sexta-feira, 12 de abril de 2013

Município de Terras de Bouro Comemora Dia Internacional dos Monumentos e Sítios a 18 de Abril




O Município de Terras de Bouro junta-se às Comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, com algumas iniciativas no dia 18 de Abril, nomeadamente: Portas Abertas no Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna/Porta do PNPG bem como, visitas guiadas às exposições.

Mais informações aqui ou através dos correios electrónicos museu@cm-terrasdebouro.pt ou


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Postais do PNPG (CLXXXII) - Cascata de Leonte

A Cascata de Leonte será uma das quedas de água mais pitorescas na Serra do Gerês e é o tema deste postal ilustrado editado pela Cristina Duarte Editores.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

quarta-feira, 10 de abril de 2013

As taxas - uma história interminável...

Num país cujos serviços do Estado funcionassem (nem vou dizer mal ou bem, devem funcionar e pronto!) a problemática em torno das taxas estabelecidas pela Portaria 138-A/2010, de 4 de Março, já há muito tempo havia sido resolvida. Porém, em Portugal, e à luz da capacidade das decisões políticas a que nos habituaram, este tipo de resolução leva o seu tempo... um tempo interminável. É como estar a cair para um buraco negro onde a dilatação do tempo nos leva a um vórtice sem fim... Nesta questão o Estado actuou sempre com o intuito de prejudicar todos aqueles que pretendem usufruir das nossas áreas protegidas e actuou sempre no sentido de se beneficiar a si próprio e nunca os cidadãos.

Passados que são mais de oito meses da Resolução da Assembleia da República n.º 98/2012, que recomenda o Governo que proceda à revisão da Portaria 138-A/2010, de 4 de Março, continuamos sem ver qualquer alteração ao estabelecido, continuando a praticar-se uma ilegalidade por parte do Estado.

Em Março de 2013, a Provedoria de Justiça reconheceu os argumentos do Movimento Natureza Para Todos relativamente à ilegalidade da cobrança da taxa pelo acto administrativo inerente à Portaria 138-A/2010, de 4 de Março, e instou a Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural a promover a alteração dessa portaria.


Segundo o que foi declarado pela Provedoria, o Estado actuou ilegalmente ao pretender cobrar uma taxa pela prestação de um acto administrativo quando estava em causa o pedido de autorização para a realização de actividades e visitação dentro das áreas protegidas nacionais, e em especial neste caso para os pedidos de autorização para a realização de actividades de visitação no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Convém recordar que o Movimento Natureza Para Todos sempre defendeu que, "a Portaria 138-A/2010 não prevê taxas para análise das autorizações previstas no Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês (POPNPG), para a visitação (actividades de pedestrianismo e de outros desportos não motorizados). Consideramos que a portaria apenas permite taxar as actividades desportivas e culturais previstas no anexo (I - Declarações, pareceres, informações ou autorizações, n.º 2) isentando desta taxação todas as outras. Sendo errado o seu enquadramento em serviços não previstos (VI - Prestações de outros serviços não previstos) porquanto que a taxação de actividades desportivas e culturais estão efectivamente previstas mas apenas nas condições da tabela."

A Provedoria da Justiça reconheceu que o Estado fez:

- o uso de elementos imprecisos na indicação da base de incidência objectiva do tributo ("prestação de outros serviços não previstos");

- o excessivo montante da taxa em face do serviço prestado, tanto mais que a taxa é liquidada independentemente do sentido da decisão;

- não haver legitimidade para cobrar taxas ao abrigo do POPNPG;

- considerar que a Tabela de Taxas anexa à Portaria 138-A/2010, de 4 de Março, prevê as taxas devidas por 'autorizações' sem que ali figure a taxa devida pelos pedidos de autorizações para realizar caminhadas.

Esta é a constatação de muito do que foi dito ao longo destes últimos meses no decorrer desta luta contra as taxas.

