terça-feira, 13 de novembro de 2012

Destruída a mariola de Chã de Suzana

Não vou aqui tecer variadas considerações sobre os comportamentos que se devem ter em montanha, nem muito menos dizer que os montanheiros(as) são pessoas especiais com um especial apego à Natureza e tal. Isto pode ser verdade para alguns, porém para muitos não é verdade. Para além de ser uma passerele de roupa xpto, de botas com menos 50 g do que as botas do amigo ou de um saco-cama que aguenta mais frio do que o compadre, muitas vezes a montanha é uma montra da verdadeira estupidez humana.

Há pouco tempo falei dos actos de vandalismo que muitas vezes sofrem as ruínas das Minas dos Carris (aqui e aqui). Já falei de mariolas destruídas e de outras incompreensíveis que aparecem em sítios sem interesse ou para atalhar três metros de caminho postas por alguém que pensa que faz um grande favor aos outros. Neste caso, falo da destruição de mariolas que muitos palermas não sabem para que servem e quem pensam que ali foram colocadas como um verdadeiro falo que lhes deveria entrar pelo cú acima e que se satisfazem enfiando os dedos ao olhar para tamanho monumento.

Mais uma vez aconteceu que uma mariola construída pelas gentes serranas foi vandalizada (alagada) por uns anormais quaisquer, desta feita a grande Mariola da Chã de Suzana não muito longe de Xertelo. Esta construção, caso não saibam, é de muita utilidade para os pastores se guiarem na serra pois mesmo eles com o seu enciclopédico conhecimento dos cantos e recantos da montanha, necessitam de ajuda em dias de nevoeiro ou neve. Mas infelizmente, quem cometeu um acto destes não tem uma só ligação entre os dois únicos neurónios que possuem para chegar a tamanha e brilhante conclusão. Naquela cabeça cheia de bosta de vaca resta-lhes a satisfação do momento em que a destruíram, semelhante à que têm quando o nalguedo se afasta para entrar o falo com que todos os dias se satisfazem.

Felizmente, as pessoas serranas são mais resistentes do que a vossa estupidez e a mariola acabaria por ser reconstruída dias depois.

Façam-nos um favor... fiquem longe daqueles lugares... para vosso bem.



Fotografias: © Caminheiros de Montanha

2 comentários:

Jose Miguel Barbosa Ferreira disse...

Infelizmente actos destes acontecem com certa frequência, e certamente continuaram a acontecer. Não consigo perceber a mentalidade de certos seres, que se intitulam de seres racionais mas que de racionais nada tem. E muito triste mesmo. Felizmente ou infelizmente nunca presenciei nenhum tipo de vandalismo na serra. Espero que as pessoas tenham mais consciência daquilo que vão fazer para serra. Ela e de todos, mas isso nao nos da o direito de destruir ou perturbar o que quer que seja.

Carlos M. Silva disse...

Olá
Não conheço a serra como tu (ou vós) nem sei os nomes de muitos dos lugares nem destas mariolas mas é mais que provável que na minha última caminhada nessa parte do Gerês,com partida e chegada a essa aldeia,a incursão a pé posto se tenha iniciado precisamente aí;e se for essa é uma zona ainda de acesso de carro/jipes.Não que quem vá a pé não seja capaz disto mas poderá ser uma explicação, que evidentemente nada desculpa. Tendo sido reconstruída só posso agradecer às pessoas/pastores de Xertelo pela reconstrução,gentes que me(nos) acompanharam no fim da caminhada e que nos presentiaram com um lanche de boas vindas no dia da vezeira.
Obrigado pela informação e obrigado pela eliminação do vandalismo mas que não deve ser esquecido.
Carlos M. Silva