sábado, 27 de janeiro de 2018

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (27 de Fevereiro a 4 de Fevereiro)


As temperaturas vão-se manter baixas nos próximos dias nas Minas dos Carris sem a ocorrência de precipitação.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Deixar de ser...


No quarto agora escuro vislumbro no limbo dos sonhos os ténues fios de luz que invadem a negrura da escuridão
São como cânhamo que me prende a uma realidade que se esvai e que desejo que não volte
Sinto o corpo que se esvai
Transformando-se num nada absoluto...
...tal como a existência.
Os dias que se riscam nas folhas de um calendário. Dias que passam, vazios, escuros... negros como uma noite sem luar!
Os olhos fecham-se por uma última vez
Silêncio, paz... Eternidade.
Solidão e a saudade que se massacra com um espezinhar de um insecto.
Deixar
de
ser...

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados

Dona Morte


Gostava de sentir o teu terno abraço
Os teus braços frios em tons de cal
Aconchegado no teu seio
Fitando os teus olhos negros, profundos e vazios
Sentir o frio a tomar, conscientemente, conta de mim
Sentir o sabor dos teus lábios de tons de azul
Adormecer.
Adormecer num sono sem fim
Solitário na tua companhia
Existir para lá do véu pálido da noite
Olhar, no silêncio do cortejo, aqueles que para trás ficam...
Bordejar os rios, calcorrear sem deixar marcas as montanhas
Saltar no abismo escuro, profundo... negro
Saborear o negrume para lá das nuvens em tons de chumbo
Nunca mais sentir as gotas frias da chuva
Ser um efémero cristal de gelo bramido pelos raios de Sol
Estar sozinho nas penumbras da noite
Sentir o sabor do sangue que corre
Esquecer o sabor do teu beijo a cor do teu olhar
Ser surdo à tua voz...
...amar a Dona Morte.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados

Paisagens da Peneda-Gerês (CXCIV) - Vale do Rio Monção


O Vale do Rio Monção, Serra do Gerês, com as suas paredes graníticas aprumadas, permanece como um dos santuários mais selvagens de todo o Parque Nacional.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (26 de Janeiro a 4 de Fevereiro)


Espera-se que a próxima semana seja limpa de nuvens e com Sol nas Minas dos Carris, com as temperaturas a descer.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (23 a 31 de Janeiro)


A Serra do Gerês deverá ficar coberta de neve nos seus pontos mais elevados nos dias 25 a 27 de Janeiro.

Quem és tu? ...ninguém.


...nada!
É o que resta quando raspamos a pele.
Quem és tu?
...ninguém.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Imóvel no limiar do sonho...


O mundo que se esvai
Por entre tardes de Inverno e manhãs submergidas de solidão
Um horizonte atormentado por nuvens plumbeas e finos raios de Sol dourados
Permaneces imóvel no limiar do sonho...

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

domingo, 21 de janeiro de 2018

Paisagens da Peneda-Gerês (CXCIII) - A cabra


Vigilante das alturas, a sempre presente cabra selvagem vista desde a passagem do Modorno, Serra da Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Reflexo


Um reflexo de mim
Como uma penumbra na montanha
Para lá das sombras, espalha-se algo de saudade...
...um restolhar do ser.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (21 a 29 de Janeiro)


Possibilidade de queda de neve a 25 e 26 de Janeiro.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Casa Abrigo do Académico F. Clube - apenas mais uma ruína


Não sei como descrever aquilo que senti ao ver o estado em que chegou a antiga Casa Abrigo do Académico F. Clube que existe (resiste) na Mata de Albergaria, Serra do Gerês.

No fundo já nem vou responsabilizar o Parque Nacional da Peneda-Gerês, e por consequência o Estado Português, pelo estado tristemente miserável a que este edifício chegou. É simplesmente deplorável que decisões passadas levem a este resultado. Não me espanta, é apenas o reflexo daquilo que somos como país e como sociedade... sem consciência histórica e patrimonial.

Somos todos responsáveis, de uma forma ou de outra... Somos responsáveis por algures pelo caminho termos deixado de nos interessar (ou será que alguma vez nos interessamos) por situações como esta. Somos responsáveis por não exigir mais, somos responsáveis porque nos cansamos de apontar o dedo e de gritar bem alto que não queremos pessoas que tomem decisões que levem a este resultado. Somos responsáveis por não tomarmos as rédeas e resolvermos nós estes problemas! Devemos exigir a excelência de quem nos governa e de quem toma decisões - ficamos contentes por sermos governados por medíocres e assim assumir que também o somos...

Assim, e como as imagens mostram, a Casa Abrigo do Académico F. Clube é apenas mais uma ruína no meio de uma paisagem arruinada...








Recordo aqui um texto escrito em Março de 2014, mas que não deixa de se aplicar como uma luva à situação em questão... A tomada popular das Casas Florestais - um imperativo.

Quem não estuda a História corre o sério risco de a ver repetir-se. Se analisarmos em larga escala os sinais que nos nossos dias nos espreitam através dos recantos obscuros dos media controlados, veremos que os sinais estão todos aí.

Recentemente, o Governo apresentou na Assembleia da República uma proposta de lei que visa transformar os baldios em bens privados, eliminando assim os últimos resquícios de comunitarismo que estas parcelas comunitárias de natureza colectiva representam.

Este é mais um passo na destruição do usufruto popular dos nossos meios rurais e florestais. E isto não se aplica somente às populações locais, pois o ataque surge em larga escala ao limitar o nosso acesso a muitas áreas protegidas.

Em consequência deste longo ataque, as nossas florestas transformam-se em espaços desorganizados e vítimas fáceis dos vorazes fogos estivais com a sua consequente transformação em zonas de plantação de eucalipto tão celeremente aprovada pelo actual Governo.

Uma outra consequência destas políticas foi o abandono das Casas Florestais e dos espaços abrangentes. A extinção da figura do Guarda Florestal, verdadeiro zelador da floresta, abriu a porta à desordem da floresta e posteriormente ao abandono e vandalismo de um património que hoje se vai degradando a cada dia.

Em termos patrimoniais, o abandono das Casas Florestais constitui um crime perpetrado aos olhos de todos pelo Estado! Assim, é urgente que se tomem medidas para evitar esta degradação e recuperar este património, transformando-o numa mais valia para as populações locais.

Assim, e na ausência de uma atitude por parte da tutela que resolva esta situação, é um imperativo que haja uma tomada deste património por parte das populações que se devem unir e reclamar a posse destes edifícios. Devem-se constituir comissões populares que discutam entre todos o melhor destino a dar cada edifício, evitando assim a sua perda e com ele podendo retirar o proveito através do qual possam melhorar a sua vida!

A tomada popular das Casas Florestais é um imperativo, um passo na recuperação das nossas florestas e espaços rurais!

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)