Se o Estado fosse efectivamente uma pessoa de bem, tomaria a iniciativa de devolver as taxas entretanto cobradas de forma ilegal ao abrigo de uma Portaria que foi aplicada de forma ilegal e que se mantém de forma ilegal apesar das declarações proferidas por partes dos responsáveis políticos.

Em relação à análise jurídica que inicialmente foi feita por parte do então ICNB, IP no que diz respeito à aplicação da Portaria, e que agora se constata estar errada, não resta outro caminho que não seja a demissão daqueles que não tiveram a capacidade de ver para lá dos interesses do próprio Estado, proferindo decisões contra os cidadãos.

Fotografias: © Rui C. Barbosa

sábado, 6 de abril de 2013

Postais do PNPG (CLXXXI) - Mata de Albergaria

A Mata de Albergaria, pulmão do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) e por muitos apontada como a verdadeira razão de ser deste nosso único parque nacional, é o tema deste postal ilustrado que pertence a uma colecção cujo tema geral é o PNPG.

Esta colecção é uma edição de autor tendo por base fotografias de Alexandre Cristóvam.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Trilhos Seculares - Sei o que fizeste no Inverno passado...


O dia prometia, se não céus azuis, pelo menos com poucas nuvens. A alma ansiava pelos grandes espaço e largos horizontes após longos e intermináveis dias de chuva que nos aprisiona dentro de uma mágoa e uma letargia sem fim.

Assim, não há primeira oportunidade, rumou-se ao Gerês para bater o pó das botas e gastar um pouco mais o bastão. A volta a dar seria já conhecida... começar no Arado, subir a Giesteira, Coriscada, Arrocela, Cando e Rocalva. Chegados ao local de partida, o vento frio já fazia lembrar os dias do Inverno passado e aqui e ali, o gelo ia resistindo às investidas de uma Primavera que tarda, mas que indubitavelmente haverá de chegar e tomar o seu devido lugar até aos efémeros dias de Junho.

À medida que o altímetro ia-se tornando gente, o frio também aumentava e o gelo engrandecia-se na nossa tomada de decisão sobre o percurso a seguir; no imenso Vale da Giesteira um pequeno deslize pode, em certas zonas, significar uma visita às suas profundezas para os mais incautos. Caminhava-se a bom ritmo e foi nesta altura que surge a surpresa da neve que ia caindo ora agitada pelo vento, ora monotonamente obliterando-se no esquecimento num encontro mais aguerrido com o chão. Após uma ou outra passagem mais corajosa, chegamos ao Curral de Arrocela e daqui seguimos, entrando pouco depois nos fundos do vale de Rio Conho em direcção ao Cando guardado pela Roca Negra. Aqui, a neve em forma de um leva granizado foi-se tornando por momentos mais intensa, indo enfraquecendo até à chegada à Rocalva cuja cabana nos serviu de porto de abrigo por uns minutos enquanto o vento e a neve pesada iam fazendo das suas lá fora.

Daqui, a ideia era seguir pelo Borrageiro, mas decidimos descer pela Corga do Areeiro numa chegada mais rápida a Teixeira. De Teixeira ao Arado, foi um pulinho...
 
































Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Conversas com história em Montalegre


Sessões culturais sobre a história do concelho de Montalegre a terem lugar no dia 5 de Abril pelas 21h00 no auditório do Ecomuseu do Barroso em Montalegre.

Jogos tradicionais em Cabril

Este evento tem lugar no dia 21 de Abril. Mais informações em http://www.facebook.com/aaslcabril.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A propósito de taxas...

Não, desta vez não vou falar da taxa que o ICNF teima em cobrar pelos pedidos de autorização para a realização de actividades de visitação às áreas protegidas nacionais e que foi considerada ilegal pela Provedoria da República e que, pelo tal, considero um verdadeiro roubo descarado que é feito a quem pretende gozar do seu direito de visitar as áreas protegidas que são sustentadas com os impostos que todos nós pagamos e que são mal geridos... Desta vez vou falar da taxa de acesso à Mata de Albergaria.

