segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Paisagens da Peneda-Gerês (MDIV) - As Albas

 


As Albas, as guardiãs eternas dos Prados da Messe, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 29 de janeiro de 2023

Um outro olhar (CXCIII)

 


O Paulo 'No Gerês' Figueiredo visitou as Minas dos Carris a 28 de Janeiro de 2023 e teve a amabilidade de me ceder estas fotografias.

Se visitar as Minas dos Carris, envie as suas fotografias para assim se constituir uma base cronológica das ruínas nos píncaros serranos do Gerês.




Fotografias © Paulo Figueiredo (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDIII) - Bicos Altos

 


Saindo de Pousada a caminho de Pradolã, a paisagem dos Bicos Altos, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 28 de janeiro de 2023

Serra da Peneda - Caminhada 'Peneda Selvagem'

 


Caminhada na Serra da Peneda organizada por Rui Barbosa - Hiking & Trekking, com passagem na Lapa do Ladrão, Chã da Matança e Casa do Soajo num dia frio de Inverno.

A caminhada começou junto do Santuário da Sra. da Peneda e após cruzar a aldeia, encosta acima pelos seculares caminhos dos romeiros da Peneda. O vale vai-se tornando largo à medida que vamos subindo e as edificações da aldeia encolhem-se perante o agigantar dos maciços que guardam as encostas. A Meadinha ganha outro tamanho quando comparada com as dimensões humanas e a grandeza da serra mostra-se perante um céu azul frio.


O caminho serpenteia serra acima por entre um pinhal que ladeia a Corga da Pontinha, levando-nos ao Salgueiral e entrando por breves espaços na Corga da Ferrea. O percurso vai depois ladear o Paul da Felgueira Ruiva antes de entrar na Veiga Longa, agora já com um declive mais ameno. Ao longo da Veiga Longa, multiplicam-se as imensas paisagens da Serra da Peneda alongando-se o olhar para os Montes de Laboreiro e para as lonjuras do Xurés, sendo a certa altura bem definida a forma do Vale do Rio de Vilaméa até às Sombras.

Passando pela Lapa do Ladrão, o carreiro vai bordejar a Corga da Matança que baixa para o Cão Pendurado. Caminhando mais ou menos à mesma cota, o carreiro leva-nos então à Chã da Matança onde encontramos as ruínas da Casa do Soajo.

Pelas palavras de Paulo Costa, sabemos um pouco mais sobre esta ruína; "De igual modo interessante para que se consiga uma melhor compreensão da totalidade do fenómeno “Soajo”, como seja o apreender da sua importância no tempo histórico, e as tensões determinadas pela propensão desta localidade para, de algum modo, impor o seu domínio sobre o território confinante, vem a ser a leitura da excelente publicação da Professora Elza Carvalho, de seu título: «Lima Internacional: Paisagens e Espaços de Fronteira Volume 1». Lê-se ali: “À “vila” do Soajo pertencem os poulos de Chã da Cova e Chã da Cabeça, na serra do Soajo, de Felgueira Ruiva e Chã da Matança, na serra da Peneda, isto é, na cabeceira divisória das bacias dos rios Peneda e Laboreiro. “ E continua-se mais adiante: “O poulo “mais idoso”, ou melhor, aquele que teria sido mais frequentado, em tempos antigos, logo, imemoriais, seria o de Felgueira Ruiva, em que, além dos cortelhos, haveria muitas lapas aproveitadas, como abrigo pelos pastores. Contudo, nos inícios dos anos sessenta do século XX, os residentes da "vila" incidiram a sua atenção na Chã da Matança ao construírem com materiais modernos, que incluiu a telha, uma casa, a casa do Soajo, logicamente para abrigo dos pastores, marcando assim, os seus direitos de utilizadores de pastagens alvo de acesas polémicas multisseculares, nomeadamente, com os habitantes dos Ribeiros. A construção de esta casa causou um certo impacto, para não dizer, “respeito” e “estupefacção” nos habitantes, quer dos Ribeiros, do Baleiral, da Peneda e mesmo de Tibo, a avaliar pelo modo, como ela nos foi referenciada e descrita, no Verão de 2003, por um grande número de moradores de estas localidades. Assim, por exemplo, residentes em Tibo referiram-se a esta construção como uma casa nova, que os moradores do Soajo tinham edificado para alojamento dos pastores, mas que foi destruída, pelas gentes dos Ribeiros. E continuando: “O facto de os da Vila de Soajo terem direitos sobre locais tão longínquos como a Felgueira Ruiva e Chã da Matança (poulos), confirmará algum tipo de superintendência pelos moradores do Soajo, resquícios dos tempos da Montaria Real.”"

