeiro de Rebordinho e daqui passamos abaixo do mosaico de lameiros e campos agrícolas de Parada de Outeiro e pelo Moinho do Canto, antes de começar a subir para a bela aldeia de Outeiro.

Ficou a vontade de fazer o percurso num dia frio e de neve!

































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Amostras de volframite das Minas dos Carris

 


Estas imagens mostram amostras de volframite extraídas das Minas dos Carris obtidas pelo Eng. Adriano Barros nos anos 70. As fotografias foram cedidas pelo Amaro Rodrigues.

O volfrâmio, a «espuma de lobo», também designado por tungsténio é um elemento químico de símbolo W e número atómico 74, sendo um metal de cor branco cinza sob condições padrão. No estado natural é apenas encontrado combinado com outros elementos, sendo os seus minérios mais importantes são a volframite  e a scheelite.

Foi identificado como um novo elemento em 1781, e isolado pela primeira vez como metal em 1783. O elemento livre é notável pela sua robustez, possuindo o mais alto ponto de fusão de todos os metais (3410 ºC) e o segundo mais alto entre todos os elementos. Possui uma alta densidade sendo 19,3 vezes maior do que a da água (isto é, 19,3 gcm-3) e cerca de 1,7 vezes que a do chumbo.

O volfrâmio com pequenas quantidades de impurezas é frequentemente frágil e duro, o que o torna difícil de trabalhar. A forma elementar não combinada é usada em várias aplicações, “sendo as principais aplicações em carboneto de tungsténio (WC) e em aços duros estáveis a alta temperatura (ligas de Co-Cr-W) para ferramentas de corte a alta velocidade e para armamento. O volfrâmio de alto grau de pureza é usado em filamentos de lâmpadas e outras aplicações eléctricas. Os compostos de volfrâmio tem um grande número de aplicações industriais.”

O volfrâmio é o único metal da terceira série de transição que se sabe ocorrer em biomoléculas usadas por algumas espécies de bactérias. Porém, o volfrâmio interfere com os metabolismos do molibdénio e do cobre, sendo ligeiramente tóxico para a vida animal.

Fotografias © Amaro Rodrigues (Todos os direitos reservados)

domingo, 4 de julho de 2021

Paisagens da Peneda-Gerês (CMLXXIX) - A vezeira e a Roca Negra

 


Estamos em época de vezeira e os animais alimentam-se livremente pela Serra do Gerês tendo como pano de fundo os píncaros graníticos da Roca Negra.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"Homem sente-se mal num trilho em Arcos de Valdevez e é resgatado pela Força Aérea"

 


Notícia d'O Minho para ler aqui.

Um homem com cerca de 60 anos foi resgatado por um helicóptero da Força Aérea de uma zona montanhosa em Gavieira, Arcos de Valdevez, depois de se ter sentido mal enquanto percorria um trilho pedestre.

Fotografia: BV Arcos de Valdevez / Facebook


Serra do Gerês - Prados da Messe pela Costa de Sabrosa

 


Uma caminhada aos Prados da Messe num dia com muito nevoeiro e com a Serra do Gerês pintada em tons de cinzento.

A parte inicial fez-se pela Mata de Albergaria até junto da Casamata de Albergaria onde seguimos pela trepada da Costa de Albergaria até à Lameira das Ruivas e daqui para a Lomba de Burro. Por entre os lençóis de nevoeiro que ora tombavam sobre a serra, ora se levantavam, o vislumbre dos contornos da Serra do Gerês transportava-nos para os grandes espaços da montanha.

A descida para os Prados da Messe fez-se por entre um nevoeiro denso e nesta altura a chuva chegou por breves momentos, levando-nos a um curto descanso antes de enveredar pelo Curral da Pedra e pelo Porto de Vacas para o Conho, local do já merecido repasto.

O regresso à Portela de Leonte fez-se através da Lomba de Pau, Chã de Gralheiras, Chã da Fonte, Enfragadouro e Preza, passando depois pelo Vidoal.

Ficam algumas fotografias do dia...

















Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)