Ora, esta taxa foi estabelecida a 8 de Janeiro de 2007 pela Portaria n.º 31/2007 com o intuito de estabelecer um equilíbrio entre a conservação dos valores naturais e o uso social e recreativo atribuído a esses mesmos valores. A taxa tem um valor de €1,50 e é cobrada entre 1 de Junho e 30 de Setembro de cada ano, estando dela isentos os naturais e residentes do território do Parque Nacional da Peneda-Gerês, bem como os condutores residentes no município de Lobios.

De notar que o n.º 4 da referida portaria estabelece que "a taxa de acesso constitui receita própria do Instituto da Conservação da Natureza..." (actual ICNF, IP) "...devendo ser afectada a acções de gestão e conservação da biodiversidade na Mata de Albergaria."

Estando em vigor desde 2007, portanto há seis anos, é legítimo nesta altura questionar sobre que medidas têm sido levadas a cabo na gestão e conservação da biodiversidade na Mata de Albergaria quando estamos perante um cenário de aumento da proliferação de espécies invasoras (nomeadamente das mimosas), de degradação da mata, de degradação dos meios de acesso (estrada florestal 'Geira Romana' e estrada nacional EN308-1), degradação das estruturas existentes (casas florestais, trincheira, etc.), de falha total no cumprimentos dos objectivos da Portaria n.º 31/2007, de 8 de Janeiro no que diz respeito à regulação do trânsito motorizado na época estival, enfim, perante um cenário de abandono não compatível com a entrada de recursos supostamente afectos a "...acções de gestão e conservação da biodiversidade na Mata de Albergaria." É legítimo questionar para onde têm sido canalizados os milhares de euros que têm sido arrecadadas até agora e quais os investimentos que têm sido feitos com esses recursos?

Esta é uma taxa que criou polémica quando foi estabelecida, mas que com o passar do tempo deixa de ser contestada, mas cujos seus objectivos falharam em toda a linha. Assim, porquê continuar a cobrar o acesso quando o dinheiro se esfuma num buraco negro algures em Lisboa?

Fotografia: © Rui C. Barbosa

Postais do PNPG (CLXXX) - Casas rurais

A arquitectura rural serve de tema a este postal que nos mostra duas paisagens urbanas de dois lugares do Parque Nacional da Peneda-Gerês, sendo um deles a vila do Soajo. O postal foi editado nos anos 90 e no seu verso tem a seguinte legenda "casas rurais situadas na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês sem a promiscuidade de arquitecturas urbanas. Pelourinho do Soajo."

Fotografia: © Rui C. Barbosa

terça-feira, 2 de abril de 2013

A taxa duracell... e continua, e continua!

Vivemos num país onde se ultrapassou todos os limites do razoável e onde os sucessivos governos não se interessam pelos cidadãos deste país. Governam ao sabor de interesses maiores e fazem tábua rasa das decisões tomadas nas quais o Estado é «condenado». Tal aconteceu com a recente decisão do Provedor de Justiça em relação às taxas apontadas pela Portaria 138-A/2010, de 4 de Março. Declaradas ilegais, a tutela continua no entanto a fazer ouvidos moucos e vistinhas cegas ao que foi decidido, e as taxas continuam, e continuam como o fofinho coelho da Duracell que se escapa sempre aos terrores da Páscoa.

Penso que atingimos o limite e já não colam as desculpas dos processos de reestruturação da Autoridade Florestal Nacional com o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade para originar o actual ICNF. Já se ultrapassou todos os limites da razoabilidade ao se atrasar este processo, e vai-se lá saber porquê, ao sabor de interesses instalados pelos corredores do turismo da natureza. É uma tamanha imbecilidade e falta de inteligência pensar-se que a ausência de taxas irá fazer diminuir o fluxo de interessados nas empresas de turismo da natureza. Não é admissível que se continue a prolongar e a arrastar este cadáver que dá pelo nome de Portaria 138-A/2010 e que continue a haver pessoas que queiram gozar do pleno direito do contacto com a Natureza e não o façam por receio de uma «repressão» por parte das autoridades que vigiam as áreas protegidas.

