segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Rio Homem, 29 de Agosto de 2022

 


Ficarão para memória futura estas fotografias que mostram o Rio Homem na sua passagem pela Chã de Devesa e à sua chegada à albufeira da barragem que o aprisiona.

Neste dia, consegui atravessar o Rio Homem com um passo. Um rio que se desvanece, como que a esconder-se do seu presídio.




Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

domingo, 28 de agosto de 2022

Paisagens da Peneda-Gerês (MCCCLXIII) - Memórias de Vilarinho

 


Quando as águas recuam, as memórias de Vilarinho da Furna tornam-se mais nítidas e os seus velhos caminhos, mesmo agora sem levar a lago algum, conduzem-nos para um passado que se esconde, aos poucos, nas brumas do tempo.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sábado, 27 de agosto de 2022

Paisagens da Peneda-Gerês (MCCCLXII) - Ponte e Rio do Arado

 


O leito pedregoso do Rio Arado, Serra do Gerês, torna-se visível após os dias quentes de Verão na passagem da Ponte do Arado.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Outros trilhos - Trilho Interpretativo da Ribeira de Covas

 


O Trilho Interpretativo da Ribeira de Covas decorre na freguesia de Covas, concelho de Vila Nova de Cerveira.

O percurso com cerca de 4,5 km, praticamente com ausência de desníveis, percorre um itinerário junto ao Rio Coura levando-nos à sua garganta, percorrendo as suas escarpas debaixo de vastas copas das árvores autóctones, típicas das ribeiras de montanha. Além da beleza paisagística e florística do itinerário, as componentes culturais relacionadas com a arqueologia industrial hidroelétrica, incrementam a importância deste percurso, pois o trilho percorre parte de uma levada que conduzia a água da barragem para a velha central, hoje em ruína, tendo esta sido a 2.ª Central Hidroelétrica a ser construída em Portugal.

A fauna representativa é constituída por aves invernantes e a lontra que aqui encontram refúgio. Este percurso foi delicadamente recuperado pela autarquia de Vila Nova de Cerveira, atendendo à importância das componentes acima referidas, tendo-se acondicionado este trilho interpretativo com equipamentos que garantem o usufruto desta paisagem de montanha em segurança.

























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Paisagens da Peneda-Gerês (MCCCLX) - O Azevinheiro

 


O marco triangulado do Alto do Azevinheiro, Serra do Gerês, encontra-se sobre o Vale de Teixeira.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Caminhada às Minas dos Carris a 3 de Setembro

 


A 3 de Setembro de 2022 terá lugar uma caminhada guiada às Minas dos Carris organizada por Rui Barbosa - Hiking & Trekking.

Programa geral do evento

08h00 – Encontro no estacionamento da fronteira de Portela do Homem, Serra do Gerês;

              (Localização: 41°48’30.8″N 8°07’51.9″W)

08h15 – Inicio da caminhada pelo Vale do Alto Homem;

12h00 – Hora prevista de chegada às Minas dos Carris

Almoço volante (a cargo de cada participante)

Visita interpretativa ao complexo mineiro dos Carris;

14h30 – Hora prevista do regresso à Portela do Homem;

19h00 – Hora prevista de chegada à Portela do Homem. Final da actividade.

Material aconselhado para a actividade

– Botas de montanha ou calçado confortável;

– Roupa e equipamento adequado à época;

– Lanterna ou frontal.

Dificuldade: Alta

Percurso linear – Distância 22 km (ida e volta)

Características da actividade: iremos percorrer a antiga estrada mineira que ligava às Minas dos Carris através do Vale do Alto Homem em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês. Será feita uma interpretação do complexo mineiro ao longo da sua história, visitando as suas ruínas e aspectos paisagísticos e naturais.

O percurso é autorizado pelo ICNF.

Número máximo de participantes: 10

Valor da inscrição por participante: 20,00€ – Pagamento por transferência bancária ou MBWay.

Para condições particulares, contactar via correio eletrónico ou por telefone.

INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA até ao dia 2 de Setembro de 2022.

Deverá ser mencionado na inscrição o nome completo, data de nascimento, número de CC e NIF para efeitos de seguro.

Inscrições e informações através do endereço eletrónico hiking@barbosa-trekking.pt ou pelo telefone 93 845 03 05.

Valor a pagar inclui: Guia, seguro de acidentes pessoais e de responsabilidade civil.

Não Inclui: Almoço, equipamento necessário para a actividade, gastos pessoais ou outras despesas não indicadas como incluídas.

