segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O «montanhismo» e a conspurcação


É inerente à personalidade de cada um a forma como nos comportamos durante as nossas jornadas pela Natureza, independente destes serem num parque nacional, numa montanha indiferenciada ou no quintal lá de casa. Penso mesmo que isto não será fruto de uma má educação por parte dos pais ou de quem nos educa, até porque como seres «inteligentes» que nos gostamos de identificar num egocentrismo em relação ao nosso entorno, deveríamos de ser capazes de complementar, corrigir ou aumentar, a forma como nos comportamos em sociedade e perante esse tal meio que nos rodeia.

É aqui onde muito deste pensamento falha. De facto, existe muita gente que de «inteligente» poderá somente ter o aspecto, mas cuja maneira de estar e de se comportar em sociedade e perante a Natureza, é daqueles vácuos impossíveis de encontrar em todo o Universo.

Por muitas vezes que aponte neste blogue, que é o que é, atitudes que me fazem pensar qual o objectivo e o porquê de certas presenças de indivíduos na nossas montanhas e nos nossos espaços naturais, jamais irei compreender, por exemplo, o abandono de uma garrafa de vidro no meio da serra (especialmente quando ao ser transportada para lá, pesava muito mais do que quando vazia), o deixar ficar o lixo espalhado pelos caminhos, as garrafas de plástico vazias e agora inúteis escondidas por entre as rochas, ou os invólucros das barras energéticas caídas por entre os arbustos.

A cada visita às Minas dos Carris sou surpreendido por cenários semelhantes a estes. É como se quem lá deixa o lixo estivesse à espera de haver a recolha do lixo por aquelas paragens.

Gente que suja e estraga, não preza o ambiente, não preza as montanhas e, sinceramente, não preza o respeito pelos outros, principalmente por quem não conhece e acima de tudo pela casa dos outros, de quem «lá vive». São decisões e atitudes estúpidas, inergumenas, e de uma falta de inteligência atroz, aquelas que a imagem que encima esta publicação, mostram.

No fundo a estupidez e a burrice não tem limites para estes «montanheiros»

Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

1 comentário:

Célitos disse...

Olá Rui, acho que estás coberto de razão, mas não deves chamar "montanheiros" a esse tipo de gente, pois não passam de um bando de idiotas que circulam pelas nossas montanhas.
Abraço

Teixeira