Como é normal neste país, este estado de coisas não tem responsáveis e os responsáveis por este estado de coisas não têm um pingo de vergonha na cara por fazerem adiar todo este processo. Por outro lado, os responsáveis pelos responsáveis por este estado de coisas já deveriam ter a noção de que o único caminho para esses parasitas do Estado é a sua demissão.

Enquanto o próprio Estado não tiver o tão aclamado «sentido de Estado», seremos governados desta forma miserável e incompetente...

Fotografia: © Rui C. Barbosa

sábado, 30 de março de 2013

O Gerês Florestal, o Pé de Salgueiro, o Junco e a busca pelo Laspedo

São vários os livros onde podemos encontrar referências à delimitação do Gerês Florestal ou mais precisamente aos limites do perímetro «cedido» ao Estado a 17 de Agosto de 1888 pelo administrador do concelho de Terras de Bouro.

Para além da importância história na compreensão das lutas das populações serranas contra esta «usurpação» dos seus territórios, esta delimitação permite-nos o conhecimento de topónimos serranos que hoje caíram em desuso e que estão em risco de se perder devido à não existência de uma memória escrita ou de uma cartografia que tenha o papel de preservar este importante espólio etnográfico que consiste na designação dos diferentes locais da Serra do Gerês a partir das tradições locais.

No seu livro "Vilarinho da Furna, memórias do passado e do futuro", Manuel de Azevedo Antunes dá-nos uma listagem completa dos limites gerais do perímetro deste Gerês Florestal. Assim, a delimitação deste perímetro nos limites a nascente e caminhando do Sul para Norte desde a Pedra Bela (do qual um dos marcos se encontra junto ao cruzamento): marco geodésico do Varegeiro; marco geodésico do Junco; marco triangulado do Pé de Salgueiro; desde o Pé de Salgueiro até o marco geodésico do Borrageiro, águas vertentes do rio do Gerês.

Ora, em 1888 os orónimos que foram utilizados para a delimitação do Gerês Florestal correspondem, mais uma vez, a alguns dos nomes que são utilizados nas futuras cartas topográficas militares de 1949 e a sequência destes nomes é já nossa conhecida. Aqui, não existe dúvidas quanto à localização do Junco e do Pé de Salgueiro, e da mesma forma é possível localizar no terreno alguns dos marcos que delimitavam o Gerês Florestal entre a Pedra Bela e o Curral do Junco localizado à sombra do Borrageiro na extremidade Norte do Vale de Teixeira um pouco acima do Curral de Camalhão. Mais uma vez, nesta série de topónimos, não existe a referência à localização nesta área do Laspedo que em relatos mais tardios aparece referenciado entre os Prados Caveiros e o Peito de Escada à vista da Mata de Albergaria.

Fotografia: © Rui C. Barbosa

Peneda-Gerês: Esse parque que não se materializa

..."o PNPG não se faz presente" (...) "tem um sistema repressivo em vez de apoiar."

Um artigo muito crítico de Ivete Carneiro no Jornal de Notícias.

Imagem: Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

sexta-feira, 29 de março de 2013

As Portas

Na interessante série Caderno de Cultura editados pela Câmara Municipal de Terras de Bouro, e mais precisamente no caderno n.º 2 no artigo de Eduardo Pires de Oliveira "Imagens do Gerês de há cem anos", surge a imagem que encabeça esta publicação.

A legenda refere "Serra do Gerez - Penedos denominados «As Portas» (Segundo desenho do sr. Júlio A. Henriques - O Ocidente, 9 (621) 21 Mar. 1886, p.72)."

A figura faz-nos lembrar o Arco do Borrageiro (ou Pórtico do Borrageiro) tal como surge na fotografia em baixo, mas achei interessante a designação que lhe é dada em 1886, isto é 'As Portas'. Sendo vista de Sul para Norte, a encosta que surge no desenho será o Alto de Varziela.