Importante: Sendo um percurso no Parque Nacional da Peneda-Gerês os participantes devem cumprir o Código de Conduta de Visitantes aqui.

Em caso de se verificarem condições meteorológicas adversas, a actividade será adiada para data a determinar.

Os participantes deverão cumprir as regras de etiqueta higiénica e de protecção individual no âmbito da pandemia Covid-19.

Organização: Rui Barbosa (RNAAT 624/2020)

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Trilhos seculares - Do Arado à Rocalva pelo Azevinheiro

 


Para quem passa pela encosta do alto da Arrocela, a Corga de Giesteira vai-se estreitando à medida que se afunda na direcção do Curral de Giesteira. Sendo a sua margem esquerda de difícil progressão, a parte superior da margem direira apresenta-nos uma passagem entre os Portelos de Teixeira e a Chã de Pinheiro, seguindo pelo Azevinheiro. Pois foi este percurso que percorri neste dia, onde o céu se encontrava «pintado» de riscos castanhos do fumo de numerosos incêndios que manchavam de negro muitas das paisagens de Portugal.

Saindo do Arado muito cedo para evitar longas horas a um Sol inclemente, subiu-se em direcção ao Miradouro da Cascata do Arado através da recém reparada escadaria que alguns, fruto da ignorância e sabe-se lá mais o quê, dizem ter exterminado uma planta única no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Passando o miradouro, segui encosta acima e após passar o curso de água da Ribeira de Giesteira, enveredei pelo emaranhado de carreiros na direcção dos Portelos de Teixeira.


Logo chegando ao início dos Portelos, surgiu uma velha mariola escondida por entre a vegetação que marcava um carreiro que me levaria até ao marco triangulado do Azevinheiro através das Lajes Brancas do Azevinheiro. Chegando junto do marco triangulado, surge-nos uma chã a partir da qual é possível apreciar parte do Vale do Teixo, bem como parte da Corga de Giesteira, Arrocela, Junco e o Pé de Salgueiro, entre outros.

Deixando para trás o marco do Azevinheiro, segue-se o carreiro mariolado, descendo para a Cova do Azevinheiro e depois iniciando a subida para a Chã do Pinheiro. O carreiro está relativamente bem assinalado e dá-nos uma perspectiva diferente da Corga de Giesteira à medida que vamos progredindo.


Na Chã de Pinheiro surgem várias opções, podendo seguir para a Corga dos Fitoiros Negros e depois para o Vale de Teixeira; para a Fraga do Cando e depois para a Chã de Roca Negra; para Entre Caminhos e Poço Azul descendo para o topo da Corga de Giesteira; para Coriscada através da vertente da Meda de Arrocela; ou seguir para o Cando através do magnífico carreiro ao longo da Encosta do Canto, subindo depois para o Curral de Rocalva.

Tomei a última opção e segui na direcção do Vale do Cando após apreciar a magnificência da Roca de Pias e da Quina do Meio em toda aquela bruta e rude paisagem! A caminhada por este percurso dá-nos uma sensação ímpar na Serra do Gerês: é como se estivéssemos a caminhar na direcção dos pés de um colosso que se vai elevando à nossa frente na forma da Roca Negra. Por esta altura, e estando no fundo do vale, o calor já apertava e a esperança de encontrar água desvanecia-se, apesar de não esperar que ali ainda pudesse correr. Mesmo que ali a pequena ribeira tivesse água, a presença de vacas a pastar seria o suficiente para não recolher água. Sabia que em Vidoeirinho a fonte teria água e assim continuei o caminho, subindo a vertente do vale a Nascente e seguindo para o Curral de Rocalva com as suas cores ocres de Verão. Foi mesmo uma passagem rápida, seguindo então para o Curral de Vidoeirinho com a sua fonte, local de descanso e repasto, sendo abençoado com uma brisa fresca que corria na chã à sombra do carvalho ali existente.


A parte final da jornada levar-me-ia a passar no alto da Corga das Cerdeira e depois pelo Estreito com a magnífica paisagem para o Vale da Touça e para os Vidreiros de Pradolã. Prosseguindo, passava então pelo Curral de Pradolã apreciando os Bicos Altos e descia para Pousada, tomando depois o carreiro para Pinhô e seguindo pela Ponte de Servas para Tribela, Curral dos Portos e Curral de Malhadoura, entes de regressar ao Arado.

Ficam algumas fotografias do dia...



























Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)