As Portas do Abelheiro, Serra do Gerês, posicionam-se no vértice do Fojo de Alcântara abrindo o horizonte para os vales profundos.
Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
As Portas do Abelheiro, Serra do Gerês, posicionam-se no vértice do Fojo de Alcântara abrindo o horizonte para os vales profundos.
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As Albas, Serra do Gerês, vistas desde o alto do Borrageiro.
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Iniciando a caminhada em El Cable, segui por uma paisagem invernal que há já muito ansiava. O objectivo seria atingir Cabaña Veronica, porém, as condições de neve muito dura e a não existência de equipamento adequado para progredir a partir de certo ponto, fez que se tomasse a prudente decisão de desistir do objectivo e encetar o regresso via Puertos de Áliva.
Assim, deixando para trás a estação superior do teleférico, segui em direcção aos Lagos de Lloroza através dos Hoyos de Lloroza. Após passar os lagos congelados, atingimos o percurso para Cabaña Veronica na Vueltona e iniciou-se a árdua subida através da neve e gelo. Mais adiante, foi necessário colocar as raquetes de neve para facilitar a progressão nas zonas mais inclinadas. No entanto, antes de iniciar a descida à sombra da Aguja de Bustamante - e como a pendente da encosta iria dificultar a progressão - decidi desistir ded atingir a Cabaña Veronica e iniciar o percurso para os Puertos de Áliva. O percurso levou-nos a rodar Peña Olvidada e as Agujas de Tajahierro, tomando cuidadosamente o caminho de descida para Àliva passando nas imediações do Chalet Real. Chegando ao Refúgio de Áliva foi feita (finalmente) uma paragem para o almoço.
Deixando o refúgio, seguiu-se o traçado do percurso PR-PNPE-24 através dos Puertos de Áliva, fazendo um pequeno atalho através do Sel de las Yeguas até às Majadas de Espinama. Chegando às Portillas del Boquerón, encetamos pela vertente do Joyo de Iguendri, encosta de Frades e encosta de La Serna, seguindo através de um frondoso bosque invernal e passando pela Vega del Naranco e Los Setares, antes de chegar a Fuente Dé.
Ficam algumas fotografias do dia...
Fotografias© Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)
As estruturas recentemente colocadas no Miradouro da Pedra Bela foram, como seria de esperar, alvo de actos de vandalismo com a inscrição de tags.
A área adjacente aos miradouros foi intervencionada recentemente pelo Município de Terras de Bouro com a colocação de um novo gradeamento para melhorar a segurança e uma plataforma em madeira formando um novo 'miradouro' que, entretanto, foram alvo de vandalismo.
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O Prado do Vidoal à sombra do Outeiro Moço, é um dos prados mais conhecidos da Serra do Gerês.
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Reciclando e adaptando um texto já publicado neste blogue. A caminhada ao alto do Borrageiro, verdadeira varanda panorâmica da Serra do Gerês e durante muitos anos considerado como o seu ponto mais elevado.
Segundo Garcias - Montanhas de Portugal, "desde o topo da montanha pode-se admirar uma paisagem majestosa na qual podemos reconhecer o vale do Cávado, as serras da Cabreira, de Fafe Basto, Amarela, do Soajo, da Peneda, do Larouco, do Facho, do Barroso e ao longe as serras do Marão, do Alvão, e do Corno de Bico além da maior parte dos picos principais da serra do Gerês."
A caminhada para o Borrageiro não é difícil, porém é uma trepada que se inicia na Portela de Leonte e nos leva a superior um desnível de cerca de 600 metros até uma altitude de 1.430 metros.
O caminho inicia-se junto do posto de controlo de acesso à Mata de Albergaria, tomando os caminhos de pé posto e uma calçada magistral que nos vai levar a passar junto da Chã de Carvalho até chegarmos ao Prado do Vidoal. Pelo caminho o Pé de Cabril que nos guarda as costas, vai-se afundando na paisagem e os cumes da Serra Amarela e da Serra da Peneda vão-se tornando proeminentes na paisagem, avistando-se também a Serra do Soajo.
A chegada ao Vidoal permite-nos uma paisagem soberba para a Corneda, Pé de Medela, Carris de Maceira, Corga dos Cântaros, Roca d'Arte e Lavadouros. O prado repousa à sombra do Outeiro Moço que vamos ladear por Norte para chegarmos à Preza que nos abre os horizontes para o Vale de Teixeira e Cambalhão.
Para chegarmos à Chã da Fonte, a caminho do Borrageiro, temos duas opções desde a Preza: subindo a encosta que se eleva à nossa esquerda ou seguindo pelo carreiro que nos leva pelo Enfragadouro. A primeira opção será mais curta, mas mais exigente em termos físicos.
A Chã da Fonte antecede a subida para a Fonte da Borrageirinha a partir da qual tomamos um carreiro mariolado para o Arco do Borrageiro. Cliché clássico da época do Gerês Termal, o Arco do Borrageiro é uma característica geológica peculiar a visitar quando se caminha para um dos pontos mais elevados da Serra do Gerês. Ainda segundo Garcias - Montanhas de Portugal, "esta montanha é 14.ª mais alta de Portugal continental, no que concerne à proeminência este cume é o 93.º em Portugal continental e a 4.º na serra do Gerês."
Deixando para trás o Arco do Borrageiro, vamos seguir umas pequenas mariolas que se dirigem a Este e em poucos minutos temos o vislumbre do cume do Borrageiro encimado por uma velha antena de comunicações (agora em desuso). O cume é atingido continuando a perseguir as mariolas até chegar a um secular marco geodésico destruído que vai sendo destruído pelos rigores das condições meteorológicas.
O regresso foi feito descendo pelas Lamas de Borrageiro até atingir a Fonte da Borrageirinha / Chã da Fonte.
Ficam algumas fotografias do dia...
Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)