Deixando a Chã da Matança para trás, iniciou-se a descida para o Carvalhal de Tieiras, entrando-se então no traçado da GR 50 Grande Rota da Peneda-Gerês que nos levaria ao ponto de partida passando pela Casa Florestal de Tieiras, por Ana Malva, pelo fundo da Corga de Cruz Nova e finalmente ao Santuário da Sra. da Peneda, onde nos esperava um maravilho caldo n'O Tchocalho.












Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (MDII) - Alto do Borrageiro

 


Num dia de nevada, o céu azul mostrou-se por instantes, revelando a velha antena de comunicações localizada no Borrageiro, Serra do Gerês, coberta de gelo.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Serra do Gerês - De Lamas à Junceda pelo Zanganho

 


Este é um percurso de cerca de 12 km que, iniciado em Lamas, nos leva a passar pelas ruínas da Casa Florestal de Lamas e desce para a Estrada Panorâmica das Voltas de S. Bento, seguindo depois pela Chã da Pereira, Zanganho e Miradouro do Penedo da Freira, já nas imediações da vila termal do Gerês.

Depois, inicia-se a longa subida para a Junceda seguindo o traçado do Trilho dos Miradouros, fazendo-se uma pequena paragem junto à Casa Florestal de Junceda.

A parte final do percurso é feita pelo traçado do Trilho dos Miradouros compartido com o traçado da Grande Rota da Peneda-Gerês até à Chã de Lamas.










Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa/Carris (27 de Janeiro a 3 de Fevereiro)

 


Sem previsão de precipitação, teremos a continuação dos dias frios nas Minas dos Carris.

Paisagens da Peneda-Gerês (MDI) - Cascata de S. Miguel e Encosta do Sol

 


A Cascata de S. Miguel, Serra do Gerês, com a última luz do dia a iluminar a Encosta do Sol.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Cerveja Aldeia de Lobos

 


Com a simbiose do medronho de Fafião e a IPA, surgiu uma cerveja fafiota alusiva ao Festival Fafião Aldeia de Lobos. 

À venda em todos os espaços comerciais da aldeia de Fafião e no Ecomuseu. 

Passem por lá!

Um encontro com a vida selvagem no Parque Nacional da Peneda-Gerês

 


A visita ao complexo mineiro dos Carris estava quase no fim. Depois da fotografia de grupo, seguíamos para a Represa das Minas dos Carris saindo da zona do antigo posto meteorológico e passando pelas sanjas a céu aberto.

Já havíamos avistado o rebanho de cabras-selvagens quando chegáramos às ruínas. Pareciam vultos fantasmagóricos por entre o nevoeiro e o cenário era perfeito, enquadrado pelas velhas ruínas. Cansados e exaustos da caminhada, era na altura hora de retemperar forças e o espectro das cabras sumiu-se para o grupo.

Na zona em que estavam, sabia que por ali se iam ficar. O alto acima das ruínas dava-lhes o abrigo perfeito e as vigias ficariam atentas se alguém se quisesse intrometer. O encontro com as cabras-selvagens seria quase inevitável, teria era de controlar o grupo para podermos apreciá-las como deveria ser: sem interferência, sem incomodar, sem assustar.

Quando deixamos a zona do velho posto meteorológico, verdadeira varanda sobre as Negras e após uma tentativa infrutífera de vislumbrar o Pico da Nevosa, seguimos para a represa. Mal subi um pouco, tornou-se óbvio que o rebanho, não incomodado, se mantivera onde pensava que iria estar.

Aviso o grupo para não fazer ruídos e para se movimentar devagar. O rebanho movia-se lentamente, composto de animais pequenos, bem como animais mais velhos. No rebanho estavam alguns machos que impressionavam pelo porte, mas de repente - vindo do lado da represa - o grande macho, de porte verdadeiramente notável, fez-se notar em todo o seu esplendor.

Devidamente aconselhados, um grupo de mais de 10 pessoas passou vários minutos a apreciar aquele rebanho sem o incomodar, sem o assustar e, acima de tudo, sem interferir de modo a provocar a debandada do rebanho pela penedia.

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas arquivou um caso de uma perseguição de ‘drone’ a um rebanho de cabras-selvagens em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês porque, supostamente, não foi capaz de identificar a morada do infractor.




















Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)